Poucos são os países europeus que se podem gabar de ter adeptos tão fiéis como os clubes gregos. A Grécia, um país rico em história e com imensos problemas nos tempos que correm, é a nível do desporto rei um dos países que conta com os adeptos mais fervorosos.
O Olympiacos é um dos “grandes” do futebol grego. Recentemente, conquistou o 38º título da sua história deixando, uma vez mais, os rivais para trás: Panathinaikos e AEK de Atenas. E este cenário tem sido constante, tendo em conta o impressionante domínio que a equipa orientada por Ernesto Valverde tem tido nos últimos anos. Desde 1997 os “Thrylos” só não foram campeões por duas ocasiões. De facto, é um registo ímpar e de fazer inveja aos “eternos” rivais. Com uma estrutura forte e sempre com qualidade, o Olympiacos apresenta-se com um plantel interessante, onde existe um misto de juventude com experiência. A baliza está a cargo do experiente Nikopolidis ou do jovem Papadopoulos, enquanto os líderes da defesa são Olof Melberg e Raul Bravo. No miolo, a veterania de Ibagaza é o completo ideal à magia de Dudu Cearense e ao destaque principal deste ano o espanhol David Fuster, servindo a dupla de atacantes formada por Mirallas e Pantelic ou Djebbour, com Rommedahl a ser o 12º jogador. Ao contrário do Panathinaikos que conta nas suas fileiras com jogadores de renome como Cissé, Gilberto Silva ou Govou, o Olympiacos à excepção de Riera não tem nenhuma estrela no seu conjunto.
A hegemonia que apresenta a nível interno não se consegue em nada, comparar às suas prestações em provas internacionais, seja na Liga dos Campeões ou na Liga Europa, ficando sempre aquém do esperado e com registos fracos, em comparação com os seus dois rivais. Sendo a equipa com mais títulos na Grécia, o Olympiacos teria todas as condições para ser um histórico a nível internacional, caso não fossem as suas fracas prestações europeias. A não afirmação a nível europeu acaba por prejudicar a evolução do clube, pois num futuro próximo, essa mesma não se avizinha possível.
Terá o Olympiacos condições para se afirmar a nível internacional? A que se deve a sua hegemonia interna, a fazer lembrar a do FC Porto no nosso país? Mérito total do clube? Ou parte do sucesso deve-se ao demérito dos adversários?
A.Mesquita

