
Jogaço digno de final, com duas equipas num nível altíssimo a proporcionarem um 0-0 ‘gordo’, tantos foram os lances. Os Reds tiveram mais iniciativa e viram Luis Díaz ser o principal municiador do ataque (muito irrequieto, sempre disposto a encarar no drible e de remate fácil), mas o colombiano esteve desinspirado na finalização e ainda viu o poste negar-lhe o golo. Também Robertson atirou no ferro, enquanto Diogo Jota, que entrou para o lugar do lesionado Salah (o egípcio continua azarado e veremos se não terá terminado a época), perdeu duas boas oportunidades. Arnold voltou a dar espetáculo com a sua qualidade de passe (meteu Díaz na cara do golo com uma trivela brutal) e esteve ainda em destaque defensivamente. Do lado do Chelsea, Pulisic e Mount estiveram em evidência, tendo faltado também alguma eficácia ao norte-americano, Alonso conseguiu várias aproximações perigosas, ao passo que Lukaku se viu mais no jogo sem bola e a defesa sentiu dificuldades em transição.
“Déjà vu”! O Liverpool conquistou o 2.º título esta época ao bater o Chelsea nos penaltis na final da Taça de Inglaterra. Tal como na final da Taça da Liga o nulo persistiu até ao fim, mas a turma de Klopp voltou a levar a melhor nas grandes penalidades. Quanto ao encontro, os Reds entraram no jogo de forma fulgurante, somando três aproximações perigosas em 15’, todas com Luis Díaz em foco (numa delas o ex-FC Porto desperdiçou isolado e Keita não fez melhor na recarga). À passagem do minuto 32’ Salah teve de sair, lesionado, entrando para o seu lugar Diogo Jota, mas já aí o Chelsea vinha equilibrando a partida, somando também boas chances para inaugurar o marcador, por intermédio de Pulisic e Alonso. No fecho da primeira parte, uma oportunidade para cada lado, com Jota e Lukaku a atirarem por cima em boa posição. No segundo tempo, viu-se um filme inverso, com os Blues a entraram muito fortes (Alonso acertou na trave de livre direto e Pulisic também voltou a desperdiçar) e os Reds a responderem com o passar dos minutos. Luis Díaz continuava ligado á corrente e esteve novamente perto do golo, enquanto Diogo Jota também ameaçou. Nos últimos 10’, o Liverpool acentuou a superioridade e, no espaço de 1 minuto, acertou por duas vezes no poste, primeiro por Díaz e depois por Robertson. Já para lá dos 90’, o colombiano voltou a inventar duas boas chances, mas o 0-0 manteve-se e o jogo avançou para prolongamento. Nessa fase o jogo perdeu ímpeto e o nulo persistiu. Nas penalidades Azpilicueta foi o primeiro a falhar mas Mané quando ia confirmar o título viu Mendy negar-lhe o penálti. Mount no entanto voltou a desperdiçar para os Blues e Tsimikas garantiu a 8.ª Taça de Inglaterra para o Museu do Liverpool.
XI Chelsea: Mendy; Chalobah, Thiago Silva, Rüdiger; James, Jorginho, Kovacic, Marcos Alonso; Mount, Pulisic; Lukaku
XI Liverpool: Alisson; Alexander-Arnold, Konaté, Van Dijk, Robertson; Keita, Henderson, Thiago; Salah, Sadio Mané, Luis Díaz.


2 Comentários
GrammarPolice
O Chelsea teve as vantagens de bater penalty primeiro e numa baliza junto aos seus adeptos e ainda assim voltou a vacilar!
Up the reds! ?
Red Punisher
Chelsea vai a 4/5 finais nos últimos 5 anos consecutivos e ganha 1. Parece o Benfica!