Nota prévia: Steve Nash vai falhar toda a temporada, consequência de uma lesão nas costas. Visto ser o seu último de contrato, a juntar ao facto de ter 40 anos, é perfeitamente natural que a sua carreira termine após a sua conclusão. Não deixa de ser um desfecho inglório para um jogador que foi duas vezes MVP da época regular, e que fascinou os adeptos da NBA com os seus passes e lançamentos. A sua estadia em LA não só não lhe trouxe o anel que lhe fugiu em Phoenix (junta-se a nomes como Ewing, Barkley, Stockton ou Malone como enormes estrelas que nunca venceram um título), mas quedou-se por uma série de lesões que fecham uma carreira brilhante, de um modo algo degradante para a sua figura. Curiosamente, ou não, a mudança de Karl Malone para os Lakers, há uns anos atrás, também se provou fatal, pois o até então “homem de ferro” sucumbiu a uma lesão que o ajudou a retirar-se mais cedo que o previsto.
Quem ficará com a última vaga no Este? Atlanta é uma presença assídua no top 8 mas não parece ter argumentos para subir um patamar; Já os Pistons fora uma das maiores desilusões na última época.
Atlanta Hawks
Dizem os regulamentos que devem passar oito para o playoff, e por isso Atlanta acabou por ser “repescada”. Equipa mediana (já o é há anos), dificilmente faria ondas na costa oposta, mas no Este a vida é fácil. Mais uma vez, os Hawks apresentam-se sem serem candidatos ao que quer que seja, mas consistentes o suficiente para garantir uma vaga caso os adversários vacilem. Como habitual, não houve grandes movimentações para aqueles lados, entrando Sefolosha e Bazemore, o que não é indício de grandes melhorias. O grande reforço é Al Horford, vindo de prolongada lesão, e que novamente se apresenta como estrela da companhia. O poste (que até renderia mais a PF) é sem dúvida um grande jogador, mas raramente dura uma época inteira, e esse facto tem prejudicado não só os Hawks mas também a sua própria carreira. Na sua ausência, Millsap portou-se como um All-Star; demasiado baixo para a sua posição, compensa com um QI elevado, e muito coração. Ao longo do tempo foi juntando um tiro longo às suas muitas qualidades. Por falar nisso, outra figura a ter em conta é Kyle Korver, um dos últimos “puros” atiradores existentes. Jeff Teague também se tem estabelecido como um PG fiável, e depois há um conjunto de atletas mais ou menos bons, mas sempre esforçado, com DeMarre Carroll. O modelo de negócio é o mesmo, um pouco à imagem de Denver, não há grandes estrelas, o talento individual é suplantado pelo jogo colectivo, e acima de tudo há mais tranpiração que inspiração. O ano passado chegou, e este ano?
The dudes – Millsap provou que podia ser titular em qualquer equipa da NBA, carregou uns medíocres Hawks quando todos previram a sua queda aquando da lesão de Horford.
The duds – Elton Brand ainda joga na NBA. Já foi um dos melhores PF da Liga, hoje nem por isso.
O que esperar – eles andam por aí… quais aves de rapina à espera de uma presa distraída.
Objectivo – o que se puder arranjar. Se forem ultrapassados por Cleveland e Detroit, ninguém levará a mal.
Detroit Pistons
Equipa forte no papel, tarda em colocar em prática tal força. À imponente dupla Monroe-Drummond juntou-se um pretendido FA, Josh Smith, e ainda Brandon Jennings. O resultado não foi famoso. Detroit optou, no entanto, por não fazer grandes mudanças; manteve Smith e renovou com Monroe, de modo a que parece haver confiança no actual elenco. O maior reforço, não sendo atlético ou rápido, vai ser uma mais-valia: Stan Van Gundy, um dos mais conceituados da actualidade, passa a sentar-e no banco dos Pistons. Desde que convença Josh Smith a reduzir na sua dieta de tijolos, e consiga fazer os seus homens jogar em conjunto, tem sérias hipóteses de levar a sua equipa para lá da época regular. Monroe e Drummond têm as ferramentas necessárias para ser uma versão Motor City das Torres Gémeas, e existem atiradores suficientes (Meeks, Butler, Singler) para aproveitarem as atenções que os dois possam receber perto do cesto. O maior senão é mesmo a falta de QI de alguns elementos, como o citado Smith. Outro jogador que nem sempre toma as melhores opções é Brandon Jennings, e sendo ele o base principal da equipa, torna todo o processo ofensivo um pouco caótico. Concluindo, Detroit tem armas ofensivas e defensivas para fazer rombos em muitos navios inimigos, mas é necessário que SVG ponha alguma ordem nas suas tropas, pois ao contrário, cada qual continuará a disparar para o seu lado.
