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Guardiola não repete o 11 há 97 jogos

Adoptar este tipo de política num clube como o Bayern e num campeonato como a Bundesliga também é mais fácil. Mas é notório que Pep, algo que Lopetegui tenta repetir, tem uma maneira própria de lidar com o grupo de trabalho.

Pep Guardiola não repete a mesma equipa em 2 jogos consecutivos há 97 jogos, considerando todas as competições em que o Bayern Munique participa. O espanhol insiste que o motivo é a necessidade de dar minutos a vários jogadores. O treinador dos baváros, que abordou este tema na antevisão da partida com o Olympiacos para a Champions, acredita que esta rotação permite à equipa estar focada e ter a energia necessária, apesar de reconhecer que há 4/5 habituais titulares em que ele confia mais. “Pela harmonia, físico e mentalidade, a rotatividade é a melhor opção”, começou por dizer. Gosto quando todos os jogadores estão envolvidos. Mas é evidente que há elementos que jogam mais vezes que outros, no entanto se alguém não é utilizado, isso não quer dizer que eu não goste dele. E os jogadores sabem disso”, afirmou o timoneiro do Bayern.

0 Comentários

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:03 pm

    Concordo parcialmente, pois tal só é possível num clube com muitas opções de qualidade, algo que em 90% dos clubes não acontece, sendo que me parece que ter um 11 base é fundamental, sobretudo nos jogos mais decisivos. Por outro lado, este sistema evita as azias, mas também causa uma maior insegurança naqueles jogadores que fazem um bom jogo e levam a mal se depois forem para o banco, Deste modo, prefiro ter um 11 base, mas em alguns jogos ir mudando 3 ou 4 como fazia o Villas-Boas no FC Porto.

    • Dan Oto
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:00 pm

      Ele só está a falar da própria equipa. Não sei qual é a dúvida.

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:31 pm

      E eu falei em termos genéricos, não posso?

    • Bernardo
      Posted Novembro 24, 2015 at 12:54 am

      Dan Oto, comentário mais despropositado.

      Rodrigo concordo a 100%. No Sporting, por exemplo, não podemos tar sempre a trocar. O paulista não é alternativa credível, por exemplo.
      Agora, trocar o Alaba pelo Bernat.. Óbvio que não têm a mesma qualidade, mas para a bundesliga chega e sobra

  • m1950
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:05 pm

    Revolucionou o futebol.

    • Francisco Vieira
      Posted Novembro 23, 2015 at 6:54 pm

      A rotação já existe há muito tempo no futebol. Desde sempre aliás. A possibilidade de se rodar o plantel com tanta frequência sem perder pontos é que só existe recentemente.

      Não vejo o que é tão revolucionário no que ele está a fazer ao rodar o plantel. Dito isto, o Guardiola é sem dúvida o melhor treinador do Mundo e um dos melhores de sempre.

    • Anónimo
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:50 pm

      Então caro Francisco interpretou mal o comentário do m1950, pois ele não disse que o Guardiola revolucionou o futebol com a rotação em específico. Revolucionou sim com estilo de jogo, variantes táticas , etc, etc.

      Gonçalo Moreira

    • Filipe Ribeiro
      Posted Novembro 24, 2015 at 2:15 am

      Estilo de jogo variantes tácticas??
      Quais foram essas que por exemplo Michels,Cruyff ou Bielsa já não o tinham feito antes??
      Criou se um mito do homem que já chateia ele que vá inovar para o Palermo,Levante ou Sunderland aí sim quero ver inovações e todo o seu génio treinar 2 das 5 melhores equipas dos últimos 15 anos é bem mais fácil ser se inovador e génio e mais não sei o que.

    • Pedro Barata
      Posted Novembro 24, 2015 at 2:58 am

      Filipe Ribeiro, Pep é um ladrão de ideias, como ele próprio se define, e portanto o que o torna um génio foi a síntese que ele fez de várias ideias. Isto é, ele juntou coisas de Sacchi, Michels, Cruyff, Menotti ou Bielsa e, dessa forma, fez algo novo. Negar a revolução Guardiola é negar o óbvio. Há 7 anos ninguém falava em saída de bola como se fala hoje, por exemplo

  • ACT7
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:10 pm

    Grande senhor este Guardiola, não só permite uma maior frescura física como também permite que todos os jogadores se mantenham em forma e dentro da equipa. Claro que esta equipa também permite que isto seja possível.

