A temporada que agora termina repetiu a fórmula das duas anteriores: com o Real Madrid no topo do Mundo. O conjunto de Zinedine Zidane conquistou a terceira Champions consecutiva (quarta em apenas cinco anos), recheando ainda mais o palmarés do técnico gaulês (único a vencer três sucessivamente). Porém, ficou apenas em 3.º na La Liga, foi eliminado na Taça do Rei pelo modesto Leganés, o futebol apresentado nunca foi o mais brilhante, e o caminho até ao tri na Champions teve uma grande dose de estrelinha (os merengues foram claramente inferiores nos 2 jogos com o Bayern). Sendo assim, e não desvalorizando o mérito de outros técnicos (Klopp guiou o Liverpool à final, onde ameaçou seriamente o domínio madridista, mas acabou a época em branco; Pep Guardiola e Ernesto Valverde somaram títulos nacionais, com relevância máxima para o “papa-recordes” Guardiola, no entanto ambos vacilaram na Champions contra adversários inferiores; Simeone e Sarri mantiveram os bons trabalhos; Di Francesco levou a Roma a uma impensável semi-final da Champions), o VM considera Massimiliano Allegri o melhor treinador desta temporada.
Quando em 2014 Allegri foi eleito novo timoneiro da Juventus, substituindo o bem-sucedido Antonio Conte, muitos viam na alteração uma oportunidade para outros emblemas assaltarem a Serie A. “Max”, apesar de ter demonstrado valor no passado (conquistou o último Scudetto do AC Milan, depois de um trabalho notável ao serviço do Cagliari), vinha de um ano complicado nos rossoneri e as dúvidas em torno das suas reais capacidades para manter o domínio bianconeri em Itália prevaleciam.
Praticamente quatro anos volvidos, ninguém ousa questionar a aposta no treinador de 50 anos. Allegri segue com 4 “dobradinhas” consecutivas (mais que a Vecchia Signora em toda a história antes da sua chegada), conduziu a Juve a duas finais europeias (a de 2015, primeira, desde 2003) e, nesta fase, parece mesmo ter condições para assumir o controlo de qualquer equipa do Mundo – Real Madrid incluído.
Para 2017/18, “Max” e a sua Juve tinham em mãos uma tarefa inglória: manter a bitola, apesar do aumento de competitividade do campeonato. A verdade é que, independentemente da imagem que se tem tentado passar, comparando a Serie A à Bundesliga e à Ligue 1, a Liga Italiana, se é um “passeio” para o emblema de Turim, deve-o muito mais à competência desta equipa do que à fragilidade dos rivais. De resto, muitos esperavam mesmo que este fosse o ano da “mudança de regime”, surgindo AC Milan e Inter, cujos plantéis foram recheados à base de investimentos brutais, como sérios candidatos, a somar a Roma e Napoli, conjuntos altamente estáveis e organizados.
Contudo, por muito que os adversários melhorem as fileiras, o resultado continua, invariavelmente, a ser o mesmo: a Juve vence. Allegri montou uma equipa com automatismos tão perfeitos, tão certeiros, que se deu ao luxo de perder o central mais preponderante e o lateral direito titular e, ainda assim, não permitir que tal afectasse a organização geral. A Vecchia Signora, embora por vezes criticada pela postura especulativa e pouco espectacular, foi capaz de controlar a esmagadora maioria das partidas que disputou, revelando uma total tranquilidade, uma paz de espírito suficientemente significativa para jogar sob pressão… sem pressão alguma. Após uma derrota na recepção ao Napoli, que muitos pressagiavam ser o início do fim para os bianconeri, Allegri conseguiu unir os jogadores, arrancou um triunfo a ferros em casa do Inter de Milão e, quando na penúltima jornada se deslocou a Roma, naquele que seria um desafio teoricamente decisivo, já tinha nova Serie A no bolso, saindo do Olimpico com um empate, sem golos, que tão bem lhe servia.
É certo que, na Europa, os resultados finais acabaram por ser menos felizes que em épocas transactas – mas há que olhar para o contexto. O emblema de Turim eliminou, nos oitavos de final, um Tottenham fulgurante, demonstrando que, no futebol, a eficiência continua a ser mais valiosa que o “fogo de vista”; nos “quartos”, após uma má noite em Itália, Allegri conseguiu ir ao Santiago Bernábeu gelar Madrid, numa das melhores exibições colectivas vistas nesta década, recuperando de uma impensável desvantagem de três golos – até um penalty, em cima dos 90′, alterar o destino.
