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Falhanços e erros ridículos ditam 1ª derrota de Paulo Bento

Portugal 1-2 Argentina (C. Ronaldo 21´; Di Maria 14´e Messi 90´g.p.)

Uma série de erros e falhanços infantis acabaram por ditar a derrota de Portugal frente à selecção argentina. Hugo Almeida e C. Ronaldo num lado e João Pereira e Fábio Coentrão no outro ofereceram à Argentina uma vitória injusta, pelo futebol e oportunidades desenvolvidos de parte a parte. Contudo, Paulo Bento, talvez com a pressão de Real e United, retirou Nani e C. Ronaldo aos 60 minutos, o que contra uma das melhores selecções do Mundo é fatal. Messi (1 golo e 1 assistência) venceu o duelo individual com C. Ronaldo (1 golo).

A Argentina entrou melhor na partida e cedo começou a criar perigo para Eduardo. Aos 14 minutos, Messi arranca com a bola, ultrapassa vários jogadores e serve Di Maria na perfeição para o 1-0. A resposta portuguesa foi rápida, com C. Ronaldo a marcar o golo do empate 7 minutos depois. O jogo estava emotivo e com vários lances de perigo a rondar as duas balizas. Até ao intervalo o marcador manteve-se inalterado, demonstrando o equilíbrio neste período.

Na segunda parte Portugal surgiu bem melhor na partida, com mais posse de bola no terreno adversário e com grandes oportunidades de golo. Hugo Almeida por duas vezes e C. Ronaldo por uma vez tiveram falhanços dignos de aparecer no “Youtube”, isto tudo em apenas 10 minutos corridos no segundo tempo. Depois da saída de C. Ronaldo e Nani, Portugal perdeu qualidade, enquanto que a Argentina ia criando cada vez mais perigo para Patrício. Mesmo em cima do apito final do árbitro, Fábio Coentrão, num erro infantil, derruba Martínez, permitindo a Messi converter a grande penalidade sem problemas.

Destaques:

Eduardo/Rui Patricio – Duas das melhores exibições da nossa selecção. O guarda-redes do Génova fez uma intervenção estrondosa perante Messi, enquanto que o jovem leonino não se ficou atrás e na 2ª parte esteve ainda em mais evidência, com várias defesas de bom nível.

Hugo Almeida – Uma assistência involuntária e dois falhanços ridículos dignos do “Youtube” e de sites cómicos. Uma exibição pouco conseguida, não só no capítulo da finalização como igualmente na participação no jogo.

João Pereira/F. Coentrão – Ambos estiveram abaixo do esperado, com o lateral direito a ter claras culpas no 1º golo e a denotar as suas limitações defensivas, enquanto que o esquerdino com um erro infantil no último minuto, foi o principal responsável pela derrota da selecção.

Rolando/Bruno Alves – O portista à excepção de um mau alivio, acabou por realizar uma das exibições mais positivas de Portugal. O central do Zenit, talvez por falta de ritmo, denotou alguma falta de velocidade em alguns lances, o que no 1º golo da Argentina acabou por ser fatal.

C. Ronaldo – Um golo, um falhanço que não é admissivel a quem quer o rótulo de melhor do Mundo, algumas acções ofensivas interessantes e, particularmente, 15´na 2ª parte de bom nível. Com a sua saída Portugal perdeu a dimensão que tinha no jogo.

J. Moutinho/Carlos Martins – Duas exibições muito fracas, uma participação no jogo quase ausente, apesar do médio encarnado na 2ª parte ter estado mais em jogo, mas apenas com uma série de passes errados. O 1º é algo limitado, o 2º é suplente no seu clube e o meio campo é claramente o calcanhar de aquiles da nossa selecção. Falta a esta selecção um médio de dimensão Mundial como tivemos nos últimos anos com Deco, Rui Costa e Paulo Sousa.

Nani – O melhor elemento da selecção na 1ª parte. Está num nível acima da média e é juntamente com C. Ronaldo o nosso jogador mais importante. A sua saída desequilibrou a balança a favor dos argentinos.

R. Meireles – Jogo pouco conseguido e algo perdido em campo.

Argentina – Um modelo de jogo invulgar com 3 médios defensivos e 3 jogadores móveis na frente e um claro contraste com a táctica ofensiva e mais entusiasmante de Maradona no Mundial, contudo, Batista já provou nos últimos J.O. que o seu pragmatismo dá resultados. Hoje não merecia a vitória, mas quem deixa de fora Tevez, Lisandro, Aguero, Milito, Higuain, entre tantos outros só pode sonhar com tudo.

Paulo Bento – A tripla substituição que realizou no minuto 60 só pode ser explicada por uma pressão do Real e Man Utd, pois com essa opção acabou por abdicar de ganhar o jogo. O erro infantil de Coentrão no último minuto marca a sua 1ª derrota como seleccionador, injusta é certo, mas que traduz igualmente algumas lacunas que ainda devem ser corrigidas no futuro. O nosso meio campo está carente de qualidade e é o nosso sector mais fraco, Hugo Almeida não oferece tantas soluções ofensivas como Postiga e estes jogos podiam ser utilizados para trabalhar outros modelos de jogo como o 4-4-2 losango, algo que ainda não aconteceu.

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