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Froome vence a Volta à França 2013; Britânico dominou no centenário da prova, Quintana brilhou, Sagan foi o mais regular, Kittel o mais poderoso; Contador e a BMC desiludiram

Chegou ao fim a centésima Volta à França. Um bom percurso e a melhor lista de participantes dos últimos anos garantiram uma corrida animada, não obstante o domínio total de Christopher Froome na luta pela amarela, numa edição onde o ciclismo e o desporto português se inscreveram como protagonistas através da brilhante dupla vitória de Rui Costa nos Alpes, Kittel demonstrou que é o sprinter mais poderoso da actualidade (póquer com a cereja no topo do bolo com a conquista em Paris), Sagan o mais completo, Quintana o principal animador nas montanhas. 
Destaques:
Rui Costa: Prendiam-se com o ciclista da Aguçadoura, depois da dupla vitória na Volta a Suiça e no seguimento de uma carreira em crescendo, muitas das expectativas dos portugueses para esta Volta à França. Toda a gente torcia por uma posição em top-10, e o português cumpria, quando este objectivo ficou impossibilitado a partir da etapa das “bordure”, marcada pelo azar de Valverde, e onde o português foi chamado a um último esforço que se revelou inglório para salvar a vice liderança do murçiano. A partir daqui, Rui Costa apontou, muito claramente, duas etapas para entrar na fuga do dia e tentar a vitória. O resultado foram duas vitórias em duas tentativas, parecendo até fácil vencer etapas a partir de fugas numerosas, recheadas de ciclistas de qualidade com muitos deles na melhor forma do ano. Foi igualado o feito do incomparável Joaquim Agostinho, a classe do português foi transmitida pela TV em 188 países, e Rui Costa tornou-se, depois deste Tour, numa referência do ciclismo actual.
Christopher Froome: Ainda que do ponto de vista português o grande destaque deste Tour vá para o feito de Rui Costa, não restam dúvidas que a grande figura da edição do centenário é Christopher Froome. O britânico, nado e criado em África, não deu hipótese à concorrência e terminou a corrida com mais de 5 minutos de vantagem sobre o segundo classificado. Ainda que a Sky não apresentasse em 2013 o domínio sobre a corrida que evidenciou em 2012 (muito pela maior qualidade da concorrência e pelo percurso mais nervoso), a supremacia de Froome, bem secundada nos momentos cruciais por Richie Porte, foi total, levantando – no ano da dessacralização da lenda Lance Armstrong – muito falatório quanto a alguma semelhança entre o domínio de Froome e os anos de ouro do texano. Fazendo a inevitável suspensão do juízo sobre a possibilidade de dopagem, cabe apenas dizer que esta questão criou uma enorme pressão adicional sobre Froome, (Sérgio Paulinho comentou publicamente que chegou a ver gente a cuspir sobre o camisola amarela na etapa de Annecy!) o que, com o facto de ter tomado conta da camisola amarela muito cedo (implica, pelo menos, uma hora de descanso perdida todos os dias / controlo anti-doping diário) releva ainda mais a prestação fantástica de Froome, e confirma-o como um dos melhores ciclistas da sua geração e um dos melhores atletas da actualidade.
Nairo Quintana: O jovem “escarabajo” era apresentado como o cavalo negro à partida, e confirmou as melhores expectativas sobre si criadas. A segunda posição à geral, a camisola da juventude, a mítica camisola da montanha, e uma vitória em alto batendo toda a concorrência parece ser mais do que Quintana saberia desejar, sendo obviamente apontado desde já como um dos corredores que poderá bater, no curto prazo, o domínio da Sky. É verdade que teve a seu favor a dose anormalmente elevada de alta montanha neste Tour, e terá sempre muita dificuldade em ganhar uma edição que conte com um CRI plano de 50 Kms, como tem sido norma nos últimos anos, mas a sua prestação nas últimas três semanas não foi menos que espectacular.
Peter Sagan: Pouco a dizer sobre o eslovaco que parece vencer a camisola verde dos pontos com a mesma facilidade com que Rui Costa vence etapas. Duas tentativas, em 2012 e 1013, e duas vitórias esclarecedoras e com muita classe do carismático jovem de 23 anos que é, provavelmente, o ciclista mais completo da actualidade.
Joaquin Rodriguez: Apesar de ter estado mal nos Pirenéus, queixando-se o corredor de excesso de peso por causa de retenção de líquidos, Purito surgiu na semana definitiva nos Alpes em grande forma e selou o seu terceiro “Grand Tour” consecutivo no pódio, depois do Giro e Vuelta de 2012. Destaque para o catalão que, mais uma vez, mostrou ser o corpo e a alma da milionária equipa russa da Katusha.
Marcel Kittel: Este é o Tour em que o jovem sprinter alemão, um dos mais activos advogados do discurso anti-doping no seio do pelotão, pôs em causa o reinado de Mark Cavendish enquanto o homem mais rápido do mundo em cima de uma bicicleta. Se é verdade que em duas das suas vitórias Kittel beneficiou do azar do britânico, nas outras duas bateu-o claramente, levantando a curiosidade sobre quem dominará esta especialidade no próximo par de anos.
Team Belkin: Boa corrida dos holandeses, com algum azar na gripe de Bauke Mollema na semana determinante. Ainda assim, grande protagonismo na primeira semana com excelente prestação de Ten Dam, o 6º lugar final de Mollema, e o atirar para trás das costas o epíteto de “Rabofail” que esta estrutura (enquanto Rabobank) guardava nos últimos anos.
Omega: Excelente volta de Michal Kwiatkowski, a confirmar que é um dos maiores jovens talentos do pelotão, e um desempenho menos bom de Cavendish que, embora tenha ganho duas etapas, sai daqui sem a consideração unânime do melhor sprinter do mundo.
Franceses: Quando Jean-Christophe Péraud, na altura top 10 do Tour, tentou prosseguir na corrida depois de fracturar a clavícula, acabando por cair novamente sobre o mesmo ombro, a prestação dos franceses na edição do centenário pareceu sem salvação. No dia seguinte, o seu colega de equipa, Christophe Riblon, selava uma esforçada e emocionante vitória na etapa rainha da dupla ascensão ao Alpe d’Huez. Ainda assim, acabou por ser uma prestação abaixo do esperado para os franceses, dada a esforçada, mas pouco consequente, corrida de Pierre Rolland, a desastrada corrida de Thibaut Pinot, e o apagamento de Thomas Voeckler. Sinal mais para a AG2R, com Péraud, Riblon e Bardet a exibirem-se a bom nível. Sinal menos para a Europcar, FDJ.fr e Sojasun. Neutro para a Cofidis que coloca Navarro no Top 10.
Alberto Contador: Uma corrida claramente sub par do “pistolero”, muito provavelmente o melhor ciclista da sua geração, que nunca se encontrou esta época, e acaba por sair deste Tour num amargo 4º lugar, ainda para mais quando o seu colega de equipa Roman Kreuziger pareceu poder lutar pelo pódio não fosse a estratégia da equipa claramente virada para o madrileno. Ainda assim, no outro lado da moeda, sinal mais para a atitude de Contador, o único que conseguiu, com o apoio da sua equipa, colocar Froome sob pressão. Fica a questão sobre o que valerá Contador em 2014.
BMC: Uma prestação muito fraca de uma das equipas com mais ambição no pelotão internacional. Evans acusou o Giro, Van Garderen foi a maior desilusão da prova, e Gilbert não se conseguiu impor nas fugas que incorporou e em algumas chegadas às quais se poderia adaptar bem.
Garmin – Sharp: Apresentava-se à partida como uma das equipas mais fortes, mas Daniel Martin claudicou completamente nas últimas etapas. Ainda assim, saem de França com uma etapa e o 10º lugar de Andrew Talansky.
Euskaltel e Vacansoleil: Desilusão também por parte das duas equipas saem deste Tour sem o futuro garantido, o que causa sempre muito nervosismo entre os corredores. Ainda assim, a Euskaltel teve um bom momento com o 3º lugar de Nieve na etapa do Mont Ventoux.
Quais os destaques dos leitores no centenário do Tour? Quem poderá bater Chris Froome nos próximos anos? O que esperar de Contador? Qual o impacto desta prestação na carreira de Rui Costa? E Kittel, é o melhor sprinter do Mundo (ou Cavendish vai voltar a reinar)? 