  • Miguel Bitton
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:14 pm

    Excelente ideia e os resultados estão à vista.

    • Xaimito
      Posted Novembro 23, 2015 at 8:05 pm

      O Porto é a única equipa nos principais campeonatos sem derrota em jogos oficiais. Também se vê o resultado do trabalho de lopetegui apesar da ainda haverem portistas a crítica lo constantemente sem razão. Ele está a fazer um ótimo trabalho

    • Tiago Miranda
      Posted Novembro 24, 2015 at 4:38 pm

      Por isso é que vai em primeiro… oh wait…

  • Ricardo
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:15 pm

    O que isto me faz é dizer que está na hora de o futebol também se modernizar por outro prisma: permitir um número ilimitado de substituições, tal como já acontece noutros desportos coletivos. Enfim, porque não? Podem ter a certeza que isso obrigaria os clubes e treinadores a terem que pensar no plantel como um verdadeiro todo.
    E quanto ao possível problema sobre o ritmo do jogo ser quebrado, é simples: o jogador substituído apenas precisa de perceber que vai ser substituído e sai imediatamente pela linha que estiver mais perto dele.

    • Che
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:00 pm

      Considero q só há duas medidas q deviam entrar em vigor q curto prazo:

      1) o sensor da linha de golo

      2) passar a ter onze suplentes

    • Cláudio Rocha
      Posted Novembro 23, 2015 at 8:35 pm

      para quê passar a ter onze suplentes se só se pode fazer três substituições? Não tem nexo.

    • Tiago Miranda
      Posted Novembro 24, 2015 at 4:43 pm

      Óbvio que isto não faz sentido nenhum. Há regras que deveriam ser mudadas no futebol, mas não as referidas. Ter 7 ou 11 suplentes é a mesma coisa. E muito menos o número de substituições ilimitadas. Os outros desportos têm esse número ilimitado porque são MUITO mais desgastantes que o futebol. O futebol é o único desporto colectivo (pelo menos entre aqueles que são mais jogados na Europa), que permite que um jogador ande a passo. Um jogador de futebol só está em sprint menos de 5% do tempo de jogo. E se considerarmos que o tempo útil de um jogo não ultrapassa os 60 minutos (no melhor dos casos), então percebemos que não faz grande falta. O que faz falta ao futebol é haver uma revolução na preparação física, assim como uma modernização no sentido de retirar poderes aos àrbitros.

  • Luis La Liga
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:17 pm

    Genio. A bundesliga é um passeio porque ele tornou um passeio. No Barcelona tambem era um passeio e so nao foi campeao uma vez porque o Real Madrid fez mais de 100 pontos. Torna tudo facil e por isso é que é unico.Se tens uma identidade, se adequas os jogadores a essa mentalidade é meio caminho andado para o sucesso.

    • Fábio Teixeira
      Posted Novembro 23, 2015 at 6:53 pm

      E quando chegar à PL vai ser igual. E aí vão continuar a dizer que não tinha concorrência. O que é verdade, porque ninguém lhe chega perto.

    • Francisco Vieira
      Posted Novembro 23, 2015 at 6:58 pm

      A Bundesliga não é um passeio por causa de Guardiola. Ele certamente que contribui, mas quando se tem um plantel tão superior, essa distância torna-se normal. E em Barcelona, nos 4 anos que lá esteve, nem sempre foi passeio, tendo perdido um campeonato para um plantel claramente inferior.

    • Sérgio
      Posted Novembro 23, 2015 at 6:58 pm

      Ir buscar os melhores jogadores ano após ano aos rivais não devem ter nada a ver… A Bundesliga é um passeio onde até eu seria campeão… Pep tem de ganhar a Taça e chegar pelo menos à final da Champions

    • Luis La Liga
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:41 pm

      Francisco tamos conversados quando dizes que perdeu para um plantel claramente inferior? Incrivel.

