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Murray anuncia abandono da carreira: «A dor é demasiada»

Talvez nunca tenha estado verdadeiramente nos Big 4 mas vencer 3 títulos dos Grand Slam, dois Jogos Olímpicos a nível individual e ser n.º 1 Mundial, numa fase em que tinha a concorrência de 3 dos 5 melhores de sempre, é notável.

Andy Murray anunciou hoje que vai abandonar o Ténis este ano devido a uma lesão na anca. O tenista britânico, de 31 anos, disse numa conferência de imprensa que tem treinado com o objetivo principal de fazer uma última participação em Wimbledon, onde venceu por duas vezes, mas nem exclui dizer Adeus já neste Open da Austrália já que «a dor é demasiada”. «Eu não me sinto bem. Passei os últimos 20 meses a lutar contra dores. Já fiz tudo o que podia fazer para me sentir melhor da anca. Wimbledon era onde eu gostava de terminar a minha carreira, mas não sei se o vou conseguir. Não sei se consigo aguentar estas dores mais quatro ou cinco meses», afirmou o antigo n.º 1 Mundial.

15 Comentários

  • RodolfoTrindade
    Posted Janeiro 11, 2019 at 10:20 am

    É triste terminar assim…

  • J Silver
    Posted Janeiro 11, 2019 at 11:03 am

    Pode ficar mais do que satisfeito com a carreira que teve mas é realmente doloroso acabar assim.

  • T. Pinto13
    Posted Janeiro 11, 2019 at 11:08 am

    Super triste. Coitado…

  • Lopes da Silva
    Posted Janeiro 11, 2019 at 11:42 am

    Tão triste! A seguir a Federer era o tenista pelo qual sempre torcia. O último ano e meio a tentar competir devem ter sido penosos para ela. Muita pena mesmo que esta fase tenha surgido pouco depois do seu auge de carreira. Dos mais combativos do circuito e com 31 anos ainda tinha tanto para dar e juntar mais uns 2-3 GS e uns ATP1000 ao currículo. O ténis fica mais pobre, sendo que quera dos jogadores mais queridos pelos pares e impresna. Li hoje no The Guardian:
    “Murray lacked the smooth of Roger Federer (who doesn’t?), Novak Djokovic was more startling elastic a retriver of impossible “gets”, perhaps. Stan Wawrinka had more raw power, and Rafael Nadal could out-hustle him (as well as everyone else). But none of them had a bigger heart than the Scot.”

    Quanto à questão Big 4, talvez tenha sido mal exposta. Ele pertence ao Big 4 visto que é o 4º melhor jogador da sua Era. A questão que se põe é se faz sentido falar em Big 4, uma vez que destacadamente houve apenas um Big 3 (o número de GS é indicativo). Pode falar-se num Big 3 + 2 (Andy e Stan) para ser mais rigoroso, mas a meu ver não fica mal dizer que Murray era do Big 4. É que se por um lado Wawrinka no seu melhor tem mais potencial do que Murray, acabando por ganhar o mesmo número de GS, por outro só parece apresentar esse nível quando está bem mentalmente e em “modo GS”. Só tem apenas 1 (um!) ATP 1000 e só tem apenas mais uma final de GS. Já Murray sempre foi um tenista mais regular, tendo 14 títulos de ATP 1000 e mais 7 finais de GS. Para não falar de duas medalhas de ouro individuais dos Jogos Olímpicos (nem Federer, nem Djokovic têm isso no currículo). Ou seja, sempre que um Big 3 não ganhava, ele aproveitava, estava sempre lá nas decisões (inúmeros quartos e meias-finais), regularidade que os restantes tenistas não apresentavam. Apesar de reconhecer mais potencial tenistico a Wawrinka, del Potro e a Dimitrov do que a Murray, estes apresentaram-se ao longo dos anos (foram tendo algumas fases excepcionais aqui e além) mais longe do nível de Murray (que nunca teve grandes baixos exceptuando as fases das lesões) do que Murray se apresentou do nível de Roger, Rafa e Djokovic. Isto graças ao seu enorme esforço e preserverança. Fica para a história provavelmente o segundo melhor “returner” da história (apenas atrás de Djokovic).

    Força até Wimbledon, Sir Andy Murray, o ténis está contigo!