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Luís Oliveira

28 Comentários

  • Tiago
    Posted Julho 21, 2013 at 7:50 pm

    Neste momento tanto o Kittel como o Greipel são mais rápidos que o Cav.

    Este sprint final foi dos mais espectaculares dos últimos anos.

  • Rabensandratana
    Posted Julho 21, 2013 at 7:59 pm

    Grande Peter Sagan, mais conhecido como Peter o " Sagaz".

  • Luís Duarte
    Posted Julho 21, 2013 at 8:05 pm

    Chris Froome, Quitana, Marce Kittel e Peter Sagan, são os grande vencedores deste Tour…logo depois vem o Rui Costa …para mim só faltou uma coisa a este Tour, o 2º melhor ciclista do Mundo da actualidade, Nibali, o unico que poderia ter feito frente ao este tremendo Froome, espero que para o ano estejam os 2 no Tour

  • Rodrigo
    Posted Julho 21, 2013 at 8:15 pm

    Ultima etapa de consagraçao como e habitual, desta vez num horario mais tardio e que deu mais beleza a ultima etapa do Tour. Froome deu-se ao luxo de perder quase 1min para festejar com a equipa, enquanto que no ultimo folego da prova Kittel foi novamente o mais forte no sprint e bateu Greipel e Cavendish. Veremos se o sprinter alemao confirma todo o seu talento nos proximos anos, ja que caso isso aconteça as ambiçoes de Mark Cavendish em bater o record de vitorias no Tour podem sair goradas.

    Relativamente ao balanço da prova parece-me que e importante dizer que foi um Tour muito interessante, sendo que apenas faltou um maior equilibrio na luta pelo 1º lugar, ja que desde a 1ª chegada em alto que se percebeu que Froome iria vencer a competiçao. Tivemos muitas etapas interessantes (chegada a Lyon, Mont-Ventoux, Alpe D'Huez, as vitorias do Rui ou a chegada a Ax 3 Domaines, onde Froome se revelou pela 1ª vez como o mais forte).

    Gostava ainda de destacar:
    – Froome: Nao e preciso dizer muita coisa. Froome foi claramente o mais forte, demonstrou-o em praticamente todos os dias chave da competiçao (apenas perdeu algum tempo num dia por ma alimentaçao), isto e, na montanha e nos contra-relogios; lutou muitas vezes sozinho contra os seus principais rivais e, por fim, deu espectaculo em muitos momentos. Muitos apontam-no como mais um caso de doping, mas sinceramente nao me parece, uma vez que teve 1 ou 2 quebras, pelo que espero nao ter uma desilusao no futuro.

