O mercado de transferências permitiu aos conjuntos nacionais reabastecerem forças e melhorarem os plantéis, para uma época longa e aguardada, um pouco por todo o lado, com enormes expectativas. Ao contrário do que tem sido habitual nos últimos anos, os “três grandes” foram capazes de segurar activos importantes (Benfica não perdeu nenhuma figura de relevo; FC Porto “só” vendeu um titular; Sporting perdeu elementos de vulto, mas por razões distintas, sendo que até reaveu Battaglia, Bas Dost e Bruno Fernandes), podendo passar por aí a receita do sucesso.
Ora, numa fase em que, mais que nunca, os clubes de países periféricos dependem absolutamente da boa gestão de recursos, de modo a que se espelhe nos resultados financeiros, é impossível olhar para o mercado como mero acontecimento secundário – não o é. Ao invés, trata-se de um evento de superior importância, no qual saber movimentar-se bem, vender no momento certo, comprar em antecipação, entrar em loucuras apenas quando é mandatório, é fulcral para o sucesso da temporada desportiva.
Neste âmbito, que como referenciado não mais pode ser menosprezado (caso seja, o risco de diminuição de competitividade efectiva-se automaticamente), um emblema lusitano tem ficado muito aquém dos seus pergaminhos: o FC Porto. Os “Dragões”, que durante anos a fios foram os campeões do mercado no nosso país (comprar barato, vender caro, sem nunca perderem a identidade e o espírito vencedor), vêm errando sistematicamente desde a Era Lopetegui (durante dois anos realizou-se um investimento, não só na compra de jogadores, como nos salários dos mesmos, incomportável com a realidade da nação), mantendo um perfil errático que vigora até ao dia de hoje. Entre vendas inexplicáveis (no espaço de pouco mais de um ano saíram Rúben Neves, Diogo Dalot e Gonçalo Paciência, figuras da formação que renderam metade do que, em condições normais, valeriam) e contratações falhadas (basta olhar para o registo desta época para o perceber… Janko, Waris, Ewerton e Paulinho foram oficialmente apresentados há pouco tempo mas rapidamente ficaram fora das opções), a situação azul e branca entretanto só não se agudizou porque Sérgio Conceição, aparentemente a única solução certa encontrada para o banco nos últimos 5 anos (e convém relembrar que nem era a escolha primordial), foi capaz de retirar de emprestados e ostracizados (Aboubakar, Marega, Ricardo Pereira, Sérgio Oliveira) um nível superior.
Contudo, o mais grave problema, pela forma como destitui as equipas de qualquer contrapartida financeira e as coloca numa posição de fragilidade, é a questão dos atletas em fim de contracto. Um problema normalmente raro (sobretudo em emblemas de topo) mas que, no caso do FC Porto, vem surgindo com uma recorrência extraordinária. Após ter perdido Iván Marcano e Diego Reyes neste Verão (um titular e outro futuro titular), o campeão nacional arrisca-se a perder, daqui a um ano, mais duas referências a custo zero: Brahimi e Héctor Herrera, curiosamente dois dos três jogadores mais importantes do plantel. São, concretizando a impossibilidade de renovação do mexicano e argelino (e estes dois, ao contrário de um Sérgio Oliveira, sabem que, tendo o passe na mão, facilmente garantirão contractos mais vantajosos), quatro atletas de peso a abandonar o Dragão em somente dois anos, sem que tenham deixado qualquer contrapartida económica na cidade Invicta.
