Já é um clássico. Sempre que sai alguém importante é por ter pedido para sair. Mas aqui o problema é como se deixa um jogador determinante ficar numa situação de ser livre.
Pinto da Costa justificou a saída de Alex Telles para o Man Utd em entrevista à TVI. “Nunca fico satisfeito quando um bom jogador sai. Por exemplo, uma grande venda mas que ainda me hoje me deixa desgostoso foi a saída do Hulk. E foi um grande negócio. Mas há momentos em que não temos outra solução. Duas semanas antes do fim do mercado, a irmã do Alex, que é empresária dele, mostrou a vontade dele em sair e, quando faltava uma semana, foi o Alex Telles a vir pedir para se ir embora, porque tinha uma grande oportunidade no Manchester United. Tentei compensá-lo, nem que ficasse só até final do ano, porque não o queria perder mas manter aqui um jogador que assume publicamente que quer sair… Não temos outra solução”, disse o presidente do FC Porto.


9 Comentários
Peter S
Parece-me normal que um jogador que sabe que tem mercado junto dos tubarões queira sair. Não percebo porque se põe em causa que isso seja verdade.
O problema é ter deixado a situação chegar ao ponto a que chegou, porque, antes, os jogadores também queriam sair, mas o clube sabia vendê-los.
Mantorras
Nao so e normal como e verdade, pelo menos neste caso, ate porque o jogador tinha trunfos na manga como o contracto a terminar e juntando isso e a vontade de sair e nao renovar… era quase obrigatorio vender.
RicardoFaria
Tudo dito.
Saudações DesPortistas!
Valderrama
Conversa para desviar as atenções da verdadeira questão. Porque não se renovou contrato ou se fez um negócio mais proveitoso há um ano atrás?
Ilusionista
Por um lado o Porto foi campeao e garantiu a Champions. Sem Alex poderia nao ter sido, nunca se sabe!
Prof. Neca
O Alex foi um jogador que ao longo de quatro épocas sempre demonstrou um nível altíssimo, inclusive nas últimas duas temporadas. Ora, essas boas exibições chamam a atenção de grandes clubes e até mesmo dos responsáveis da seleção brasileira. Portanto, tendo o jogador conhecimento da sua valia e do interesse de clubes das principais ligas europeias, acredito que não tenha tido interesse em renovar. Nem nesta temporada, nem há duas épocas. É naturalíssimo que o FCP não corresponda às suas ambições desportivas e financeiras, e por isso a sua saída. Na minha opinião, a sua renovação deixou de ser uma possibilidade a partir de 18/19 quando se torna internacional pelo Brasil. Partindo deste pressuposto, não vejo como é que seria possível renovar-lhe o contrato. Aliás, se tivesse havido essa possibilidade de certo que o clube o faria, ainda para mais um jogador que era fundamental. A meu ver, a única coisa que poderia ter sido feita, era tê-lo vendido o ano passado quando tínhamos uma margem negocial superior.
Antonio Clismo
Estes all-ins sucessivos não podem continuar para sempre. O FC Porto voltou a fazer all-in mesmo intervencionado pela UEFA há uns 5 anos, com as receitas televisivas adiantadas para os próximos 10 anos, sem bilheteira e sem nenhum banco que já lhes empreste dinheiro… Nem sequer conseguiram pagar o empréstimo obrigacionista aos investidores este ano… Jorge Mendes ajudou este ano a dar alguma liquidez ao clube mas desenganem-se aqueles que pensam que essa manobra não vem com um preço alto. Se permitiu ao clube arranjar 40 milhões de euros por um elemento da formação pode ser visto como um bom acto de gestão financeira a curto-prazo mas a médio/longo-prazo pode ser gestão danosa porque o Jorge Mendes não fez isso de graça, de certeza.
Kacal
O Porto está a funcionar de uma maneira que nunca funcionou, é frustrante. O problema não é ter saído agora, ainda por cima diz que queria ficar com ele mais tempo ou seja iria sair a custo zero mas o que importa é o lado desportivo imediato… mas antes nós contratavamos o possível sucessor e ele era suplente do titular, ia tendo minutos e sendo preparado depois o titular era vendido ainda com 2-3 anos de contrato por um valor alto, um bom encaixe. E o suplente assumia o lugar e o ciclo repetia-se. Hoje em dia vai o contrato até ao último ano, depois não conseguimos renovar porque o jogador sabe que pode sair livre e assim não só poderá ter um prémio de assinatura chorudo como terá mais por onde escolher porque os interessados aumentam. E fica quase impossível renovar e acabamos por receber uma ninharia ou zero. E dizem ah e tal mas vencemos desportivamente, ok vencemos mas podemos também não vencer e isto vai danificando as contas do clube e acima de tudo antes também vencíamos, mas tinhamos uma gestão de recursos e financeira muito melhor. Saíam uns por muitos milhões, entravam outros e o ciclo repetia-se e não deixavamos de ser competitivos e ganhar. Talvez o treinador tenha parte das culpas porque tem jogadores que são importantíssimos para as suas ideias e da sua confiança e quer manter uma base apostando na continuidade e entrosamento, há poucos elementos que podem entrar de caras no XI e substituir da forma que o treinador opera e acabam por ficar e depois saem por ninharias ou a zero.
Não tenho duvidas que o Telles sairia por 25-30 milhões no mínimo se tivesse sido vendido 1-2 anos antes deste Verão. Mas era preciso que um sucessor estivesse acautelado e a ter minutos pronto a suceder-lhe. Mas nesta filosofia de jogo e operar é complicado ter jogadores que encaixem e rendam logo.
Af2711
O Marega em 2018 chegou a forçar uma saída, certo? Ficou amuado algumas semanas…
Só acho que isto é o mercado e é inevitável, dificilmente haverá uma ligação mais do que profissional entre clube-jogador. Tendo em vista isso, é aproveitar a oportunidade de rentabilizar com os jogadores que querem sair para não perdê-los a custo zero ou com valores bem abaixo do que poderiam conseguir e tentar fazer a substituição (ou transição) da melhor forma possível.