
Sevilha 3 – 4 Sp. Braga (Luis Fabiano 61′, Navas 84′, Kanouté 90′; Matheus 31′, Lima 58′, 85′, 90′)
Destaques
Matheus – Sem dúvida alguma foi o melhor jogador desta eliminatória. O brasileiro está em grande forma e hoje mais uma vez soube tirar partido de toda a sua velocidade para criar lances de perigo. Agora na maior montra da Europa, e a manter este nível exibicional, tenho dúvidas que se mantenha neste plantel por muito tempo.
Lima – O reforço do Braga entrou apenas na segunda parte para o lugar de Luis Aguiar, e não podia ter entrado melhor, marcando logo o segundo golo após contra ataque conduzido por Matheus. Marca o terceiro fugindo aos defesas e antecipando-se a Palop, e ainda deu o toque final, a “cereja no topo do bolo” que garantiu a vitória, marcando de cabeça um belo golo, após um canto. Grande jogo do avançado!
Sílvio – O jovem lateral não acusou a pressão, e apenas no seu segundo jogo oficial pelos bracarenses, teve uma exibição fantástica, sem falhas de marcação e voluntarioso no ataque apoiando Alan, o jogador ex-Rio Ave até podia ter marcado.
Vandinho, Salino e Luis Aguiar – O trio do meio campo tinha a difícil tarefa de aguentar o ataque sevilhano, e dentro dos possíveis, conseguiu-o. Salino mais uma vez esteve incansável!
Elderson e Felipe – O nigeriano teve uma exibição menos conseguida, revelando mais uma vez muitas dificuldades na marcação a jogadores rápidos e tecnicistas, como Navas. Teve também uma falha de marcação que resultou no golo do extremo espanhol. Felipe ficou muito mal na fotografia, no golo de Luis Fabiano, no entanto salvou bem logo a seguir o que seria outro golo de Navas. Felizmente estes erros defensivos não alteraram o vencedor da eliminatória.
Sevilha – Claramente o favorito neste play-off, o clube espanhol começou a partida muito pressionante e com vontade de marcar cedo. No entanto esbarrou sempre com a defensiva bracarense. Nota-se que os processos de jogo não são os mesmos do Sevilha vencedor da Taça Uefa por duas vezes nesta década. O valor dos jogadores está lá claramente, mas jogadores apenas, não fazem uma equipa. Zokora e Navas foram os melhores hoje.
Braga – Mostrou que não são precisos milhões para se formar uma equipa lutadora e vencedora. É preciso ter capacidade de gestão, tanto desportiva como financeira. E este Braga faz essa gestão como poucos conseguem. Hoje o clube tirou os dividendos de toda esse trabalho que vem sendo feito na era Salvador, e falando desportivamente, na era Domingos. Contra um clube que tem um valor de orçamento quase dez vezes superior, de renome internacional, o Braga não se intimidou, nunca virou a cara à luta, acreditou, e a recompensa são 7 milhões de Euros e todo o prestígio de estar na fase de grupos da Liga dos Campeões. Parabéns ao Braga.