No fundo, Allegri não é, de todo, o treinador mais badalado da actualidade – nunca o será, provavelmente, aliás. No entanto, questionando ou não os métodos, os resultados estão à vista: máximo aproveitamento de variadíssimos jogadores (Barzagli, Alex Sandro, Khedira, Dybala e Mandzukic são casos óbvios), domínio avassalador num país longe de ser fácil de controlar, nova “dobradinha”; não é o mais encantador dos técnicos, mas fez por merecer a distinção de melhor de 2017/18.
António Hess
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36 Comentários
Kafka
Aqui discordo, para mim o treinador do Ano é o Sarri, fazer 91 pontos numa das 4 melhores Ligas Mundiais e com um plantel que não é top10 Mundial, é um feito enorme…ainda para mais foram 91 pontos sustentados sempre numa superior qualidade de jogo, talvez o melhor colectivo do futebol europeu esta época
Ok podem dizer que não deu para ser campeão, sim mas o trabalho de um treinador é muito mais do que os titulos que alcança, até porque o Luís Campos no Real e o Allegri/Mourinho/Guardiola etc todos juntos no Pinhalnovense e o Luís Campos ganharia fácil e não era por isso que seria melhor que os outros 3 juntos
Acho que a grande maioria do entorno futebol na Europa só esta época onde tenho total convicção que o Nápoles vai baixar, é que vai perceber que o plantel do Nápoles não é nada por aí alem, e que estes 91 pontos são estratosféricos para a qualidade do plantel que tinha à disposição
TheHunter
Concordo plenamente, o que Sarri fez em Nápoles foi algo excelente. Também seria o meu treinador do ano.
Thanos
Concordo completamente. O que Sarri fez com o Nápoles foi sensacional. Não percebi as movimentações recentes do Nápoles porque se não estou em engano o Sarri ainda está sob contrato com o Nápoles e a direção já anunciou o Ancelotti.
Parece-me que deram um tiro nos pés, pois não me parece que o Ancelottii consiga fazer o que Sarri fez.
João Lains
Passas a vida a acusar o Tottenham e o seu treinador de serem prepotentes, por desprezaram as competições menores, e depois nomeias para treinador do ano alguém que fez exactamente o mesmo. Onde é que está a coerência? O Nápoles foi eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões pelo poderoso Shakhtar, e não contente com isso, ainda poupou os titulares na Liga Europa com o Leipzig, sendo derrotado na sua própria casa. E o Sarri, ofendido por os jornalistas lhe terem dito isso, jogou praticamente na máxima força na Alemanha, mas bateu trave e ficou mesmo pelo caminho. Na taça de Itália, foi eliminado no San Paolo pela Atalanta, depois de voltar a poupar meia equipa. Vou dizer o que tu tantos apregoaste “se querem ter mentalidade vencedora, têm de começar por vencer as competiçoes menores”, senão acontece o que aconteceu esta temporada, em que o Koulibaly foi do céu ao inferno: marcou em Turim aos 90′ e viu o vermelho directo aos 10′ em Florença.
João Lains
Passas a vida a acusar o Tottenham e o seu treinador de serem prepotentes, por desprezaram as competições menores, e depois nomeias para treinador do ano alguém que fez exactamente o mesmo. Onde é que está a coerência? O Nápoles foi eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões pelo poderoso Shakhtar, e não contente com isso, ainda poupou os titulares na Liga Europa com o Leipzig, sendo derrotado na sua própria casa. E o Sarri, ofendido por os jornalistas lhe terem dito isso, jogou praticamente na máxima força na Alemanha, mas bateu trave e ficou mesmo pelo caminho. Na taça de Itália, foi eliminado no San Paolo pela Atalanta, depois de voltar a poupar meia equipa. Vou te citar: “Se querem ter mentalidade vencedora, têm de começar por vencer as competições menores”, senão acontece o que aconteceu esta temporada, em que o Koulibaly foi do céu ao inferno: marcou em Turim aos 90′ e viu o vermelho directo aos 10′ em Florença.
Kafka
E o que é que ter desprezado a Liga Europa, tem relevância nos 91 pontos numa das 4 melhores ligas Mundiais com um plantel que não é top 10 mundial?