      Sergio, foi buscar o Lewa, que é grande jogador e oGotze que nao é titular (foram muitos). Foi buscar Douglas Costa, que é agora um dos melhores do mundo, tornou Boateng num dos melhores do mundo, Neuer idem, Alaba idem, Thiago alcantra idem, e ate poe um jovem de 19 anos a titular que via se mesmo que ia ser o melhor do mundo. As vossas teorias sao espetaculares.

    • Pedro Miguel Garcia
      Posted Novembro 23, 2015 at 8:18 pm

      Dizer que foi Guardiola que tornou Lahm, Neuer ou Boateng em melhores do mundo, é o mesmo que dizer que foi Guardiola que transformou vinho em água. Mas sobre facilidades, um tal de Jupp manda um abraço… Recomendo ainda menos fanatismo, que isso faz mal!

    • Luís Martins
      Posted Novembro 23, 2015 at 8:37 pm

      É tudo muito bonito e eu concordo com a rotatividade… Mas na maior parte dos jogos ele foi obrigado a fazer essa rotatividade devido ao número absurdo de lesões que assolou o Bayern na época passada.

    • Luis La Liga
      Posted Novembro 23, 2015 at 10:24 pm

      Pedro Miguel Garcia onde é eu falei do Lham?Um bocado de leitura, que isso faz mal.

    • Pedro Miguel Garcia
      Posted Novembro 23, 2015 at 11:55 pm

      Toda a razão Luís, ainda assim mantenho o que disse em relação aos outros dois…

  • Anónimo
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:29 pm

    Facto : se todos os remates que o bayern sofreu a baliza tivessem entrado, mesmo assim estariam em primeiro.

    Jonathan

  • Anónimo
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:30 pm

    Isto é fácil de perceber pois com Guardiola o jogo colectivo é o que vale, muito para além das individualidades, é o colectivo que faz sobressair as individualidades. Há uma ideia de jogo e como tal qualquer elemento da equipa sabe qual a sua função em campo.
    Quem entender uma equipa de futebol como um 11 base em que se altera um ou outro elemento em jogos teoricamente mais fáceis é melhor se dedicar a apreciar outro desporto. Quem treina é um grupo de trabalho e não 11, 12, 13 ou 14 jogadores, Guardiola sabe isso melhor que ninguém e por isso é tão criterioso na escolha dos seus jogadores. Um génio, um visionário.

  • João
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:31 pm

    Até porque ele no barça fazia uma grande rotação…valdes, daniel alves, pique, mascherano, xavi, iniesta e messi jogavam 90% das vezes.

    Guardiola é um enorme treinador, contudo, nem tudo é motivo de endeusamento. Esta estatistica é um deles.

    • Pedro Fonseca
      Posted Novembro 23, 2015 at 6:43 pm

      Não leves tudo à letra. Alguém como Messi ou Iniesta ou Dani Alves (os dois últimos mais na era de Guardiola no Barcelona ) tinham de jogar sempre, seria igual no Bayern

    • Rafael Vicente
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:05 pm

      O Mascherano não era titular 90% das vezes, Puyol era quem fazia dupla com Piqué no centro da defesa e Busquets era o titular atrás de Xavi e Iniesta.

    • João
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:50 pm

      Puyol e depois Mascherano. E escapou-me o Busquets, realmente.

      O cerne da questão e que ele não rodava tanto assim. Trocar um jogador numa equipa de futebol não é rodar a equipa, corresponde a menos de 10% de alterações.

      Mais uma vez, guardiola é um treinador genial, mas a bajulação tem limites.