Existir desleixo em relação a um jogador pode acontecer a qualquer emblema do Mundo, por mais poderoso que seja (veja-se como o Chelsea se viu obrigado a vender Courtois a preço de saldo), mas permitir que a mesma questão apoquente o clube quatro vezes em 12 meses (com perdas financeiras a superar os 60 M€) demonstra uma inaptidão gritante na gestão dos recursos à disposição. É verdade que, perante a vontade férrea do jogador em sair, o clube só tem de aceitar a decisão, mas não é menos certo que, tendo-se pensado na renovação em tempo oportuno, as dificuldades relativas à mesma teriam sido incomensuravelmente menores. No fundo, o FC Porto acabou, nos quatro casos analisados, de modo algo amador, por perder o timing para revisão razoável dos respectivos contractos, oferecendo de bandeja aos jogadores armas negociais brutais: por um lado tempo (que nestas situações corre sempre a favor dos atletas), por outro a assunção de que se tratam de pedras basilares (isto, obviamente, leva a que exijam uma revista em alta do ordenado, que rapidamente se torna impensável para um clube em óbvias dificuldades financeiras). No fim do dia, a ideia de que estes jogadores em fim de contracto compensam em campo a saída iminente a custo zero acaba por ser meramente ilusória, especialmente numa época em que esses elementos são a tal ponto valiosos (por um Herrera à entrada do último ano de contracto os “Dragões” receberam propostas na ordem dos 25 M€…). É, enfim, uma tentativa de corrigir algo incorrigível que, por muito proveitosa que possa ser dentro das quatro linhas, apenas evidencia o que fica claro a cada ano que passa: o FC Porto perdeu a tenacidade e agressividade no mercado e na gestão dos jogadores, não sendo, consequentemente, de estranhar que situações deste género se prolonguem no tempo.
António Hess


29 Comentários
Vespas
E foi campeão…a liga portuguesa desceu claramente de nível. O Porto está mais fraco mas os outros também.
Neste momento os grandes exportam para clubes médios ingleses. Fora o Ederson, nos últimos anos não há jogadores a sair de Portugal e a singrar no topo. Basta olhar para o Gaitan que por cá era craque e que não fez nada no Atlético. O Gelson Martins vai ser ainda pior.
Não é o Porto que está uma desgraça, é a liga. Enquanto podiamos ir à américa do sul buscar uns craques, agora é quase impossível quando clubes como o Chelsea e o Real os compram por valores loucos para depois os emprestarem. Di Maria ou James seria impossível agora.
A gestão do Porto tem sido ridícula é verdade, para não dizer outra coisa (falta saber o valor a pagar à Doyen pelo Brahimi, que com certeza existe) mas o pior é que não aprendem.
FCPSTYLE
Nasci na Invicta, ou seja, tenho 36 de FCP e sempre o serei.
O FCP tem de se reinventar, tem de reformular toda a sua politica e acima de tudo, expulsar os “gulosos” que só prejudicam o clube.
Com muita pena minha, prevejo uma época de grande fracasso, temos um plantel limitado e o SC começa cedo com as atitudes dele!!!
Enfim, não aprendemos nada!!!
Judge_Dredd
Eu como portista parece me obvio este artigo.
O FCP tem neste momento poucos jogadores de topo( Alex Telles,Danilo, Brahimi, Felipe) e alguns deles estão longe de outros que por cá passaram.
Há uma degração clara na competencia de detectar talento e isso faz com que oa erros de casting se acumulem( colocando pressão sobre a parte financeira).
O FCP derreteu neste defeso quase 40M em 6 ou 7 jogadores e apenas o Militão é um verdadeiro reforço.
O mais inacreditavel é que dessses 6 ou 7, 3 foram dispensados e outro foi para a B.
É deveras problematico
DeMachado
Isto deve-se exclusivamente à saída do verdadeiro cérebro de operações que o meu FCP tinha : Antero Henrique. Já há vários anos que PDC toma decisões só para “Inglês ver” e delega muitas partes da gestão do FCP. PDC preferiu dar poder ao seu filho e afastar Antero gradualmente e este Porto atual é o espelho da sua horrível decisão. Antero até podia receber comissões mas nunca metia os seus interesses pessoais à frente dos do Porto. Tenho a clara ideia Alexandre usa o Porto sobretudo para o seu próprio proveito e acho que não me engano no que digo.
Isto começou tudo com Lopetegui, treinador que Antero vetou veementemente.
Quem assumir a pasta de presidente do FCP pós PDC, vai ter vida difícil.
