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“Não há ninguém que não tenha sido aliciado”

showimageO tenista israelita colocou o dedo na ferida e abordou uma das temáticas que mancha o desporto em geral e o ténis em particular. A vida no circuito está longe de ser um mar de rosas, nomeadamente para os tenistas que não fazem parte da elite, e nem sempre é fácil resistir às tentações.

O tema das apostas desportivas e combinação de resultados no ténis volta a estar em cima da mesa, desta feita pela voz do israelita Amir Weintraub. Em entrevista ao “Channel 2” da televisão do seu país, o antigo número 161 ATP falou das dificuldades financeiras por que passam os tenistas com rankings muito modestos.

“Não há um único jogador, entre os que estão nas profundezas do ranking e o topo da hierarquia, como Djokovic, que não tenha sido abordado [para perder encontros]”, indicou o tenista israelita de 30 anos. Note-se que o próprio Djokovic, em janeiro, admitiu que em 2007 lhe ofereceram cerca de 200 mil dólares para perder um duelo em São Petersburgo.

Atualmente no 222.º posto do ranking, Weintraub apresenta um prize-money total de carreira de cerca de 440 mil dólares e reconheceu que já foi abordado várias vezes, rejeitando sempre as tentativas de suborno. “No início, as pessoas vêm ter contigo semana após semana, especialmente em países como a Rússia. Contudo, após uma, duas, três semanas de rejeição, elas param”, afirmou.

Amir Weintraub sublinhou a dificuldade que é para jogadores do seu nível (e abaixo) manterem-se no circuito, especialmente sem a ajuda de “patrocinadores, pais ricos, ou outra ajuda externa”. “Um tenista com a minha classificação ganharia mais num único encontro do que a jogar um ano inteiro”, frisou.

João Correia
Author: João Correia

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