  • Tiago Ferreira
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:32 pm

    Isto é a prova de que a rotatividade não é uma fórmula condenada logo à partida. Penso que são cada vez mais as equipas a tentar promover uma certa rotatividade, embora não com a mesma frequência nem o sucesso de Pep Guardiola. Sucesso esse que se funda na profundidade e qualidade do plantel, no facto de muitos dos jogadores alinharem com grande competência em várias posições (como Alaba, Lahm, Muller ou Javi Martinez), na confiança que a equipa técnica passa aos jogadores, confiando estes nas suas capacidades e, por fim, na genialidade e loucura de Guardiola.
    E como quando se fala em rotatividade vem à baila o FC Porto e o Lopetegui, parece-ma claro que este errou essencialmente no início da época passada ao pegar numa equipa sem grande entrosamento e fazer 6/7 substituições em relação ao jogo anterior; este ano, apesar da prestação ser semelhante à da época passada parece-me que há já outro cuidado, não mudando mais que 2/3 peças por jogo (à excepção da taça), o que é fundamental, uma vez que ao contrário de Pep Guardiola, o basco não tem o mesmo leque de opções, pelo que não pode, salvo excepção, trocar Brahimi por Varela, Layún por Cisshokho ou André André por Sérgio Oliveira, sem que a equipa se ressinta disso.

  • João Lima
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:36 pm

    A diferença entre o Guardiola para os outros treinadores é que o Guardiola mete 30 jogadores a jogar de forma soberba entre si e um treinador normal consegue meter no máximo 20 jogadores ao mesmo nível.
    Depois há um que tenta e tenta mas não consegue.

  • Tiago Alves FCP
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:46 pm

    Guardiola roda é um Génio, Lopetegui roda é um maluco.

    • Gonçalo Duarte
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:29 pm

      Tambem ha uma diferença nos resultados…

    • Jose Vilela
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:30 pm

      Pois mas o Guardiola muda 2/3 jogadores no 11 e o Lopetegui mudava 4/5 jogadores e uma dessas mexidas era sempre na dupla de centrais por isso é que costumava dar asneira.

  • Diogo Moura
    Posted Novembro 23, 2015 at 6:51 pm

    Para haver rotatividade é também preciso um excelente plantel de forma a que quando exista uma troca de jogadores não haja perda de qualidade. O Bayern e das poucas equipas que se pode dar a esse luxo. Tirando Lahm e Nuer não vejo nenhum jogador que não seja "insubstituível".

    • NoSense
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:25 pm

      E porquê? Houve um jogo em que a dupla de centrais foi Alaba e Xabi Alonso…Para isto podes dizer que Alaba tem substituto à esquerda (Bernat), quando na verdade dentro de campo ele não tem substituto…isto ajuda a que Boateng tambem "tenha substituto"…mas na verdade quem os coloca a fazer o que ele quer na perfeição é Guardiola (tal como o Lahm no meio campo) e não são assim tantos sem substituto, a verdade é que Guardiola consegue montar equipas colocando outros jogadores, sem ter que tirar os melhores jogadores da equipa (Atenção que não sou, de todo, fã de Guardiola)…e não te esqueças de na tua lista colocar Muller, que este sim, não tem substituto no mundo (sim, no mundo) que faça o que ele faz…

    • Botija
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:28 pm

      O inevitável Lewa

  • Dan Oto
    Posted Novembro 23, 2015 at 7:08 pm

    Não percebo o porquê de as pessoas estarem a fazer juízos do seu tempo de Barça quando ele só está a comentar a sua equipa actual. Enfim…

  • João Lains
    Posted Novembro 23, 2015 at 7:14 pm

    Guardiola fala em foco, em energia mas nos últimos dois anos alguma coisa tem faltado ao Bayern durante a segunda metade da temporada. Arranques avassaladores que contrastam com um estranho relaxamento ou quebra de forma no último mês a dois meses de competição, que à partida, constitui a fase mais decisiva da época.

    Desculpo-lhe a eliminação com o Barcelona, porque o Bayern estava realmente muito fragilizado com as lesões mas feitas as contas, Guardiola conquistou 5 títulos em 11 possíveis. Não é mau, mas é "apenas" bom. Conquistou sempre o campeonato (objectivo mínimo), bateu todo o tipo de recordes na Bundesliga, mas a dimensão deste Bayern, a qualidade dos jogadores que tem à sua disposição, obriga a mais, a um título europeu. E esta temporada constituiu um teste decisivo para Guardiola, depois de falhar a final nas duas campanhas anteriores. Se falhar uma vez mais, não fará melhor que Mourinho no Real Madrid, por exemplo.

