Hungria 3-3 Portugal (Gera 19′ e Dzsudzsák 47′ e 55′; Nani 42′ e Ronaldo 50′ e 62′)
Vergonhoso! Portugal não conseguiu vencer no grupo mais fácil que teve numa fase final, sofreu mesmo para empatar e ainda acabou o jogo a segurar o 3-3 frente à modesta Hungria, mas já está nos oitavos-de-final e fruto da vitória da Islândia frente à Hungria (os islandeses fizeram o 2-1 nos descontos) passou em 3.º o que permite evitar o quadro onde estão a Inglaterra, Alemanha, França, Espanha e Itália, apesar de ter pela frente a perigosa Croácia. Ronaldo, que fez história a duplicar (mais jogos em europeus e o único a marcar em 4 fases finais consecutivas), esteve em destaque com um bis (o 1.º golo foi de calcanhar), mas foi quase tudo penoso. A defesa fartou-se de errar, a equipa foi sempre displicente, e mesmo perante um adversário que não forçou esteve em desvantagem no marcador por 3 vezes. Pela positiva no meio de tanto sofrimento e de uma atitude que não dignifica um candidato ao titulo, pela maneira como nem tentou jogar nos minutos finais, a boa 2.ª parte de João Mário e as entradas de Renato Sanches (mais impacto que Moutinho) e Quaresma no jogo.
No que diz respeito ao encontro, Portugal até entrou melhor, conquistando alguns cantos, mas sem conseguir tirar proveito. A Hungria foi equilibrando, apostando nas transições rápidas, e conseguiu chegar à vantagem, com Gera a aproveitar a sobra de um canto para mandar um tiraço, à entrada da área, para o fundo das redes. Logo de seguida a formação magiar quase chegou ao segundo, aproveitando a permeabilidade da defesa portuguesa, mas Rui Patrício opôs-se bem ao remate de Elek. A selecção portuguesa sentia muitas dificuldades para circular a bola e para ligar as suas jogadas de ataque, acumulando erros no último terço. Só perto da meia-hora surgiu o primeiro lance de perigo para as cores nacionais, mas só numa bola parada, com Ronaldo a rematar forte num livre directo (de bem longe) e a obrigar Kiraly a uma defesa complicada. Até ao intervalo, Portugal manteve a iniciativa e conseguiu chegar ao empate ao minuto 41, com Ronaldo a lançar Nani dentro da área, que disparou de pé esquerdo para o fundo das redes (a bola entrou entre o guarda-redes e o poste). Para a segunda parte Fernando Santos trocou João Moutinho por Renato Sanches, mas a Hungria reassumiu a liderança logo a abrir, com Dzsudzsák a marcar um livre e a bola a bater na barreira e a trair Rui Patrício. Logo de seguida, os húngaros estiveram perto de ampliar, com Pepe a falhar na abordagem, mas Lovrencsics rematou ao lado. No entanto Portugal respondeu e chegou ao empate pouco depois num momento de magia, com João Mário a cruzar e Ronaldo, de calcanhar, a fazer um golaço. O jogo entrou então numa fase de loucos, com a Hungria a fazer o 3-2 momentos depois, com Dzsudzsák a rematar à entrada da área e a bola a desviar em Nani, ficando fora do alcance do guarda-redes português. Fernando Santos reagiu e lançou Quaresma para o lugar de André Gomes, e a substituição surtiu efeito, com o Mustang a cruzar e Ronaldo a corresponder nas alturas, restabelecendo o empate. Na resposta, a Hungria teve novamente muito perto de marcar num contra-ataque, mas Szalai acertou no poste. O encontro entrou finalmente num ritmo mais calmo e com a selecção das Quinas a assumir o controlo. Ronaldo (remate por cima) e Quaresma (disparou ao lado depois de uma maldade) estiveram perto do 4-3, antes de Danilo ter entrado para o lugar de Nani. No entanto, o resultado manteve-se (a Hungria também estava contente com o empate e até deu para trocar a bola na defesa), com Portugal a ver o adversário sem sequer pressionar desejoso que os minutos passassem.


