Outrora uma potência do futebol europeu, a Hungria teve uma quebra brutal a nível competitivo nas últimas décadas e 2016 marcou o regresso a uma fase final 30 anos depois. A ausência era ainda mais prolongada se nos cingíssemos apenas a Europeus (1972 havia sido a última presença), mas o aumento de seleções presentes na prova (de 16 passaram a 24) permitiu que os Magiares voltassem aos grandes palcos. Ainda assim, o conjunto húngaro bateu-se bem e ultrapassou a fase de grupos, onde mediu forças com Portugal, Islândia e Áustria, sendo que, curiosamente, voltará agora a defrontar Portugal. Inserida no Grupo F, a turma de Marco Rossi irá apadrinhar a estreia dos lusos na prova, tendo ainda de enfrentar os colossos Alemanha e França. A missão passa, por isso, por nadar entre tubarões, sabendo-se que ninguém espera sequer que a Hungria pontue. O fator casa poderá ajudar a repetir o feito de 2016, uma vez que a Puskás Aréna receberá os dois primeiros jogos (o terceiro será no Allianz Arena), mas será surpreendente se a Hungria tiver hipótese de discutir a passagem à fase seguinte. Após uma qualificação abaixo do esperado, onde ficou apenas em 4.º do seu grupo, atrás de Croácia, País de Gales e Eslováquia, a Hungria garantiu bilhete para o torneio através da Liga das Nações, onde bateu, em sucessivos play-off, a Bulgária e a Islândia. Deste modo, tratou-se de um apuramento complicado e, além do nível exigir agora, os húngaros sabem também que não contarão com a sua principal estrela. Trata-se de um elenco modesto e que, apesar de contar com alguns jogadores experientes (11 elementos já passaram os 30 anos) e que alinham na Bundesliga, Championship ou nos campeonatos turco e cipriota, está muito longe do nível competitivo dos adversários que aparecerão pela frente.
Estrela: Willi Orbán (Central, 28 anos, RB Leipzig) – Estreou-se em outubro de 2018 e, em face de ter feito quatro golos, foi o 2.º melhor marcador da seleção nos últimos dois anos. Presença regular no XI do 2.º classificado da Bundesliga (40 jogos esta época), é um central forte na marcação, experiente e com boa leitura de jogo e capacidade no jogo aéreo.
Jogadores em Destaque: Péter Gulácsi (Guarda-Redes, 31 anos, RB Leipzig) – Companheiro de Orbán, será certamente muito testado nesta competição. Indiscutível no clube há várias temporadas, é um guardião sólido, com bons reflexos e habituado a jogos de máxima pressão. Ádám Nagy (Médio, 25 anos, Bristol City) – Foi uma das surpresas em 2016 e, apesar da sua carreira não ter dado o salto que se esperava, está a competir a um bom nível (35 jogos na época e 2 golos marcados) e tem qualidade de passe e leitura de jogo para oferecer critério com bola à equipa. Roland Sallai (Extremo, 24 anos, Friburgo) – Realizou uma temporada interessante no clube, com 29 jogos e 8 golos apontados, e é um extremo muito objetivo e vertical. Poderá criar problemas aos adversários no ataque à profundidade, tem facilidade no remate com os dois pés e capacidade física.
XI Base: Gulácsi; Lovrencsics, Fiola, Orbán, Attila Szalai, Holender; Nagy, Kleinheisler, Kevin Varga; Sallai, Ádám Szalai.
Jovem a Seguir: Szabolcs Schon (Extremo, 20 anos, FC Dallas) – Destacou-se no MTK, da Hungria, e esse rendimento (10 golos em 29 partidas) valeu-lhe a transferência para a MLS. Com formação de Ajax, é o mais jovem do elenco e um elemento para agitar as partidas vindo do banco.
Principal Ausência: Dominik Szoboszlai (Médio Ofensivo, 20 anos, RB Leipzig) – Ausência de vulto, uma das maiores do torneio se pensarmos no peso que tem para a sua equipa. O jovem criativo era o jogador mais talentoso desta seleção, tem muita importância pela sua qualidade no passe, influência nas bolas paradas e facilidade no remate (marcou o golo decisivo neste apuramento, frente à Islândia), mas está sem competir desde dezembro e irá falhar a prova.
Convocatória: Guarda-redes: Ádám Bogdán (Ferencváros), Dénes Dibusz (Ferencváros), Péter Gulácsi (Leipzig). Defesas: Bendegúz Bolla (Fehérvár), Endre Botka (Ferencváros), Attila Fiola (Fehérvár), Ákos Kecskés (Lugano), Ádám Lang (Omonia Nicosia), Gergő Lovrencsics (Ferencváros), Loïc Négo (Fehérvár), Willi Orbán (Leipzig), Attila Szalai (Fenerbahçe). Médios: Tamás Cseri (Mezőkövesd), Dániel Gazdag (Philadelphia Union), László Kleinheisler (Osijek), Ádám Nagy (Bristol City), András Schäfer (Dunajská Streda), Dávid Sigér (Ferencváros), Kevin Varga (Kasımpaşa), Roland Varga (MTK Budapest). Avançados: János Hahn (Paks), Filip Holender (Partizan), Nemanja Nikolić (Fehérvár), Roland Sallai (Freiburg), Szabolcs Schön (FC Dallas), Ádám Szalai (Mainz).