    – Porte/Kreuziger: Nem so de estrelas se fazem as equipas, pelo que estes dois homens foram extremamente importantes na ajuda aos seus lideres. Sem Porte, Froome poderia ter perdido mais tempo para Quintana e Rodriguez numa das etapas de montanha e Contador foi rebocado muitas vezes pelo checo. A forma colectiva como o ciclismo se processa muitas vezes e uma das coisas apaixonantes desta modalidade.

    – Joaquin Rodriguez: Podio nas 3 grandes voltas e uma terceira semana fantastica. E um ciclista extraordinario, bastante regular ao longo da temporada, que ja merecia ter vencido uma grande volta e que e um atacante por natureza. E pena ter muitas dificuldades nos contra-relogios puros porque caso contrario ja teria mais titulos no seu palmares e, por fim, foi pena ter tido uma 1ª semana de Tour em ma forma.

    – Nairo Quintana: O que dizer da prestaçao de Nairo Quintana na sua 1ª Volta a França. O colombiano acabou por ser a revelaçao da prova, apesar dos mais atentos ja saberem do seu tremendo potencial, e leva para casa um 2º lugar, a camisola da montanha, a camisola da juventude e uma etapa. Foi aquele que esteve mais perto de acompanhar Froome nas montanhas e fica a ideia que sera um futuro vencedor do Tour.

    – Rui Costa: 2 vitorias em etapa, algo fantastico para o ciclista portugues e para nos portugueses. Pode-se dizer que por causa do azar do Valverde perdeu a hipotese de figurar no top-10 final, mas a verdade e que isso lhe permitiu poupar-se em algumas etapas duras para posteriormente caçar 2 etapas de uma forma imperial e que lhe podem permitir um excelente contrato no proximo ano.

    – Kittel/Sagan: O ciclista alemao foi claramente o mais forte nos sprints nesta ediçao e promete ameaçar o reinado de Cavendish nos proximos anos. Tem um potencial incrivel e caso se mantenha numa equipa exclusivamente dedicada aos sprints creio que pode conquistar muitas mas vitorias no Tour. Por outro lado, Sagan foi o mais regular, apesar de so ter vencido uma etapa, e leva para casa a camisola dos pontos, uma classificaçao que ficou quase logo definida a partida.

    Kwiatkowski/Talansky: Por fim, queria destacar estes 2 ciclistas pela boa performance neste Tour. O polaco andou a lutar pela juventude e provou ser um ciclista regular em praticamente todas as vertentes do ciclismo (precisa de melhorar apenas na alta montanha), enquanto que o 2º consegue um 10º lugar, sendo claramente uma das promessas para o futuro.

    • Rodrigo
      Posted Julho 21, 2013 at 8:17 pm

      Por outro lado, como nem so de coisas positivas se faz o Tour, queria destacar algumas desilusoes:

      – Contador: O espanhol acaba no 4º lugar da geral, pelo que nao se poderia dizer que foi um mau Tour, mas a verdade e que estamos a falar de um campeao, um homem que nos habituou a ganhar e para quem um 4º lugar e uma derrota clara. Esperava mais de Contador, sobretudo nao esperava ve-lo passar tantas dificuldades nesta ultima semana que o levaram a perder o podio e veremos se no proximo ano voltara mais forte.

      – BMC: A BMC foi a equipa que mais desiludiu nesta competiçao. Nao ganhou nenhuma etapa e perdeu muito cedo os seus homens de geral. Evans pagou a factura do Giro e passou muito mal em algumas etapas, enquanto que Van Garderen depois do 5º lugar de 2012 defraudou as expectativas que muitos depositavam nele. E um jovem e acredito que nos proximos anos podera fazer resultados bem mais positivos. Por fim, Gilbert tambem nao conseguiu intrometer-se em nenhuma discussao de etapa.

      – Cofidis: Conseguem um 8º lugar com Navarro quase caido do ceu, mas a verdade e que fizeram uma Volta a França extremamente apagada. Quem tem Le Mevel, Coppel, Taaramae e Navarro tinha obrigaçao de fazer mais.

      – Voeckler/Pinot/Rolland: 3 ciclistas franceses, os 3 com elevadas expectativas no inicio do Tour, mas que nao conseguiram fazer coisas que ja tinham conseguido no passado. Os dois primeiros passaram completamente ao lado da prova, enquanto que Rolland, apesar de ter estado envolvido na luta pela camisola as bolinhas, nao correspondeu ao que esperava dele.

      – Lampre/Euskaltel/Vacansoleil: 3 equipas de World Tour que passaram quase despercebidas por esta competiçao. A Lampre e a Euskaltel sao das equipas mais antigas desta prova, mas a verdade e que estao com falta de qualidade nos seus planteis, sobretudo os italianos. Cunego e Anton nao corresponderam as expectativas, enquanto que Serpa e Nieve deram um ar da sua graça em alguns momentos. Em relaçao a Vacansoleil, foi uma tremenda decepçao, ja que Hoogerland, Westra e Poels mal se viram (valeu o entusiasmo de Flecha).

