Que lenda! O craque continua a ter classe para dar e vender e decide um dos jogos mais quentes do futebol europeu. A formação de Setién teve mais a iniciativa mas, à excepção dos primeiros 20 minutos, teve dificuldades para chegar ao último terço com perigo, ao passo que a turma de Machín também não teve muito futebol (as picardias impuseram-se ao jogo jogado) e depois da expulsão de Roque Mesa limitou-se a tentar defender. Quanto aos portugueses, William voltou a ter um jogo fraco, com muita lentidão na circulação (à excepção de um ou outro passe quase nunca deu fluidez ou soluções à posse, para além de ter estado frágil a defender), e André Silva esteve muito só na frente, tentando lutar contra os centrais do Betis mas sem êxito.
O Betis derrotou o Sevilla por 1-0, vencendo assim o dérbi da capital da Andaluzia. No Benito Villamarín e com William e André Silva de início, o duelo foi marcado pelo calor, não havendo muitas oportunidades claras de golo. A equipa da casa entrou forte e até poderia ter marcado por Tello, mas com o passar dos minutos o Sevilla equilibrou a contenda e foi Vázquez a obrigar Pau López a intervir. No 2.º tempo, Roque Mesa viu o 2.º cartão amarelo aos 66′ e deixou os visitantes reduzidos a 10, aproveitando o Betis para, aos 80′, fazer o golo da vitória: Mandi cruza da direita e Joaquín, que havia entrado 5 minutos antes por William Carvalho, antecipa-se de cabeça e leva a uma explosão de alegria que duraria até final. Com este resultado, ambas as formações têm 4 pontos.
XI do Betis: Pau Lopez; Feddal, Bartra, Mandi; Tello, William, Guardado, Canales, Junior; Inui, Loren.
XI do Sevilla: Vaclik; Sergi Gómez, Kjaer, Mercado; Arana, Roque Mesa, Banega, Navas; Vázquez, André Silva, Sarabia.
No outro dérbi do dia, Levante e Valencia empataram a dois golos, o que significa que a turma de Marcelino segue sem conhecer o sabor da vitória. O Levante adiantou-se aos 13′, por Roger, tendo Cheryshev empatado para uma formação que teve Vezo no banco e o recém-chegado Guedes fora das opções. Aos 33′, Roger fez o 2-1 e aos 52′ Parejo, de penálti, fixou o 2-2 final. O Levante tem 4 pontos, o Valencia leva 2 pontos conquistados. Finalmente, o Alavés bateu o Espanyol por 2-1 (Baptistao, de penálti, adiantou os catalães mas Borja Bastón e Sobrino deram a volta para os bascos).


11 Comentários
Alwaysright
Gostava que os defensores do William fossem ver o que dizem os adeptos do Betis depois de todos os jogos que fez até agora, spoiler allert, querem que vá para o banco e que o Javi Garcia seja titular.
Ze Maria
Eu não sou bem um defensor do William. Eu reconheço é muita qualidade com a bola nos pés, ele é claramente o meu tipo de médio (prefiro médios mais cerebrais a médios mais intensos). Mas é uma verdade que, a não ser que o homem seja um verdadeiro mago (como Xavi Hernandez, Alonso ou Busquets) tem de meter mais intensidade nas ações ou arrisca-se a ser engolido.
O William de antigamente era este tipo de jogador e foi assim que encantou. Atualmente arrasta-se.
Alwaysright
Aprecio a tua honestidade, apesar de respeitosamente discordar porque nunca vi intensidade no William, vi apenas uma primeira época bem conseguida por um esquema defensivo com 3 médios utilizado por Jardim que o protegia das suas (já na altura) graves debilidades defensivas.
Claro que na altura e com o william com 21 anos ninguém iria estar a criticá-lo por abordagens defensivas, porque se achava que fosse algo que evolui-se com o tempo de jogo.
Mas os anos passaram e o espirito competitivo manteve-se igual, zero comprometido com a transição defensiva, meteu na própria cabeça que era o novo Pirlo e desde a segunda época (Marco Silva) até agora foi sempre a descer, sempre a piorar, acaba a maioria dos jogos sem sujar os calções.
O que mais me custa é ver um verdadeiro jogador na posição como o Danilo a ser ignorado na Selecção por um hype que se criou a volta do William, e já neste mundial sem Danilo só tinha de ir o Neves a jogo, porque com bola no pé esse sim é de outra loiça, e apesar de não ser um prodigio defensivo pelo menos mostra vontade de evoluir, ainda ontem aos 92 min foi pressionar alto e recuperou a bola que deu a vitória sendo elogiado por toda a Inglaterra, a diferença do impacto do Neves na Liga Inglesa para o impacto do William na Espanhola é a amostra que muita gente desatenta precisava para ver a diferença de qualidade dos dois,
Desculpa ter divagado na resposta, aprecio os teus comentários no blog e respeito todas as tuas opiniões mesmo que não concorde com todas.
Ze Maria
Embora eu pense que com LJ e MS o William tenha mostrado outra vontade e competitividade, entendo o que dizes.
O Rúben Neves é um craque claro. Tal como Danilo. Mas aí o FS tem o fetiche tal como tem com o Cédric (embora eu aprecie o Cédric, reconheço que há melhores opções).
Devolvo os elogios!
Abraço,
SL
Kacal
O que diziam do Piccini?
Alwaysright
Como assim?
Nome sem Caracteres Ilegais
Alwaysright
9/10 vezes não é boa ideia dar ouvidos a uma multidão furiosa (pode não ser literalmente furiosa, mas acho que entende o que eu quero dizer). Quando essa multidão tem cerca de 0% de experiência em futebol profissional, ainda é menos boa ideia, e acho que não é arriscado supor que a maioria dos adeptos do Bétis não jogou ou treinou no futebol profissional.
