A FIFA, e bem (ler aqui), confirmou que será utilizada a tecnologia de baliza no próximo Mundial (e na Taça das Confederações), para confirmar se uma bola entrou ou não. Ora, sendo certo que a medida até peca por tardia, o VM defende que de maneira a não se estragar a essência do futebol esta é a única inovação aceitável. Não faz sentido recorrer a vídeo-árbitro para ver se um jogador estava fora-de-jogo ou decidir outro tipo de situações (porque em muitos casos o problema nunca será resolvido). Isto não é a NBA, não é futebol americano, não é rugby, até mesmo ténis, que são modalidades com um ritmo muito mais lento. E um offside duvidoso, supondo que o árbitro assinala, a jogada pára e vai-se verificar. Imaginando que a decisão foi errada, depois como se resolve a questão? Coloca-se os jogadores nas mesmas posições em que estavam, para repor a verdade desportiva? Absurdo.
Mas, como o tema é interessante e as arbitragens são o principal ponto de interesse dos adeptos de futebol em Portugal. O fantasma da verdade desportiva ou falta dela estará para sempre inerente a esta modalidade. Deixamos a questão: se por exemplo a FIFA decidir introduzir no futebol a figura do vídeo-árbitro, quando se parar um jogo para averiguar se determinado lance era ou não penalti, os adeptos vão aceitar a decisão do avaliador e deixar de alimentar esse tipo de polémicas? Ou, considerando factores como a “intensidade” (quando se trata de agarrões ou empurrões), bola na mão ou mão na bola, etc, e principalmente o facto de em cada um ter uma visão muito própria de cada lance como provam os comentários dos leitores na caixa do VM (e este lance entre Gaitán e João Dias é prova disso (para uns o argentino agarra 1º, para outros o português queria levar a camisola do benfiquista para casa), e até mesmo a análise dos habituais paineleiros da nossa praça (raramente estão de acordo em relação a um lance, mesmo ex-árbitros), é impossível garantir a 100% a verdade desportiva no futebol? É que mesmo que esse avaliador seja um árbitro ou ex-árbitro, e como se sabe, são por norma pessoas que de isentos tem muito pouco (quem está nesta modalidade é porque desde cedo ganhou afecto por um determinado clube e raros são aqueles que conseguem ignorar esse factor), parece evidente que uma eventual decisão iria igualmente ser alvo de várias críticas e de pouca aceitação (mesmo com 30 ou 40 repetições).



32 Comentários
Paulo
Penso que para já basta o que será implementado no mundial 2014. No caso dos penaltis a decisao continuaria sujeita a subjectividade por parte do avaliador do lance… Tal como nos foras de jogo…
Rodrigo
Os penaltys, por vezes, sao subjectivos, dependentes da intensidade ou intencionalidade do jogador que pode cometer o penalty. Sendo assim, nao acho viavel a introduçao de novas tecnologias nesta vertente.
Renato Teixeira
A imagem à direita mostra claramente que o Gaitan faz falta primeiro…
Penso que é inegável…
Como é que a nova tecnologia ia ajudar?
TS
Não mostra que faz a falta primeiro, o ângulo da foto dá é a ideia que apenas o Gaitan está a puxar, mas se olharmos para a foto da esquerda, João Dias está a agarrar o argentino com a mãe esquerda, o que não se vê na direita por estar tapado pela sua cabeça, dando, contudo, a ideia de estar a puxar.
Para mim este tipo de lances é sempre penalti, deve-se beneficiar quem ataca.
Raiuga
Essa dos benefícios nos penaltis é relativo… E se o Gaitan chegasse à bola e a metesse na baliza? Penalti ou não penalti, e consequentemente golo? Qual seria o benefício? E se Gaitan rematasse mas fosse para fora, ou ao poste? Ai já seria penalti, porque a bola não entrou?
Essa ideia do beneficiar-se quem ataca parece-me mais evidente em faltas, foras de jogo e pouco mais. Porque nessa lógica dos penalties serem para marcar porque deve-se beneficiar quem ataca é muito enganadora. Aliás, se tal fosse assim, quase a cada pontapé de canto, seguia-se um penalti (passe o evidente exagero, naturalmente…).