    Resumindo, como não consigo estabelecer uma relação mais ou menos directa com o sucesso alcançado, não vejo motivos para rasgados elogios. Guardiola é o melhor treinador do mundo, seguramente um dos melhores de todos os tempos, mas no que ao Bayern diz respeito, ainda não chega aos ombros de Lattek, Hitzfeld ou Heynckes. O futebol não são apenas resultados, mas são eles que ditam a vida de um treinador.

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:35 pm

      O teu primeiro parágrafo foca a dúvida que tenho vindo a apontar desde o início da época. Veremos se teremos um Bayern igualmente forte a partir de Março.

    • Anónimo
      Posted Novembro 23, 2015 at 7:55 pm

      Convém salientar a idade de Pep Guardiola (44 anos) , e já com um palmarés próximo ou até mesmo superior a essas 3 grandes figuras do futebol.

      Gonçalo Moreira

    • Pedro, o Polvo
      Posted Novembro 23, 2015 at 9:37 pm

      Discordo em grande parte Lains .. E olha que é das poucas vezes, porque normalmente partilho as tuas opiniões.
      Não se pode exigir títulos europeus assim .. Guardiola está a ter um sucesso tremendo e para mim, o Bayern, na generalidade é melhor equipa do que foi com Heynckes. Sobre as outras não posso opinar tão à vontade.
      Às vezes ganhas, outras vezes não ganhas, mas quem anda sempre lá a cheirar, já se sabe que tem valor ..
      Assim como Mourinho no RM. Não ganhou, mas voltou a colocar o RM na rota das grandes disputas europeias. Por exemplo lembro-me que quando o Bayern ganhou, o Dortmund eliminou JUSTAMENTE o Real nas meias. No entanto, o Real fez 2 jogos muito maus.. Não esteve ao seu nível e normalmente, se fossemos repetir aqueles jogos, o Real ganhava 6 ou 7 em 10. Caso fosse à final, apostava muito dinheiro como o Mourinho não a perderia, porque é o mais hábil estratega táctico para um jogo só (e o melhor motivador). Podia perder claro, mas era o favorito!
      O que quero dizer com isto tudo? Bem que tanto Mourinho como Guardiola andaram lá perto, a cheirar a final .. Depois toda a gente sabe que é uma questão de "sorte". São muitas variáveis .. Quando o Guardiola ganhou o primeiro título europeu teve uma sorte tremenda de sair vivo do jogo com o Chelsea (onde os blues jogaram mais e foram completamente roubados)! Alguém agora se lembra disso? Talvez essa sorte tenha catapultado Guardiola para outros voos, mas eu como homem racional, penso que quem é bom e trabalha bem, mais tarde ou mais cedo vai ganhar grandes coisas .. O importante é jogar "bom futebol" e andar lá perto, o resto, às vezes, é pura injustiça para os jogadores e treinadores estar a reclamar.
      Para mim, Guardiola não tem de provar nada. Até o acho o maior favorito à champions actualmente, mas se não ganhar e ficar pela final ou meias, acho normalíssimo. Há muitos condicionalismos a este nível.
      Se daqui a 10 anos o Guardiola não tiver ganho mais nada, aí sim, seria de estranhar, mas não acredito que isso aconteça.
      O Chelsea do Di Matteo venceu a champions e não é por isso que era uma super equipa! Ganhar é o que interessa no final do dia, mas o futebol, como muitas outras coisas na vida, não devem ser interpretadas só "preto no branco". Guardiola ganhou muito e impressionou com o Bayern, alcançou um domínio interno histórico e teve bons resultados europeus.
      Se eu quiser ser chato venho aqui dizer que o Bayern do Heynckes até teve uma época que fez mais pontos e marcou mais golos (acho que não estou errado), mas isso é pegar num facto e interpreta-lo da maneira que me convém para provar um ponto. Se formos analisar todos os jogos da bundesliga de um e de outro, vemos que os processos da equipa de Guardiola são superiores. O futebol não são só golos, vitórias e estatísticas..ou melhor no fundo até é, temos é de as interpretar bem!