      Por fim, espero um Tour 2014 ainda melhor do que este, onde espero um Froome, Quintana, etc ao mesmo nivel e com a presença de Nibali. Espero tambem que Contador, Andy Schleck e Franck Schleck voltem para o ano em boa forma para darem luta aos melhores.

    • Luís Borges
      Posted Julho 21, 2013 at 8:46 pm

      Parabéns Rodrigo, excelentes análises. Concordo contigo em praticamente todos os parâmetros. Vou só tocar neste assunto que parece ser delicado para muitos mas, pessoalmente, acho que é apenas um tema de discussão aberta onde podemos deixar vincados os nossos pontos de vista: o Armstrong também tinha as suas quebras, e também eram assim "coisa pouca" e sem prejudicar muito os objetivos, ou seja, penso que isso não quer dizer muito. Seja como for, é certo que o Froome é um bom atleta e um extraordinário homem do desporto, pelo que também não gostaria de no futuro ver o seu nome inscrito no "hall" dos batoteiros.

      De fora sintetizada e rápida, gostava de destacar o "Tourminator" Sagan, o nosso "Rei Costa" e os dois climbers puros Rodriguez e Quintana. O eslovaco é o ciclista mais entusiasmante da atualidade, um verdadeiro talento em todas as áreas (eu bem que referi no início que ele também se "safava" nos CR, e fez top-15 no primeiro realizado). Quanto ao Rui, bem, não há muito dizer, parece fácil ganhar etapas. Já é uma estrela mundial e nos dias que correm já lhe deve ser dado mais crédito do que a ciclistas como, por exemplo, o Gilbert. Quanto aos levezinhos das montanhas, são formidáveis. Animam as corridas, dão espetáculo e, acima de tudo, são daqueles que contrariam a tendência do reforço da importância dos CR para os bons resultados nestas provas. O colombiano esteve inclusive ao nível do Froome na alta montanha (nos Pirinéus perdeu algum tempo porque atacou cedo demais e não teve a melhor leitura de corrida, nos Alpes já esteve à altura). Passei a ser fã do pequeno indígena. Nota final para a desilusão do meu favorito Contador (péssimo 2013, aguardo agora pelo 2014).

    • Rodrigo
      Posted Julho 21, 2013 at 9:31 pm

      O Gilbert e um grande ciclista, nao nos esqueçamos que e o actual campeao do Mundo. No entanto, como ja disse em anteriores posts a BMC e uma equipa complicada, com muitos "egos" e guerras internas entre os ciclistas que desejam ser as figuras de proa da equipa norte-americana, pelo que a prestaçao dos ciclistas fica mais dificultada quando nao ha uniao de grupo. Por isto, nao gostaria que o Rui Costa entrasse na BMC e tambem gostava de ver o Gilbert voltar as equipas belgas, ja que foi la que mais brilhou enquanto ciclista e onde deu espectaculos incriveis.

  • Dr. Pitágoras
    Posted Julho 21, 2013 at 9:39 pm

    E com esta etapa e percurso espectacular se fecha da melhor forma um tour memorável!

    Destaques:
    Froome -> Desde da Vuelta de 2011, em que travou um duelo memoravel com Cobo que fiquei de olho neste grande ciclista, o ano passado voltou a demonstrar toda a sua qualidade no tour e na vuelta, para este ano aproveitar da melhor forma a oportunidade que lhe deram! Simplesmente fantastico, pareceu sempre controlar acorrida e os seus arranques foram um pesadelo para Contador.

    Quintana -> Magnifica prova e ainda para mais na sua estreia! O unico que verdadeiramente colocou em sentido Froome e que lhe promete fazer frente nos proximos anos! Sempre destemido e imparavel nas montanhas!

    Valverde -> Fez uma excelente prova e todos os adversários de Froome foi o mais consistente ao longo da prova e não fosse aquele acidente de percurso e teria terminado no 2º lugar! Mesmo depois disto nunca baixou os braços e fez uma bela recuperação na classificação geral!

    Rodriguez -> Depois da primeira semana pensei que Rodriguez, mas este ciclista é incrivel e tem uma grande capacidade de reaparecer quando poucos esperam, excelente 3ª semana.

    Kreuziger -> Finalmente fez uma volta ao nível que durante anos prometeu, não fosse o trabalho para Contador e provavelmente estaria no pódio no final! Apareceu numa forma espectacular e segurou Contador nos momentos mais dificeis!

    Porte -> Incrivel o trabalho que fez nas montanhas desfazendo os grupos para que Froome desse a estocada final e ainda assim conseguia manter-se sempre com os primeiros até ao fim, muita classe e quiça um futuro candidato ao Tour.

    Kwiatkowski -> Excelente Tour e uma grande promessa para o futuro, sempre muito regular, pena o seu pouco à vontade nas altas montanhas.

    Kittel -> Foi uma surpresa para mim, deu uma valente tareia em Cavendish e Greipel!

    Rui Costa -> Excelente tour e a demonstrar que será um futuro candidato ao top 10!
    Duas vitórias com grande classe, mas que só foram possíveis pela desresponsabilização que teve com o furo de Valverde, por um lado pode poupar-se numas etapas e por outro deixou de ser considerado uma ameaça pelos principais candidatos. Na minha opinião devia manter-se nesta equipa que tem apostado nele!

    Riblot -> Não chegando para salvar a alma francesa, fez um excelente tour, não só pela etapa que ganhou, mas também pela presença na alta montanha!