Na minha opinião a imagem só mostra que naquele momento Gaitan usa o braço e em simultâneo está a ser agarrado. Nos vídeos que vi da net, só mostra a partir de um determinado momento, onde os jogadores já estão juntos e "embrulhados" e onde o passe para o Gaitan já saiu. A julgar por essas imagens, a primeira falta pareceu-me do jogador da Académica, mas lá está, o vídeo não mostra tudo desde o inicio (e eu não vi o jogo).
Na minha opinião se à agarrão mutuo e é impossível saber-se quem faz a infracção primeiro, só restam duas soluções. Bola ao ar (como quando dois jogadores entram em pé em riste ao mesmo tempo e não se descortina qual é primeiramente o infractor) ou deixar seguir o jogo. Neste caso do Gaitan, tenho muitas dúvidas que seja esse o caso, mas se fosse, na minha opinião (os árbitros e o pessoal das arbitragens e por aí fora poderão ter outra) seria bola ao ar na zona onde tal aconteceu, sem prejuízo do respectivo sancionamento disciplinar caso este fosse adequado.
Cumprimentos
Raiuga
Daniel Caeiro
claro que ajuda! e me caso de duvida (como na NFL) a 1ª decisão do arbitro é que conta! Certezas na vida só há uma!
Mike Portugal
Para mim a tecnologia no futebol só faz sentido se permitir decisões em poucos segundos e apenas para situações objectivas, ou seja, situações em que não depende da avaliação subjectiva do árbitro.
Marcações de faltas (sejam dentro ou fora da área) serão sempre subjectivas, logo para mim a tecnologia só iria atrasar o jogo.
Mas para situações como a bola sair do campo ou passar a linha de golo, ou ainda saber-se se um jogador está em fora-de-jogo quando há um passe, aí sim a tecnologia pode ajudar bastante. Desde que a tecnologia dê a indicação em menos de 2 ou 3 segundos.
Vadeer
Nesse caso a tecnologia ia ajudar pouco, as opinioes seriam disparas á mesma.
Existe na liga dos campeoes os arbritos de baliza, alguma vez os viram dar alguma indicaçao ?
Lourenço
Discordo com o VM. Ajudaria na verdade desportiva.
No entanto percebo os argumentos do VM. Por isso apresento uma solução:
Cada treinador teria direito a pedir revisão do lance duas vezes por parte. Isso daria 4 paragens curtas (nao mais que um minuto cada, uma vez que seria um outro juiz a avaliar o lance). Em caso de duvida, seria a decisão inicial a prevaler.
No caso dos foras de jogo, será sempre mais difícil. Em lances duvida, os árbitros teriam que deixar seguir (alias, como manda a regra), sendo que o treinador contrario poderia pedir revisão, em caso de golo, canto ou falta
Trust3r
Nem pensar em pedir pausas para pedir confirmação de lances!
Era mais uma técnica para o treinador pedir uma pausa num momento critico de jogo em que a equipa adversária está por cima etc, etc.
Se eu for a um estádio e os treinadores pedirem 4 pausas, deixava de lá ir. Então quando um treinador adversário pedisse uma pausa, tanto no estádio como no café era barulho total.
O futebol é assim! Não há volta a dar. Dúvidas haverá sempre e para mim tão mais importante que este assunto das tecnologias, é realizar acções para diminuir as queimas de tempo de falsos lesionados, grupos de jogadores a falar com o árbitro para pressionar ou queimar tempo, etc. É de longe o mais frustrante no futebol.
Toda a gente elogia o futebol inglês e a sua cultura: os árbitros evitam ao máximo parar o jogo por qualquer falta, os jogadores não caem ao chão por qualquer contacto. Mas muita gente não pensa que ao inserir muitas destas tecnologias iriam tornar o jogo aborrecido. Era como assistir a um jogo de basebol, em que as pessoas passam mais tempo a sair do seu lugar para ir buscar comida e bebida ao bar do que propriamente a ver o jogo, isto porque o próprio jogo é lento.