    • Luis La Liga
      Posted Novembro 23, 2015 at 10:30 pm

      Mourinho ganhou 1 campeonato em tres possiveis. Ha comparacao possivel? Perdeu um campeonato com o Barcelona com tres treinadores. Chegou a terceira epoca a jogar cada vez pior. Nao ombreia com Heynckes? O homem que perdeu uma LC em casa?

    • João Lains
      Posted Novembro 23, 2015 at 10:37 pm

      Luís, está calado. A carreira de Heynckes com o Bayern não começou em 2012.

    • Luis La Liga
      Posted Novembro 23, 2015 at 11:04 pm

      Joao, queres passar por especialista mas ta t a cair a mascara. Ganhou 2 campeonatos em tres possiveis e ganhou uma taça antes de 2012. A unica diferença para o Guardiola é que ganhou uma LC, nao defrontando o melhor ataque de sempre do Real e o melhor ataque de sempre do Barcelona e provavelmente da hstoria. Podia continuar mas o teu texto pseudo inteletual resume-se a um conjunto de fatos completamente distorcidos da realidade. Essa do Mourinho entao foi a melhor.

    • João Lains
      Posted Novembro 23, 2015 at 11:54 pm

      Só por aqui se vê o quanto és doente. Eu só fiz referência à carreira de Mourinho na Liga dos Campeões ao serviço do Real Madrid. Mas tu lá arranjaste forma de tentar colocar as coisas do teu jeito.

      Em 1989, o Bayern foi eliminado pelo Nápoles de Maradona na meia-final da Taça UEFA (os italianos conquistaram a competição). Em 1990, o Bayern foi eliminado pelo Milan de Sacchi – nem preciso de fazer referência aos jogadores que compunham essa equipa – na meia-final da Liga dos Campeões (os italianos derrotaram o Benfica na final). Em 1991, o Bayern foi eliminado pelo Estrela Vermelha na meia-final da Liga dos Campeões (os sérvios levaram a melhor sobre o Marselha). Não era um todo poderoso, mas para já, o Guardiola também não fez melhor. Chegou sempre à meia-final da Liga dos Campeões mas foi eliminado em ambas sem apelo nem agravo. E enquanto ele não a conquistar, não o podes colocar à frente de Heynckes de forma nenhuma.

      A minha máscara não cai. Aliás, foi sempre a mesma, desde que frequento este blogue.

    • Luís Martins
      Posted Novembro 23, 2015 at 11:55 pm

      O João tem toda a razão. Não vi nenhum facto distorcido no que ele disse.

    • Luis La Liga
      Posted Novembro 24, 2015 at 12:16 am

      Eu nao o pus a frente de Heynckes. SImplesmente disse que ja pode ombrear com este, o que´completamente diferente do que tas a dizer.

      Quanto a Mourinho, nao percebi que tenhas dito em termos europeus.

      Chamares me de doente e dizeres me para tares calado, revela a pessoa que es, da a mascara ter caido. Isto é um blogue de opinioes. A unica coisa que critico sao as tuas opinioes. Quanto entras no registo pessoal, devias abrir um espaço teu.

    • João Lains
      Posted Novembro 24, 2015 at 1:10 am

      Luís, podes montar o cenário que quiseres, mas eu não vou alimentar mais esta discussão.

      Cumprimentos.