    Mollema -> É certo que acabou em grande sofrimento, mas tal não pode apagar as excelentes duas primeiras semanas que fez!

    Movistar -> Na minha opinião a melhor equipa do tour, assumiu sempre a corrida em diversas circunstâncias e não teve receio de arriscar! Acabando por acumular camisolas, etapas e uma excelente presença na classificação geral!

    Argus -> Excelente suporte a Kittel, como ficou demonstrado nesta ultima etapa, pareceu ser sempre mais forte que a Omega ao longo da prova!

    Ainda agora terminou o tour e já estou expectante pela proxima edição!
    Espero que no proximo ano Froome tenha uma oposição mais ativa, Contador está com o orgulho ferido e tentará reaparecer em força! Nibali poderá querer afirmar-se finalmente como um sério candidato ao tour (para mim nunca passará de um candidato ao pódio). Schleck depois de uma epoca horrivel, espero que estabilize emocionalmente e encontre uma equipa que lhe permita voltar a dar espectáculo no tour. Nairo Quintana e Valverde voltarão a ser uns sérios concorrentes para Froome!
    Enfim, resta-nos esperar mais um ano!

    Saudações desportivas

  • JV
    Posted Julho 21, 2013 at 10:34 pm

    Apesar de muito já ter sido dito sobre este Tour, tanto no post como nos comentários vou também dar a minha opinião.

    Infelizmente ou não (motivos profissionais) não pude acompanhar a última semana da corrida, logo perdi os brilhantes momentos oferecidos por Rui Costa a todos os portugueses que gostam de ciclismo. O furo de Valverde acabou por ser um grande trunfo para a equipa, sem esse furo Quintana não teria acabado em 2º e mostrado todo o seu potencial, Valverde muito provavelmente teria ocupado a sua posição e Quintana talvez acabasse num 4º ou 5º lugar. Rui Costa poderia acabar no Top-20 e nunca no Top-10 e muito menos teria feito o brilharete de conquistar 2 etapas que muito me orgulham. A nível da equipa Movistar, foi uma das equipas que mais espectáculo deu contando com um grande plantel ao longo das 3 semanas, e onde gostaria de ver continuar o nosso português a ser chefe de fila num Giro ou Vuelta que apesar de muita montanha, teria condições de fazer Top-10 em qualquer delas (estive a ver o perfil das etapas da Vuelta deste ano e assusta qualquer um).

    Froome foi de longe o melhor, batendo toda a concorrência com grande facilidade e com ou sem doping não pode haver dúvida que ninguém lhe deu luta, só espero que esteja "limpo" e confirme nos próximos anos o enorme ciclista que é.

    Contador foi uma desilusão, tendo em conta as perspectivas. Rodriguez esteve ao seu nível na última metade da prova se bem que no início facilitou e muito, não esperava sequer que conseguisse recuperar tanto. Shleck fez nada mais nada menos do que eu esperava e ai nível da temporada.

    De Quintana já falei, tirou vantagem de o seu chefe de fila ter aquele azar, no entanto faria sempre uma grande classificação no seu primeiro ano. Impressionou-me pela positiva porque não tinha o estatuto que muitos tinham e provou que para o ano pode ser candidato a ganhar uma grande Volta sendo ainda muito novo. Foi uma das grandes figuras porque apesar do 2º lugar, conseguiu amealhar duas camisolas (a da juventude e da montanha).

    Uma palavra para os gregários de luxo, Richie Porte tem todas as condições para ganhar um Tour nos próximos anos e, até pode não parecer mas, foi fundamental na prestação de Froome; Kreuziger não tendo Contador como líder da equipa e poderia terminar na mesma posição do colega mas a menos tempo do camisola amarela; Rui Costa apesar das etapas ganhas, viu-se ontem que bastou alguns minutos à frente do "pelotão" para o deixar reduzido a meia dúzia de elementos que nunca mais tiveram hipótese de se chegar à frente, mesmo sendo alguns do Top-10.

    A nível de equipas fiquei surpreendido com a qualidade da Belkin com 3 excelentes ciclistas, Molema, Ten Dam e Gesink; desiludiu-me a BMC sem hipóteses de lutar por completamente nada, nem por vitórias de etapa, Evans e Tejay foram um fracasso, principalmente a promessa Tejay; outra desilusão foi a Cofidis que mal se viu, costumavam aparecer em fugas em anteriores edições e este ano nada embora aparecesse Navarro de mansinho num 9º lugar sem aparecer em evidência em qualquer etapa (pelo menos que me lembre); a Lampre não dei por ela em nenhum minuto de qualquer etapa que acompanhei; a Orica surpreendeu pela primeira vítória em etapas num Tour e os dias que esteve com a camisola amarela em dois ciclistas sendo que na geral final não teve ninguém minimamente bem classificado sendo muito activa em fugas.

  • JV
    Posted Julho 21, 2013 at 10:35 pm

    (continuação)

    Quanto a franceses, muito fraquinhos, Voeckler mal se viu, Pinot só aparecia no "arrière du peloton" mal começavam as subidas, Rolland muito activo mas sem resultados, apenas um 3º lugar na classificação da montanha. O primeiro francês (Romain Bardet) aparece em apenas 15º lugar, logo por aí se vê a fraca prestação dos mesmos. Salva-se a vitória de etapa de Riblon numa etapa importante mas, Rui Costa sozinho fez o dobro que todos os franceses.

