Depois de Queiroz ter sido demitido e os jogos contra o Chipre e Noruega provarem que Agostinho Oliveira sofre da mesma incapacidade para ser treinador de uma equipa de futebol que o dito professor, chegou a altura e a menos de um mês do jogo contra a Dinamarca de se encontrar um substituto que consiga vencer os jogos que faltam do apuramento e não se limite a piscar o olho e a passear a sua vaidade.
Existem vários nomes que tem sido apontados à selecção nos últimos tempos, no entanto, na nossa perspectiva claramente haverá melhores e piores candidatos para conduzir os destinos de Portugal. A saber:
Portugueses
Paulo Bento – É o nome mais falado pelos jornais. Mas o facto de ter apenas uma experiência como treinador, ser claramente um técnico de um só sistema, e ter ainda pouca bagagem nestas lides, não faz dele a pessoa ideal para substituir Queiroz.
Humberto Coelho – Um treinador que foi despedido de todos os sitios por onde passou, e que continua agarrado ao Europeu 2000 onde conduziu Portugal com uma das melhores equipas de sempre às meias-finais, contudo nessa mesma fase de apuramento levou com lenços brancos no Estádio das Antas depois de uma derrota frente à Roménia. Um técnico limitado e muito fraco que nunca poderá ser a solução.
Manuel Cajuda – Certamente se vai oferecer ao lugar, aliás como faz sempre quando ocorrem estas situações na selecção ou nos clubes, contudo, não preenche claramente os requisitos para ser o seleccionador. Um treinador muito banal e sem nenhuma experiência num grande ou na selecção quer como jogador ou treinador.
Manuel José – Entre as hipóteses lusas poderia ser a que melhores condições reúne, no entanto, os barões do futebol português como Pinto da Costa e Joaquim Oliveira já impediram em 2002 que orientasse a selecção, e em 2010 não parece que seja diferente. Um treinador que já passou por Sporting, Benfica e Boavista, tem experiência internacional e de selecções, e apesar de ser um técnico demasiado defensivo e pragmático, nesta fase seria uma opção razoável.
José Peseiro – Um treinador com experiência internacional, que tecnicamente é dos melhores treinadores portugueses da actualidade, contudo, tem contra si o facto de ser um é frio e não reunir junto da opinião pública um grande consenso, algo que será importante para dar tranquilidade ao próximo seleccionador. Seria uma opção razoável e com perspectivas de futuro.
Estrangeiros
Luis Aragonés – Apesar dos seus 72 anos, o futebol que apresentou ao serviço da Espanha em 2008 foi do melhor que se viu numa fase final nos últimos anos. Seria no imediato uma boa escolha.
Sven-Göran Eriksson – Um excelente treinador, mas que nos últimos anos parece mais motivado para fazer bons contratos do que propriamente a conseguir resultados. Nesta fase, não seria uma boa opção.
Jose Pekerman – O argentino tem um percurso algo semelhante ao de Queiroz, com um grande sucesso ao serviço das selecções jovens da Argentina, mas que ao nível sénior tem desiludido. Nesta fase, não seria uma boa opção.
Javier Aguirre – Voltou a demonstrar no Mundial 2010 toda a sua qualidade, tem a seu favor igualmente o facto de ter já uma experiência na Liga Espanhola, e ser um treinador versátil tacticamente e disciplinador. Não sei qual será o seu conhecimento do futebol português, mas poderia ser uma hipótese a considerar.
Fatih Terim – Um treinador com provas dadas quer ao nível de clubes como na selecção, que está neste momento desempregado e que claramente poderia ser uma boa opção. Contudo, é um treinador caro, desconhece o futebol português, algo defensivo, e apesar de falar italiano teria alguns problemas de comunicação e em passar a sua motivadora mensagem.
Em suma, é claramente necessário um treinador com experiência, que consiga reunir junto de si um clima favorável quer por parte da comunicação social quer por parte da opinião pública, e que tente juntar as vitórias ao bom futebol, algo que não se vê desde 2006. Essa pessoa seria claramente Guus Hiddink que tem a capacidade invulgar de conseguir resultados imediatos por onde passa, contudo o holandês assinou recentemente um contrato com a Turquia e neste momento não é hipótese.
Visão de Mercado – Considerando que são claramente necessárias vitórias no imediato, a nossa opção seria Luis Aragonés como treinador principal, pois tem experiência, é apologista do futebol bonito e traz o rótulo de treinador campeão europeu, e Paulo Bento com adjunto, numa tentativa de enquadrar Aragonés com a realidade do nosso futebol e porque não emprestar um pouco do seu espírito de liderança e disciplina à selecção. Contudo, independetemente de quem venha a ser o seleccionador é importante que o mesmo tenha apenas contrato até 2012.
PS – No que diz respeito à formação e na reestruturação que tem de ser feita, e ao facto do próximo seleccionador ao contrário do que fez Queiroz, ter segundo os comentadores de futebol obrigatoriamente esse papel, iremos brevemente fazer um post nesse sentido.
Dentro da realidade actual, com o próximo jogo já a 8 de Outubro frente à Dinamarca, qual seria a melhor opção para ocupar o lugar de Queiroz?

