O grupo era acessível, mas o Sporting nem sempre tem cumprido a sua “obrigação” perante adversários teoricamente inferiores. Curiosamente, os Leões atingem este registo com três técnicos diferentes ao leme.
Com o triunfo diante o Vorskla Poltava, o Sporting bateu o recorde pontual numa fase de grupos a nível europeu. Os Leões atingiram os 13 pontos num grupo com Arsenal, Qarabag e Vorskla Poltava, sendo que o anterior registo máximo era de 12 pontos, alcançados na Liga dos Campeões, em 2008/09 (grupo com Barcelona, Basileia e Shakhtar), e na Liga Europa, em 2010/11 (grupo com Lille, Levski Sofia e Gent) e 2011/12 (grupo com Lazio, Vaslui e Zurique).


4 Comentários
Estigarribia
O negrito do Visão de Mercado disse tudo. Ao nível das fases de grupos foi a melhor de sempre, até ao momento. O recorde de 13 pontos conquistados, nesta Liga Europa, batem os 12 pontos da Liga dos Campeões e na Liga Europa.
2008/2009: Liga dos Campeões – Fase de Grupos – 12 pontos – Barcelona, Shakhtar Donetsk e Basileia
2010/2011: Liga Europa – Fase de Grupos – 12 pontos – Levski, Lille e Genk
2011/2012: Liga Europa – Fase de Grupos – 12 pontos – Lazio, Vaslui e FC Zürich
Saudações Leoninas
Gunnerz
Não é nem sempre, é mesmo nunca cumpre como deve ser contra equipas inferiores. Como disse ontem nunca vi o Sporting cumprir algo tão bem. E é dedo do treinador e para isso basta ver a diferença Jesus/Peseiro para Keizer. Com outro treinador teria havido sufoco até ao fim pq tinhamos perdido ou empatado algum jogo já. O mesmo nas outras competições.
TheWatcher
Uma pequena retrospectiva do que já foi e uma análise ao que está para vir:
Em Junho esperava uma luta pelo 4º lugar, mas felizmente as coisas compuseram-se, e o Sporting agora está bem e recomenda-se. Eu não peço campeonato nesta época, peço apenas uma base de bom futebol, e isso com Peseiro claramente era impossível. Keizer parece ter sido uma aposta acertada mas também chegou numa situação favorável. Ainda na luta por todas as competições (aqui mérito para Varandas), pausa para seleções, e um calendário “simpático”. Também é verdade que as lesões não têm dado descanso ao Sporting num plantel que por si só já não era nada demais, com Battaglia de fora para a época, Wendel parado uns meses, Sturaro a nem sequer pôr os pés na Academia e jogadores importantes com ausências algo prolongadas como Mathieu, Ristovski, Bas Dost e Raphinha. Agora avizinham-se testes difíceis. Daqui a umas semanas vamos a Guimarães, e os meses de Janeiro e Fevereiro vão ser de exigência máxima, com jogos frente a Porto, Benfica e Braga para o campeonato num espaço de pouco mais de um mês. Um ponto positivo é um facto de terminarmos a 1ª volta com deslocações muito difíceis e traiçoeiras já feitas: Luz, Pedreira, Vila do Conde, Guimarães, Açores, Portimão e Tondela, apesar de todos os jogos fora serem, tradicionalmente, mais complicados para o Sporting. Uma menção positiva para o Sporting ser a única equipa 100% vitoriosa em casa no campeonato, com 6 vitórias.
Janeiro vai ser muito importante, e é necessário que Varandas já se tenha começado a mexer no mercado, pois vai ser preciso que cheguem logo no início do ano reforços de provas dadas, que possam ser mais-valias no imediato, para entrarem na rotação ou, quiçá, no XI dum plantel que claramente está a precisar de soluções para algumas posições. Aqui os miúdos podem ter uma palavra a dizer também. Miguel Luís, Bruno Paz, Elves, Daniel Bragança, Tiago Djaló ou Thierry Correia podem ser soluções.
SL
Kostadinov
Cada vez tenho mais curiosidade em perceber como é que este futebol de Keiser se vai conseguir adaptar a equipas mais exigentes e dispostas num esquema de 442 que exerça pressão intensa à frente (já dei os exemplos do Porto e do Braga). Naturalmente terá mais dificuldades do que tem tido mas a facilidade com que este Sporting cria oportunidades claras é tanta que quase dá a sensação de que pode sempre marcar mais do que o adversário.
E um aparte que volto a reforçar. Esta aposta (de risco, sem dúvida) mostra um grande conhecimento futebolístico da direcção de Varandas, que foi de resto uma das grandes bandeiras da sua campanha. Já nem havia comparação entre a postura do actual presidente e a da figura hedionda e sanguessuga que por lá andava antes, mas mesmo em termos de estrutura de futebol o Sporting parece finalmente ter alguém que percebe e tenta realmente resolver da melhor forma as necessidades do clube. Este sucesso inicial da nova direcção tem sido fundamental para apaziguar o universo leonino e calar as vozes ridículas que ainda se insurgiam contra tudo o que não fosse a mimada e insurreta direcção anterior. Como adepto rival, fico feliz por ver o Sporting com esta força actual. Picardias à parte, que sempre vão existir, o futebol português precisa das suas principais figuras (e aqui incluo o Braga e o Vitória) mais fortes que nunca nesta altura para continuar a ter pelo menos alguma expressão europeia.