Faz sentido? Está atrás de equipas que gastam menos como Fiorentina e Bolonha, mas…
José Mourinho rebateu as críticas de que tem sido alvo, fazendo uma alusão com o feiticeiro Harry Potter e referindo que a Roma tem menos capacidade que os restantes candidatos ao top-4: “Vivemos dois períodos complicados: nos primeiros três jogos do campeonato, somámos um ponto. Não tínhamos jogadores disponíveis e perdemos oito pontos. Atualmente, estamos a quatro pontos dos lugares de Champions. No segundo jogámos contra Fiorentina, Atalanta, Lazio, Juve e AC Milan com um pequeno grupo de jogadores. Quem não perceber as dificuldades… Critiquem quem quiserem, mas esquecerem-se das dificuldades é uma loucura. Mesmo o jogo que ganhámos contra a Cremonese, como é que ganhámos? Kristensen jogou a defesa, Mancini jogou lesionado e fora de posição, Hujsen é uma criança e o Llorente talvez consiga jogar amanhã [domingo]. Não é correto ignorar isto. Não há comparação com as equipas que terminaram nos quatro primeiros lugares, mas somos a Roma, temos os adeptos mais incríveis que vi na minha vida e um treinador cujo nome pensam que é José Harry Mourinho Potter e por isso aumentam a exigiência e a expetativa, mas a verdade é que estamos a lutar por algo muito complicado”. Por outro lado, o Special One fez uma comparação entre a ausência de Dybala e a de Haaland no City: “Jogar sem o Dybala não é o mesmo que o Guardiola jogar sem o Haaland porque tem o Álvarez. Temos muitas limitações por causa do fair-play financeiro. E podemos vê-las em campo, não há como esconder. A Roma fez um esforço financeiro para ter o Smalling, perdeu-o e não pode contratar outro, o mesmo acontece com o Renato. Dybala é um jogador especial que nos últimos anos jogou com jogadores especiais e onde ele podia não jogar que existiam outros. Aqui não há”. Por fim, o técnico português falou ainda de uma alegada ausência justificada a um treino: “Estou aqui há dois anos e cinco meses e sou o único que nunca faltou a um treino. Para mim não há doenças, mau humor, acordar cedo ou tarde. Há duas semanas era o único que estava aqui a trabalhar porque estavam todos doentes. Há um mês precisei de um dia, expliquei aos donos e ao diretor Tiago Pinto. Numa fase apertada do calendário, definimos o dia certo e depois de um jogo que jogámos a uma quarta-feira, estive fora de Roma durante 14/15 horas. É ridículo ter de justificar-me. Se há alguém que é um exemplo de profissionalismo, esse alguém sou eu: em 23 anos, nunca falhei um jogo, nunca estive doente. Não me parece dramático o treinador não ter estado num treino de recuperação depois de ter recebido autorização dos donos”.


2 Comentários
Diogo Cunha Ribeiro
Conversa para boi dormir…
O Comendador
A Roma acabou com a equipa de reservas e deixou de ter juniores? …fiquei a saber disso hoje.
Malandros..!