    Quanto a sprinters, Kittel foi a sensação, tendo em conta o que se esperava de Cavendish e até Sagan. Com 4 vitórias de etapa mostrou que pode muito bem ser a curto prazo um "papa etapas". Sagan como sempre ao seu nível dando espectáculo com os seus "cavalinhos" em subida mas claro que mais importante e incontestável foi a sua camisola verde mostrando ser um dos melhores sprinters (9 etapas entre os 4 primeiros) e o mais completo, tanto em contra-relógio como etapas de pouca montanha.

    Penso que destaquei todos os pontos importantes que queria, e para finalizar devo dizer que apesar da desigualdade na luta pelo 1º lugar, tivemos um Tour interessante com um grande elenco (nem todos em grande forma) e etapas muito interessantes no que disse respeito à dureza nas suas montanhas.

    • João Leite
      Posted Julho 22, 2013 at 1:06 am

      Gosto do facto de teres referido que o Rui Costa sozinho fez o dobro dos franceses. Mas ainda mais marcante é: Rui Costa 2 – Espanha 0.
      Neste tour, apesar de em evidência, os espanhóis não conquistaram qualquer etapa, a não ser (de forma não oficial) a primeira, uma vez q o motorista da Orica é espanhol.

  • Olá John
    Posted Julho 21, 2013 at 11:07 pm

    Alguém me pode explicar muito resumidamente como funciona a atribuição da camisola verde? Sei que é o corredor com mais pontos, mas como funciona essa atribuição?

    • Rodrigo
      Posted Julho 21, 2013 at 11:30 pm

      Os pontos sao atribuidos consoante a classificaçao no final de cada etapa e tambem nos sprints intermedios que tambem dao pontos.

    • luis o.
      Posted Julho 21, 2013 at 11:31 pm

      Os pontos angariam-se, para os primeiros a passar, no fim das etapas e num sprint intermédio por cada etapa. O final das etapas dá mais pontos que o sprint intermédio, e as etapas planas dão mais pontos que as de média montanha que, por sua vez, dão mais pontos que as da alta montanha. O Sagan ganha a classificação porque é o único que consegue finalizar nos 5 primeiros tanto as etapas planas como as de média montanha. Os sprints intermédios acabam por ter pouco impacto porque, normalmente, quem passa ali na frente é sempre a fuga do dia.

  • Tomas w
    Posted Julho 21, 2013 at 11:41 pm

    Obviamente que o grande destaque foi a forma avassaladora com que o Froome ganhou.
    Sinceramente cheira-me a "fruta a mais".
    Deixa-me a pulga atrás da orelha que o mesmo ciclista que fica a 2 segundos do Tony Martin num CR para contra-relogistas puros deixe o Quintana pregado no Mont Ventoux.
    Mesmo as supostas fraquezas apareceram quando ele já tinha avanço suficiente.
    As voltas costumam ser ganhas por grandes especialistas na montanha que passam bem no contra-relógio ou por monstros do CR que passam bem na montanha.
    Grandes especialistas nos dois terrenos são super-homens e eu não acredito em super-homens.
    Sinceramente espero que esteja enganado porque gosto muito de ciclismo e custa-me este constante descrédito.

  • luis o.
    Posted Julho 21, 2013 at 11:44 pm

    A luta foi bem renhida, mas o vencedor da mini-liga do VM no velogames é, mesmo com o azar de ter perdido o Vanden Broeck bem cedo, a "FEP Team"! Parabéns ao Diogo Dias, que seleccionou: Froome, Valverde, Vanden Broeck, Mollema, Sagan, Costa, Dumoulin, Talansky e Kristoff.

  • FT
    Posted Julho 22, 2013 at 12:59 am

    Peter Sagan nunca irá ganhar na vida, tal como 90% dos sprinters… QUe serve fazer coisas bonitas com a bicicleta, e quando se chega a etapas de montanha levar em cada mais de "20 minutos". Este tipo de ciclistas sao bons em pista, que e sempre em linha reta… Deveriam dar o devido valor a ciclistas como Rui Costa, Porter ou Kreuziger. Isto sim sao os verdadeiros ciclistas

    • Rodrigo
      Posted Julho 22, 2013 at 10:30 am

      Comentario ridiculo.

    • João Leite
      Posted Julho 22, 2013 at 12:34 pm

      Ainda há muita ignorância sobre o ciclismo.

    • Luís Borges
      Posted Julho 22, 2013 at 12:49 pm

      Há gente que pouco percebe de ciclismo, de facto. É por isto que os desportistas têm muitas vezes um papel ingrato… Estão sempre sujeitos a estes visionários d'elite!

    • Paulo Almeida
      Posted Julho 22, 2013 at 1:58 pm

      ft,

      o seu comentario nao faz sentido

    • FT
      Posted Julho 22, 2013 at 2:18 pm

      Isto é só a minha opinião… Os sprinters sao mais ciclistas de pistas… É como se pusessem um jogador de futebol numa equipa de futsal ou vice versa…. Mas claro, alguem tem de ter esse papel… Só nao concordo com o VM, dizer que Sagan é o ciclista mais completo neste momento…´É que só tem capacidade de lutar pelos pontos, nada mais. Se algum dia vir um sprinter puro a ganhar uma grande volta, talvez mude de opinião