Tecnologia de baliza sim, mais uma ou outra (como chips nas camisolas para os foras-de-jogo) que alertassem o árbitro em tempo-real. Agora pausas e repetições, pah não. Nem com 1000 repetições as pessoas estão de acordo. Então se depois de o árbitro ver uma repetição decidir pela equipa adversária, como os adeptos vêm sempre para o seu lado, vinha a história que o árbitro é corrupto pois com repetições não viu o que toda a gente viu e errou de propósito (isto visto pelo lado da equipa prejudicada). Não estraguem o futebol.
Afonso Nunes
Por acaso ja viste algum jogo de futebol americano? O tempo que se perde com os jogadores a protestarem e a levarem amarelos feitos parvos enquanto reclamam atras do arbitro e mais do que tempo que o arbitro levaria a rever o lance na televisao
Nuno
@Renato Teixeira – de facto a tecnologia não ajuda o bom senso…por exemplo, saber a partir de uma imagem que é ESTÁTICA quem fez o quê 1º….não há tecnologia para o bom senso…
Andre Carreiro
Concordo que ao nível das faltas, sejam elas no exterior ou interior da área, haverá sempre um aspecto de subjectividade que não poderá ser descartado. As próprias regras defendem a interpretação pessoal, pelo que, por aqui, não há volta a dar. Contudo, a tecnologia pode controlar situações mais objectivas e bem definidas, como a bola ultrapassar as linhas (não apenas dentro da baliza, digo eu), ou os foras de jogo. Não concordo com o VM quando diz que não se poderá actuar neste ponto, porque é relativamente simples (e não muito caro, comparativamente com o que já é feito para outras medições) incluir sensores de posição, em que 3 são suficientes para determinar inclusive o ângulo do tronco, etc. Isto porque é uma regra objectiva, e acredito que resultasse numa margem de erro muito reduzida. A possível manipulação da tecnologia para benefício próprio é outra história, mas o "erro humano" seria de facto minorado…
Cumprimentos
Hity
Sim esta imagem da direita mostra claramente o obvio que o Gaitan agarrou o jogador da Academica para ganhar a posição… Isto foi claro em todas as repetições menos na repetição que tem a imagem da esquerda que dá a ideia que apenas o jogador da Académica agarra. Nestes penaltys inventados ajudava bastante parar o jogo e ir ver as imagens e prosseguir o jogo neste caso com falta a favor da Académica.
José
Mas se virmos com atenção a bola está sensivelmente à mesma altura que na imagem da direita(altura da cabeça do gaitan) e a posição dos jogadores está practicamente igual em ambas as imagens, logo presume-se que seja a mesma altura do lance. Só porque na imagem da direita, o puxão do joão dias sobre o gaitan está tapado pela sua cabeça, não se pode afirmar com certezas absolutas(como se vê por aqui) que o gaitan tenha cometido a primeira falta. Mesma com as imagens televisivas é difícil perceber quem fez primeiro a falta, Apesar dos puxões mútuos, o do joão dias mais ostensivo que o do gaitan, creio que o penalty foi bem assinalado, e mesmo que não fosse assinalado não era tão escandaloso quanto isso. O problema da tecnologia na avaliação dos penalties, está no facto do contacto físico ser ou não impeditivo para o jogador prosseguir o lance com sucesso. Em muitos lances, vistos através das imagens televisivas, não se consegue tirar conclusões porque ver em slowmotion desvirtua a realidade. É mesmo uma questão de intensidade!
Rearviewmirror
https://1.bp.blogspot.com/-eIJlLd2Jvtw/USFa4lGKhgI/AAAAAAAAB3U/O6WY05yugWQ/s1600/2013-02-17+22.12.28.jpg
Acho que é importante analisarmos os factos, mas com todas as imagens e não com algumas intencionalmente escolhidas.
Nesta mostra-se claramente que GAitan é agarrado, ainda os dois jogadores se encontram em pé.
O agarrão de Gaitan ao jogador da Académica é posterior (vê-se os dois jogadores quase caidos), e advém de um movimento normal, tendo em conta que o jogador do Benfica está a ser puxado.
Ás vezes estas imagens induzem as pessoas em erro, e é preciso ter cuidado.
