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A explosão de Coentrão

Fábio Coentrão o melhor jogador do mês de Fevereiro – o único que destronou Hulk até ao momento nestes prémios mensais – e muito provavelmente o principal elemento dos encarnados.

O ano de 2007 é praticamente o começo para o jogador oriundo de Vila do Conde. A transferência para o Benfica consumou-se nesse mesmo Verão, onde também foi apontado pela FIFA como um dos 50 jovens mais promissores do futebol mundial. A sua contratação por parte dos dirigentes encarnados, foi feita com base num futuro promissor, num jogador com técnica e velocidade acima da média mas também por ser um esquerdino, algo importante no futebol dos tempos modernos, tendo em conta a escassez de activos nessa posição. Juventude e pouca experiência, dificultaram a sua afirmação no clube da Luz e como é hábito nos clubes grandes, o empréstimo foi a solução encontrada para que a evolução de Fábio Coentrão fosse possível. A Madeira foi o destino do, na altura, médio-esquerdo lusitano. Ao serviço do Nacional, Coentrão realizou uma boa temporada, sobretudo com uma exibição notável no estádio do Dragão. O ano seguinte poderia ser o da afirmação, mas o jovem luso foi envolvido no negócio de Aimar, ingressando por empréstimo no Zaragoza da II Liga espanhola, onde foi um desastre autêntico. E a sua aventura em Espanha podia ter tido um rude golpe na sua carreira, pois as noitadas faziam parte do seu quotidiano. Além disso, uma lesão complicou a sua estadia no país do vizinho, acabando por ser dispensado do clube de Aragão e regressar ao estádio dos Arcos.

A chegada de Jesus à Luz no passado Verão marcou também o regresso de Coentrão à Luz, e apesar do ex-treinador do Sp.Braga não contar com o internacional português para a temporada, Luís Filipe Vieira acabou por ter um papel decisivo na permanência do, agora defesa-esquerdo encarnado, no plantel. Numa temporada fantástica do Benfica, o recuar de Coentrão no terreno acabou por ser fulcral para a sua afirmação como jogador, tanto a nível nacional como internacional. O nível exibicional que o “Caxineiro” atingiu, tanto no ano passado como no decorrer desta época, tem sido abissal. Jesus acaba por ter um papel importante na sua evolução mas acima de tudo, o principal culpado é o próprio jogador, mudando a sua postura de “arruaceiro” e despreocupado no passado, focando-se agora em dar o melhor de si em cada jogo.

As cavalgadas de Coentrão pela ala esquerda dos encarnados são sempre um factor de desequilíbrio e apesar de revelar fragilidades defensivas, a sua idade permite-lhe evoluir nesse aspecto. Esta será, muito provavelmente, a sua última temporada de águia ao peito, e na verdade, tal como Di Maria ou D.Luiz, o Benfica tem nas suas fileiras mais um diamante que certamente renderá muitos milhões. O tempo ditará até onde poderá chegar o vila-condense, mas tem condições para ir muito longe e deixar a sua marca no futebol internacional.

Que importância teve Jesus na carreira de Coentrão? As drogas, bebida e noitadas nos seus tempos de Zaragoza podiam ter tirado ao futebol português um dos principais activos na actualidade? Se 2+2 não são 5, como é que se explica que o esquerdino que não era titular num clube da II Liga de Espanha seja hoje considerado por muitos um dos melhores laterais esquerdos do Mundo? É o Caxineiro o melhor jogador do Benfica? No ranking dos melhores laterais esquerdos do Mundo em que lugar o camisola 18 dos encarnados?

A.Mesquita

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