    • luis o.
      Posted Julho 22, 2013 at 3:55 pm

      Hoje em dia o ciclismo, como todos os desportos, está muito especializado, e um sprinter de topo treina para ser sprinter, quem quer ganhar grandes voltas treina montanha e contra relógio, quem quiser apostar nas clássicas tem outro tipo de treino. Neste aspecto pode fazer-se uma comparação com o atletismo. Não faz sentido dizer que o vencedor do decatlo não é um verdadeiro atleta porque na maratona leva 20m do vencedor…

      A tese que o Sagan é o ciclista mais completo da actualidade faz sentido, na minha opinião, porque, apesar desta crescente especialização, ele é bom em quase tudo, senão vejamos:

      – É um dos 5 melhores sprinters do mundo, tal como provou neste Tour em chegadas em pelotão compacto;

      – É um dos 5 melhores do mundo nas clássicas de paralelo, tal como provou este ano com a vitória na Gent – Wevelgem e o 2º lugar na Volta à Flandres;

      – É provavelmente o melhor do mundo nas raras clássicas de 300 km, como o Milão – San Remo;

      – É o melhor em etapas de média montanha como se provou neste Tour onde foi o mais regular nesse tipo de etapas(ou ainda, veja-se, por exemplo, como ele bate Nibali, Rodriguez, Contador e Froome numa etapa de média montanha duríssima com rampas de 30% no Tirreno Adriático, aliás, Contador e Froome não aguentam o ritmo de Sagan, Nibali e Rodriguez nessa etapa);

      -É capaz de ganhar etapas com alta montanha, como ganhou a etapa 3 desta Volta à Suiça em que o Rui Costa faz 2º, em que o Mollema perde 39s, e em que o terceiro grupo a chegar, composto por Visconti, Martin, Kangert, Pinot, Peraud, Van Garderen e Spilak, fica a 46s do vencedor, Peter Sagan.

      – É capaz de ganhar prólogos na Suiça frente ao Cancellara;

      -Como se não bastasse, ainda é muito bom no BTT, onde se formou para o ciclismo, e onde se sagrou Campeão do Mundo Júnior de XCO;

    • FT
      Posted Julho 22, 2013 at 5:51 pm

      Certamente nao bate um Cancelarra em forma… De resto gostei da sua analise… Mas continuo a manter a minha opiniao.

    • Luís Duarte
      Posted Julho 22, 2013 at 8:17 pm

      Luis o,

      Excelente análise, estou plenamente de acordo com tudo…o Sagan é de longe o corredor mais completo da actualidade, o que tendo somente 23 anos, tem tudo para vencer a camisola verde do Tour, nos próximos 7 ou 8 anos sem grande exagero, desde que não tenha problemas físicos…

  • porquinhodaindia
    Posted Julho 23, 2013 at 10:50 am

    Na minha opinião, a Movistar merecia um destaque positivo nesta análise. Depois de uma etapa em que os objectivos iniciais foram seriamente (e, de acordo com alguns especialistas, até definitivamente) comprometidos a equipa redefiniu estratégias e provou que quer colectiva quer individualmente é das formações mais fortes do pelotão mundial: dois ciclistas no top-10 (um deles a fazer um excelente 2.º classificado), duas camisolas (Montanha e Juventude) e três etapas conquistadas. De facto a formação espanhola teve um Tour ao melhor nível que só pode ser valorizado pelas incidências do percurso.

  • Nuno
    Posted Julho 24, 2013 at 5:46 pm

    [b]Destaques[/b] deste Tour 2013:

    MAIS:[b]Chris Froome[/b] – A grande figura deste Tour, o melhor ciclista da actualidade, provou que se quisesse teria ganho o ano passado esta prova. Acho que não vale a pena estar-se aqui a falar do assunto que muito se tem gerado à volta de Froome. Já falei o que tinha a falar sobre isso. Mas acho que é muito mau quando até cospem contra ele (isto dito pelo Sérgio Paulinho, ajudante do rival de Froome, Contador) por assuntos que nada sabem, são só tiradas para o ar. Ele dominou, ele raramente vacilou, ele não perdoou. Fica a sensação que até deixou o Quintana ganhar a camisola da montanha naquela subida final. Vitória mais que justa!

    MAIS: [b]Nairo Quintana[/b] – 2º lugar na geral, camisola da juventude, camisola da montanha… Não será preciso dizer muito mais para dizer o quão fantástica foi esta prova do colombiano. Será difícil, num futuro próximo, fazer melhor, principalmente por existirem os chamados contra-relógios, mas vamos a ver se ele irá conseguir melhorar nesse aspecto. Se o fizer, será um verdadeiro adversário para Froome.

    MAIS: [b]Rui Costa[/b] – Existem males que vêm por bem! Estava tudo a correr tão bem, com o top10, até que teve que fazer o papel que todos temíamos: ajudar o Valverde em caso de dificuldade. A verdade é que aconteceu, mas também não é menos verdade que acabou por ser imensamente recompensado por isso. 2 vitórias, em 2 das mais complicadas etapas deste Tour. Orgulho é palavra que todos os portugueses sentem. Obrigado é o que todos queremos dizer. Com isto, acredito que finalmente será tido em conta no pelotão mundial como uma referência!

    MAIS: [b]Peter Sagan[/b] – O ciclista mais carismático da actualidade, mas, provavelmente, também o mais completo! Leva mais uma camisola verde para casa, espectacular ciclista. Protagonizou dos melhores momentos quer dentro que fora da estrada, muito bom mesmo.