Sombras
O Antero Henrique tem tanto mérito que é gozado por essa Europa fora e os representantes dos jogadores recusam-se a falar com ele. Ele era o que era porque tinha “apoio” da máquina do Porto, da intimidação e todas essas coisas, dos infiltrados do Porto na Liga e na FPF, ele por si é um director desportivo normalissimo.
Mantorras
Contratou Neymar e Mbappe, e o PSG deixou-se de Di Marias e Draxlers, que por muito bons jogadores que sejam, não são top mundial.
Sombras
Parabéns, contratou um jogador por 220M€ e outro por 150M€. Difícil assim…
Mantorras
Contratou dois jogadores top vs normais, querias que pagasse o que? Tres euros e meio? Enfim.
Uma coisa e ir buscar rejeitados do Man Utd, outra e sacar uma estrela ao Barca. Sabes porque pagou 220 pelo Neymar? Porque o Barcelona ainda assim nao queria vender, e so mesmo pela clausula.. sinal de qualidade do jogador.
Madame Tatica
O facto de os representantes dos jogadores se recusarem a falar com ele não é de todo negativo. Pode significar também que não cede às pressões e exigências desses mesmos indivíduos.
Kacal
Ora nem mais, se calhar é por isso que fazíamos tantos negócios lucrativos!
Apessoa
Pois, realmente contratar o Neymar e o Mbappe não foi nada bom negocio como já se comprovou… Realmente, comparar o Alexandre com o Antero nem tem comparação possível. Basta ver os negócios dos últimos anos. Este post é espelho do que se passa. Concordo a 100%. E se não fosse o SC sinceramente não saberia onde o FCPorto se encontrava agora. Obrigado Sérgio.
DeMachado
E mais – Este Luís Gonçalves não me convence nem um bocadinho. Parece-me muito incompetente e este texto acima tem muitos pontos que são responsabilidade dele.
Kacal
Nós nem estivemos mal de todo neste mercado. O problema é que o clube já não renova antecipadamente com os jogadores cruciais como antes acontecia, o clube já não vende tão bem e tão caro, o clube já não prepara tão bem as saídas como antes, relembro que antes tínhamos quase sempre o substituto do transferido já acautelado a conviver na “sombra” com ele. Em alguns casos não tínhamos, mas depois ele via. E depois o último problema é o critério no mercado e os jogadores sem qualidade para a realidade do clube que chegam, que mais parece que vêm por favores e comissões. Os negócios obscuros que rondam o clube ultimamente.
Ainda assim, ainda acabam por vir uns reforços interessantes pelo meio. Esta época chegaram Militão, Jorge e Bazoer que são reforços de qualidade. O próprio Mbemba acredito que pode ser muito útil cá no “Tugão”. Mas depois vêm os Jankos, os Ewertons, os Waris, etc, que antes nunca viriam ou viriam em raros casos.
Há também o problema dos criativos não serem potenciados, mas aí é mais filosofia e estilo do treinador que outra coisa. Jogadores físicos e que tenham mais valências a nível de progressão e condução de bola, além de jogo sem bola, têm mais probabilidade de ser bem sucedidos. O SC fez um excelente trabalho na época passada, mas não tenho muita empatia por ele e caso não seja campeão esta época, espero que optemos por um treinador que privilegie o bom futebol e potencie os criativos. Obviamente não pode ser um qualquer, há que escolher bem. O Óliver é o exemplo máximo disso e um jogador que sempre teve muito potencial e na época de Lopetegui esteve muito bem e convenceu, parece banal com SC e nem oportunidades tem, falamos de alguém que custou 20 milhões e não vai sair nem por metade. Acho um grande problema a falta dos criativos renderem. Tenho saudades do Jesualdo Ferreira, que tirando a época 2009/2010, até correu bastante bem e jogávamos bem, conquistamos títulos mas acima de tudo apareciam “achados”, contratávamos bem e ele era capaz de os potenciar ao máximo. Que não se lembra de um Hulk? Um Cissokho? Um Fernando? Mas pronto, o tempo não volta atrás e há que olhar em frente. Temos que encerrar este ciclo e abrir outro!