Selecionador: Marco Rossi
Prognóstico VM: Fase de Grupos
Rodrigo Ferreira


17 Comentários
Kafka
O mais provável é serem despachados com 3 derrotas
Nunop
Portugal é menino p empatar os 3 jogos
BrunoAlves16
A única vantagem da Hungria neste europeu é que vai jogar em casa dois jogos, sendo que é o único palco da competição em que está permitida 100% da lotação, cerca de 60000 adeptos.
O elenco é extremamente limitado e ainda por cima estão órfãos do seu principal jogador e grande estrela desta selecção, Szoboszlai, um craque. Enquanto adepto de futebol é uma pena não o ver neste europeu. De resto tem um bom e experiente GR Gulacsi, um central fiável como Orbán, um médio interessante como Nagy e pouco mais.
Passar a fase de grupos seria épico estando no grupo da morte, não acredito que o consigam.
Amigos e bola
Tiveram azar no sorteio. Pior era quase impossível.
Que aproveitem. Muito dificilmente vão pontuar. A diferença para os outros é abismal.
Visão de Mercado
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GoldenFCP
Se Portugal escorrega com a Hungria fica logo arrumado. Não os estou a ver a ganhar á Alemanha ou á França, nem esses 2 a perder pontos com os magiares
chuta dai
viste algum jogo da Alemanha desde do euro 2016 até aos dias de hoje? É que as pessoas que dizem que não temos hipoteses contra Alemanha é porque não tem visto Alemanha jogar nos últimos 5 anos. Com isto não quero dizer que a vitória seja um dado adquirido mas que nos últimos 5 anos Portugal tem estado bem mais competitivo que Alemanha é facto e os títulos ganhos por cada uma das selecções comprova isso mesmo!
Amigos e bola
A Alemanha é daquelas seleções que, se estiverem para aí virados, amassam qualquer seleção. Desleixaram-se no último Mundial.
chuta dai
Sim veremos, o último jogo grande que jogaram só levaram 6-0 da Espanha, já para não falar da derrota caseira de 2-1 contra a Macedónia do Norte. Mas amigos da bola de ti ainda estou a espera que me digas quem é o seleccionador que queres para o lugar de Fernando Santos e um que seja realista que consiga jogar boim futebol com títulos.
Amigos e bola
Eu respondo à tua questão: sempre vi o Villas Boas como um treinador com perfil de seleção.
chuta dai
Então para ti a escolha da selecção deveria ser um sujeito que nunca treinou uma selecção na vida, que fez um bom trabalho há 10 anos atrás. Das pessoas mais conflituosas no meio que em Portugal nunca iria ter sossego devido ás suas várias tiradas contra Benfica e Sporting, principalmente contra (Benfica) e que se preocupa muito mais com automobilismo do que futebol! Basicamente a tua aposta é um tiro no escuro num barril de pólvora! Até poderia resultar mas eu daria aí uns 5% para isso acontecer.
chuta dai
bom*
GoldenFCP
Por acaso vi varios e mantenho o que digo. Portugal NÃO GANHA á Alemanha. Já cá ando há algum tempo e sei bem que confronto com os alemães cai sempre para o msm lado. Continuem a subestimá-los e vão ter uma grande surpresa.
Amigos e bola
Concordo tanto contigo.
chuta dai
Eu também já cá ando algum tempo e vi vários entre Portugal e Alemanha, a única vez que nos ganharam sem espinhas foi em 2014 com uma expulsão na 1ª parte do Pepe e quando Alemanhha era sem dúvidas a melhor selecção do mundo. Também vi Portugal ganhar sem espinhas com a equipa b no euro 2000. Todos os restantes jogos foram equilibrados mas que Alemanha era sempre favorita. Desta vez é diferente Portugal está melhor e veremos como corre.
Kafka
O ideal é Portugal vencer a Hungria e depois perder os outros 2 jogos, porque sem surpresas o 3o lugar é o melhor para se ter calendário mais fácil até à final
Kacal
Não diria que a estrela e os destaques desta equipa são medianos, têm alguma qualidade e jogam em Ligas de topo mas é um elenco limitado e sem grandes jogadores, muito inferior às restantes equipas do grupo e sem o craque Szoboszlai diria que se tornam banais quase, com todo o respeito. Portugal não vencer o 1º jogo contra eles tendo Alemanha e França como rivais no grupo seria um descalabro portanto estou confiante, cauteloso, mas confiante e só a vitória é aceitável! Não espero menos que 3 derrotas deles neste grupo, sinceramente.