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Giants no topo de novo; Manning lidera vitória contra os Patriots em jogo espectacular

Super Bowl XLVI
New York Giants 21-17 New England Patriots

Memorável e emocionante. São dois adjectivos para descrever aquela que foi, de acordo com muitos experts, um dos melhores Super Bowls de sempre. Desde o apito inicial, passando pelo espectáculo que Madonna deu no intervalo, foi uma final pautada pelas grandes exibições de ambas as equipas, sendo que a diferença foi mínima, com o jogo a ficar decidido apenas na última jogada. Os QB Eli Manning e Tom Brady estiveram ao seu melhor nível, acertando a maior parte dos passes, sendo que o líder dos Patriots conseguiu bater um antigo recorde de Joe Montana num Super Bowl ao completar 16 passes seguidos.
Muitos previram que este acabasse por ser um jogo com muitos pontos, onde as defesas não iam conseguir parar os ataques adversários. No entanto, no final a pontuação acabou por ser mais baixo do que o esperado, devido à excelente prestação das defesas nas zonas próximas da end-zone. Na primeira parte, os Giants tiveram mais do dobro do tempo de posse de bola que os Patriots tiveram, mas não conseguiram materializar esse domínio numa vantagem significativa. Depois de, na primeira jogada ofensiva dos Patriots, os nova-iorquinos terem forçado um safety (2 pontos) ao pressionar Tom Brady, no resto dos dois primeiros períodos não mais chegaram perto do marido de Gisele Bundchen. Sem problema algum, Tom Brady foi trabalhando o ataque de New England, empregando o no-huddle para não dar hipótese de substituição aos Giants e chamar as jogadas de uma forma mais rápida. A táctica de Bill Belichick, juntamente com o acerto de Tom Brady com jogadores como Danny Woodhead e Aaron Hernandez, fez com que os Patriots chegassem ao intervalo a vencer por 10-9, mesmo depois de o WR Victor Cruz ter apanhado um passe para TD de Eli Manning.
O começo da segunda parte foi muito similar ao final da primeira, e os jogadores de New England pareciam começar a fugir com o jogo e a dominar os acontecimentos. Foi através de um passe de Brady para Hernandez que os Patriots conseguiram uma importante vantagem de 17-9 quando faltavam 11 minutos para o final do terceiro período. Depois de os Giants conseguirem um field goal para reduzir a desvantagem para 12-17, a sua defesa começou a aparecer e Brady não conseguiu voltar ao nível que exibiu no final da primeira parte e início da segunda. O DE Justin Tuck, importante na conquista dos nova-iorquinos sobre New England há quatro anos, voltou a ser decisivo ao conseguir dois sacks, o primeiro deles depois de Lawrence Tynes ter reduzido a vantagem. Após outro field goal, que colocou o resultado em 15-17, Tom Brady foi novamente muito pressionado, quase perdendo a bola, para depois tentar um passe muito longo que acabou por ser interceptado por Chase Blackburn, um jogador que até foi dispensado pelos Giants no início da época. Contudo, os Giants nada conseguiram fazer no ataque e a bola passou para as mãos de Brady com 9.24 para jogar e o resultado para gerir. Aí, aconteceu um erro muito penalizador para os Patriots. O WR Wes Welker, um dos melhores receivers da liga, não conseguiu apanhar um passe aparentemente fácil que teria colocado os Giants em muito maus lençóis. No entanto, não o conseguiu fazer e Manning, o rei das recuperações no quarto período, teve a bola com 3.46 para jogar. Quem se lembra do que aconteceu há 4 anos quando David Tyree apanhou um passe de Manning com a ajuda do capacete numa jogada espectacular associou logo isso ao passe que Manning conseguiu nesta drive decisiva. Mario Manningham recebeu um passe perfeito de 38 jardas, com as pontas dos dedos e no limite lateral do campo. Apenas vendo se explica a espectacularidade desta jogada. A 1.04 do fim, os Patriots deixaram os Giants fazer o TD através de Ahmad Bradshaw, uma decisão muito questionável porque colocou o peso todo nos ombros de Tom Brady, que se via obrigado a levar a sua equipa a um TD apenas com um desconto de tempo e com um minuto de jogo. Com as emoções à flor da pele, outro erro foi cometido por parte dos Patriots, desta feita através de Aaron Hernandez, que deixou cair outro passe fácil. Erros esses que condenaram Belichick na sua tentativa de conquista de mais outro Super Bowl e que dão a Eli Manning o seu segundo título, ultrapassando o irmão mais velho Peyton Manning, no estádio da sua equipa, os Colts.
Como foi referido, foi um jogo intenso, decidido nas entrelinhas, nos pequenos pormenores, sendo que o timoneiro dos Giants e vencedor do troféu de MVP neste jogo foi Eli Manning, que completou 30 em 40 passes para 296 jardas e 1 TD. Foi o culminar de uma época brilhante de Manning, tão questionado após as suas declarações sobre considerar-se um QB ao nível de Brady, Brees e Rodgers, mas que justifica completamente esse estatuto no final deste Super Bowl. Ainda relativamente ao encontro de ontem, há que destacar a prestação do WR dos Giants, Hakeem Nicks, que conseguiu 10 recepções para 109 jardas, embora aquela recepção de Manningham vá ficar como a mais memorável deste encontro.
Talvez se aqueles dois passes de Brady tivessem sido apanhados, bem como as duas vezes que Bradshaw e Nicks perderam controlo da bola mas que foi recuperada por companheiros de equipa, poderíamos estar aqui a falar da vingança dos Patriots e de Tom Brady. No entanto, é nestes pormenores que um grande jogo se decide e foram os Giants, fruto de um plano de jogo brilhantemente delineado por Tom Coughlin, Perry Fewell e Kevin Gilbride, e das grandes prestações de Manning, Bradshaw, Nicks e Manningham, que conseguiram arrecadar mais um troféu para a história da sua equipa. Os parabéns a todos os jogadores e treinadores, que proporcionaram um espectáculo fabuloso e uma grande promoção ao futebol americano.
Vitória merecida por parte dos Giants? Welker e Hernandez são os culpados? Será que Manning vai conseguir repetir a grande época para o ano? Quem foi o jogador mais decisivo para o sucesso dos nova iorquinos ao longo desta época?

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