Resultado podia ter sido pior para Marco Silva (devido à 2.ª expulsão na 1.ª parte em apenas 3 jogos), mas fica a ideia que o português perdeu 2 pontos, pela maneira como a sua equipa baixou as linhas depois de estar a vencer por 2-0. Mesmo assim pontuar na casa de um Bournemouth que vinha de duas vitórias em dois jogos, não é de todo negativo. Veremos é como é que MS vai superar a ausência de Richarlison (deve apanhar 3 jogos, num lance em que o vermelho pareceu exagerado) e provavelmente de Keane, que teve de ser retirado com colar cervical. Já Eméry consegue os primeiros pontos, mas as fragilidades defensivas continuam a ser um motivo de preocupação (o jogo muito partido, poderia ter pendido para qualquer dos lados, sendo que a entrada de Lacazette acabou por fazer a diferença). Por outro lado, Pellegrini, que teve Felipe Anderson em claro destaque, só sabe perder e terá um teste de fogo com o Wolverhampton na próxima ronda.
O Everton foi ao terreno do Bournemouth empatar a duas bolas num jogo com muitas incidências. Richarlison viu o vermelho directo aos 41 minutos, mas a equipa de Marco Silva fez o 1-0 por Walcott e quando o Bournemouth ficou reduzido a 10, por expulsão de Adam Smith, ampliou através de Keane, no entanto os anfitriões em apenas 4 minutos empataram a partida, com golos de King (de penalti) e Aké (79′). Na fase final do encontro, Michael Keane, do Everton, chocou de cabeça com o colega Gueye dentro da área, e teve de ser retirado de maca com colar cervical e oxigénio, num momento preocupante mas que mereceu o aplauso de fair-play de todo o estádio.
Nos outros jogos, o Arsenal levou a melhor sobre o West Ham (3-1), somando o primeiro triunfo e os primeiros pontos no campeonato. Os Gunners sentiram dificuldades na transição defensiva e começaram mesmo a perder, com Arnautovic, após combinar com Felipe Anderson, a inaugurar o marcador aos 25 minutos. Contudo, a resposta da equipa da casa não tardou e, após Bellerín carrilar jogo e cruzar no lado direito, Monreal aproveitou uma sobra para empatar o jogo aos 30′. Ambas as equipas iam desperdiçando ocasiões e no 2.º tempo, um auto-golo de Issa Diop aos 70′, naquela que foi a sua estreia, colocou os Gunners em vantagem, tendo Welbeck, após novas perdidas do adversário, feito o 3-1 final já nos descontos (90+2). Já o Leicester, com Ricardo nos 90 minutos e Adrien Silva sem sair do banco (2.ª partida seguida como suplente), obteve o 2.º triunfo na prova, vencendo, fora, o Southampton de Cédric Soares por 2-1. No St. Mary’s Stadium, Bertrand até deu vantagem aos da casa, mas Gray empatou pouco depois e o central Maguire deu o triunfo à formação de Claude Puel já nos descontos (90+2). Nota também para a expulsão de Hojbjerg aos 77 minutos. Por outro lado, Huddersfield e Cardiff não saíram do nulo e continuam sem vencer na prova.


1 Comentário
Rodrigo Ferreira
Ficou 3-1, mas podia ter ficado 4-4 ou mesmo 5-4 para o West Ham. Jogo muito partido, de facto, com oportunidades para ambos os lados, algumas perdidas escandalosas inclusivamente e com ambas as formações com muita dificuldade no momento defensivo. A pressão do West Ham é totalmente descoordenada e isso abriu sempre espaço para o Arsenal sair e ligar os sectores com facilidade, sendo que a velocidade de Lacazette veio trazer maiores problemas na 2.ª parte (Balbuena e Diop sofreram imenso e parecem algo impreparados para esta nova realidade competitiva, enquanto Fredericks é muito limitado). Por outro lado, Guendouzi é uma aposta estranha e não tem dado o equilíbrio que se pede, Xhaka também nunca foi conhecido pela capacidade sem bola e mesmo os centrais e Bellerín sofreram muito com Anderson ou Arnautovic. Também Cech voltou a ficar mal na fotografia e é muito estranho que continue no XI.
Quanto ao Everton, desejar que esteja tudo bem com o Keane e salutar o grande arranque do Bournemouth, que teve Lerma no banco os 90 minutos. 7 pontos é muito bom início para uma das equipas menos sonantes da prova. Em relação aos Toffees, pareceu-me exagerada a expulsão de Richarlison, mas com 2-0 esperava-se outra calma da equipa de Marco Silva. Contudo, a incapacidade das suas equipas gerirem jogos e resultados não é propriamente uma novidade.
Já o Leicester continua bem e Ricardo está a dar uma dor de cabeça a Fernando Santos. Estou curioso para ver se a chamada de 3 laterais direitos se irá manter (Cancelo, Semedo, Ricardo), ou se ficará alguém de fora, contando que há ainda o titular Cédric que se pode manter. Em sentido inverso, Adrien continua sem corresponder nos Foxes e dificilmente o fará parece-me. No Sporting seria um indiscutível, é pena que tenha optado pela saída mas percebe-se pela parte financeira.