É certo que o Benfica apresenta um elenco de enorme qualidade (vários elementos muito acima da média e que são de Top na nossa Liga), que o Sporting está muito mais forte do que na época passada e que o Braga fruto da experiência do seu conjunto pode se bater com qualquer adversário em Portugal. Mas ter o Incrível é ter a certeza que 80% do campeonato está ganho. O internacional brasileiro é de longe o melhor jogador a actuar em Portugal, o mais desequilibrador, o mais esclarecido, o mais decisivo, e os seus golos, assistências, e as situações de ataque que potencia, fazem dele um elemento completamente à parte no futebol português (cá vale claramente 100 milhões, noutras Ligas o que poderá apresentar é uma incerteza, mas na Liga-Zon Sagres o seu potencial é decisivo no desfecho final dos jogos e do próprio campeonato, como provou a época passada, ao dar o bicampeonato ao Porto praticamente sozinho).
O Porto pelo estatuto de bicampeão já era à partida o principal candidato ao título, com a permanência de Hulk reforça claramente essa posição.
A este super-pormenor os azuis e brancos juntam outros dados que consolidam a ideia do Porto estar nesta fase (pelo menos na teoria) à frente da concorrência no que diz respeito à luta pelo título. Do 11 base que na época passada venceu o campeonato (considerando que Alex Sandro na recta final já tinha ganho o lugar ao contrariado “Palito”), os azuis e brancos apenas alteraram Janko por Jackson, o que constitui uma importante melhoria (dos 4 candidatos foi a única equipa que não perdeu nenhum indiscutível). O defeso, apesar de no ponto de vista financeiro ter sido o pior da última década (Pinto da Costa está diferente e perdeu aquela virtude que permitia aos azuis e brancos ser o clube que melhor vendia no Mundo), não “roubou” ao FC Porto as suas principais armas: Maicon, Moutinho e Fernando (são um complemento fundamental a Hulk). Por outro lado, a última temporada permitiu a James, Alex Sandro e Danilo (todos ainda sub-21) apresentarem agora outra maturidade competitiva (os títulos e a estrutura dos azuis e brancos é decisiva neste capítulo). O próprio Vítor Pereira é neste momento um treinador mais experiente e a tranquilidade que goza fruto de ter vencido a Liga vai permitir que do ponto de vista técnico e táctico erre menos. Mesmo ao nível do banco Kelvin e Atsu acrescentam a criatividade que faltou na época passada, sendo que a presença de Danilo (ansioso por jogar no meio campo) que só chegou em Janeiro e ainda esteve algum tempo lesionado afasta por completo as eventuais lacunas na posição 6 e 8.


