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Quintana vence a 2.ª grande Volta na carreira; Froome faz segundo pela terceira vez na Vuelta

cscgqv8weaaxi-eFalta o Tour ao colombiano (para quando?); Froome, que perdeu esta prova por um erro estratégico, continua sem juntar a Vuelta ao currículo (vai conseguir?).

Magnus Cort, da Orica, venceu ao sprint a última etapa da Vuelta, num dia em que Quintana confirmou o triunfo na prova à frente de Froome e Chaves, conseguindo assim a 2.ª vitória numa Grande Volta depois da vitória no Giro em 2014. Já Froome voltou a bater na barra ao ficar pela 3.ª vez na segunda posição.

Uma Volta a Espanha que, no seguimento das últimas edições, trouxe muito espetáculo com jogadas audaciosas a premiar o espírito combativo e indefinição do vencedor até ao fim. Dos três grandes favoritos à partida, Quintana, Froome e Contador, vimos momentos memoráveis de um enorme espírito competitivo, momentos que estenderam-se também a Esteban Chaves que lutou muito para imiscuir-se num dos trios mais fortes na discussão deste tipos de provas na história do ciclismo.

De facto, do fantástico contrarrelógio de Froome na etapa 19 à coragem de Quintana em seguir o ataque genial de Contador na subida inicial da etapa de Formigal tida como potencialmente mais entediante desta Vuelta e ao ataque de ontem de Chaves, a corrida viveu muitos bons momentos que muito contribuem para o estatuto crescente desta competição. Tanto que, de entre os três favoritos que apontam somente ao primeiro lugar, não se pode dizer que algum destes saia da prova como derrotado.

Claro que para esta dança entre os favoritos, muito contribuiu a incapacidade da equipa mais forte do pelotão internacional neste tipo de corridas, a Sky, em apresentar fora de França um domínio análogo ao que conseque implementar no Tour. De resto, também a Tinkoff em pré dissolução apresentou-se bastante fraca, acabando por a Movistar afirmar-se como o coletivo mais forte, a Orica tirar partido duma atitude muito combativa onde jogou muito bem com a jovem dupla Chaves – S. Yates, e a Cannondale a ter o seu melhor momento de 2016 ao conseguir introduzir Talansky no top 5 e Formolo no top 10.

Entre os mais jovens, havia muita espetativa sobre o potencial de M. A. Lopez da geração de 1994 que acabou por abandonar logo nas primeiras etapas, e, neste aspeto, o destaque acabou por cair, da geração de 1993, sobre o vencedor em Aitana P. Latour e Magnus Cort que venceu a etapa 18, e, da geração de 1992, sobre o fantástico S. Yates e também sobre o citado Formolo e o combativo L. Calmejane.

Entre os sprinters, e enquanto os grandes nomes estão todos de olhos postos nos campeonatos do mundo de Doha, aproveitaram alguns ciclistas rápidos mas mais completos e que normalmente não conseguem competir em velocidade pura com os melhores como Meersman, van Genechten, Keukeleire ou Drucker.

Para os portugueses, e depois da fantástica prestação dos ciclistas lusos em 2015, esta Vuelta não trouxe grandes destaques. Terminaram José Mendes, Tiago Machado e Sérgio Paulinho dos cinco portugueses à partida.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Luís Oliveira

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Author: VM

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