Depois eu critiquei o Tottenham e irei sempre criticar, porque, eles abdicam de vencer outros títulos menores, mesmo quando já estão arredados da luta pelo título em Inglaterra, quando já estão a mais de 10 pontos, como aconteceu à 2 épocas atrás, quando o título já estava entregue ao Chelsea e mesmo assim eles abdicaram da Liga Europa
Já o Nápoles este ano quando abdicou da Liga Europa, ainda estava colado à Juventus na luta pelo título, e tendo um plantel tão curto é normal que tivessem de fazer opções, optaram pelo campeonato que é mais importante que a Liga Europa, o que tu não mencionas por pura desonestidade intelectual e que o fizeram ainda na luta pelo título, ao contrário do Tottenham que o faz quando já está arredado da luta, logo comparas coisas sem comparação, algo já habitual em ti
Kafka
Aliás só me dás razão quando dizes qua com os suplentes foram eliminados tanto da Liga Europa como da Taça Itália, o que atesta a fraca qualidade do plantel do Nápoles,que tinha ZERO de profundidade.. E msm assim tu querias que andassem a jogar com os titulares ao Domingo e à 5a feira desde Fevereiro a Maio, pois claro, tem toda a lógica, uma equipa sem banco NENHUM e podendo vencer 2 títulos, não abdicar de um deles e focar as (poucas) forças que tem num deles apenas… Enfim
MiguelSilva
O Napoles não só não tem banco nenhum como tem jogadores com Reina, Albiol e Callejon no 11 titular
Ricardo Xavier
O Tottenham é que tem e sempre teve grande banco… Tá certo.
Bio
Para mim o melhor foi Klopp, mas faltou-lhe um título para abrilhantar a temporada.
Guardiola esteve incrível no campeonato, mas desiludiu nas outras competições e Zidane esteve muito bem na Champions, mas falhou na prova de regularidade.
Entendo a escolha de Alegri, mas sinceramente nem acho que tenha sido dos melhores anos da Juve nos últimos tempos, em termos de qualidade de futebol.
Acho que o seleccionador do país que ganhar o mundial vai ter altas probabilidades de ser o vencedor do prémio de treinador do ano.
Eusebio
Por esta não esperava e tal como a votação dos leitores mostra apenas 1% subscreve a opinião do VM.
Qualquer treinador da Juventus se arrisca a isto já que jogam praticamente sozinhos em Itália há quase uma década. Têm mais que obrigação de vencer todas as competições internas já que são muito melhores que os adversários.
João Lains
Exactamente, por isso é que só ele tem mais dobradinhas do que a Juventus em toda a sua história até à sua chegada. O Conte nem uma Taça de Itália ganhou. Foi eliminado da Liga dos Campeões pelo Galatasaray e falhou uma final europeia ao ser eliminado em casa, que também seria o palco da final, pelo Benfica. Nos últimos 5 anos, o Real Madrid conquistou 4 Champions e quando falhou, foi às custas da Juventus que o eliminou no Bernabéu. Aliás, a seguir ao Real, vem a Juventus e o Atlético com mai presenças nas finais no mesmo período.
psychomantis
Concordo e percebo a decisão do VM. Allegri apenas falhou porque não conseguiu ultrapassar a melhor equipa do mundo, mas ainda assim esteve quase a conseguir. A Juventos com Allegri tem sido uma das equipas favoritas a ganhar a Champions, foi a 2 finais em 4 anos.
Zidane pode não arrecadar o titulo de melhor treinador este ano, mas desde que chegou ao Real Madrid até agora, foi o melhor treinador da Europa.
Kafka
Em que é Zidane foi superior a Sarri nestes 2 anos e meio?
Marik
A primeira época e meia do Zidane foram praticamente perfeitas. Na primeira metade, aproximou-se bastante do Barça quando já ninguém acreditava e ganhou a Champions; e na época passada ganhou campeonato e Champions. Apenas esta época se pode dizer que o desempenho interno foi francamente negativo, mas a conquista da terceira Champions seguida apaga um pouco isso. Como tal, não me parece descabido azar que o Zidane foi o melhor treinador neste espaço de tempo.