  • Kafka
    Posted Janeiro 11, 2019 at 12:01 pm

    É uma pena terminar assim

    Quanto à carreira, nunca concordei q se falasse em big4, para mim sempre houve foi um big3, o Murray não pode ser posto no msm patamar de Federer, Novak e Rafa… Mas tal como o VM diz, é fantástico numa era onde apanhou os 3 melhores do século, conseguir ainda assim 3 grand slams, 2 JO, vários masters 1000 e ser nr 1 é notável…

    Digamos q Murray foi o melhor dos Humanos, só atrás dos 3 ETS

    • Lopes da Silva
      Posted Janeiro 11, 2019 at 12:51 pm

      Concordo, Kafka. Num sentido faz sentido apenas falar num big 3. Mas devido a toda a sua regularidade e “limpeza” das migalhas que os 3 iam deixando, penso que Murray fez por merecer que hoje se fale em big 4.

  • Crux100
    Posted Janeiro 11, 2019 at 12:25 pm

    Alguém sabe ao certo qual é a lesão dele ? Lesão na anca parece um pouco vago…o que será ? Fiquei curioso.

    • Dennis Bergkamp
      Posted Janeiro 11, 2019 at 3:57 pm

      Penso que é no quadril, que é uma zona muito difícil de tratar. Já anda no vai/não vai há mais de ano e meio, o que imagino ser muito frustrante. E depois de tanto tempo, diz que nem sequer se consegue calçar sem ter dores…

    • Kaffal
      Posted Janeiro 12, 2019 at 10:14 am

      Ele não diz mas espexula-se que seja a nível da articulação em si (menisco por ex) ou a nível da inserção dos ligamentos nos componentes ósseos da articulação

  • Joga_Bonito
    Posted Janeiro 11, 2019 at 1:01 pm

    O Murray era tecnicamente melhor que o Nadal, mas não tão bom como Novak ou sequer Federer. Mas teve problemas físicos na carreira, além do que lhe faltava qualquer coisa para ganhar mais títulos.
    Não deu o salto que Djokovic deu em 2011, tendo sempre ficado aquém dos outros. Além de ter calhado na era do maior de sempre (Federer), calhou com dois que ganhavam imenso e penso que isso lhe pesou na confiança.
    Sempre sentiu grande pressão, aumentada pela imprensa britânica que coloca sempre imensas expectativas no jogador.
    Veja-se num outro contexto o que sucedeu com Gasquet, que é um desperdício de talento, a quem pesou e muito a enorme pressão da imprensa francesa.
    Adeus e obrigado Andy!

  • Gunnerz
    Posted Janeiro 11, 2019 at 1:15 pm

    Sempre disse aqui que não o colocava com os big3, nem ele nem Wawrinka. Não obstante tem ou teve uma carreira invejável que praticamente ninguém terá no circuito actual além de que está lesionado a muito tempo e só tem 31 anos pelo que certamente teria arrecadado mais alguma coisa. Mas não tem pq estar triste, conseguiu o título que mais queria e fica na história do desporto e da competição.

  • Trumen
    Posted Janeiro 11, 2019 at 1:50 pm

    Percebo a ideia de muitos não os colocarem com os outros 3 mas tendo em conta tudo o que alcançou penso que faz sentido. É claramente melhor que todos os outros (à excepção dos ditos 3) que jogaram neste período. Aquela época e meia contra o Djokovic que culminou com lesões em ambos e o número um para o Murray foi das que mais prazer me deu seguir

  • RMSO
    Posted Janeiro 11, 2019 at 2:14 pm

    Dia bastante triste para o ténis… Não estava ao nível dos outros três, mas conseguiu uma carreira brilhante num período dourado para o ténis. É colocado, por muitos pessoas, ao nível do Wawrinka, que até eu gosto mais de ver jogar, mas não podemos comparar as duas carreiras…

    • Dennis Bergkamp
      Posted Janeiro 11, 2019 at 4:17 pm

      Subscrevo. É normal que o Wawrinka caia mais no goto de quem gosta de ver ténis pelo estilo que apresenta, mas Murray está num patamar superior. Foi inúmeras vezes criticado e classificado como “passa bolas”, “só serviço”, entre outras, mas isto é de quem pensa que o ténis é só chegar e fazer winners. Jogador tremendo a nível defensivo, tático, toque de bola, físico, resposta ao serviço e inteligente. Penso que Wawrinka até podia ter tido uma carreira superior se não tivesse andado 8 anos a “passear” no circuito, à espera que aparecesse Magnus Norman para o colocar no topo.

  • Eagle1991
    Posted Janeiro 11, 2019 at 5:39 pm

    Muito triste. Surgia atrás dos big 3 mas gostava muito de o ver jogar. Vencer torneios com os 3 monstros no ativo só dá mais valor às vitórias do Ingles.

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