  • João Lains
    Posted Novembro 23, 2015 at 7:32 pm

    Por falar em rotatividade, ontem o Paulo Sousa deve ter sentido um amargo de boca. Com a Fiorentina numa posição tão privilegiada na Serie A, não consigo compreender como pôde ele prescindir do seu melhor marcador – Kalinic – da 11 inicial, e lançar um jogador como Rebic, sentando simultanemaente o Bernardeschi e o Ilicic, que atravessava um momento de forma soberbo, pelo menos, antes dos últimos compromissos internacionais. Não vi o jogo, mas a perder por 2 ao intervalo, fez o que lhe restava: lançou Kalinic e Bernardeschi em campo e retirou o médio mais defensivo Mario Suárez, e o Rebic, que entre os jogadores de campo, é um dos que soma menos minutos. Saiu-lhe caro.

    • Nuno
      Posted Novembro 23, 2015 at 10:12 pm

      A Fiore da 1a parte esteve irreconhecível muito por culpa do Empoli. Pressionou alto e impediu o jogo interior da Fiore. Na 2a parte fez entrar Bernardeschi e Kalinic. O primeiro deu espectaculo e agitou por completo a partida. O 2o meteu logo dois golos e podia até ter feito 3. Na 2a parte a Fiore podia ter ganho. Teve muitas ocasiões. Mas como disse o Kafka ontem, foi dos melhores jogos desta epoca.

  • Flávio Trindade
    Posted Novembro 23, 2015 at 7:37 pm

    Neste caso, perfeitamente de acordo com Guardiola.

    Um grupo de trabalho é formado por 22/23 ou mais jogadores, não por apenas 15 ou 16.

    Lógico que a rotatividade não pode ser feita à toa, mas o elemento fundamental é manter os níveis de qualidade e de exigência da equipa no máximo, durante 50 ou 60 jogos, e isso só poderá acontecer se todos os jogadores contarem como opção.

    Como disse Guardiola e bem, uns jogarão mais e outros menos, mas isso faz parte.

  • PP
    Posted Novembro 23, 2015 at 9:38 pm

    O Guardiola está muito à frente de todos os outros. Revejo-me completamente nos seus ideais.

  • David Gomes De Albuquerque
    Posted Novembro 24, 2015 at 10:37 am

    "Adoptar este tipo de política num clube como o Bayern e num campeonato como a Bundesliga também é mais facil."?? É mais fácil simplesmente porque o Guardiola o torna mais fácil! tudo parece mais simples quando tens um treinador com as qualidades desse Senhor. Ele elevou bastante a fasquia, de momento não vejo ninguém a quem ele se possa comparar. Temos também outros grandes treinadores que se evidenciam pela sua irreverencia, inteligência e dinâmica de jogo é o caso de Jorge Jesus, Klopp, Vitor Pereira, Paulo Sousa, Roger Schmidt, Bielsa. Vi-me obrigado a excluir Mourinho porque desde que treinou o Porto parece que "amoleceu bastante" e perdeu um pouco a "pica".

  • Zink
    Posted Novembro 24, 2015 at 11:41 am

    Só para constatar alguns factos acerca da comparação ridicula de títulos que estão a fazer aqui entre o Guardiola e o Heynckes (considerando apenas os grandes troféus):

    – Guardiola: 3 La Ligas + 2 Bundesliga + 2 Champions (só não foi campeão nacional uma vez)
    – Heynckes: 3 Bundesliga + 2 Champions (já é treinador desde 1979)

    Isto é apenas a análise quantitativa porque a análise qualitativa nem vale a pena…Lembrando um grande artigo do Entre Dez de Maio de 2012 acerca do que o Guardiola fez-me ver que eu nunca tinha visto no futebol:

    – "Nunca tinha visto uma equipa passar 4 anos seguidos sem ter menos de 50% de posse de bola num jogo, nem nunca tinha visto uma equipa conseguir médias de posse de bola a rondar os 70%"

    – "Nunca tinha visto o guarda-redes de uma equipa realizar mais passes do que a maioria dos jogadores adversários, nem nunca tinha visto um só jogador ter mais passes completados que a equipa adversária inteira (ainda na recente meia-final da Liga dos Campeões com o Chelsea, no jogo da segunda mão, Xavi fez mais passes do que toda a equipa inglesa)"

    – "Nunca tinha visto uma equipa marcar tantos golos através de combinações colectivas, nem nunca tinha visto uma equipa funcionar de modo tão exemplar que propiciasse ao seu melhor jogador a possibilidade marcar mais de 70 golos, em jogos oficiais, numa só época."