Nodlehs
Naquilo que é pago para fazer, ganhar. 9 títulos em 2 anos e meio…
Kafka
Então estas a dizer que se o Luís Campos for treinar o Real Madrid, e o Zidane/Allegri/Mourinho/Guardiola os 4 em conjunto forem treinar o Eibar, e no fim da época o Real ficar à frente do Eibar, isso faz do Luís Campos melhor treinador que o Zidane/Allegri/Mourinho/Guardiola?
Portanto quando se analisa o trabalho de um treinador, apenas se deve olhar para se ganhou ou perdeu, e não interessa para nada os meios que teve à disposição é isso? nem interessa para nada a qualidade colectiva que conseguiu dar à equipa que treina? desde que ganhe é logo melhor, independentemente do trabalho em si
Pronto esta bem…
Deco10
A real valia de um treinador não está apenas nos títulos, mas ganhar 9 em 2 anos e meio demonstra bastante qualidade.
Para além disso, Zidane fez o que nunca ninguém tinha feito desde a mudança de Taça dos Campeões Europeus para Liga dos Campeões, ou seja, não é assim tão fácil por mais falácias que uses para dizer que o Real Madrid tem um super plantel comparado com todas as equipas do Mundo e arredores.
Nem sou grande fã de Zidane como treinador, acho que lhe falta alguma coisa mais, mas tenho de dar o braço a torcer e aceitar quem o considere no melhor treinador dos últimos anos, foi o que mais ganhou, independentemente do clube.
Sarri meteu o Nápoles a jogar um excelente futebol, mas se formos a ver, também falhou na fase crítica do campeonato, na Taça de Itália foi eliminado nos quartos, em casa, pela Atalanta, e na Champions foi eliminado pelo Shakhtar.
Se é verdade que Zidane falhou a nível interno este ano, também não é menos verdade que Sarri apenas cumpriu no campeonato, em contrapartida Zidane cumpriu na prova mais difícil do Mundo. Por isso a época de Zidane é superior à de Sarri.
coach407
Para ficar mais engraçado só vir com esse argumento lunático do Eibar.
“Qualidade coletiva” no futebol é igual a: equipa que marca mais golos e sofre menos, maximizando o número de vitórias e minimizando o número de derrotas portanto qualidade coletiva é refletida nos resultados. Jogar bem e não ganhar nada não serve para um treinador (quando digo ganhar digo fazer melhor do que o esperado, não obrigatoriamente ganhar títulos).
Importante o argumento dos meios que tem à disposição, o que faz com que Zidane tivesse obrigação de fazer melhor que Sarri. Concordamos.
2017/2018:
Zidane vence 4 títulos: Supertaça espanhola, supertaça europeia, mundial de clubes e Liga dos Campeões. Perde o campeonato para o Barcelona precocemente e a Copa del Rey para o Leganés nos quartos por golo fora.
Sarri não passou na FASE DE GRUPOS da Champions, tendo feito apenas 6 pontos, metade do 2º classificado – o Shakhtar Donetsk. Ainda assim ficou em 3º indo à Liga Europa onde foi imediatamente eliminado pelo 3º classificado do grupo do FC Porto e do Besiktas – o Leipzig.
Na Taça de Itália foi eliminado pelo Atalanta em casa também nos quartos-de-final.
No campeonato conseguiu um sustentado 2º lugar a 4 pontos da Juventus à frente de Roma e Inter.
2016/2017:
Zidane vence 4 títulos: La Liga, Champions, Supertaça europeia e Mundial de Clubes.
Só não ganhou a Copa del Rey onde foi eliminado nos quartos pelo Celta de Vigo.
Sarri na Serie A ficou em 3º atrás de Roma e Juventus.
Na Liga dos Campeões fez o que tinha fazer, passou a fase de grupos e logo a seguir apanhou com o Zidane e o Real Madrid. Perdeu 3-1 nas duas mãos e foi eliminado. Cumpriu a obrigação, não a excedendo, mas não se podia pedir mais.
Na Taça foi similar, cumpriu com o Spezia e a Fiorentina, depois apanhou a Juventus e pronto, foi de vela.
2015/2016:
Zidane apanhou o barco a meio, mas fez uma recuperação brutal no campeonato acabando apenas a 1 ponto do Barcelona. Se contarmos apenas com os pontos de todas as equipas depois de Zidane pegar na equipa o Real Madrid seria o claro campeão.
Ah, e ainda foi a tempo de ganhar a Champions (apesar de entrar a meio na equipa só não era o treinador na fase de grupos, a eliminar foi sempre ele).
