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FC Porto: O abrir de portas ao mercado colombiano

A prospecção do FC Porto tem vindo a dar os seus frutos nos últimos anos e também muitos milhões. Com uma abordagem quase sempre acertada, os dragões tem como alvo predilecto o mercado sul americano. Da Argentina chegaram Lucho, Lisandro e mais recentemente Otamendi; do Brasil, Anderson, e Fernando, do Uruguai, Fucile, entre tantos outros.

Esta temporada a equipa orientada por Villas-Boas tem demonstrado toda a sua qualidade dentro de campo e prepara-se para conquistar, pelo menos, um título. Num conjunto onde Hulk tem brilhado, são 3 os internacionais da Colômbia que têm sido, cada um à sua medida, um suporte importante à equipa. Falcão chegou na temporada passada, viu e venceu, encantando os adeptos em geral e afirmando-se rapidamente como um dos melhores jogadores da nossa liga. James Rodríguez é o “menino” do plantel e em ano de estreia, sem ser titular absoluto, a sua evolução tem sido gradual e complexa, mas pelo que já se viu até ao momento, o extremo tem um potencial e pronto a explodir nos próximos anos. Guarín tem sido o nome em maior destaque nos últimos jogos dos azuis e inclusive foi mesmo considerado o melhor jogador da Liga em Março. Com 24 anos e a representar os portistas desde 2008, o médio só este ano se tem vindo afirmar, conquistando o seu espaço e demonstrando qualidades no seu jogo.

Ainda visto com alguma desconfiança, com este bom momento do trio portista, o jogador colombiano poderá assim afirmar-se definitivamente no futebol europeu, pois à excepção de Asprilla, Yepes (actualmente no Milan) e Córdoba (Inter), poucos são os casos de sucesso. Com vários jogadores a actuar nas principais ligas europeias, como são os exemplos de Ospina (Nice), Rodallega (Wigan), Zapata, Armero e Cuadrado (todos na Udinese), a Colômbia tem vindo a crescer no que a produção de talentos futebolísticos diz respeito e poderá ser um mercado a explorar por parte das equipas portuguesas. E pelas notícias que tem circulado na imprensa desportiva, o ponta de lança Moreno (Racing) e o jovem avançado Fabián Castillo (Dep. Cali) poderão ser os próximos de uma lista com tendência para crescer nos próximos anos. 

Nos anos 80/90 jogadores como Valderrama, Rincón, Valencia, Aristizábal, entre outros, nunca conseguiram demonstrar o seu potencial na Europa, o que contribui para algum cepticismo em relação aos jogadores colombianos. Contudo, este sucesso do trio portista irá certamente abrir portas a esse mercado, e dar um pontapé nesse rótulo negativo. 

Depois de Brasil e Argentina, será que teremos a Colômbia como um novo “fornecedor” de jogadores às equipas portuguesas? Deverão as equipas lusas, concretamente os 3 grandes, apostar neste mercado em expansão?

A.Mesquita

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