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Forlan, Seedorf, Paolo Guerrero, “Patito” Rodríguez, “Burrito” Martínez são mais alguns nomes que confirmam o enorme poderio económico dos clubes brasileiros e que contribuem para o objectivo de fazer do Brasileirão um dos 5 campeonatos mais mediáticos do Mundo

Muitos afirmam que a única meta a que o Brasil se propôs alcançar este verão é a medalha de ouro olímpica. Nem lá perto. O Brasileirão bate-se para entrar na categoria dos cinco campeonatos mais mediáticos do mundo, e para isso muito contribuiu a chegada de Forlan e Seedorf, que vem engrossar o filão aberto por Deco, Love, Juninho Pernambucano, Luís Fabiano, Ronaldinho. Apesar da idade já avançada, o povo brasileiro não se coibiu de lhes oferecer uma recepção, no aeroporto, digna de uma estrela de cinema, com gritos de histerismo à mistura. A juntar ao holandês e uruguaio, outros nomes cotados em termos europeus e sul-americanos como Juan, Paolo Guerrero, “Patito” Rodríguez e “Burrito” Martínez se juntaram ao já forte campeonato brasileiro (apresenta o actual campeão da Libertadores: Corinthians), o que demonstra que mesmo em território americano o Brasil é já o expoente máximo (o próprio Riquelme demonstrou interesse em rumar a Terras de Vera Cruz).
A verdade é que a economia brasileira aproveitou o seu ‘boom’ financeiro, estendendo os seus efeitos até ao futebol. Resultado: os europeus já não compram talento com duas cantigas. Neymar, Lucas, Ganso e Damião são disso exemplo, aguentando a sua estadia no país de origem por mais tempo que o esperado (Óscar saiu mas permitiu o maior encaixe da história do Brasileirão), e mais de metade da Diáspora que há dez anos havia cruzado o oceano atlântico, voltou a casa para jogar nos maiores emblemas canarinhos. A este cenário, temos ainda o ingresso de nomes fortes em termos sul-americanos no Brasileirão. 
Os clubes brasileiros estão, indiscutivelmente, mais ricos. Mas é uma riqueza que ainda vem sendo utilizada para amortizar os passivos monstruosos que, ao longo dos anos, foram sendo acumulados. Isso, e para pagar os dispendiosos salários das novas estrelas, aumentando a disparidade salarial em comparação com atletas saídos das academias. O progresso é lento, mas é uma realidade. Depois de muitos estádios estarem concluídos para o Mundial brasileiro, talvez assistamos a uma aproximação ainda maior do Brasileirão aos principais campeonatos europeus. Para já, fica claro que em termos económicos há muito que o Brasileirão superou a liga portuguesa ou holandesa. Contudo, no campo desportivo dificilmente o Corinthians, com um elenco cheio de jogadores “velhos” e onde nenhum jogador tinha lugar nos nossos “grandes” e pouco valor de mercado (Paulinho é a excepção), conseguiria superar Porto, Benfica e Sporting. Veremos se a curto prazo juntam ao factor financeiro, mediático e a competitividade da Liga (o vencedor é sempre imprevisível) o rótulo de um dos 5 melhores campeonatos do Mundo (juntando a estas estrelas com ordenados incríveis muitas vezes suportados por empresas, outros elementos de qualidade), ou se as dívidas dos clubes vão fazer deste momento apenas algo passageiro.
A. Borges

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