Abraço
João
Eu concordo com a utilização do vídeo-árbitro como forma de ajudar o árbitro a tomar uma decisão. Obviamente que existem muitos lances que são subjectivos e críticas à decisão iriam existir sempre, mas se o árbitro tiver a possibilidade de consultar imagens para ajudar a sua decisão, acho que toda a gente concorda que as decisões irão ser mais acertadas (apesar de muitas delas continuarem a ser discutíveis, mas isso é inevitável). Pelo menos acho que todas estas questões de tecnologia que podem levar a um melhor cumprimento das regras, devem ser estudadas para saber se de facto vale a pena e não rejeitadas logo à partida como tem acontecido.
FT
Não gosto deste "avanço tecnologico" por um simples razao. Nas casas de apostas os penaltis rendem muito dinheiro, e se intruduzirem novas tecnologias haverá menos penaltis, o que nao me agrada .
SL
DJ
As odds ajustam de acordo com as probabilidades. É uma falsa questão a menos que tenha informação priviligiada que existirá um penalti num determinado jogo.
Ou seja, que o sr seja o arbitro ou seja amigo dele ou de um jogador que deliberadamente provocará um penalti.
LuisRafaelSCP
Os adeptos têm acesso a 10 repetições de um penalty e cada um faz um julgamente diferente (em muitos casos), como poderia a decisão do árbitro mesmo com acesso a imagens ser unânime?
Concordo com a tecnologia na linha de golo, mais não me parece… mas se for para aumentar a verdade desportiva e com resultados visíveis apoio plenamente!
DJ
Vejam Hoquei em Campo e entendam como poderia melhorar!
Cada equipa tinha direito a pedir por exemplo 1 repetição que se mantinha até vir uma decisão contrária. Desta forma as equipas apenas iriam usar quando tinha um grau de certeza que tinham sido prejudicadas.
O recurso a video seria utilizado apenas em situações criticas como foras de jogo que deram golo, cartões vermelhos por supostas (falsas) agressoes e penaltis (essencialmente simulações).
Em caso de dúvida mantinha-se a decisão do arbitro e como cada equipa não tinha direito a errar iriam usar esta oçpão apenas com um grau de certeza elevado.
Desta forma a verdade desportiva saia a ganhar de certeza porque pelo menos os casos claros como por exemplo a mão que qualificou a França no ultimo Mundial nao teria ocorrido, ou mesmo a mão do Maradona contra Inglaterra… são tantos os exemplos clarissimos que caso existisse esta possibilidade seriam resolvidos na hora!
P.S: Disse que nao podiam erra mas ter direito a uma segunda oportunidade parece-me tambem razoável. Muitas mais ja nao porque se nao era mais algo para quebrar ritmos de jogo.
Acarub
A suposta razao que apresentao de o ritmo ser muito mais elevado nao concordo. ora vejamos num jogo em que tem 45 min cada parte normalmente o tempo util e de cerca 25 min ou seja ja existe 20 min perdidos, para alem disso o tempo que os jogadores perdem em discutir um lance e muito mas muito superior ao eventual perdido. Ora um solucao seria ter 3 arbitros nos bastidores com camaras em varios angulos, como leva sempre algum delay os lances capitais podem ser analisados em tempo "real" com um sistema de votos por exemplo. estes arbitros nao estariam sujeitos a tantos factores externos como ambiente no estadio, pressao de jogadores etc… tal como disse apenas serveria para lances capitais, como penaltis, fora de jogo deram golo, agressoes e outros que influenciam directamente o resultado. Nestes nao incluaria faltas longe da area mal assinaladas que deram golo por exemplo.
Eduardo
Eu tou mais do que de acordo com esta medida. Outra medida a ser já implementada era corrigir decisões mal tomadas no jogo, como por exemplo retirar suspensões. Outra coisa que eu adorava era o árbitro justificar-se para o público. Vejam o Rugby. Quando não é claro o árbitro tem que esclarecer o público… Dizer quem fez o quê e qual a admoestação.
Cumprimentos
Trust3r
Essa era boa. Mal o árbitro pegasse no microfone era uma assobiadela do publico (e cânticos como gatuno, etc) que o senhor nem conseguiria falar durante 10 minutos.
