FC Porto 2-0 Sporting (Jackson Martínez 10´e James Rodríguez 84´g.p.)
FC Porto – O conjunto de Vítor Pereira deu uma boa resposta no 1º clássico sem a presença de Hulk. Os azuis e brancos foram claramente superiores, é notório a força do jogo colectivo, e em termos individuais (a vitória sobre o PSG ajudou) James, Moutinho e Otamendi estão num excelente momento. Com o empate do Braga, e a distância pontual para o Sporting, parece claro que este campeonato será disputado entre dragões e águias.
Sporting – O jogo mais pobre da presente época (em termos ofensivos). Poucos remates, zero oportunidades claras de golo, e uma dinâmica em todos os momentos do jogo nula. Os leões voltaram a demonstrar que em termos de valia de plantéis (no que diz respeito às individualidades, as diferenças ainda são mais gritantes) estão muito longe de Benfica e FC Porto. Surpreendem os 8 pontos de atraso, nesta fase, não surpreende os erros defensivos, a falta de dinâmica/posse de bola e capacidade de chegar à área adversária do meio campo, e a falta de poder de decisão da grande parte dos jogadores.
Helton/Patrício – O brasileiro praticamente não foi chamado a intervir (à excepção de um livre de Pranjic), já o internacional português venceu claramente este duelo (fez algumas defesas de bom nível).
Danilo/Cédric – Excelente assistência do brasileiro no 1-0 e uma exibição competente no seu corredor; já o português voltou a demonstrar que nesta fase ainda não tem qualidade para jogar num “grande”. Muitos erros defensivos e, pelo 3º jogo consecutivo, a cometer uma falha grave.
Otamendi/Rojo – O central portista foi um dos melhores em campo, além da segurança defensiva criou perigo nos lances de bola parada; já o argentino do Sporting demonstrou alguma intranquilidade, e ainda esteve directamente ligado ao 1º golo do Porto (meteu Jackson em jogo e depois não conseguiu travar o colombiano).
Alex Sandro/Insúa – Menos influentes em termos ofensivos do que é habitual, mesmo assim o brasileiro apresentou sempre mais qualidade no seu corredor (o argentino continua longe daquilo que apresentou em 2011-12).
Fernando/Schaars – O brasileiro “limpou” o meio campo. Uma exibição à “Polvo”, impecável, segura, e a demonstrar que é de longe o melhor médio defensivo a jogar em Portugal; por sua vez, o holandês começou o encontro com um erro grave, não foi o jogador influente da época passada (vários passes errados e pouca verticalidade), apesar disso teve um papel importante nas melhores fases do Sporting.
Lucho/Izmailov – Faz falta a este Sporting elementos com a inteligência futebolística do russo. Deu alguma classe ao jogo leonino (Wolfswinkel por duas vezes não conseguiu responder da melhor maneira aos seus passes) e foi o único a conseguir ter bola na área do Porto; por sua vez, o argentino foi o elemento mais “apagado” dos azuis e brancos. Foi engolido no meio campo e ainda juntou à sua exibição um penalti falhado.
Jackson/Wolfswinkel – O colombiano venceu claramente este duelo. Excelente desmarcação e golaço de calcanhar incrível, a esse momento decisivo no encontro juntou um jogo de combate na frente e foi um dos melhores em campo; já o holandês foi uma nulidade, na 1ª parte falhou duas recepções que o podiam ter isolado e no 2º tempo não acertou na bola quando estava em situação privilegiada. É certo que lutou, voltou a estar muito desacompanhado, mas tem a obrigação de definir melhor.
Mangala/Boulahrouz – O central francês entrou ainda na primeira parte e rubricou uma exibição mais tranquila do que a partida frente ao Beira-Mar (não cometeu erros); o holandês teve mais trabalho, um ou outro deslize, e ainda cometeu uma grande penalidade.
Moutinho/Elias – O médio português mostrou estar em boa forma e tentou criar desequilíbrios na defensiva leonina (ganhou bastantes faltas); já Elias foi uma nulidade, com muitos passes errados e incapacidade em aparecer em zonas mais adiantadas do terreno.
Varela/Carrillo – O peruano do Sporting ainda tentou desequilibrar pelo seu flanco, mas não conseguiu dar continuidade aos seus lances (ainda teve um remate disparatado quando estavam em excelente posição); o português também esteve longe de impressionar, mas foi bem mais regular que Carrillo.
James/Pranjic – O colombiano continua em bom momento de forma e, fruto da sua técnica, criou muitos desequilíbrios na defensiva leonina (ganhou muitas faltas e ainda marcou de grande penalidade); o croata demonstrou que a extremo esquerdo acrescenta muito pouco em termos de velocidade, desequilíbrio e capacidade em esticar o jogo (Pranjic rende muito mais no meio).


