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A equipa que vai acompanhar João Almeida no Giro

Dá garantias? É a melhor que já teve em Grandes Voltas. O problema é que McNulty e principalmente Vine, que brilhou na última Vuelta, podem ter as suas próprias ambições e quererem lutar pela geral.

João Almeida vai liderar a UAE Team Emirates no Giro, que decorre entre 6 e 28 de Maio. O ciclista português, que já fez dois top 6 na prova, terá a companhia de Pascal Ackermann (Ale), Alessandro Covi (Ita), Ryan Gibbons (Af. Sul),  Davide Formolo (Ita), Brandon McNulty (EUA), Diego Ulissi (Ita) e Jay Vine (Aus).

4 Comentários

  • Filipe__Santos
    Posted Maio 2, 2023 at 4:08 pm

    Nessa Vuelta 2022 em que Jay Vine brilhou (e realmente brilhou mesmo), perdeu 2.26 para Remco num ITT de 31 kms. São mais ou menos 5 segundos por km. Já agora, nesse msm ITT perdeu 13 segundos para um João Almeida longe do pico de forma, e que se enganou no caminho. Nota ainda para este ter sido, segundo o procyclingstats o CR mais rápido da carreira de Jay Vine.
    Obviamente que a estrada é que terá de mandar, mas com um ITT de 20 kms logo na abertura, há boa probabilidade de Jay Vine sair do primeiro dia com atraso de cerca de 1:30 para Remco, menos um pouco para Roglic, e uns 40 segundos para João Almeida.

    Isto para dizer que não serão as ambições individuais de luta pela geral que ameaçam a liderança do Almeida, mas sim o estilo de correr da UAE, que provavelmente não levará nenhum ciclista (excepto Gibons) com o papel de gregário. Não digo que a equipa, em determinados momentos da corrida não se una em torno do líder, mas ter aqueles gregários mesmo gregários, que estão ali 3 semanas com o intuito de proteger o líder… Não vejo nenhum.

  • Pedro Barbosa
    Posted Maio 2, 2023 at 4:21 pm

    Se desde o “primeiro dia” em prova o João Almeida demonstrar que está na luta pela vitória terá a equipa focada nesse seu objectivo, na minha opinião. Essa é a regra matriz em qualquer grande volta; se o líder está na luta pela vitória a equipa tenta estar em sua volta.

    O problema neste ano, infelizmente, é que um ou outro adversário – falo concretamente dos “titãs” Evenepoel e/ou Roglič – pode colocar cedo uma machadada na discussão da vitória final para o resto dos candidatos, se construir cedo uma diferença. Num cenário desses o João não pode apenas cingir-se a acompanhar mas terá que evidenciar que está no mesmo patamar para competir e ganhar, porque senão a UAE Team Emirates vai provalvemente libertar os seus ciclistas para tentar pontuar na classificação geral ou em vitórias em etapas. Os colegas têm que acreditar que estão a lutar para ganhar, não apenas para fechar o pódio. Esse será o grande desafio do João para este Giro 2023, o salto competitivo que terá que dar em relação a anos anteriores.

  • Francisco Ramos
    Posted Maio 2, 2023 at 5:04 pm

    Penso que o João poderá beneficiar muito do duelo Roglic vs Evenepoel e da marcação que irão fazer um ao outro. Contudo, precisa de ter uma equipa que esteja com ele e não como aconteceu ainda recentemente que numa quebra estava completamente sozinho e Yates continuo no grupo da frente mesmo estando a 10m na geral.

    Para ambicionar o TOP3, salvo algum imprevisto dos outros 2 tubarões, terá que lidar com Vlasov ou Sivakov, Hugh Carthy ou Pinot (apesar de perder muito tempo nos contra-relógicos) e, principalmente, Hart que penso que seja o seu grande concorrente, até pelos resultados de 2023.

  • João Ribeiro
    Posted Maio 3, 2023 at 7:58 am

    É um alinhamento mais talentoso que o de temporadas passadas mas acho que é um bloco de apoio ao João idêntico ao de temporadas passadas.

    Ackerman e Gibbons serão as duas armas para o sprint e duas peças à parte na estrutura. McNulty e Covi deverão ser os caçadores de etapas (com papel de proteção em determinados momentos) e deverão passar mais tempo em fuga do que no apoio ao João Almeida, e Jay Vine irá para o Giro com ambições para lutar por uma boa classificação na geral (isto mesmo já foi afirmado pelo próprio João Almeida numa entrevista recente ao Gonçalo Moreira da Eurosport), algo que duvido que consiga tendo em conta que não compete desde que se lesionou no UAE Tour e devido ao perfil com muito contrarrelógio da prova. Mesmo ficando arredado cedo desse objetivo da geral, o Vine será libertado para caçar etapas, passando o Covi a ter mais responsabilidades de proteção.

    Sobram Formolo e Ulissi como os verdadeiros gregários a full-time e, mediante a forma como correr a prova do australiano, veremos se os mesmos não se irão repartir por Almeida e Vine.

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