Não se pode fazer qualquer comparação entre o futebol e outras modalidades. Mais nenhum desporto provoca tantas emoções (tanto amor como ódio), basta pensar na violência que existe nas bancadas e fora delas. Árbitros a justificar porque assinalou uma falta contra a equipa da casa? Não me parece. Repetições acalmaria algum adepto que se sentisse prejudicado? Não me parece. Em todos os inícios dos jogos, mal o árbitro entra no campo já está a ser insultado (ainda nem começou a prejudicar ou beneficiar alguém).
Anónimo
Eu sou da opinião que a unica tecnologia que deveria ser utilizada é a do video-arbitro. Isto porque neste momento parece-me a unica capaz de resolver a maioria dos lances mais polémicos e que deixa ao mesmo tempo lugar para a interpretação do arbitro, indo ao encontro do desejo da FIFA de não perder a essência humana do desporto com a introdução da tecnologia. Ora vejamos o exemplo da tecnologia da baliza que será introduzida no mundial. Esta tecnologia apenas visa resolver duvidas quanto à entrada ou não da bola na baliza, no entanto baseia-se apenas na tecnologia (e sabemos que esta por vezes também falha) e poderá muito bem passar o mundial sem que haja um unico lance do genero, visto não ser um acontecimento muito comun.
O video-arbitro no entanto, poderia resolver a maioria dos lances duvidosos, que tornam o futebol, um dos maiores desportos mundiais, naquele que é provavelmente o desporto com maior incumprimento das suas regras, resultando na injustiça desportiva prejudicando muitas vezes as equipas e jogadores que procuram ir encontro das regras e beneficiando aqueles que se aproveitam das suas falhas. Dito isto sei que a introdução do video-arbitro por si só não iria resolver os problemas, sendo da opinião que existem também diversas regras que deveriam sofrer alterações, principalmente aquelas que se baseiam na interpretação do arbitro acerca da intencionalidade do jogador em cometer determinada infração, pois são nesses lances que costumar haver uma maior divergência de opiniões, mesmo após a visualização das repetições. O video-arbitro é também uma tecnoligia com provas dadas em diversos desportos, e não apenas em desportos com ritmos mais lentos como os referidos pelo VM, mas também noutros como por exemplo na NHL sendo o hockey no gelo um desporto com um ritmo bastante elevado.
Isto levanta a questão de quando recorrer ao video e aqui vou de encontro aquilo que o Lourenço e o DJ referem. Que o recurso a video apenas deveria ser utilizado pelo arbitro quando este tivesse duvidas (ou não houvesse consenso entre a equipa de arbitragem) em lances importantes de golos ou faltas. Concordo também com a possibilidade de cada equipa poder pedir uma ou duas revisões de um lance por jogo visto que me parece que os jogadores não iriam mentir tanto sobre uma determinada falta, evitando também simulações por parte dos jogadores.
Por fim coloca-se a questão mais importante, que é se o futebol e a sua essência se iriam perder com demasiadas paragens no jogo, etc., no entanto sabemos que não são poucas as vezes que o jogo está parado 2 ou 3 min por causa de um lance polémico (que não o da bola entrar ou não na baliza) com os jogadores todos a volta do arbitro, etc., e parece-me que neste tempo, ou até menos, o 4º ou um 5º arbitro (ou até todos) teriam tempo para rever várias vezes o lance e decidir com maior certeza na grande maioria dos casos.
Acho que futebol até iria ganhar outra cor, pois com o tempo os jogadores perderiam a tendencia para simular faltas, etc., fazendo com que eles tentassem jogar melhor à bola e com mais garra, em vez de desistir de um lance através de uma simulação de uma falta, ou optar por tentar "sacar" o penalti em vez de tentar o remate.
Cumprimentos e parabéns ao VM pelo bom trabalho constante.
SCORREIA
Prefiro esperar um ou dois minutos por uma boa decisão, do que continuar com dúvidas. prefiro um minuto para o videoarbitro do que estar um minuto à espera de uma substituição, onde os jogadores até se dão ao trabalho de mudar de flanco só para demorar mais tempo. Acabem com o antijogo e valorize a verdade desportiva sff
Senhor Patrao
Questiona-se imenso a verdade desportiva!
