Estreia muito positiva de Madagáscar na CAN, num jogo aberto, emotivo e com vários momentos típicos do futebol africano (há 14 partidas consecutivas que um jogo da CAN não tinha quatro golos). A Guiné-Conacri, que só lançou Naby Keita aos 60′, era favorita, tem outro poderio individual, mas acabou por ser surpreendida e terá agora mais pressão nos jogos seguintes. Já Nigéria (Ighalo saltou do banco para resolver, aproveitando a excelente assistência de Ola Aina) e Uganda (vários momentos de brilhantismo perante uma República Democrática do Congo que desiludiu) entraram da melhor forma na prova.
Na 1.ª jornada do Grupo B da CAN, Madagáscar e Guiné-Conacri empataram a duas bolas, naquele que foi o 1.º empate na prova até ao momento. Sory Kaba deu vantagem à Guiné-Conacri aos 34 minutos, mas Madagáscar causou a surpresa no 2.º tempo com dois golos em apenas seis minutos, por intermédio de Anicet Abel e Carolus Andria. No entanto, num sprint de Ibrahima Traoré, surgiu um pénalti sofrido pelo extremo do Borussia Monchengladbach, que Kamano converteu com sucesso. Até final e já com Naby Keita em campo, a Guiné-Conacri procurou o 3.º golo, mas Ibrahima Traoré não conseguiu bater Melvin Adrien. No outro jogo do grupo, a Nigéria sofreu para vencer o Burundi, mas Ighalo fez o único golo da partida aos 77 minutos, apenas quatro após saltar do banco para substituir Onuachu. Por outro lado, após o triunfo ontem do Egipto no Grupo A, o Uganda fez melhor e bateu a República Democrática do Congo por 2-0 com golos de Kaddu e Okwi, ambos assistidos por Farouk Miya.
A espectacular assistência de Ola Aina para o golo de Ighalo:


11 Comentários
Joga_Bonito
Esta assistência de Aina…uma delícia!
Vi o jogo do Ruanda. Foi algo equilibrado, mas ambas as equipas tiveram excelentes momentos, com alguns lances de meia distância que iam dando golo. Acabou por ser justo o resultado.
PedroAlmeidaSLB
Ruanda? Uganda, não?
Joga_Bonito
Sim, foi lapso meu. Sorry.
Filipe Ferreira
Assistência fantástica! Jogadores africanos são sempre super imprevisíveis e lutadores, é o que da magia à CAN
Estigarribia
Só vi o jogo entre o Uganda e a República Democrática do Congo e fiquei bastante admirado pela qualidade que os comandados de Sébastien Desabre. Entraram a ganhar quer na primeira, quer na segunda parte e mantiveram uma coesão defensiva muito interessante.
Á 41 anos que o Uganda não vencia o primeiro jogo da fase de grupos da CAN, ou seja, desde que venceram o Congo na CAN de 1978.
Individualmente gostei de ver o Farouk Miya, jogador que apresentou grande qualidade em campo e que seria interessante vê-lo em Portugal, e do guarda-redes ugandês, cujo o nome não me lembro, mas que aos 34 anos de idade estava ali para as curvas.
Em relação á República Democrática do Congo, foram erros atrás de erros e quem tem uma defesa passiva como hoje apresentaram e quem deixa Britt Assombalonga, avançado de quem sou um confesso admirador das sua capacidades, no banco ao início não merece ganhar. Aos 70 minutos lá se lembrou de lançá-lo em campo ao fim de estar a perder 0-2.
Rodrigo Ferreira
Vi os 3 jogos, ainda que o terceiro com menos atenção por via do Brasil, mas foi fascinante ver que as equipas mais débeis teoricamente estão a conseguir dar luta e bater-se com os tubarões. O futebol evoluiu muito nos últimos anos, mesmo em África, e a CAN está cada vez mais “profissionalizada”. É certo que se perde algum daquele romantismo e loucura que eram habituais, mas ganham-se boas equipas e duelos mais interessantes de acompanhar para quem aprecia a parte táctica do jogo.
