Medalhas – A China e os EUA vão somando medalhas nas mais variadas modalidades (no halterofilismo e nos saltos para a água os asiáticos dominam, na natação os americanos são presença normal nos pódios) e distanciando-se cada vez mais da concorrência. Quem está a ter uma participação excepcional é a Coreia do Sul, obtendo vários resultados de relevo (a verdade é que quando os países recebem os JO o seu desporto dá um grande salto). Em termos europeus, a França destaca-se.
JO Futebol – Dia pobre em termos de espectáculo, com três partidas a terminarem sem golos (Japão-Honduras, Espanha-Marrocos e Coreia do Sul-Gabão). A selecção europeia foi mesmo a desilusão da competição, terminando sem qualquer vitória e sem golos marcados. Nas restantes partidas, destaque para a vitória da Grã-Bretanha sobre o Uruguai (outra equipa que não esteve ao seu melhor), por 1-0 (Sturridge), num grupo em que o Senegal carimbou a passagem à fase seguinte, após empatar com os EAU. No que diz respeito aos conjuntos já eliminados, do que foi possível observar, Aubameyang, Labyad, Ramírez e Omar Abdulrahman (jogador com um pé esquerdo fantástico e uma visão de jogo acima da média) deixaram boas indicações. Confrontos dos Quartos: Grã-Bretanha-Coreia do Sul, México-Senegal, Brasil-Honduras e Japão-Egipto. Prognósticos?
JO Natação – Provas de grande nível no Centro Aquático de Londres, com recordes mundiais e olímpicos a caírem em catadupa. Na mais emocionante de todas, os 100m livres masculinos, o americano Nathan Adrian superou James Magnussen por apenas 1 centésimo. Daniel Gyurta (Hungria) venceu os 200m bruços (à frente do britânico Jamieson e do japonês Tateishi) com novo máximo mundial, a chinesa Liuyang Jiao venceu os 200m mariposa com RO, superando a espanhola Mireia Belmonte Garcia e a japonesa Hoshi e, finalmente, os EUA venceram a estafeta feminina nos 4x200m livres também com novo RO, batendo a concorrência de Austrália e França. Nota ainda para Rebecca Soni, que estabeleceu novo recorde mundial na meia final dos 200m bruços.
JO Modalidades Colectivas (fem) – No basquetebol não houve surpresas, com vitórias de China (76-52 sobre Angola), Austrália (67-61 sobre o Brasil) e Rússia (67-61 sobre a equipa da casa). No encontro grande do dia, os EUA venceram sem grandes dificuldades a Turquia por 87-58; em andebol, a melhor partida de hoje foi claramente protagonizada por Noruega e Coreia do Sul (duas candidatas ao ouro), que empataram a 27. Rússia e Croácia deram também um bom espectáculo, com vitórias da selecção dos balcãs por 30-28. A Espanha derrotou a Dinamarca por 24-21, a França venceu a Suécia por 29-17 e Montenegro afastou Angola por 30-25; no voleibol, é de salientar apenas a vitória dos EUA sobre a China por 3-0, com triunfos de Rússia e Itália com naturalidade. As brasileiras é que estão a ter um desempenho horrível (recordamos que são campeãs em título) e foram surpreendidas pela Coreia do Sul (3-0).
JO Outras modalidades – No ténis de mesa, final entre chinesas, com a vitória a sorrir a Li Xiaoxia, que bateu a compatriota Ding Ning por 4-1; na ginástica, prova de all-around, o japonês Kohei Uchimura não deu hipóteses à concorrência e sagrou-se campeão olímpico, à frente do alemão Marcel Nguyen e do americano Danel Lleyva; no halterofilismo, os chineses continuam a somar medalhas, ficando no primeiro (Lu Xiaojun, com novo recorde mundial no arranque e no total) e segundo (Lu Haojie) lugares na categoria de -77kg, à frente de um atleta cubano. Em femininos, a norte-coreana Rim Jong-Sim arrecadou o ouro na categoria de -69kg, superando a romena Cocos e a bielorrussa Shkermankova. Hoje surgiu também uma polémica em relação à origem da atleta cazaque Zulfiya Chinshanlo, que os chineses reclamam ser afinal Zhao Changling.