Como reduzir esse número de questões? Ao tornar o jogo menos subjectivo. Um árbitro passa o jogo a questionar o assistente sobre o que ele acha? Isso tira a intensidade ao jogo? Não!
Então, porque não pode acontecer o mesmo, mas neste caso o auxiliar dar uma opinião mais eficaz? É que tudo o que muda é isso, a eficácia das decisões. Tem recurso ao video, em segundos vê o lance e confirma. O mesmo tempo é perdido em discussões entre a equipa de arbitragem actualmente.
Mas se formos a observar as estatísticas, quem são as equipas mais beneficiadas?
Basta perguntar a um adepto de uma equipa "pequena", e todos dirão que as equipas maiores têm tendência a ter uma arbitragem mais suave (não querendo por este meio por em causa a integridade da equipa de arbitragem, porque milhares de adeptos a pressionar em cada lance, jogadores de renome a dar a sua opinião, e medo de represálias caso erre contra essa equipa influencia qualquer um).
Sendo que os grandes são beneficiados, e estes é que "dominam" o futebol, até que ponto a verdade desportiva lhes é conveniente?
E sendo que futebol movimenta muito dinheiro, até que ponto os lideres deste "polvo" estão dispostos a deixar que tecnologias impeçam a influencia externa no jogo?
Não tenho dúvida que o jogo ia melhorar caso o arbitro pudesse esclarecer qualquer dúvida no momento, e não tenho dúvidas que não iria mudar muito, com a excepção dos grandes lances (que há 3 ou 4 por semana apenas).
Mas não acredito nisso.
Raiuga
De acordo, no fundo o que se discute, entre um ou outro argumento, é também a adição de mais uma interpretação por parte de um árbitro extra, quando no fundo, isso de haver dicas, indicações e por aí fora por parte dos auxiliares são já uma realidade. A visualização do vídeo e recurso a repetição caso necessário aumentaria a eficácia dessa segunda interpretação, validando ou corrigindo mesmo a decisão do árbitro. Poderia até detectar alguma agressão que tenha passado despercebida aos árbitros de campo. É que o que acontece agora, quando isso se passa, é que o agressor continua em campo e tem influência no restante jogo e até pode, imagine-se, marcar um golo que dá a vitória à sua equipa… Onde anda a verdade desportiva disto??? Quantas, vezes isto não terá acontecido, de um jogador que deveria ter saído de campo (e a sua equipa reduzida a menos um jogador) acaba por contribuir para o resultado final, podendo, mesmo ser o elemento mais decisivo no jogo???
Não resolve tudo, é certo, mas melhoraria imenso o sistema que temos agora.
Quanto ao seu paragrafo da realidade das arbitragens para equipas "pequenas" vs "grandes", tal como referi vezes sem conta, sou da mesma opinião. Isso acontece, e mesmo que haja quem não ache isso relevante, eu creio que tem mesmo um peso por demais significativo (não que seja o principal factor…) na realidade do nosso futebol.
Acabo, dizendo, que quero acreditar que a implementação dessa tecnologia poderá uma realidade
Cumprimentos
Raiuga
Rui Machado
Não me parece que alguém aqui esteja a ver a questão correctamente. Eu sou totalmente a favor da utilização do video para TUDO!
Só que nunca seria o primeiro árbitro a ter acesso a ele. Em vez de se adicionarem árbitros de linha de fundo (ridículos pois nunca tomam decisões), existiria um extra que está junto ao quarto árbitro com a sua televisão (se calhar até podia ser o próprio 4º árbitro a fazê-lo) e a informar em directo o árbitro principal.
Ou seja, se o árbitro tem duvida (num fora-de-jogo, penalti ou outro lance qualquer) deixa seguir o lance e recebe entretanto a informção do árbitro de video. Parece-me absolutamente realizavel.
E acabava-se de vez com as duvidas quanto à verdade desportiva e com o anti-jogo.