Já agora, escreveu noutra resposta que tem pena de Danilo ser ignorado na seleção em prol de William. Eu vou assumir que quer dizer que Danilo é ignorado por Fernando Santos, porque certamente que Danilo não é ignorado pelos adeptos de Portugal, tendo em conta aquela facção que não se “cala” a pedir que se excomungue William e se dê a titularidade a Danilo. Ora, se de facto acha que Danilo é ignorado por F. Santos, eu posso talvez concordar no que toca ao pós-Euro 2016…mas não no que toca ao anterior. Lembra-se de como F. Santos respondeu ao dilema Danilo-ou-William quando se tornou selecionador de Portugal? Eu lembro-me: deu a titularidade a Danilo durante a qualificação. E até no primeiro jogo. Ora, depois do jogo com a Islândia, saíram notícias de que Danilo se tinha magoado. Não sei se é verdade ou não, mas de qualquer forma o primeiro jogo de Danilo no Euro 2016 não prometia grande futuro (perder os duelos aéreos todos – ou quase todos, mas não me lembro de nenhum ganho – num jogo em que os duelos aéreos eram tão importantes não augura nada de bom), portanto compreende-se que F. Santos apostasse em William no jogo seguinte. A partir daí, a meu ver, William correspondeu. Portanto, faz algum sentido defender que, se William correspondeu, F. Santos não devia tirá-lo. Claro que depois do Euro 2016 a história pode ser outra, mas isso já são outros 500…
Conclusão: Danilo preterido? Sim. Mas ignorado? Os dados não apoiam essa ideia (pelo menos, repito, os dados que vão até ao final do Euro 2016).
E note-se que eu adoro Danilo a jogar. Mas também adoro William a jogar, só que por razões diferentes.
Alwaysright
Nas imagens televisivas no jogo com a Islândia mal se fez soar o apito do intervalo a equipa médica da seleccao foi a correr ter com o Danilo que estava agarrado as costas, o Fernando Santos chegou a comentar a lesão no pós jogo, daí a o perder constantemente os duelos aéreos, mas se formos honestos vemos que mesmo na melhor das formas dificilmente o Danilo iria ganhar os duelos aéreos todos porque o jogador que disputou os lances com ele tem no jogo aéreo literalmente a sua maior qualidade, tendo taxas altíssimas de sucesso na disputa desses lances em todo o Europeu, e se estivesse o William em campo o resultado era exactamente o mesmo, basta consultar os dados opta do Campeonato Português e da Liga dos Campeões para vermos que o William ao lado do Danilo não tem hipóteses no jogo aéreo, aliás para um jogador da altura do William é caso estranho no mundo a pequena taxa de sucesso nesse tipo de lances.
Quanto ao William ter correspondido discordo, estatisticamente o William só no jogo da final conseguiu fazer mais recuperações de bola do que o Danilo lesionado no primeiro jogo e precisou de 120 min para o fazer, em todos os outros jogos nunca conseguiu recuperar tantas bolas como o Danilo frente à Islândia, depois o nível da Seleção com a troca manteve-se banal e os resultados provam no, não foi pela troca que melhoramos, aliás a nossa melhor exibição e aquela que melhor controlamos o jogo é principalmente o meio campo foi exactamente contra o País de Gales e quem foi o titular? Exacto, o Danilo.
Se fosse por uma má exibição que se tirava a titularidade a um médio defensivo o que dizer após o primeiro jogo da qualificação para o Mundial contra a Suíça no qual o William esteve tão mau que teve de ser substituído ao intervalo já com culpas no golo sofrido, depois disso foi preterido? Não, tal como o caro Zé Maria disse são fetiches e só assim se entende, porque se o Fernando Santos acompanhasse a carreira de ambos em Portugal e na Liga dos Campeões nem sequer podia ter dúvidas.
Quanto a fúria dos adeptos, é perceptível, foi um investimento muito grande para a realidade do clube e infelizmente para eles o William é uma razão para o fraco rendimento da equipa, ainda ontem mal saiu substituído a equipa marcou e venceu o jogo.
Nome sem Caracteres Ilegais
É percetível (não seria compreensível?) e ao mesmo tempo não é, um adulto não devia sentir fúria por causa de futebol. Uma coisa é estar a ver o jogo e, ao sentir a emoção do momento, zangar-se com um jogador, treinador ou afim. Outra coisa é, mesmo depois de ter tempo para respirar e de relativizar a importância do futebol para uma pessoa que não vive do futebol, continuar na mesma a sentir fúria. A menos que estivesse a usar a palavra fúria de uma forma menos literal, aí a história é outra.
Muito bem, não concorda que William tenha correspondido. Mas se também acha que escolher William é fetiche, então acho que pode concordar que F. Santos não ignora Danilo, pois fetiche é basicamente gostar muito de algo/alguémesmo que seja estranho. Nada na definição de fetiche exige que se ignore os outros, que eu saiba.
Como já escrevi: preterido, não ignorado.
Amigos e bola
O William tem de rapidamente começar a mostrar serviço. Em Espanha, a cobrança é maior quando se trata de portugueses e ele não foi propriamente um pechincha para o Betis.
Vespas
O derby mas apaixonante de Espanha (para mim) ficou marcado pela expulsão de um jogador depois de este ter sido agredido. Até dou de barato que pode ter feito falta (tenho dúvidas) mas não era nem para amarelo e como disse, foi claramente agredido pelo guarda-redes do Bétis, não percebo como o árbitro nem sequer usou o VAR.