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“Gostava de ter jogado hoje”

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Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Não foi da maneira desejada, mas a verdade é que o britânico já é, virtualmente, o novo número 1 do Mundo. Um feito assinalável e meritório que vem coroar uma época brilhante a todos os níveis. E o Masters de Londres está aí à porta…

Andy Murray nem precisou de entrar em court este sábado para, ainda que de forma virtual, alcançar a liderança do ranking, que verá confirmada na atualização de rankings de segunda-feira. O primeiro tenista britânico a chegar ao lugar mais alto do ranking ATP beneficiou da desistência de Milos Raonic, devido a lesão, para rumar à final do Masters de Paris, onde defrontará amanhã John Isner (não antes das 14h).

Questionado sobre a chegada ao primeiro lugar, Murray foi perentório: “Gostaria de o ter feito em court, mas têm sido muitos anos de trabalho para chegar aqui. Especialmente nesta fase da minha carreira, por isso é gratificante a vários níveis”, afirmou o (ainda) número 2 mundial, em conferência de imprensa, ele que foi pai pela primeira vez no passado mês de fevereiro.

Na segunda-feira, Andy Murray, de 29 anos, será o 26.º tenista da história do ranking ATP (desde 1973) a tornar-se número 1 e reconhece a dificuldade que teve para lá chegar. “Foi um trabalho árduo, por causa da enorme qualidade dos jogadores que estavam à minha frente. Mesmo este ano, ainda que possa ser número 1 apenas durante duas semanas [ainda falta jogar-se o ATP World Tour Finals], eu tive que vencer muitos encontros e chegar às fases finais de praticamente todos os torneios que disputei”.

O detentor de três títulos do Grand Slam indicou o momento em que começou a acreditar que podia colocar o seu nome no lugar mais alto do ranking. “Era um objetivo que estava muito distante, mas vencer o torneio de Wimbledon foi um ponto de viragem muito importante para mim, essa vitória deu-me muita confiança. Não chego a número 1 pelo trabalho que realizei numa semana, mas sim devido a um processo de trabalho de vários anos”, observou.

Aconteça o que acontecer este domingo, no derradeiro duelo do Masters de Paris, Andy Murray colocará um ponto final no legado de 122 semanas consecutivas de Novak Djokovic na liderança da classificação mundial. No ranking virtual, o britânico tem neste momento 10785 pontos, ao passo que o sérvio apresenta 10780. Em caso de vitória amanhã, Murray ficará com 11185. Depois, a batalha prossegue em Londres, entre os dias 13 e 20 de novembro, com a realização do ATP World Tour Finals, o torneio de elite que encerra a temporada e que será jogado na O2 Arena.

João Correia
Author: João Correia

2 Comentários

  • Kafka
    Posted Novembro 5, 2016 at 7:17 pm

    Com esta chegada a nr1 do Murray, quem respira de alivio é o Federer, pois independentemente do Murray lá continuar por mais uma semana ou não, o facto de lá chegar esta semana põe fim à serie de 122 semanas consecutivas que o Djokovic já tinha na liderança, sendo o recorde do Federer de 237 semanas consecutivas como nr 1 Mundial

    Ora à partida pelo menos este recorde de 237 consecutivas já não será batido por Djoko, pois teria de começar uma nova serie e que teria de durar mais de 4 anos e meio, portanto até quase aos 34 Anos do Djoko, o que é pouco provável

    Ainda assim, é “provavel” que o recorde de semanas a nível total venha mesmo a cair, pois o Djoko tem 223 semanas contra 302 semanas do Federer, portanto são 79 semanas, o que nos próximos 2/3 Anos (156 semanas), não é de todo improvável que o Djoko consiga pelo menos estar metade das semanas em 1º lugar

  • Filipe_Faria
    Posted Novembro 6, 2016 at 2:19 pm

    Atenção que existe a trágica possibilidade de o Murray ser desqualificado no jogo de hoje e consequentemente perder todos os pontos do torneio, não subindo deste modo ao 1 lugar do ranking. Óbvio que ninguém quer que isto aconteça.

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