The dudes – Drummond tem um físico capaz de um tornar num jogador dominante, e tem mostrado notável evolução no seu jogo.
The duds – Josh Smith é uma força da natureza, que ao invés de usar os seus pontos fortes, prefere utilizar outro tipo de argumentos, que não possui.
O que esperar – SVG teve de aturar D-Howard, por isso está habituado a divas. Um colectivo ao nível das individualidades é o mínimo que se pode esperar.
Objectivo – o ano passado foi uma desilusão para quem pretendia alcançar o playoff, a manutenção do elenco aliado ao novo treinador comprova que o objectivo se mantém.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Nuno Ranito



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Diogo Palma
O Steve Nash sempre foi um dos meus basquetebolistas preferidos … para mim é tipo o Pirlo da NBA.
The GAFA
Tenho muita pena de nunca mais voltar a ver o Nash, mas infelizmente já se sabia que mesmo que joga-se este ano estaria sempre limitado e seria sempre uma sombra do grande jogador que foi.
Para mim que não vi Magic nem o melhor Stockton (só na parte final) foi o melhor base que vi jogar. Só o Kidd chegou perto. Em termos ofensivos então não havia nenhum semelhante, basta dizer que é um dos melhores lançadores de sempre (em termos de percentagem) e um dos jogadores com mais assistências de sempre.
Bem sei que defensivamente deixa muito a desejar, principalmente quando comparado com o Kidd, ou Paul, mas segundo rezam as crónicas o Magic também era muito fraco a defender e não é por isso que não é considerado o melhor base de sempre.
Que o Nash é um dos jogadores mais espetaculares de sempre aí não tenho dúvidas, se quiserem é só ver vídeos das melhores assistências, são coisas impressionantes. O tipo parece que tem olhos nas costas.
E também há que ver que a equipa dele dos Suns mudou a NBA, foram eles que começaram a jogar com 4 shooters em campo, jogando a um ritmo que nunca tinha sido visto e apostando como nunca nos triplos. Esta equipa dos Spurs tem muitas influências deles.
Nunca ganharam o anel, mas sinceramente não acho que é isso que diminui o Nash. O Kidd também só o ganhou quando era metade do jogador que tinha sido em Dallas. Tiveram muito azar e daquela vez em que foram suspensos 4 jogadores na série com os Spurs foram completamente tramados pelo Stern.
O Fenómeno nunca ganhou a Champions… O Parker por exemplo tem 4 anéis. Tivesse o Nash jogado a carreira toda com Duncan, GInobilli e treinado pelo Pop também os teria ou talvez mais pois sempre foi superior ao Francês.
Para o Este apostava que essas equipas iam as duas… Vocês têm Indiana? Esses acho que sem o George não vão. Os Pistons contrataram um dos melhores treinadores da NBA, isso é uma grande vantagem.
Meso Miami se ficasse de fora não seriam muito estranho, principalmente com o Wade do último ano.
Mateus
O Nash pode não levar o anel, mas leva o dinheirinho ;-)
Mateus
The GAFA
Ninguém apontou uma arma á cabeça dos Suns (creio que este contrato vem deles) para assinarem com ele nem aos Lakers para trocarem por ele.
Querias que ele fizesse o quê? Desse o dinheiro aos donos dos Lakers. É que eles têm pouco…
Mateus
Em termos do racio produtividade/salário o meu e mais elevado e só isso. As vezes faz nos pensar. O passado e o passado e neste caso não faz jus ao presente.
Mateus
Mateus
*durante dois anos
The GAFA
Ok,
Mas esse raciocínio dá para os 2 lados. Quando Nash foi MVP 2x estrava longe de ser o mais bem pago da liga.
Mateus
Sem dúvida.
Mateus
Guilherme Silva
Os Hawks só fazem alguma coisa por estarem na conferência em que estão.. De resto são muito fracos.
Em relação a Detroit, equipa com que até simpatizo, é que está mal apontada. Os 3 melhores jogadores da equipa jogam em 2 posições (Josh nunca pode ser SF.. Muito menos com Van Gundy), e o ideal seria trocar um deles por um bom jogador de perímetro. Atenção a Monroe que não renovou.. Ele rejeitou ser free agent restrito este ano (os Pistons podiam igualar qualquer oferta que fizessem por ele), e ficou mais um ano, tornando-se irrestrito no próximo. É verdade que pode ainda renovar e ficar em Detroit, mas tendo em conta a opção tomada não me parece.. Ainda o vão perder por nada.
Outro aspecto em que para mim Van Gundy esteve mal foi no Meeks.. É certo que vem suprir a principal lacuna da equipa, mas 19M por 3 anos para um jogador tão limitado é demais. Vamos lá ver como o ex-Magic consegue pôr esta equipa a funcionar, espera-se o Playoff.
Diogo
O Nash agora já se pode dedicar ao Tottenham.