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Liedson despede-se com 2 golos e… empate sofrido frente ao último classificado!

Sporting 3-3 Naval (Liedson 33´e 90´e Hélder Postiga 60´g.p.; Fábio Junior 43´g.p., M. Simplício 45´+1 e Godemèche 67´)

Os leões arrancaram um empate a ferros perante o último classificado da Liga Zon-Sagres, num jogo marcado pela despedida de Liedson. O luso-brasileiro poderá não ser o único leão a sair de Alvalade, pois Paulo Sérgio (bastante enxovalhado pelos adeptos nos últimos minutos) também poderá dizer adeus. A Naval, com 11 golos em 17 jogos, marcou por 3 vezes em 90 minutos de jogo.

O Sporting acabou por realizar uns primeiros 40 minutos de grande tranquilidade, mas sem nunca deslumbrar na ofensiva. O facto da defensiva figueirense arriscar muito na defesa em linha, permitiu aos leões explorar as costas do sector mais recuado do adversário, mas apenas por um par de ocasiões é que a baliza de Salin esteve em perigo. Quando a Naval conseguiu subir no terreno, o Sporting chegaria ao golo, num contra-ataque começado em Salomão, conduzido por Postiga e finalizado por Liedson (no sítio certo, após defesa incompleta de Salin). As coisas estavam a correr bem em Alvalade, contudo, perto do intervalo, duas falhas incompreensíveis no sector recuado do Sporting, permitiram à Naval marcar por duas vezes e chegar ao intervalo a vencer.

Na segunda parte, assistiu-se ao “Sporting dos jogos em casa”, sem qualquer fio de jogo, inofensivo (aqui ou ali, com alguma situação de perigo) e com graves falhas no meio campo e na defesa. Os leões ainda conseguiram chegar ao empate, no entanto, pouco tempo depois a Naval voltou para a frente do marcador. Os figueirenses estavam a conseguir ter posse de bola no meio campo do Sporting e impedir os leões de chegarem com perigo, mas Liedson, num forcing final, acabaria por marcar pela 2ª vez e despedir-se da melhor forma de Alvalade.

Destaques:

Liedson – Não deu “show”, mas evitou uma derrota humilhante frente ao último classificado, com dois golos ao seu estilo. Marcou uma época no Sporting, contudo, esta partida em Alvalade espelha bem os 8 anos de leão ao peito: excelente do ponto de vista individual e fraco do ponto de vista colectivo…

Patrício/Abel/Carriço/Polga/Evaldo – Por incrível que pareça, a fraca defensiva da Naval ia levando a melhor sobre a de Alvalade! Os 3 golos marcados pela Naval têm bastante demérito dos elementos mais recuados do Sporting, onde nenhum deles escapa a uma avaliação negativa. Apesar de tudo, Rui Patrício esteve seguro em quase toda a partida, com excepção do 3º golo.

Zapater/André Santos/Pedro Mendes – Com a excepção do espanhol (saiu por opção técnica aos 28 minutos), os dois portugueses realizaram uma boa primeira parte, com muitas recuperações de bola e passes de grande qualidade, contudo, nos últimos 45 minutos estiveram menos influentes e o jogo do Sporting ressentiu-se.

Paulo Sérgio – O treinador do Sporting poderá também ter feito a despedida de Alvalade, sendo alvo da fúria dos simpatizantes leoninos. Colocou 3 médios defensivos no 11, mas cedo reparou no erro de avaliação e lançou Salomão em jogo. Na teoria foi uma decisão acertada e, por momentos, pensou-se que os leões iam arrancar para um resultado positivo, contudo, acabou por ser traído pelo sector mais recuado.

Michel Simplício – O brasileiro foi o melhor elemento da Naval, sendo uma constante dor de cabeça para Abel. Sempre que teve a bola nos pés criou perigo para a defensiva leonina, pois revelou ter grande técnica individual.

Salin – Foi traído no primeiro golo, com um desvio num defesa, mas acabou por ser decisivo ao realizar algumas intervenções de bom nível.

Defensiva da Naval – O sector mais recuado da Naval compete directamente com o do Portimonense pelo epíteto de pior defesa da Liga Zon-Sagres e, mais uma vez, isso foi perceptível. O facto de jogar em linha ainda piora a situação, pois os figueirenses abriram grandes espaços na defesa e, quando tentavam sair com a bola controlada, saiam muitos passes falhados, que permitiam ao Sporting partir para o contra-ataque.

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