Excelente post, Hess!
SanJi
Fernando que renovou com o Porto para não sair a custo zero! Foi uma atitude louvável
Kacal
Sim, além de ser um “monstro” como trinco também era profissional e humilde, depois teve essa atitude e ficará sempre no coração dos portistas. Em dia sim “limpava” tudo!
Madame Tatica
Em termos de opinião pessoal, não concordo que se chame reforços a Bazoer e Jorge. Dado o estado financeiro do clube, depreendo que dificilmente se irão igualar as opções de compra dos jogadores e um jogador emprestado por uma época nunca será um reforço. É mais uma espécie de fita adesiva que se vai pedir ao vizinho por algum tempo porque não se consegue comprar uma.
Kacal
Refiro-me a reforços a nível qualitativo, para mim em perspectiva são reforços de qualidade. Agora na prática logo veremos. E sobre as opções de compra, concordo contigo mas no fim da época logo tiraremos conclusões nesse sentido. Não acredito que não fique 1 deles pelo menos. É esperar para ver.
Madame Tatica
A ver vamos se os vamos ver no relvado.
Acredito que seria proveitosa a gestão destes dois jogadores e primeiramente do Óliver em jogos das taças.
Vejo o FCP extremamente fragilizado este ano e seria importante dar valor aos ativos e perceber se há algum dos que enunciaste que tenha valor (monetário e qualitativo) para integrar a equipa no futuro.
Kacal
Lá está, a qualidade e o potencial ambos têm, na prática teremos que ver. Mas concordo contigo em tudo que disseste!
Analisando individualmente, o Jorge é apenas uma alternativa válida e concorrente forte do Telles, é normal que jogue menos e tenha que esperar por oportunidades. Não será fácil ter continuidade.
E o Bazoer ainda precisa de atingir os melhores índices físicos e ganhar ritmo, além de entrosar-se com a equipa. E tem a dupla Danilo – Herrera à frente.
Não devemos pôr demasiada pressão sobre eles desde já e esperar muito, mas com calma e tempo, com paciência também, a qualidade vem sempre ao de cima e eles têm, é trabalhar no duro e esperar pelas oportunidades.
Sam Tuga
Para mim é quase um dado adquirido que a nossa liga ira perder 3 dos jogadores mais valiosos a custo zero, Herrera, Brahimi e Sálvio penso que iram embora sem renovar, da a intender que ja não temos capacidade de segurar os melhores. Mais valia tentarem vender ao desbarato em Janeiro. So em pensar o negócio que o Arsenal fez a um ano atrás com o Alexis ?
Tiago Silva
O Porto no final até atacou bem o mercado. Bazoer e Jorge são 2 belos reforços para posições carenciadas.
Mas concordo no geral, o Porto parece um clube muito mais fraco com piores jogadores e com pouco poder negocial. Não é o que era!
Flavio Trindade
Este artigo muito bem escrito pelo Hess, fala e bem da realidade portista que em alguns aspectos não é muito diferente das dos outros clubes.
Cada clube em Portugal tem que perceber a liga onde se insere (uma liga vendedora) e perceber que a melhor maneira de ter um departamento de futebol sustentável passa por:
– Aposta cada vez mais forte na formação, criando esoacos competitivos para os melhores talentos, sendo estes obrigatoriamente com vínculos longos ao clube
– Diminuir o número de contratações anuais, contratando apenas o essencial, mais uma vez com essa aposta na formação como alavanca, permitindo assim contratar menos jogadores e melhores jogadores, diminuindo assim o valor pornográfico em comissões que é pago.
– Terceiro e não menos importante, ter uma estrutura 100% profissional e competente, diminuindo custos e compadrios.
E é neste terceiro capítulo que o Porto perde em toda a linha para os rivais.
Os portistas depois das sanções com o fair play financeiro, fizeram um esforço significativo na redução da sua massa salarial mas continua a ter uma estrutura para o futebol pesadíssima, com muita gente com estatuto de administrador apenas para pagar favores.