Sarri estava na Liga Europa, passou com facilidade no grupo de Legia, Club Brugge e Midtjylland e foi eliminado nos 16 avos pelo Villarreal.
Na Serie A ficou em 2º a 9 pontos da Juventus (mais 2 que Roma).
Na Taça só fez dois jogos. No primeiro eliminou o Hellas Verona em casa, no segundo foi eliminado pelo Inter, também em casa.
Sarri tem feito um trabalho consistente, sem dúvida. É um bom treinador, sem dúvida. Mas, além desta prestação no campeonato esta época onde conseguiu uma boa distância para o 3º classificado e ser uma real ameaça à Juventus, não fez nada que os resultados surpreendam. Tendo em conta o estado dos restantes clubes o top 3 de Itália é relativamente óbvio a priori: Juventus, Nápoles e Roma, sendo que a única surpresa seria o campeão não ser a Juventus porque qualquer uma das outras equipas pode ficar em 2º ou em 3º. Seria também uma surpresa se não fosse este o pódio.
Nas competições europeias ou cumpriu apenas ou foi uma desilusão.
Na Taça também não fez nada de especial, antes pelo contrário.
Para compararmos a um treinador que fez mais pontos que todos os rivais na La Liga em 2 das 3 épocas em que esteve ao leme (sendo certo que na 1ª não chegou para ser campeão fruto do desempenho anterior a ele assumir o cargo), venceu as 3 Ligas dos Campeões (absolutamente histórico, provavelmente o primeiro treinador a vencer as 3 primeiras Champions em que participou enquanto treinador), venceu os Mundiais de Clubes, venceu as supertaças (europeias e espanholas). Só se pode apontar o dedo às duas últimas Copas del Rey onde poupou a equipa e deu-se mal, sendo eliminado nos quartos, e neste campeonato onde perdeu a meio e podia ter conseguido o 2º lugar com relativa facilidade mas abdicou disso para focar na Champions. Mas, tendo em conta tudo o resto, pode até ser comparável a alguns treinadores, mas nunca ao Sarri. Sei que é um treinador que está na moda mas os resultados falam por si (mesmo tendo em conta que exige-se menos ao Nápoles que ao Real Madrid, ninguém lhe pede para ganhar a Champions. Da mesma forma que ninguém exigia ao Zidane que ganhasse 3 Champions seguidas).
Ricardo Xavier
Então o Guardiola nunca foi bom, pela tua lógica.
Nodlehs
Comparações ridiculas… O Nápoles é um clubezeco? Mas tás a brincar ou quê? Não tem o poder de Juve mas ainda o ano passado o LJ foi campeão em contra todas as probabilidades. O Sarri este ano esteve quase com a mão no título e não o agarrou! E o facto de não passar da fase de grupos na LC? O Shakhtar e o Feyenoord eram colossos ao lado do Napoli? Não brinques comigo, o Nápoles não foi campeão porque vacilou! E tás quase a dizer que o que o Zidane fez não é relevante quando é um dos maiores feitos no futebol europeu
psychomantis
As respostas que os outros utilizadores deram é suficiente.
Tiago Silva
O Allegri não tem o estilo que mais agrada a maioria dos adeptos, mas lê o jogo como muito poucos. Está a fazer maravilhas com a Juventus, um trabalho simplesmente impecável. Não é injusta a escolha.
No entanto eu escolheria o Guardiola, também só falhou na Champions contra o Liverpool e fartou-se de bater recordes na maior Liga do Mundo, jogando o melhor futebol do Mundo.
PedroS
Sarri é o melhor treinador atualmente.
Rodrigo Ferreira
Votaria Guardiola, porque excedeu mais as expectativas e dominou a Liga tida como mais difícil do mundo, batendo todos os recordes. Todavia, Allegri é um dos melhores do mundo também, foi campeão, foi derrotado pelo Real, mas fez uma boa eliminatória e, por isso, aceito.