    – "Nunca tinha visto 2 só jogadores conseguirem furar entre 8 ou 9 adversários bem fechados, recorrendo a tabelas sucessivas, nem nunca tinha visto 2 ou 3 jogadores conseguirem superar sistematicamente 5 ou 6 adversários através de combinações entre eles."

    – "Nunca tinha visto uma equipa a destruir tantos preconceitos acerca do jogo como esta (o de que não se pode sair a jogar quando se é pressionado; o de que não se deve arriscar atrás; o de que se deve cruzar a bola para a área quando se chega à linha de fundo; o de que se deve aproveitar sempre o espaço em transição; o de que se deve ter, pelo menos, alguns jogadores altos e fortes em campo; o de que não se deve ter mais do que um médio criativo em campo ao mesmo tempo; o de que se deve adaptar pelo menos parte do modo de jogar ao adversário que se enfrenta; o de que se deve jogar pelas alas quando o meio está fechado; o de que uma equipa se deve compor de jogadores para defender e de jogadores para atacar; o de que cada jogador deve ter uma função específica em campo; o de que o ponta-de-lança deve servir essencialmente para marcar golos; o de que coisas inconsequentes, como tabelas sem progressão ou passes para jogadores rodeados de adversários, devem ser evitadas; o de que se deve rematar à baliza sempre que se tem possibilidade; o de que se deve variar entre o passe curto e o passe longo; o de que o futebol moderno tornou utópico jogar apenas com 3 defesas; o de que o portador da bola deve respeitar sempre a desmarcação do colega, passando-lhe a bola; o de que a vaidade é um atributo a eliminar numa equipa de futebol; o de que a força ofensiva de uma equipa depende da soma da competência individual dos seus atacantes; o de que, com bola, a equipa deve fazer campo grande, espalhando os seus jogadores o melhor possível pelo terreno de jogo; o de que se deve jogar sempre com a máxima intensidade possível; o de que os extremos devem estar o mais abertos possíveis; etc.), nem nunca tinha visto uma equipa forçar a que os teóricos do jogo reformulassem tanto as suas teorias acerca do mesmo."

    – "Nunca tinha visto uma equipa gerar tantos anticorpos, assustado tanta gente, e motivado tanto esforço para ser derrubada, nem nunca tinha visto uma equipa promover tantos debates teóricos, e motivar tanta discussão em torno da melhor estratégia com que pudesse ser derrotada."

    – "Nunca tinha visto nada destas coisas, nem nunca tinha visto uma equipa revolucionar tanto esta modalidade. É este o legado de Guardiola"

    Para reflectir… e digerir…

    Cumprimentos,

    • David Gomes De Albuquerque
      Posted Novembro 24, 2015 at 12:43 pm

      Sempre vi futebol duma maneira clássica, a do típico adepto fanático, julgando apenas com base no que ouvia e lia de alguns comentadores desportivos e alguns adeptos próximos, resumindo, não via nem entendia porra nenhuma! Desde que comecei a prestar a devida atenção e recorrer a blogs que realmente ensinam e fazem por isso (lateral esquerdo, posse de bolla, etc etc) comecei a ter uma visão do jogo jogado completamente diferente. Isto tudo para dizer que foi o futebol do Guardiola a grande motivação para eu me empenhar, perceber e querer saber mais. Isto tudo para te pedir o favor de me aconselhares nos melhores artigos/documentarios, textos sobre Guardiola.

      Cumprimentos

    • Filipe Ribeiro
      Posted Novembro 24, 2015 at 1:53 pm

      Viste o Ajax do Michels,Cruyff ou do Van Gaal?
      Viste o Barça do Cruyff?
      Viste o Estrela Vermelha de inicios de 90?
      Viste o Brasil e o São Paulo do Telé Santana?
      Falar com bases de uns 10 anos de futebol como se ele só existisse desde este século é o que dá.

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