Posso citar um caso flagrante, o do pior autarca que passou pela Câmara Municipal do Porto, que depois de lesar gravemente os cofres públicos com a história do PDM das Antas, teve como prémio um cargo consultivo remunerado na Sad portista.
Infelizmente exemplos destes são mais do que frequentes, e em todos os clubes, porque a promiscuidade existente entre política, cargos judiciais e futebol é por demais evidente.
Tendo um clube alicerçado em premissas de sustentabilidade económica e desportiva tudo melhora, mas infelizmente a maioria dos adeptos quer ganhar a todo o custo e isso reflecte-se na péssima qualidade dos administradores dos clubes
MiguelF
Subscrevo inteiramente este texto. Muito bem António Hess!
Este FC Porto está muito longe do clube que era à uns anos atrás.
Apesar de se ter conseguido boas contratações como Éder Militão, Bazoer (vamos ver a sua condição física), Jorge e até Mbemba (acredito que poderá ser importante no campeonato português) muito mudou no FC Porto.
Negócios como Janko ou Ewerton só dão para rir (ou chorar) e no passado, ao contrário de hoje em dia, eram raríssimos. Sou da opinião que estes negócios servem, acima de tudo, para encher os bolsos de alguns senhores da SAD e empresários, colocando os interesses do clube de lado.
Passar de Antero Henrique para Luís Gonçalves foi para mim um tiro nos pés, pois o segundo não tem 20% da capacidade do primeiro. Mas pronto, são opiniões…e sem esquecer outros senhores como Alexandre Pinto da Costa que usa o clube para seu belo proveito e nada mais. Sinceramente uma limpeza não faria mal nenhum.
Não é necessário recuar muito para ver um FC Porto que comprava bem, vendia melhor e acima de tudo jogava em antecipação, tanto em contratações como renovações. Quando um jogador estava para sair o FC Porto já tinha o seu substituto no plantel ou então já tinha a contratação praticamente certa.
Hoje nem em renovações conseguem fazer o trabalho como deve ser e parece-me que tanto Brahimi como Herrera chegam ao final da época e dizem adeus com o FC Porto a ver 0 por dois dos seus principais ativos. Espero estar enganado mas a verdade é que incompetência é o que não falta a esta SAD…
O FC Porto precisa de se reinventar, de renovar a sua política e de mandar embora todos aqueles que não têm competência para um clube da sua dimensão. É preciso acordar e rápido!
Saudações Desportistas
Sergio Bessa
Concordo que o poder negocial do F.C. Porto diminuiu nos últimos anos mas não só devido à má gestão mas também porque clubes que não olhavam para mercados que o Porto olha começaram a contratar nesses mercados.É impossivel lutar com esses clubes,vejamos o Porto nos ultimos meses/anos esteve interessado em Richarlison/Roger Guedes/Bissouma….andou meses a namorar Bissouma por valores a rondar 8M e depois aparece uma equipa que luta para não descer da Premier e paga quase 20M!Quanto a renovações,quando outros clubes estão preparados para oferecer mais do triplo do ordenado que o jogador recebe fica difícil,mas acredito que um dos dois ou os dois vão renovar.
Mas quero salientar que mesmo com todas as dificuldades o Porto neste mercado contratou os jogadores com mais potencial!Jorge,Bazoer e principalmente Eder Militão são jogadores de grande qualidade.
Estigarribia
Excelente texto, António Hess.
O FC Porto já foi um clube imensamente respeitado ao nível do scouting. Um clube que “pescou” jogadores de grande qualidade, como, por exemplo, Lisandro López, Lucho Gonzalez, Ernesto Farías, Mariano Gonzalez ou Aly Cissokho. Nos dias de hoje, o clube das Antas perdeu muita qualidade no scouting e os dirigentes portistas preocupam-se mais com as comissões do que reforçar a equipa principal.
Á uns tempos, jogadores medianos, como Paulinho, Ewerton, Waris ou Osório, nem chegariam a ser reforços do FC Porto.
