Porto 0-1 Sevilha (Luis Fabiano 71′)
O Porto foi derrotado em casa pelo Sevilha, mas os golos de Guarin e Rolando na primeira mão da eliminatória valeram o apuramento para a fase seguinte, onde os dragões irão defrontar o CSKA de Moscovo.
Com Álvaro Pereira e Falcão de regresso após lesão, os azuis e brancos entraram em campo na máxima força. Do lado do Sevilha, destaque para a não titularidade de Luis Fabiano. A equipa andaluza quase inaugurou o marcador na primeira jogada de perigo, mas Kanouté rematou ligeiramente ao lado da baliza de Helton. Nos primeiros minutos, a turma de Gregorio Manzano demonstrou querer discutir a eliminatória, contudo, a primeira parte foi de domínio azul e branco. Hulk de regresso ao seu lugar de origem, e Álvaro Pereira muito ofensivo pelo lado esquerdo causaram grandes problemas aos adaptados laterais sevilhanos. Um tiro de Belluschi do meio da rua e um cabeceamento de Falcão à trave foram as principais ocasiões para o Porto. O Sevilha limitou-se a ver jogar, com Kanouté como o único inconformado com o resultado.
O 0-0 servia perfeitamente aos dragões, mas um golo do Sevilha podia relançar a eliminatória. E foi o que aconteceu, já com Luis Fabiano em campo. A frieza do ex-Porto em frente a Helton poderia ter saído caro aos azuis e brancos, que contaram com um muito perdulário Hulk, a desperdiçar várias ocasiões para marcar. Praticamente após o tento da equipa andaluza, Álvaro Pereira acabaria por ser expulso num cartão vermelho um pouco exagerado. O central Alexis foi igualmente para os balneários mais cedo, apesar de já na primeira parte ter cometido faltas que lhe deveriam valer a cartolina vermelha. Até final, André Villas-Boas colocou Maicon, Guarin e Sapunaru em campo, apostado em jogar em contra-ataque. O resultado não se alteraria, e apesar da terceira derrota da época, os dragões seguem para os oitavos de final.
Destaques:
João Moutinho – O melhor em campo na partida de hoje. Excelente qualidade de passe e várias recuperações de bola de extrema importância. Podia ter marcado, mas o remate saiu ligeiramente ao lado.
Álvaro Pereira – Juntamente com Moutinho, foi um dos melhores elementos do Porto. De regresso após longa paragem, o lateral não teve grandes dificuldades para parar Navas. O motor dos dragões pelo lado esquerdo acabou por manchar a sua exibição com a expulsão na segunda parte.
Hulk – Regressou ao lado direito, onde com mais espaço, fez uso da sua força e velocidade, provocando grandes dificuldades a Fernando Navarro, que apenas o conseguia parar em falta, no primeiro tempo. Na segunda parte, o “Incrível” proporcionou um autêntico festival de golos falhados, que podiam custar a eliminatória aos dragões.
Falcão – O colombiano não realizou uma grande exibição, mas a sua presença, para além de permitir que Hulk possa jogar do lado direito, é bastante incómoda para os centrais adversários. Sem o ritmo de jogo adequado, a sua determinação poderia valer-lhe um golo, mas a bola embateu no ferro.
Otamendi – Na primeira parte, foi na maioria das vezes superado por Kanouté, principalmente no jogo aéreo. Tal como em Sevilha, o maliano foi um osso duro de roer para o argentino.
Fernando – O “polvo” foi importante no capítulo defensivo, mas mais uma vez provou ser limitado a construir. Quando recuperava a bola, perdia-a bastantes vezes, por pretender iniciar a transição ofensiva com um passe longo que ia sempre parar aos jogadores do Sevilha.
Sevilha – A equipa espanhola entrou em campo com dois laterais adaptados, o que permitiu que os dragões tivessem grandes facilidades em jogar pelos flancos. A velocidade dos extremos sevilhanos praticamente não conseguiu incomodar o Porto, e Rakitic não teve influência na partida. Com a entrada de Fabiano, inexplicavelmente no banco de suplentes, Helton teve finalmente trabalho para efectuar. Bastante longe do futebol praticado em épocas anteriores.