Vitesse 1 – 2 Porto (Lewis 17′; Corona 79′ e André Silva g.p 83′)
FC Porto – Em mais um jogo no ritmo de pré-época, os dragões mostraram duas caras, uma com o 11 inicial e outra já depois das várias alterações que Nuno promoveu. Ainda assim, é preocupante o estado em que a equipa se encontra, levando em linha de conta o facto de começar a temporada mais cedo em virtude da importante eliminatória que terá para a liga dos campeões. Colectivamente, o alarme soa na ligação entre sectores que não é visível, o que expõe em demasia um quarteto defensivo que por si só está debilitado individualmente e com demasiada instabilidade. Resultado disso foi a má exibição da dupla de centrais com Chidozie em evidência negativa, ligado ao golo do Vitesse, para além de ter abordagens demasiado infantis neste contexto. Para além do Nigeriano, Varela não convence a lateral (parece apenas um remendo nesta fase), Layún não esteve ao nível habitual e, no meio campo, todos os elementos acabaram por não ter um impacto positivo no jogo. Com a entrada de Bueno as melhorias foram notórias, aproximando-se mais de Aboubakar e ajudando a ligar a equipa por via da sua colocação entre-linhas, o que aliado a João Carlos, Corona e Otávio permitiu um jogo completamente diferente daquele que se viu numa primeira fase. Por fim, destaque negativo para Casillas que somou indecisões na saída a cruzamentos e custou alguns calafrios.
Vitória que limpa um pouco a imagem da Movistar, numa etapa onde se esperavam muitas movimentações, algo que não se veio a concretizar – Na 20ª etapa do Tour, Ion Izaguirre (Movistar) venceu na chegada a Morzine-Avoriaz e garantiu o primeiro triunfo da equipa na prova, bem como o primeiro de um espanhol nesta edição, chegando isolado à meta depois de uma excelente descida. Atrás de si chegaram Jarlinson Pantano (IAM) e Nibali (Astana), que faziam igualmente parte da fuga que animou a jornada. Na geral, a Sky controlou completamente as operações (Nieve e Poels nem entraram ao trabalho) e como tal Froome segurou o 1º posto sem incidentes. Rodríguez (Katusha) foi o único a mexer, ascendendo ao top-10 (é 7º na geral individual), enquanto que Kreuziger (Tinkoff), que também esteve na fuga, carimbou presença no 10º lugar, beneficiando da quebra de Bauke Mollema (Trek). Já Aru voltou igualmente a ceder, de nada valendo o trabalho da Astana na etapa, enquanto que Sagan foi eleito o ciclista mais combativo desta edição.