Saudações Leoninas
Santander
Bem, dias após me expressar sobre o estado atual do meu clube sai um Post destes! Na muche… Não me vou alngar muito porque já o fiz antes.. Apenas tenho a dizer que a filosofia do Porto mudou, se antes era ganhar para fazer dinheiro agora é fazer dinheiro e se der para ganhar tanto melhor.. Os jogadores chegam ao clube com a certeza de uma transferência mais cedo ou mais tarde.. Em vez de chegarem ao cumulo das suas carreiras vêm sabendo de ante mão que será uma estadia para 2/3 anos… E essa mentalidade aliada à falta de referências no balneário resulta na crise gigantesca que vivemos.. Digo e repito, não sou adepto de vitórias, sou adepto de um clube com uma filosofia com a qual me identifique e neste momento não me identifico, nem um bocadinho..
Posto isto o que mais me custa é ver a filosofia de certos adeptos (gostava de saber que idade têm e há quanto tempo vêm futebol) que parecem apostar no mesmo sentido da direção, há dias propus aqui o Fábio Martins como alternativa, que tenho a certeza que renderia no Porto no entanto se tivesse incluido Jese no meu plantel estes mesmos adeptos ficariam encantados, pois esse sim é um craque e se voltar ao seu nível será um jogador incrível.. Eu sou do Porto da raça, a comer relva, dos confetis azuis e brancos dos torniquetes e da arquibancada.. mas tavez seja eu o engando e esta nova classe dos croquetes que se apoderaram do clube realizem mais as expectativas dos adeptos
Pésquerdo
Os adeptos de vitórias de que falas é algo normal.
O teu clube venceu tudo e chegou a ser top europeu tendo ganho inclusive uma champions…
Por exemplo eu tive de vir para o Porto mesmo para conhecer alguns portistas que tenham realmente interesse na equipa e no clube tal como tu e vejam todos os jogos. É algo normal, fruto das circunstâncias e do que as pessoas se habituaram.
As ondas vitoriosas trazem muitos adeptos, mas quando passam estes também vão embora.
RicardoFaria
Nos últimos anos o Porto mais parece um clube amador do que aquele clube que comprava e vendia como ninguém.
Hoje em dia contratam-se jogadores do porque sim, ou melhor, para ganhar a comissão e depois chegamos ao estado atual que é vergonhoso.
Falando apenas deste mercado, fomos contratar Ewerton e Janko que foram os primeiros jogadores a serem dispensados. Eu pergunto, algum dia estes jogadores serão opção? Não, simplesmente não têm qualidade para tal e foram caros. Excluindo estes dois casos até acho que estivemos bem, Bazoer, Jorge, Mbemba, Militão e João Pedro têm qualidade e podem vir a ser mais valias em pouco tempo mas, nos 3/4 anos anteriores, apenas Alex Telles e Marega (devido a época passada) foram boas compras.
Em relação às renovações, aí é que estamos mal já que temos +2 jogadores importantíssimos com a possibilidade de assinarem a custo 0 em Janeiro, ou seja, há possibilidade dos nossos rivais levarem 2 dos nossos melhores jogadores. São 50/60M em valor de mercado de Brahimi e Herrera, num clube portugês isto é impensável.
Se o Porto conseguir renovar com ambos fico satisfeito com o mercado, caso contrário será mais um mancha negra nos últimos anos de PdC.
Saudações DesPortistas!
opiniaodeadepto
Creio que descalabro começou na era do lototego!
Fica bem patente o risco de colocares o poder decisório da construção de plantéis nas mãos do treinador, quando os fundos não são ilimitados.
A isso juntou-se a necessidade premente de ganhar que impediu que fossem transaccionados jogadores em tempo útil, optando-se por retirar o maior rendimento desportivo possível dos mesmo.
A verdade é que os jogadores em final de contrato dão muito mais , pois procuram obter novo contrato e prémio de assinatura.
Sabendo-se as dificuldades de tesouraria dos clubes nacionais, parece quase gestão danosa, não obter qualquer rendimento financeiro deste jogadores!