    MAIS: [b]Marcel Kittel[/b] – É estranho não estar Cavendish num destaque para um sprinter. Mas a verdade é que Kittel esteve melhor que o próprio Mark, sendo o que ganhou mais etapas neste Tour (4 vitórias) e, em 2 delas, bateu directamente o denominado melhor sprinter da actualidade. Mudança de reinado?

    MAIS: [b]Joaquin Rodriguez[/b] – Numa semana tudo mudou. Apresentou-se numa forma espectacular durante a 3ª semana deste Tour e ganhou um merecido lugar no pódio. No dia decisivo, mostrou que estava mais forte que quase todos, acabou por ser uma grande prova deste ciclista espanhol que já tem pódios nas 3 grandes voltas!

    MAIS: [b]Richie Porte[/b] – É verdade que claudicou naquela etapa que perdeu uns 20 minutos e deixou de ser hipótese para o top10. Mas também não é menos verdade que foi o melhor "gregário" possível para Froome. Sempre pronto a ajudar o seu líder, mostrou ser fiel e apresentar uma grande lealdade. Foi, de certa forma, algo decisivo para a vitória de Froome.

    MAIS: [b]Michal Kwiatkowski[/b] – Se dúvidas houvesse, temos um dos jovens mais promissores da actualidade. Sabe fazer de tudo um pouco, sendo um fantástico contra-relogista. Numa equipa que é construída mais em volta de Cavendish, este polaco fez uma excelente prova. Promete para os próximos anos…

  • Nuno
    Posted Julho 24, 2013 at 5:46 pm

    MAIS: [b]Team Movistar[/b] – O que poderia ter sido um Tour algo para o desastrado, acabou por ser um excelente Tour para esta equipa. 3 vitórias de etapa, 2 homens no top10 (2º e 8º lugares), camisola da montanha, camisola da juventude e a confirmação de dois ciclistas que irão encantar o pelotão mundial nos próximos anos (provavelmente sem um dos dois na equipa, neste caso, Rui Costa), sendo que ganharam um líder para substituir Valverde para muitos e bons anos.

    MAIS: [b]Team Belkin[/b] – Algum azar, na parte final, para esta equipa, com as descidas de posições por parte de Mollema e Ten Dam. Mas sem dúvida uma excelente prova por parte desta equipa.

    MAIS: [b]Team SaxoTinkoff[/b] – É verdade que não concretizaram o objectivo principal que era levar Contador à vitória. Mas conseguiram ter 2 homens no top5 e o prémio de melhor equipa do Tour. Excelente prova de Kreuziger, deu a ideia que se não tivesse que ter ajudado Contador, poderia ter conseguido algo mais do que o 5º lugar…

    MENOS: [b]Alberto Contador[/b] – É curioso termos logo em cima um destaque positivo para a sua equipa, mas logo a seguir um destaque negativo para o seu líder. A verdade é que Contador, mesmo não conseguindo a vitória, teria quase obrigação de ter estado no pódio. É verdade que foi dos poucos a tentar dar luta a Froome, mas por isso mesmo é que deveria ter conseguido um lugar nos 3 primeiros. Perdeu esse lugar na última grande etapa deste Tour para um Rodriguez que já foi destacado.

    MENOS: [b]Tejay Van Garderen[/b] – Uma das grandes desilusões da prova. Para quem acompanhou mais este ano, provavelmente não foi assim uma desilusão tão grande. Mas a verdade é que tinha um 5º lugar a defender do ano passado. Merecia aquela vitória que lhe escapou das mãos quase no final por Christophe Riblon (outro bom destaque deste Tour e que acho que ganhou o prémio "Super Combative"), mas, para além disso, pouco mais fez.

    MENOS: [b]Philippe Gilbert[/b] – Esperava-se muito mais do excelente ciclista belga. Não conseguiu ganhar nenhuma etapa, não mostrou todo o seu potencial e não foi o Gilbert que todos conhecemos. Principalmente, não se conseguiu impor nas fugas onde esteve presente (se juntarmos o facto de Evans não ter conseguido estar no seu melhor, poderemos considerar a Team BMC como um destaque negativo, mas, para mim, era mais expectável ver o Evans como esteve neste Tour, pelo brilhante Giro que fez).

    MENOS: [b]Thomas Voeckler[/b] – Eclipsou-se completamente neste Tour. Geralmente, é sempre um dos destaques, ou pelo que faz dentro da estrada ou pelo que faz fora dela. A verdade é que esteve muito apático neste Tour. Poucas vezes tentou a fuga e não vimos o Voeckler que costumamos ver em todos os Tour's.

    MENOS: [b]Team Euskaltel[/b] – Apesar da excelente prova de Nieve, a verdade é que não ganharam nenhuma etapa (tiveram como ponto alto o 3º lugar, numa etapa duríssima como é sempre o Mont Ventoux, do próprio Nieve) e o futuro desta equipa dependia muito disso. Veremos o que irá acontecer…

    MENOS: [b]Quedas e desistências[/b] – Não poderia deixar de ser destaque estas duas particulares de qualquer prova. Infelizmente acontecem, mas neste Tour, principalmente na 1ª semana, tivemos muito disso. Esperemos que, no próximo ano, possamos ter muito menos destas duas partes.

    Termino por pedir desculpa por este texto longuíssimo, mas acho que a 100ª edição do Tour merecia algo assim. Foi, mais uma vez, espectacular acompanhar diariamente esta prova! ;)

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