
Depois de um brilhante triunfo do Benfica no campeonato passado, com exibições demolidoras e diversas goleadas, muitos pensaram que os encarnados poderiam ter quebrado a hegemonia dos últimos anos por parte do Porto. No entanto, isso não sucedeu, pois com André Villas-Boas ao comando, os dragões voltaram a ter sucesso, afastando a concorrência e arrebatando a liga facilmente. Sem tirar o mérito aos azuis e brancos, a verdade é que as águias podiam e deviam ter feito bem melhor, pois a estrutura não foi alterada, saindo apenas 3 dos habituais titulares (David Luiz acabaria por rumar ao Chelsea em Janeiro). A derrota na Supertaça esgotou o balão de confiança arrecadado com o título do ano passado, precisamente frente ao mais directo rival. No campeonato, os primeiros jogos colocaram desde logo os encarnados a correr atrás do Porto, o que mais tarde se viria a revelar decisivo. Na Taça de Portugal, novo insucesso, frente ao suspeito do costume. A vitória no Dragão por 2 golos foi insuficiente para conseguir o apuramento para a final. Por outro lado, na Europa, apesar da má prestação na Champions, os comandados de Jorge Jesus viriam a realizar uma campanha positiva (há 19 anos que o clube da Luz não atingia uma meia final de uma prova continental), que culminou com a derrota inesperada frente ao Braga. Perspectivando a próxima temporada e os novos reforços, tendo em conta as poucas soluções do plantel das águias (principalmente a nível de banco), o Visão de Mercado adiantará uma hipótese para o Benfica 2011/2012, garantindo desde já que Paulo Machado (Toulouse) segundo informações que conseguimos recolher, ao que tudo indica (a menos que falhem as negociações), será um dos reforços:
GR – A contratação de Roberto foi um erro de casting tremendo. A solução será mesmo procurar vender o espanhol, ou caso não seja possível, emprestá-lo a um clube do país vizinho com opção de compra. Do plantel farão parte Frey (a custo zero), Moreira e Júlio César.
DD – O uruguaio Maxi Pereira terá a concorrência de Daniel Wass, que ao que parece foi adquirido pelos encarnados. De saída está Luís Filipe.
DE – O Benfica deveria fazer um esforço adicional para manter Fábio Coentrão, que tem ainda o seu futuro indefinido. Por outro lado, a contratação de Ansaldi, lateral polivalente que inclusivamente poderia fazer rotatividade com Maxi ou até subir o caxineiro para extremo, seria um grande investimento. O ideal seria Sílvio, que entretanto se transferiu para o Atlético pois por ser português e das escolas dos encarnados ajudaria nas inscrições da UEFA, para além da sua indiscutível qualidade. Carole será emprestado.
DC – Os centrais do plantel seriam Luisão, Jardel, Miguel Vítor (novamente o facto das inscrições da UEFA) e Léo Kanu, já contratado pelas águias. Os jovens Roderick Miranda e Sidnei rodariam noutro clube por empréstimo.
MDef – Para manter Javi Garcia e incluir Matic. Face à forte concorrência e à provável pouca utilização, Airton deverá ser emprestado.
MD – A aquisição de Salvio deveria ser uma prioridade para os encarnados, pois o argentino já provou que acrescenta muito a este plantel. Tendo em conta que Rúben Amorim (fará alguns jogos na lateral direita) pode fazer a posição, tal como Carlos Martins, Paulo Machado e até Jara, será suficiente apenas o extremo que está emprestado pelo Atlético ao Benfica.
ME – Aqui, Gaitán já deu provas de que foi uma grande contratação, e a questão da sua adaptação à esquerda estará totalmente encerrada. Para lutar pelo lugar, Nolito, que já terá sido adquirido. O “patinho feio” César Peixoto abandonará definitivamente o plantel encarnado.
MO – Existem muitas dúvidas quanto à continuidade de Aimar, mas com as contratações de Bruno César e Paulo Machado, é provável que o argentino deixe a Luz. Existe ainda David Simão, que depois de uma excelente época ao serviço do Paços merece uma oportunidade no clube que o formou, e Carlos Martins. De saída está Felipe Menezes.
PL – A saída de Cardozo parece confirmada, resta saber qual o seu destino. O russo Pavlyuchenko seria o substituto ideal, com Saviola, Mora (já está contratado), Jara e Nélson Oliveira a completarem o leque de opções para a frente de ataque. Para sair, por razões diferentes, Nuno Gomes, Weldon e Kardec, o último por empréstimo.
Em suma, um plantel de 27 jogadores, mais português, com jogadores polivalentes (Amorim, Martins, Paulo Machado, Jara, Gaitán, Coentrão e Nolito), contratações perfeitamente reais, e sem alterar muito a estrutura, tendo como base o incentivo à formação encarnada.
Indiquem as vossas escolhas!
T. Cunha