No quotidiano futebolístico, da imprensa às conversas de café os temas são acima de tudo em torno dos clubes e dos seus jogadores e dirigentes. Falando concretamente no caso português, os três grandes ocupam grande percentagem das notícias e discussões, onde ainda há espaço para a nossa selecção e as figuras nacionais que brilham lá fora. Ai, os nomes que saltam à memória são dois de imediato: José Mourinho e Cristiano Ronaldo. Quer o carismático treinador ou fenomenal jogador, dispensam apresentações. Numa fase posterior, nomes como Figo e Rui Costa poderão ser lançados mas todos eles tem algo em comum: brilham ou brilharam dentro das quatro linhas. É português mas neste caso não chega a pisar a relva. A sua fama e conta bancária, em nada ficam a dever aos referidos nomes mas vive na sombra dos seus negócios e telefonemas. O nome de Jorge Mendes é conhecido do público mais atento, sobretudo depois do mesmo estar fortemente ligado ao Sporting. Mas afinal quem é este senhor? Provavelmente, o melhor na sua área: negócios do futebol. Empresário da alta classe e sobretudo, de grandes nomes do desporto rei. Os seus negócios ficaram famosos pelas quantias que envolveu e continua a envolver, movimentando milhões de € a cada mercado que passa. Depois de “colocar” Pepe e Cristiano Ronaldo em Madrid, no Verão deste ano, Mendes juntou aos dois portugueses…outros dois: Mourinho e Ricardo Carvalho. No passado, o empresário nascido em Lisboa, havia “controlado” o mercado, operando as movimentações de Nani e Anderson para Manchester, Simão para Madrid ou de Paulo Ferreira para Londres. Mais recentemente, juntou ao “SpecialOne” e ao defesa-central português, o ex-benfiquista Di María. Em suma, neste Verão os valores movimentados em transferências por jogadores representados por Jorge Mendes ascendem a mais de 80 milhões de €, isto sem estar contabilizada a indemnização que o Real foi obrigado a pagar ao Inter pela contratação do treinador português. Quaresma, Raul Meireles e Bruno Alves, completam um lote de “estrelas” que trocaram de camisola mas que apenas fica completo pelo extraordinário negócio de Bebé, o tal que trocou Guimarães por Manchester sem ter jogado na nossa liga e valer 9 (!) milhões de €. Tudo, obra de Jorge Mendes. Sorte, talento, conhecimentos e muitas horas passadas ao telemóvel e em aviões, fazem deste português o maior de todos na sua área.
Estará o nosso futebol cada vez mais dependente das decisões de Jorge Mendes, e da maneira como ele controla o mercado, com impacto directo ao nível dos clubes como na selecção? Será ele o “dono” do futebol português, como vários comentadores desportivos afirmam?


