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Lennon & Walcott – Em excesso de velocidade até ao Top Mundial

A cada jogo da selecção inglesa, a pergunta aumenta de tom, tornando-se cada vez mais pertinente: que extremo-direito: Walcott, ou Lennon? A resposta dependerá muito das cores pelas quais o adepto puxa, se entrega a cada semana, mas é importante perceber algumas diferenças entre os dois homens mais rápidos da Premier League, quiçá do futebol profissional.
Walcott, cuja última temporada ao serviço dos Gunners não foi das mais profícuas. Nem sempre primeira escolha de Wenger, o extremo que, com 17 anos, foi levado a um Mundial por Sven-Göran Eriksson sem sequer se estrear na Premier League, decidiu que esta seria a sua temporada de afirmação, e a verdade é que não tem defraudado as expectativas de quem vê nele um potencial extraordinário. Mas então, de que forma e timings emprega ele a velocidade ao seu jogo? Comparando-o a Lennon, o ex-Southampton tem um maior sentido de baliza e faro pelo golo, como demonstrou com o assombroso início de época que protagonizou. Tem uma mentalidade colectiva mais evoluída, e parece escolher, ou tentar, os momentos certos para ter iniciativa individual. É tacticamente mais culto que Lennon, aparecendo algumas vezes solto na área, fruto da movimentação atacante do Arsenal, que proporciona jogar muitas vezes de fora para dentro. Do outro Aaron Lennon, já com algumas temporadas como titular do Tottenham, é um dos jogadores mais baixos da competição. Comparativamente a Walcott, parece ter mais habilidade no uso da sua aceleração, temendo menos o um para um (abusando dele, inclusive), sendo um pouco mais forte na finta curta, finalizando-a, invariavelmente, com um cruzamento para o coração da área. Talvez seja aqui que o extremo se distancia do jogo de Walcott, que não procura muito a linha, a base do jogo de Lennon pelo clube que ontem foi a Milão arrancar uma saborosa vitória. Apesar de arriscar de forma contínua, o tipo de jogo do pequeno Lennon tem um contra em desfavor da sua equipa: expõe-a muitas vezes, deixando o seu flanco demasiadas vezes desprotegido. Walcott é mais rico tacticamente, até por ter tido um professor que foge ao protótipo do futebol das Ilhas. 
Parece claro e evidente que estamos perante dois jogadores de Top. A velocidade deles é incrível à qual juntam uma técnica bastante interessante (diferente da dos latinos, mas claramente distinta dos jogadores britânicos). Lembro-me de há dois anos ter lido que o Walcott tinha tudo para em 2012/13 estar ao lado dos melhores (Messi, Ronaldo), talvez lhes falte algum sentido de baliza, alguma regularidade exibicional e golos (aquilo que chama mais atenção)…mas a capacidade que tem para mexer com uma partida, os desequilibrios que provocam e a agilidade que possuem é notável. Seja como for, o jogo de ontem provou-nos que este tipo de ameças, sempre em excesso de velocidade, podem virar um jogo ao contrário. O Tottenham não se fez rogado em fazer uso dela, e o mesmo parece ir acontecer no jogo que esta noite opõe o Arsenal, ao Barcelona, no Emirates. Onde Walcott irá ser um quebra-cabeças para a defensiva catalã e com Van Persie e Arshavin na frente, apoiados por Cesc, Wilshere e Song podem eliminar a turma de Guardiola da competição .
Messi já deixou a sua review sobre Walcott:  «Quando jogámos no Estádio Emirates até ao 2-0, com todo o respeito, o Arsenal não estava na partida. Então entrou Walcott e mudou o jogo. Ele sozinho mudou o que estava a acontecer.»
Jogadores como James Milner, Ashley Young, Wright-Phillips e Agbonlahor são igualmente rápidos, mas parece óbvio que Walcott e Lennon tem outro requinte e podem aspirar a algo mais na elite dos melhores jogadores do Planeta. Conseguirão os velocistas do Arsenal e Tottenham chegar ao topo do Mundo? O estilo de jogo de ambos prova que a velocidade é cada vez mais um factor determinante no futebol actual? Qual o melhor?
António B.

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