Raiuga
Exactamente isso!!! Desde que se mantivesse a decisão do árbitro principal como a definitiva. Mas aí, ele se contrariasse as indicações do vídeo-árbitro e errasse na decisão, ficava por sua conta e risco…
Até em jogos com equipas "pequenas" eles seriam obrigados a ter rigor mas a moderar esse mesmo rigor… Pode não dar para tudo, mas é claramente vantajoso em relação ao que temos actualmente.
Cumprimentos
Raiuga
Rearviewmirror
Mas imagine que o fiscal de linha assinala um fora-de-jogo que não estava… o lance parava, como é que a verdade desportiva era reposta nesse caso?
Raiuga
Na minha opinião é um depende… Já explico. Não acho que o vídeo-árbitro seja uma medida essencial e transversal a todos os momentos de jogo. Mas não deixa de ser pontualmente interessante este recurso.
Se em tudo o que é objectivo (linhas laterais, linhas de fundo, linhas de baliza, foras-de-jogo e mesmo já que ninguém ainda falou, distancia das barreiras nos livres) o recurso a qualquer tecnologia que aumentasse substancialmente o grau de certeza que as decisões dos árbitros são correctas, é unanime (ou quase) como sendo algo essencial.
Realmente no caso dos penalties e outras faltas que sejam ou não (e noutras situações), são marcadas como tal, a subjectividade presente complica imenso a utilização destas tecnologias. No entanto o vídeo árbitro, de forma análoga e complementar ao que é o trabalho dos árbitros auxiliares e árbitros de baliza, poderia "chamar a atenção" do árbitro principal para certos comportamentos. Em alguns casos, mesmo que tal decisão demorasse cerca de 10/15 segundos, tal seria razoável. Por exemplo, casos de agressão (ou potencial agressão) que o árbitro não descortinou, ou confirmar se tal falta é cometida dentro da área ou fora (a existência de uma linha real marcada ajuda neste diagnóstico).
Ou seja, no fundo, o vídeo-árbitro seria uma extensão dos árbitro tal como o são os árbitros auxiliares, validando ou não algumas decisões, chamando a atenção para certas ocorrências (já devidamente analisadas) e dando um outro ângulo em relação a vários lances. No entanto, nisto tudo, a decisão do árbitro seria sempre imperial, embora sujeita a alteração se as indicações dos restantes assim o sugerirem. Obviamente consoante a ocorrência, especificidades da mesma e localização estabelecer-se-ia uma hierarquia ou prioridades (árbitro principal, depois vídeo-árbitro, depois árbitros auxiliares ou árbitro principal, depois árbitros auxiliares e por fim vídeo-árbitro).
Na minha opinião, tudo isto definido, e em casos pontuais, poderia aumentar a verdade desportiva. No fundo, já hoje em dia temos algo nesse sentido: um árbitro auxiliar que chama a atenção para uma agressão, dá indicações para a cor de um cartão ou para que lado é o lançamento, ou se é canto ou pontapé-de-baliza. E todos já vimos o árbitro considerar que viu suficientemente bem o lance e ignorar as indicações dos auxiliares. Portanto, no fundo só nessa lógica o vídeo-árbitro poderia ser implementado. Ou seja, seria um terceiro auxiliar via vídeo que daria as indicações quanto aos lances simples no momento, e nos lances complicados, teria alguns segundos para rever o lance e dar a indicação, ou chamar a atenção para algo que escapou ou foi pode ter sido mal analisado pelo árbitro. Nos lances que mesmo por vídeo e com repetições é difícil chegar a uma decisão, aí o vídeo-árbitro basicamente não se manifesta ("it´s tour call" para o árbitro principal) e a decisão valida-se por ela própria.
Se evitaria toda a controvérsia e discussão das arbitragens??? Não, de modo algum. Mas acredito que diminuísse imenso a "moral contestatária" dos adeptos, jogadores, técnicos e dirigentes, o que digamos, já era uma considerável evolução positiva na verdade desportiva. Obviamente que o reverso da medalha seria as dúvidas imparcialidade, isenção e profissionalismo do responsável pelo visionamento do vídeo.
Espero ter contribuído com algo decente para esta discussão.
Cumprimentos
Raiuga