Qual o sucessor? O Estrela foi uma das equipas que mais mexeu no mercado.
O Estrela da Amadora demitiu José Faria. O antigo diretor desportivo do clube, que assumiu o leme da equipa na época passada, deixa o conjunto da Reboleira ao fim de cinco jornadas, onde não venceu qualquer jogo, e após o desaire com o Vitória, em casa. Recorde-se que é a segunda ‘chicotada’, depois da saída de José Mota do AVS.


9 Comentários
JJayy "Non Believer"
Este sim é o tugão que eu conheço, já está a começar a festa das chicotadas. Esta época não está a ser famosa para o treinador português. É despedido de todos os cantos do mundo. Longe vão os tempos em que Portugal podia-se gabar de ter treinadores no topo do futebol
Flavio Trindade
Ainda está longe da média absurda do ano passado, onde se verificaram 27 trocas de treinador, o que dava uma troca a cada 1,25 jornadas.
Com o José Mota e o José Faria ambos hoje, a média subiu para 2,5.
O ritmo do gatilho está mais lento, mas já se pedem cabeças em Braga, no Benfica Lage está a prazo e há muitos clubes que não perdoam uma sequência de 3/4 jogos sem ganhar.
Tenho muitas dúvidas que se ultrapasse a bandalheira da época passada, onde se bateram todos esses recordes, mas garantidamente vão existir muitas mais.
JJayy "Non Believer"
Sem dúvida Flávio
Mantorras
Estamos claramente a ficar algo ultrapassados. Mourinho elevou o patamar do treinador portugues para um nivel que antes nunca tinha tido. Essa Era esta a acabar, o jogo continuou a evoluir e a tendencia actual é de queda. O NES foi despedido (nao sei se tera outro projecto na Premier a espera, nao me admiraria porque mostrou servico), Vitor Pereira tem 4 derrotas em 4 jogos e Amorim esta preso por arames… Parece-me que o ultimo indicador que “suportava o nivel alto” dos nossos tecnicos era termos 4 na Premier League, algo que, sinceramente, acho mesmo quase irrepetivel.
JJayy "Non Believer"
Grande verdade
Flavio Trindade
É uma questão de contexto Mantorras.
Os treinadores portugueses que acabam por se lançar a alto nível têm todos em comum o facto de terem passado pelos 4 grandes clubes, o que lhes permitiu ganhar visibilidade.
Mourinho como expoente máximo disso, mas ainda tens o Paulo Fonseca, o Abel Ferreira, o Leonardo Jardim, o Marco Silva, o NES, o Vitor Pereira, o Sérgio Conceição, o Artur Jorge. Todos estes treinadores têm em comum o facto de serem treinadores mais defensivos, de equipas muito rotativas, de contra golpe.
Destoam desse modelo o Jesus e o Amorim, um na fase descendente e outro com vida muito difícil em Inglaterra o que provavelmente lhe irá fazer descer de patamar. Depois o mal é que acabam por ter uma, ou duas chances em alto nível e acabam depois nos campeonatos periféricos.
Tens e continuas a ter bons valores na Liga, mas se demorarem a crescer e a subir de patamar, ao ficar muito tempo em Portugal, com o desiquilíbrio que existe, acabarão por se tornar também treinadores mais defensivos e de contenção.
Mas tens bons valores e ainda muito jovens. O Tiago Margarido, o Luis Pinto, o Vasco Botelho da Costa. Todos muito jovens, todos já com subidas de divisão no curriculum numa liga muito mais equilibrada e competitiva como é a Segunda Liga, e onde o dedo do treinador é mais importante.
Luís Pinto já está no Vitória e num dos projetos com margem de crescimento, o Vasco num projeto solido em Moreira de Cónegos e só o Margarido está num clube cujas ambições se resumem à permanência. Têm que crescer e subir.
Outro factor que sempre defendo é que a formação não deve servir apenas para os jogadores.
Os clubes devem ter nos seus quadros treinadores de formação que façam esse percurso junto com os jogadores, e possam alimentar as equipas principais ou outras. E esse trabalho na formação, principalmente em equipas formadoras de qualidade, e como jogam maioritariamente para ganhar, a qualidade e os processos desses jovens técnicos ficam mais afinados. A Alemanha faz muito isso, a Espanha também e muito bem. E a formação acaba por ser esse laboratório de jovens treinadores.
O Benfica chegou a ter em simultâneo o Hélder Cristóvão, o Bruno Lage e o Renato Paiva em óptimas idades de transição.
Acho que é facto quase consensual, que Espanha e Alemanha terão as melhores escolas de treinadores do mundo atualmente e muitos desses começam nos laboratórios de formação, sendo apostas regulares e apostas desde cedo.
Mantorras
É um ponto de vista interessante esse. Nunca tinha realmente pensado no porque da Alemanha e Espanha terem tantos treinadores novos e evoluidos nos conceitos mais modernos do jogo. De facto, o contexto da nossa liga, com tanto desnivel, pode ser impeditivo de uma evolucao nos modelos dos treinadores, muito embora tenham existido varios casos de sucesso com modelos mais fluidos e dinamicos, valorizando a posse de bola, Daniel Sousa, Ricardo Soares ou agora o Cathro.
—-
Em Portugal, o percurso esperado de um treinador numa equipa mais modesta é talvez ser “a aposta do Braga” e tentar ai o brilharete, como fez o Amorim (algo parecido aconteceu com Rui Vitoria ou Rui Borges, em Guimaraes), e digo isto porque em Guimaraes a coisa oscila muito.
—-
Posto isto, e ainda assim, acho que estamos demasiado colados a modelos de pontinho, sim, muito por causa do contexto, mas tendo em conta que ha casos de sucesso com um futebol um pouco mais “eye candy”, sinto mesmo que nos agarramos demasiado ao estilo Mourinho e ao sucesso que isso trouxe. Fernando Santos tambem deixou essa marca com a vitoria no Euro 2016 a jogar de forma muito cinica, e o treinador portugues ficou com essa imagem.
JJayy "Non Believer"
Não pões Ivo Vieira nessa lista? Treinador também com bom futebol, embora que muitas vezes não se traduza em resultados positivos com ele.
DNowitzki
Não me esqueço do papel deste senhor no jogo frente ao Benfica. Deveria trabalhar mais e melhor, apresentar melhor futebol, em vez de andar a marrar no vermelho.