Mais uma temporada da NBA que chega ao seu final, para alguns, enquanto que para outros, se aproximam as grandes decisões. No que diz respeito às surpresas tivemos uma época recheada, principalmente a nível colectivo:
Phoenix Suns – a equipa de Jeff Hornacek ficou fora dos playoffs (cedeu perante Memphis), mas as 47 vitórias acumuladas ficaram muito acima do esperado. Os Suns eram fortes candidatos a serem usados como saco de boxe, mas a realidade mostrou-se bem diferente. Dragic teve um ano ao nível de um all-star, Bledsoe ganhou estatuto, Gerald Green e Plumlee deixaram para trás o papel de aguadeiros, e PJ Tucker e os manos Morris jogaram o melhor basquete das suas carreiras.
Toronto Raptors – as trocas pareciam indicar um ano de reestruturação, mas afinal os canadianos até ganharam a Divisão do Atlântico. DeRozan só ganhou com a saída de Gay, Lowry jogou a um nível elevado (no último ano de contrato, coincidência ou não), e Valanciunas impôs-se.
Toronto Raptors – as trocas pareciam indicar um ano de reestruturação, mas afinal os canadianos até ganharam a Divisão do Atlântico. DeRozan só ganhou com a saída de Gay, Lowry jogou a um nível elevado (no último ano de contrato, coincidência ou não), e Valanciunas impôs-se.
Portland Trail Blazers – o quinto posto do Oeste acaba por saber a pouco, dado que Portland andou por cima boa parte da temporada. Uma quebra esperada e a ausência de Aldridge terão impedido outros vôos, mas o modo convincente como se apuraram para os playoffs não deixa de surpreender, ainda mais considerando que há pouco tempo esta era uma equipa em processo de reconstrução.
Chicago Bulls – quando Rose se voltou a lesionar, as perspectivas pareciam negras para os lados da cidade ventosa. Mas Thibodeaux voltou a operar milagres, e a sua defesa de betão (Noah à cabeça) continua a fazer dos Bulls um oponente temível. Destaque para a evolução de Taj Gibson e para o alto rendimento de Augustin.
Charlotte Bobcats – uma das habituais piores equipas da Liga, os Cats passaram de gatinhos a gatos bravos. A aquisição de Al Jefferson revelou-se fundamental, pois a qualidade ofensiva do poste elevou os Bobcats para outro patamar. Charlotte, que finalmente teve mais vitórias que derrotas, ficou à frente de conjuntos bem mais apetrechados.
Reggie Jackson – OKC deve quase exclusivamente a Durant a sua actual posição, mas o base desempenhou na perfeição o papel destinado a Westbrook, tapando uma lacuna que parecia fatal às aspirações dos Thunder.
Shaun Livingston – aposta de alto risco, devido a muitas e graves lesões sofridas na carreira, o base respondeu a preceito e mostrou flashes da qualidade que sempre teve e nunca pôde mostrar. Num ano em que Deron Williams passou algum tempo de fora e demorou a alcançar uma forma aceitável, Livingston foi fundamental a ascenção de Brooklyn, e poucos pensariam que teria papel tão importante este ano.
Anthony Davis – sim, era suposto Davis ser uma estrela. Mas perante o cenário de lesões e alguma “atrapalhação” mostrada no ano de estreia, poucos esperavam uma ascensão tão rápida e determinada. Davis estabeleceu-se como uma força defensiva, mostrou argumentos no ataque, e mostrou ser um franchise player.
Chicago Bulls – quando Rose se voltou a lesionar, as perspectivas pareciam negras para os lados da cidade ventosa. Mas Thibodeaux voltou a operar milagres, e a sua defesa de betão (Noah à cabeça) continua a fazer dos Bulls um oponente temível. Destaque para a evolução de Taj Gibson e para o alto rendimento de Augustin.
Charlotte Bobcats – uma das habituais piores equipas da Liga, os Cats passaram de gatinhos a gatos bravos. A aquisição de Al Jefferson revelou-se fundamental, pois a qualidade ofensiva do poste elevou os Bobcats para outro patamar. Charlotte, que finalmente teve mais vitórias que derrotas, ficou à frente de conjuntos bem mais apetrechados.
Reggie Jackson – OKC deve quase exclusivamente a Durant a sua actual posição, mas o base desempenhou na perfeição o papel destinado a Westbrook, tapando uma lacuna que parecia fatal às aspirações dos Thunder.
Shaun Livingston – aposta de alto risco, devido a muitas e graves lesões sofridas na carreira, o base respondeu a preceito e mostrou flashes da qualidade que sempre teve e nunca pôde mostrar. Num ano em que Deron Williams passou algum tempo de fora e demorou a alcançar uma forma aceitável, Livingston foi fundamental a ascenção de Brooklyn, e poucos pensariam que teria papel tão importante este ano.
