Hoje podíamos falar de muitos tópicos. Não foi fácil escolher. Os positivos podiam ter sido Denver, Tampa Bay, Chris Johnson e os seus Titans ou os Bengals. Pela mesma ordem de razão, os negativos podiam ter sido Philadelphia, o ataque ridículo dos Jaguars (parecem estar a fazer de propósito para saírem da cidade), Phillipe Rivers e os Chargers ou Cam Newton e o Panthers. Mas escolhemos os que se seguirão.
Antes disso, é interessante notar que assistimos a um empate esta semana. Ora um empate acontece quando o resultado não é alterado durante os 15 minutos do prolongamento. Não tem nenhum significado em particular. As equipas que o protagonizaram passam a ter vitórias, derrotas e empates. Se no final, por exemplo, uma destas equipas estiver empatada em vitórias com outra, em princípio ganhará o desempate porque terá menos derrotas. Se uma equipa normal tiver 10-6 em vitórias/derrotas, aquela terá 10-5-1 e ficará à frente.
Continua prometido um artigo sobre os termos e as regras básicas do jogo antes dos playoff. Brevemente estará aqui. Mas agora, para o melhor da semana:
Melhores equipas
– Saints: Pois é. O ataque nunca deixou de ser de elite. Um QB absolutamente de topo, um conjunto de RB que é, provavelmente, o mais completo da liga, e receivers bons física e tecnicamente. Mas o facto de terem sido “desfeitos” no início da época tornou-lhes a defesa fraca, retirou-lhes moral e desfez-lhes a postura. Recompostos e novamente com atitude e “momentum”, os Saints podem ganhar a qualquer equipa. Esta semana terminaram com a temporada perfeita dos Falcons. Com o regresso de Jimmy Graham, um dos nossos Tight Ends preferidos na liga (tem corpo de um PF da NBA, a velocidade de um PG e a agilidade e instinto de um SG), Brees recuperou um dos seus alvos preferidos. Aliás basta ver que Graham acabou com 146 jardas recebidas para o perceber. Não é fácil antever o resto da época dos Saints mas diríamos que, apesar de tudo, é possível que ainda cheguem aos playoff. Se assim for, e com aquela qualidade ofensiva, ganhávamos todos.
– Texans: Vai haver muitas defesas duras nos playoff deste ano. Ravens (mesmo com lesões), Steelers, 49ers, Giants quando querem, Packers quando querem, Bears, Broncos. Talvez os Seahawks. Esta semana Houston quiseram deixar claro que devem ser levados a sério como candidatos e ganharam um jogo feio contra os Bears. Numa luta defensiva, o ataque dos Texans foi menos mau que o dos Bears. Os Texans vão ser a melhor equipa da época regular da AFC. Não são os favoritos porque Schaub não é Peyton ou Brady, mas devem ser tidos em conta.
– Cowboys: Tony Romo, pobre homem. Às vezes é mau, noutras tem azar de estar em Dallas. Esta semana correu bem e os Cowboys estão novamente lançados na corrida por um lugar no playoff. Com a vitória sobre os horríveis Eagles e a derrota de Giants, a equipa texana está mais perto da liderança da divisão. Se Romo mantiver o número de turnovers baixo e se estabilizarem a corrida, por incrível que parece, têm hipótese.
Melhores exibições
– Joe Flacco: Quase sempre visto como o ponto fraco de um equipa que devia ter estado pelo menos uma vez no Superbowl nos últimos ano, Flacco está a demonstrar este ano que o seu nível está a subir. Infelizmente não se mantém, impedindo que seja um QB de elite. No entanto esta semana jogou como tal. Se Flacco tornar o seu nível exibicional consistente, os Ravens ainda têm uma palavra a dizer na luta pela AFC.
– Matt Ryan/Tony Gonzalez: Podiam perfeitamente estar nos maiores desastres como equipa, Orleans e não é, de todo, uma equipa normal. Independentemente da fraca prestação defensiva, Atlanta tem talento que não acaba. Principalmente em termos de passe ofensivo. Matt Ryan atirou 411 jardas e Tony Gonzalez recebeu 122. A correr não foi tão bom. O que nos leva ao ponto que defendemos desde sempre, este ano. Atlanta estava imbatível e a ser a melhor equipa na temporada regular, mas nunca foi uma equipa a quem chamássemos imediatamente favorita. Não são uns Patriots, ou uns Packers ou uns Giants. Como se vê, nem uns Saints eles são. Não tem a mentalidade de campeão. Isso ganha-se com experiência mas também com sangue, paixão, que esta equipa parece-me não ter. A alcunha de Matty Ice, apensar de verdadeira, talvez não seja assim tão elogiosa.
– Calvin Johnson: Tal como a sua equipa, tem sido inconstante. Mas acho que ninguém duvida que, em forma, é o melhor WR da liga. Um poder físico assustador e enorme rapidez, o “Megatron” é indefensável. Esta semana recebeu 207 jardas na derrota de Detroit. Mais um vez tal como a sua equipa: que desperdício de talento.
Maiores desastres
– Mark Sanchez/Running Game/Balneário dos Jets/G.M ./: Podia ter uma secção de desastres só deles. É que é tudo mau. Mark Sanchez é, nesta altura, um dos 3 piores QB da liga. Foi escolhido no 6º lugar do draft em 2006 por Mike Tannenbaum, General Manager dos Jets, é um jogador com algum talento mas fraco em termos globais como QB; Shonn Green é um razoável RB, especialmente em situações em que tem de ganhar poucas jardas. É mais poder que velocidade. Baseado nele e em Tebow, o running game dos Jets não vai a lado nenhum; uns até querem Tebow, a maioria insulta-o. O balneário dos Jets está descontrolado, com toda a gente a querer falar e ninguém a dizer nada de jeito; Mike tannenbaum, GM dos Jets, conseguiu, em pouco tempo, fazer duma equipa que disputou 2 vezes o lugar no Superbowl, uma das menos capazes da liga. Pior, o descontrolo é total e eu calculo que ele não tenha qualquer tipo de resolução em mente.
– Eli Manning: Uma das melhores equipas da liga e um dos melhores QB que há. A perder constantemente. Ah e são campeões também. E podem perfeitamente repetir. Depende da vontade. Se não tiverem muito talvez nem cheguem aos playoff.
– Jay Cutler: Outro dos casos de inconsistência mais assustadores da liga. Cutler, e utilizando uma expressão americana, não toma conta da bola. É exímio no exagero de TO. Contra Houston houve 4, com duas intercepções (que basicamente decidiram o jogo) da sua responsabilidade. Para piorar sofreu uma placagem animalesca de um jogador da defesa de Houston e ficou impedido de acabar o jogo por causa de uma concussão na cabeça. Chicago precisa do seu talento, mas precisa fundamentalmente que tenha juízo. Se não o fizer esta equipa não passará do primeiro jogo dos playoff. Aqui para nós que ninguém nos ouve, achamos que não passará.


