Inglaterra 1-1 Rússia (Dier 73′; Berezutski 90+2′)
Destaques:
Inglaterra – O Karma inglês subsiste. A equipa de Hodgson apresentou um bom nível de jogo (por momentos o melhor deste início de Europeu), com um bom funcionamento colectivo, quer na circulação quer na pressão, faltando apenas uma melhor definição dos lances já no último terço (várias “semi-oportunidades” que com outro discernimento/critério facilmente acabariam em chances claras de golo), mas no final, como tantas vezes ao longo da história, veio a decepção, com um empate que deixa um amargo sabor de boca. Ainda assim, há alguns motivos para acreditar que, com um melhor entrosamento que o passar dos jogos dará, esta selecção pode chegar longe. Individualmente, Walker fez um grande jogo, fartando-se de dar profundidade pelo corredor, não se limitando somente a aparecer na frente mas dando também boa sequência a essas subidas (tem 3 lances em que coloca colegas em boa posição para marcar), mas o grande nome da noite joga também no Tottenham, mas chama-se Eric Dier: o antigo jogador do Sporting juntou a uma boa prestação defensiva (forte nas coberturas e no corte) a capacidade no passe, culminando a exibição com um belo golo de livre. Também no meio-campo alinhou Rooney, que se destacou como organizador (joga bem em qualquer lado) e esteve perto do golo, ao passo que Sterling, que até começou bem, pecou demasiado ao nível da decisão. Na frente, Kane esteve apagado, talvez a acusar o desgaste da temporada.
Rússia – Um ponto que vale ouro, não só porque foi contra aquela que é, de longe, a equipa mais forte do grupo, mas também porque a equipa foi inferior durante a maior parte do desafio. Os homens de Slutsky iniciaram o jogo a serem claramente dominados, sem conseguir ligar o jogo e encontrar os criativos e, defensivamente, sofrendo com as combinações inglesas. Ainda assim, foram aguentando o nulo e foi já depois de uma fase em que os russos melhoraram que acabaram por sofrer o golo, tendo ainda assim coração e capacidade para chegarem ao empate. No plano individual, Akinfeev fez uma grande defesa a remate de Rooney mas depois não ficou bem no golo, já que a sua colocação e a da barreira não foram as melhores. Já o resto da defesa “made in CSKA” sofreu, por vezes, com o ataque inglês, mas com a sua experiência foram conseguindo “apagar os fogos”, sendo que Berezutski acabou por conseguir ir à área rival marcar o tento do empate. No meio-campo, Shatov, depois de um primeiro tempo “desaparecido”, recuou na segunda parte para pegar no jogo e conseguiu melhorar a fluidez do jogo russo, ao passo que no ataque Dzyuba, que por vezes vicia a equipa no jogo directo (é sempre uma tentação lançar logo quando ele está em campo), foi sempre um rival incómodo para a defesa inglesa, conseguindo receber de costas e permitir à equipa subir linhas.