Anthony Davis – sim, era suposto Davis ser uma estrela. Mas perante o cenário de lesões e alguma “atrapalhação” mostrada no ano de estreia, poucos esperavam uma ascensão tão rápida e determinada. Davis estabeleceu-se como uma força defensiva, mostrou argumentos no ataque, e mostrou ser um franchise player.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Nuno Ranito



0 Comentários
Bardo
mais um excelente posto do Nuno Ranito, parabéns adoro estes posts sobre NBA.
Nuno,um desafio, quem achas que vão ser as top 5 picks do draft (não obrigatóriamente por nenhuma ordem específica até porque depende da equipa que vai fazer a pick)?
aqui fica a minha:
Andrew Wiggins, Jabari Parker, Joel Embiid, Dante Exum, Marcus Smart e Julius Randle
Tiago Santos
Deste 6 picks Bardo
Anónimo
vai depender muito das equipas q escolherem, mas o top 5 deverá ser esse tirando o Randle.
José
Nuno R
Não acompanho o basquete universitário, por isso não posso opinar sobre que jogador encaixaria onde e porquê. Vejo alguns mock drafts, e entre estes há muita variação.
Claro que depende muito das equipas… por exemplo não fará sentido a Boston seleccionar um PG… a não ser que troquem o Rondo.
O Embiid tem subido muito, e pode ser o nº1. Um poste dominante é sempre bem visto como alicerce de uma equipa vencedora, mas há muitas reticências quanto à sua condição física. Mesmo o Bogut (escolha de Milwaukee) tem tido uma carreira marcada por lesões, isto para não ir para o exemplo Oden.
Mas a apostar, iria para o Wiggins… com o Jabari em 2º.
Anónimo
Antes de mais parabéns pela continuação do bom trabalho, infelizmente muitos só começam a ligar à NBA na altura dos playoffs…
A maior surpresa foi mesmo Phoenix ninguém esperava nem eles mesmo certamente… na mesma linha de phoenix, Dallas e Portland(no Oeste). Portland tu já referiste, muita da evolução que tiveram foi devido ao LaMarcus e o Lillard, mas não esquecer o Lopez e a grande melhoria a nível de banco que tiveram..Já Dallas foi uma equipa que a partir da época começou a jogar bem melhor, o Ellis para mim é a ptincipal surpresa, a jogar muito bem e com uma grande eficiência que nunca se tinha visto nele.
Ainda no Oeste uma surpresa foi o Griffin, nos últimos anos achava-o um pouco estagnado, a não evoluir muito…mas hoje está um senhor jogador, a levar a equipa às costas quando o CP3 não jogou, e para mim ele foi o terceiro/quarto melhor jogador da época, que senhor jogador…e Houston, já se esperava uma melhoria, mas têm um dos melhores records desde janeiro se não me engano, e jogaram um bom basket, mas penso que não vai chegar para ir longe nos playoffs..
Não considero o Davids uma surpresa, ele sempre se viu que ia ser Top, penso que é um novo Tim Duncan, joga mesmo muito bem, dá um gosto imenso e não deve tardar muito começar a lançar de 3…
Ah e o mills dos spurs a substituir o Parker, que surpresa..
No Este
Chicago não pode ser considerado uma surpresa, para mim é mais um ano de desilusão, mais um ano à espera do rose e a ver passr navios…o record deles dá porque é o Este, que são equipas em construção e inexperientes(Brooklin, Knicks, Miami e Indiana são excepções) mas em que lugar ficavam no Oeste?
Charlote e Toronto tiveram muito bem, ninguém esperava, vamos ver agora como se continuam a reforçar porque tÊm bastante capspace que podem usar para atrair bons FA.
Atlanta também teve muito bem, muitas lesões, uma equipa mediana e mesmo assim conseguiram ir mais um ano aos Playoffs o que é Top.
Destacaria ainda os Washington a reforçqarem-se muito bem e a irem aos playoffs r mais concretamente ao Wall que evoluiu muito seu jogo e está cada vez melhor, espero que continue a evoluir…
José
Nuno
Suns – A melhor e maior surpresa desta temporada! Ainda me lembro de ler alguns artigos que referiam que Phoenix ia ser uma das equipas com maior possibilidade de ter o pior recorde… Incrível a época que tiveram, sob o comando de Dragic, o aumento do nível por parte do Bledsoe, o 6th man Gerald Green, a surpresa Plumlee (que passou de aquecer o banco para a titularidade de um momento para o outro quase) e todos os outros jogadores que fizeram parte desta equipa e que evoluíram o seu jogo, tal como o próprio artigo diz "jogaram o melhor basquete das suas carreiras". Muita pena pela sua não ida aos playoffs, ainda por cima a acontecer isso nos últimos jogos, mas eram aqueles jogos que se têm que ganhar a todo o custo e infelizmente isso não se sucedeu. Desejo muitos sucessos a esta equipa porque realmente deram prazer de ver jogar este ano.
Raptors – E quando se esperava que a saída do Gay os fosse levar para os últimos lugares da conferência, eis que a equipa se mostra incrivelmente melhor com a sua saída e alguns jogadores mostraram que Toronto deve contar com eles para o futuro. Muito bom ano para esta equipa.