Poborsky
Seria a minha escolha para o Real Madrid voltar a ser campeão nacional. Excelente treinador e sobretudo de grande pragmatismo, à boa maneira italiana.
tiagoagm
Qual treinador? Fico contente de nao ver o Mourinho na lista, pois já vem sendo um barrete no Manchester, e nao tem sequer lugar nos 10 melhores do mundo, Basicamente este parou no tempo.e
João Lains
2014/15: Buffon, Lichtsteiner, Bonucci, Chiellini, Evra, Marchisio, Vidal, Pogba, Pereyra, Tévez e Morata (4-3-1-2)
2015/16: Buffon, Lichtsteiner, Bonucci, Barzagli, Chiellini, Evra, Pogba, Marchisio, Khedira, Dybala e Mandzukic (3-5-2)
2016/17: Buffon, Dani Alves, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro, Pjanic, Khedira, Cuadrado, Dybala, Mandzukic e Higuaín (4-2-3-1)
2017/18: Buffon, Lichsteiner, Benatia, Chiellini, Alex Sandro, Pjanic, Matuidi, Khedira, Douglas Costa, Dybala e Higuaín (4-3-3).
4 temporadas, 4 sistemas tácticos.
MiguelSilva
E 4 anos de mau futebol e com constantes ajudas.
SenyorPuyol
Tacticamente estes 4 anos nunca serão considerado mau futebol, que queira ver mais golos aceito, que queira ver uma avalanche ofensiva e constantes correrias aceito também, são gostos, mas à Juventus, nestes 4 anos (aliás, 7 contando com os de Conte) não se lhe pode apontar “mau futebol”.
MiguelSilva
Está a falar sem me conhecer, pois para mim mau futebol não é um futebol defensivo, pois cada um é livre de escolher o estilo de jogo que quiser, desde que o faça bem e fazer bem não é só ganhar.
SenyorPuyol
Eu também não falei em futebol defensivo ;)
A Juventus não pratica um futebol defensivo, é controlador e especulativo, defensivo é outra coisa.
Em relação ao comentário em si, peço desculpa, mas se não é por “falta” de golo não vejo que outro aspecto se pode apontar a esta Juventus para alegar “mau futebol”.
E só como nota final, para mim, futebol defensivo é uma forma de mau futebol, mas aqui é apenas uma opinião pessoal, não sou “extremo” neste aspecto.
TheHunter
E então? Desculpa mas das razões apontadas para ele ter sido o melhor da Europa essa é a menos relevante. Sendo que esses sistemas tácticos não “eram fixos” e muitas vezes podiam desdobrar-se para outro e claro ter uma base de jogadores que se mantém todos os anos ajuda e muito.
SenyorPuyol
Nunca tinha parado para reparar nisso, como o TheHunter já disse, os sistemas eram bastante flexíveis e havia muitas mudanças durante a época (daí nunca ter reparado nestas mudanças de época para época) mas isto mostra uma versatilidade incrível, dar à equipa ferramentas para se adaptar a tantos sistemas e manter a regularidade é um trabalho incrível para um treinador.
Vejo muita gente no VM a valorizar apenas títulos e resultados mas é aqui, nestes “pormenores” que se analisa realmente a capacidade e o trabalho de um treinador.
Obrigado por essa nota e já agora (porque nunca é de mais valorizar estas coisas) pela sua postura e contribuição no geral para este blog.
MiguelF
Allegri tem feito um trabalho notável na Juventus sem dúvida, mas votei no Guardiola pela temporada soberba em Inglaterra. Gostei bastante de Sarri que tem posto o Nápoles a jogar a um nível espetacular, e quase chegava ao título. E claro, Klopp…pôs o Liverpool a jogar ao seu estilo e quem diria que chegava à final da Champions uma vez mais (depois de o ter feito com o Dortmund).
Jose Sanches
Gostava de deixar registado o trabalho formidável que o Simeone tem feito no Atlético. Ficou à frente de um Real que é sem dúvida a melhor equipa do mundo e ameaçou o Barcelona até perto do final do campeonato tendo vacilado no jogo decisivo contra os mesmos em Camp Nou. Apesar de não se considerar um feito notável, venceu ainda a Liga Europa. Acho que as expectativas que se tem em relação ao Atlético faz com que não se valorize tanto o trabalho de um treinador que não tem ao seu dispor orçamentos nem de perto semelhantes ao dos rivais. Tirando Griezmann e Godin, havendo outros jogadores muito bons também na equipa, não há assim jogadores fora de série no plantel. Podendo não se gostar do estilo de jogo e, na minha opinião, prefiro o futebol do City ou do Nápoles, a verdade é que desde que pegou na equipa, Simeone colocou-a no Top 5 de equipas a nível Mundial.