Começando por este Madagáscar x Guiné, foi um jogo aberto, o mais típico de CAN, possivelmente pela inexperiência de Madagáscar, que fez a estreia. Sem Keita no 11, a Guiné sentiu dificuldades e notou-se que com o médio do Liverpool em campo o andamento foi outro. Ainda assim, muita desatenção defensiva a originar este empate. Valeu o repentismo e velocidade de Traoré a salvar o ponto. Nota para o avançado Sory Kaba, que não conhecia, mas que deixou belíssimas indicações além do bom golo que marcou.
No outro jogo do grupo, o Burundi, que também se estreou, mostrou-se muito organizado e dificultou muito a vida à Nigéria. Grande jogo do Bigirimana no miolo, comandando as tropas. Contudo, a Nigéria tem mais qualidade individual e isso fez a diferença no golo, assim como o banco, de onde saltaram Musa e Ighalo. O antigo avançado do Watford deve ter ganho a vaga, até porque o gigante Onuacho não convenceu.
Por fim, a equipa que mais me agradou hoje e de quem esperava algumas gracinhas. O Uganda já tinha estado presente em 2017, tem um bom treinador e está em franco crescimento entre as selecções africanas. Farouk Miya é craque e mostrou-o já neste 1.º jogo com o seu típico futebol de rua e qualidade no drible, no passe e nas bolas paradas (impressionante a qualidade com que bate na bola). Também elementos mais desconhecidos como Okwi, Mugabi, Aucho, Kaddu ou Lumala fizeram belíssimas exibições, banalizando uma R. D. Congo que desiludiu. Há muito jogador conhecido no Congo, maior qualidade individual e mais favoritismo, mas em campo viu-se uma equipa muito amarrada, sem grandes ideias, com os desequilibradores muito desinspirados e a cometer erros defensivos inacreditáveis. A jogar assim vão ter dificuldade em passar. Nota para o Mbemba, que no meio-campo parece claramente uma aposta falhada.
JoaoMiguel96
Vi os dois primeiros jogos do dia e não perdi o meu tempo.
Começando pelo Congo – Uganda: grande surpresa causada pelo Uganda. Ganharam com total mérito, dominaram o Congo com uma facilidade incrível e não deram 3 ou 4 porque não foram acertivos na finalização. Jogaram sempre com uma linha alta, muito atenta e muito pressionante sobre um Uganda que não sabia o que fazer em campo, nem com bola nem sem ela.
Tenho que dizer que nem sequer percebi o onze de Ibergé, dado que jogou com 2 médios defensivos e não tinha ninguém que conseguisse fazer a transição ofensiva.
Tentaram atacar na velocidade de Bakambu, Mpoku ou Bolasie, mas nunca conseguiram criar problemas.
Quanto ao jogo da Nigéria – Burundi, muito equilibrado. As águias nunca foram criativas e tiveram sempre dificuldades em arranjar oportunidades de golo. O onze foi estranho, dado que Ighalo tinha sido decisivo na qualificação e depois entra no Onuachu, um poste que não conseguiu fazer nada. Para além disso, Obi Mikel entra a 10 quando não tem criatividade para isso e Musa fica no banco. Estranho no mínimo.
Não é que estivesse à espera de um futebol brilhante, até porque não têm criativos, mas esperava mais assertividade por parte dos extremos nigerianos. Iwobi não fez grande coisa e Chukuweze definiu sempre mal.
Concluindo, Uganda a surpreender imenso e a colocar-se no topo do grupo A e a Nigéria a cumprir os serviços mínimos. Vai precisar de melhorar se quiser ter chances de ganhar a CAN.
Rodrigo Ferreira
Já no Mundial metiam o Mikel a 10. É estranho, não tem condições para jogar ali. Possivelmente será ele que pede para jogar ali e o treinador pelo estatuto que ele tem acede.
JoaoMiguel96
De acordo, Rodrigo. E o pior é que neste momento nem a 6/8 tirava o lugar a Etebo e Ndidi.
T. Pinto13
Vi o Uganda e surpreenderam-me bastante.
Aquele assistência uiui
Antonio Clismo
Super-Águias para mim vão ganhar a CAN