Blazers – Gostava que tivessem ficado mais acima na conferência, aquela 1ª metade de época prometeu imenso, mas a lesão do Aldridge comprometeu essas elevadas aspirações. Mesmo assim, também poucos esperavam tal afirmação por parte desta equipa e de alguns jogadores.
Bulls – Rose lesiona-se, novamente, Thibodeaux volta a operar uma reviravolta impressionante de acontecimentos e a comandar como deve ser a sua equipa. Incrível trabalho deste treinador, mas também há que destacar o papel do que é agora um dos meus jogadores favoritos, o Joakim Noah! Excelente época deste C que tem uma habilidade para distribuir o jogo fora do comum para alguém da sua posição. Com o Rose em campo não teria metade da bola que tem nas mãos, mas as coisas são assim e ainda bem que tivemos o Noah a afirmar-se desta maneira tão convincente e a mostrar que é um dos melhores jogadores desta liga, até acho que é mesmo o jogador mais All-Round de todos (apenas não faz triplos, de resto faz tudo muito bem e com qualidade – apesar de, por vezes, lhe faltar alguns pontos, mas o que dá no resto compensa imenso isso).
Bobcats – Outra das sensações desta época. Poucos apostariam que esta equipa iria estar nos playoffs. Al Jefferson ajudou imenso para isto ter ocorrido, muitas das vitórias de Charlotte teve como MVP este homem. Veremos o que fazem nos playoffs, mas há que ter em atenção esta equipa.
Reggie – Papel fulcral nestes Thunder. Sem Westbrook, o MVP desta época (Kevin Durant) teve que assumir a batuta da equipa sozinho e ser ele o centro de todo o jogo. Mas a verdade é que contou com esta preciosa ajuda do Jackson. Não fosse isso e talvez algumas das vitórias nessa fase da época provavelmente tinham virado em derrotas.
Livingston – Quem diria que este PG iria ser fundamental aos Nets esta época. Mas a verdade é que assim o foi aquando das ausências do Deron Williams. Uma grande surpresa este Shaun Livingston principalmente por ser essa tal aposta de risco devido a inúmeras lesões passadas.
Davis – Esta época, para mim, foi top5 na tabela de MVP's! E ninguém esperava mesmo uma ascensão como esta e uma época como esta do Anthony Davis. Dominador, quer no ataque, quer na defesa e uma força a temer na próxima época e nas muitas que espero que ainda virão deste enorme jogador.
Francisco
Bem analisado, contudo não considero Os Bobcats uma supresa, mas sim uma confirmação, porque depois de tanto tempo a serem humilhado e a conseguirem primeiras escolhas do draft, era quase um problema não irem aos playoffs. Concordo que o Big Al foi decisivo nesta ascensão, mas têm ali um conjunto de jogadores muito interessantes e que com o tempo podem dar um ar da sua graça.
Suns – é impressionante o trabalho desta equipa e que quanto a mim mereciam mais q morrer na praia. Ver o Gerald Green em todos os top 10 diários não me surpreende, mas vê-lo a lançar, a jogar e a assumir-se mudou completamente a minha forma de ver este jogador (para mim só sabia afundar e pouco mais). Todos os mencionado no artigo tiveram em grande plano e vamos ver como corre a free agency…
Anthony Davis vai ser uma estrela, é fantástico, o herdeiro de Tim Duncan e numa equipa que não é assim tão fraca como os resultados demonstraram…
Para mim a grande surpresa são os Wizards que são o oposto da época passada, com bons jogadores, boa dinâmica e um Wall claramente a assumir-se como uma estrela. Nene parece um jovem quando está bem, Beal é muito bom de se ver jogar, até Ariza renasceu!
Chamar apenas a atenção que para mim os Lakers não são um desastre, acho que com aquela equipa tiveram jogos muito bons e há ali jogadores que nem na europa se safavam.
Odom poderá assinar pelos Knicks, o que prova que não é só em Portugal que há compadrios, pois Phill Jackson quer dar uma oportunidade a um jogador acabado.
Boa crónica
Carvalho
Mais uma excelente análise de uma modalidade que passa completamente ao lado no nosso pais que infelizmente só vive de futebol.
Sem duvida que os SUNS foram a surpresa do ano. Tudo indicava que iam lutar pelos ultimos lugares e foram mudando todas as odds ao longo da epoca.
Chicago com a lesão de Rose estavam destinados ao fracasso, mas é aqui que aparece THIBODAUX um treinador fantástico que consegue ir buscar todas as qualidades de Noah. Imaginem esta equipa para o ano com MONROE(detroit) + Hayward(UTAD) a juntar a rose lesionado e quem sabe a uma segunda estrela no lugar do carlito.
Desilusão:
Knicks mais uma vez passam ao lado de uma epoca, como é possivel um franshising destes constinuar arrastar-se.