Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

FC Porto vence 1º clássico da temporada; Golaço de Jackson; duas penalidades a beneficiar os azuis e brancos, e expulsão de Rojo, afundam (ainda mais) o Sporting; Leões (praticamente) não criaram perigo e já estão a 8 pontos dos principais rivais

FC Porto 2-0 Sporting (Jackson Martínez 10´e James Rodríguez 84´g.p.)

Os dragões saltaram para o topo da Liga ZON-Sagres (1 golo de vantagem para o Benfica), depois de baterem o Sporting por 2-0 (os leões caíram para o 11º lugar). O primeiro clássico da temporada ficou marcado pela estreia de Oceano Cruz à frente dos leões, foi recheado de casos, cartões e poucas oportunidades de golo. O FC Porto entrou melhor, chegou ao golo através da classe de Jackson Martínez, enquanto os leões arriscaram pouco (tentaram não se desequilibrar tacticamente) e raramente conseguiram desequilibrar no último terço de terreno (Wolfswinkel esteve bastante desapoiado). 
 O jogo começou praticamente com uma oportunidade de golo para Jackson, que viu Rui Patrício defender o seu remate. Contudo, na segunda tentativa, o avançado colombiano não desperdiçou. Recebeu a bola de Danilo, dominou com a coxa e, de costas para a baliza, fez o 1-0 (de calcanhar). Pouco tempo depois, Lucho ameaçou de longe (defesa de Patrício) e Otamendi cabeceou em zona perigosa, mas para fora. Depois da saída de Maicon (lesionado), os leões subiram mais no terreno e espreitaram a baliza de Helton. O jogo estava mais dividido e, Izmailov, ficou perto de visar a baliza de Helton, mas Danilo fez um corte no limite. Até ao intervalo, destaque para mais um cabeceamento de Otamendi e para um remate de Cedric, desviado por Fernando. O reinício de jogo ficou marcado pela grande penalidade cometida por Cedric. O lateral leonino jogou com a mão, mas Lucho rematou ao poste da baliza de Rui Patrício. Os dragões estavam mais esclarecidos no ataque e, pouco tempo depois, James rematou com perigo, mas por cima da baliza do Sporting. O jogo estava vivo, contudo, aos 70 e 72 minutos, Marcos Rojo viu dois cartões amarelos e recebeu ordem de expulsão. Mesmo em desvantagem numérica, o Sporting ficou perto do empate, num livre de Pranjic (Helton defendeu para canto). Na resposta, Mangala remata à trave e, na sequência do lance, Boulahrouz derruba Jackson na grande área. Desta vez, James Rodríguez não perdoou e fez o resultado final. Até final, remates perigosos de Jeffren e Fernando, numa vitória justa do FC Porto. 
Destaques:


FC Porto – O conjunto de Vítor Pereira deu uma boa resposta no 1º clássico sem a presença de Hulk. Os azuis e brancos foram claramente superiores, é notório a força do jogo colectivo, e em termos individuais (a vitória sobre o PSG ajudou) James, Moutinho e Otamendi estão num excelente momento. Com o empate do Braga, e a distância pontual para o Sporting, parece claro que este campeonato será disputado entre dragões e águias.

Sporting – O jogo mais pobre da presente época (em termos ofensivos). Poucos remates, zero oportunidades claras de golo, e uma dinâmica em todos os momentos do jogo nula. Os leões voltaram a demonstrar que em termos de valia de plantéis (no que diz respeito às individualidades, as diferenças ainda são mais gritantes) estão muito longe de Benfica e FC Porto. Surpreendem os 8 pontos de atraso, nesta fase, não surpreende os erros defensivos, a falta de dinâmica/posse de bola e capacidade de chegar à área adversária do meio campo, e a falta de poder de decisão da grande parte dos jogadores.

Helton/Patrício – O brasileiro praticamente não foi chamado a intervir (à excepção de um livre de Pranjic), já o internacional português venceu claramente este duelo (fez algumas defesas de bom nível).

Danilo/Cédric – Excelente assistência do brasileiro no 1-0 e uma exibição competente no seu corredor; já o português voltou a demonstrar que nesta fase ainda não tem qualidade para jogar num “grande”. Muitos erros defensivos e, pelo 3º jogo consecutivo, a cometer uma falha grave.

Otamendi/Rojo – O central portista foi um dos melhores em campo, além da segurança defensiva criou perigo nos lances de bola parada; já o argentino do Sporting demonstrou alguma intranquilidade, e ainda esteve directamente ligado ao 1º golo do Porto (meteu Jackson em jogo e depois não conseguiu travar o colombiano).

Alex Sandro/Insúa – Menos influentes em termos ofensivos do que é habitual, mesmo assim o brasileiro apresentou sempre mais qualidade no seu corredor (o argentino continua longe daquilo que apresentou em 2011-12).

Fernando/Schaars – O brasileiro “limpou” o meio campo. Uma exibição à “Polvo”, impecável, segura, e a demonstrar que é de longe o melhor médio defensivo a jogar em Portugal; por sua vez, o holandês começou o encontro com um erro grave, não foi o jogador influente da época passada (vários passes errados e pouca verticalidade), apesar disso teve um papel importante nas melhores fases do Sporting.

Lucho/Izmailov – Faz falta a este Sporting elementos com a inteligência futebolística do russo. Deu alguma classe ao jogo leonino (Wolfswinkel por duas vezes não conseguiu responder da melhor maneira aos seus passes) e foi o único a conseguir ter bola na área do Porto; por sua vez, o argentino foi o elemento mais “apagado” dos azuis e brancos. Foi engolido no meio campo e ainda juntou à sua exibição um penalti falhado.

Jackson/Wolfswinkel – O colombiano venceu claramente este duelo. Excelente desmarcação e golaço de calcanhar incrível, a esse momento decisivo no encontro juntou um jogo de combate na frente e foi um dos melhores em campo; já o holandês foi uma nulidade, na 1ª parte falhou duas recepções que o podiam ter isolado e no 2º tempo não acertou na bola quando estava em situação privilegiada. É certo que lutou, voltou a estar muito desacompanhado, mas tem a obrigação de definir melhor.

Mangala/Boulahrouz – O central francês entrou ainda na primeira parte e rubricou uma exibição mais tranquila do que a partida frente ao Beira-Mar (não cometeu erros); o holandês teve mais trabalho, um ou outro deslize, e ainda cometeu uma grande penalidade.

Moutinho/Elias – O médio português mostrou estar em boa forma e tentou criar desequilíbrios na defensiva leonina (ganhou bastantes faltas); já Elias foi uma nulidade, com muitos passes errados e incapacidade em aparecer em zonas mais adiantadas do terreno.

Varela/Carrillo – O peruano do Sporting ainda tentou desequilibrar pelo seu flanco, mas não conseguiu dar continuidade aos seus lances (ainda teve um remate disparatado quando estavam em excelente posição); o português também esteve longe de impressionar, mas foi bem mais regular que Carrillo.

James/Pranjic – O colombiano continua em bom momento de forma e, fruto da sua técnica, criou muitos desequilíbrios na defensiva leonina (ganhou muitas faltas e ainda marcou de grande penalidade); o croata demonstrou que a extremo esquerdo acrescenta muito pouco em termos de velocidade, desequilíbrio e capacidade em esticar o jogo (Pranjic rende muito mais no meio).

Deixa um comentário