8 de setembro de 2018. Frederico Varandas foi eleito o 43.º presidente da história do Sporting Clube de Portugal, com 42,32% dos votos, e tinha uma missão espinhosa pela frente. Enfrentar um clube dividido, herdado em dívidas, há quase duas décadas sem alcançar o título nacional e saído de um clima de guerrilha interna, que motivou um dos episódios mais infelizes da história do futebol português e que provocou a rescisão contratual de vários jogadores com peso no plantel principal de futebol, eram algumas das suas principais tarefas. Pelo meio já alguns ativos tinham regressado, nomeadamente Bruno Fernandes, Battaglia e Bas Dost, mas o cenário continuava a ser crítico e a sensação era a de que o Sporting estava muitos passos atrás dos rivais.
11 de maio de 2021. Frederico Varandas alcança o primeiro título de campeão nacional de futebol, o 19.º da história do clube. Não foi um percurso fácil por parte do antigo médico, que só ao terceiro ano conseguiu saborear o campeonato mais desejado. Para lá chegar, muitas decisões tiveram de ser tomadas, várias delas difíceis e com muito risco pessoal (a aposta em Rúben Amorim, a troco de 10 milhões de euros, à cabeça), mas, aqui chegados, a certeza que fica é que a missão de unir e devolver os Verde e Brancos aos títulos foi cumprida. Na verdade, além do troféu mais desejado, o Sporting conquistou também uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga, uma delas também nesta temporada, o que tornam Varandas no presidente da história do Sporting com melhor ratio épocas/troféus (ver quadro abaixo), e tem somado títulos em todas as modalidades, sendo de destacar as duas Champions de Futsal (2019 e 2021) e uma Liga dos Campeões de Hóquei (2019). Além disso, olhando para o lado financeiro, o clube realizou várias vendas de peso neste período (Bruno Fernandes, Raphinha, Thierry Correia, Acuña ou Wendel), conseguiu acordos em vários dos processos de rescisão (Rui Patrício ou Gelson Martins), irá voltar a receber os milhões da Champions na próxima temporada e baixou, significativamente, a massa salarial do plantel principal.

Estes resultados são ainda mais meritórios se pensarmos que Varandas não teve sequer o apoio de metade dos sócios votantes nas últimas eleições e que, apesar de 71% dos sportinguistas ter tomado a opção, que hoje se vê que foi brilhante e que merece todos os agradecimentos do Mundo, de destituir a anterior direção, tem contado sempre com uma oposição feroz neste mandato, alimentada em manifestações quase diárias, ataques vis, movimentos na sombra, com o objetivo de depor os atuais órgãos sociais do clube, e numa profecia sebastiânica que anunciava um caminho para o abismo e a chegada a um futuro glorioso com outro timoneiro. Este é por isso, ou devia ser, um tempo de festejar, mas também de pedir desculpa por parte daqueles que nunca concederam o benefício da dúvida ao presidente leonino e que sempre o atacaram sem rei nem roque. Ainda assim, Varandas não quis recolher os louros e limitou-se a ficar na sombra, deixando o palco para os protagonistas do campo.
Por outro lado, este campeonato nacional, alcançando em circunstâncias muito específicas é certo, mostra também o triunfo das convicções. Após uma época catastrófica, Varandas desligou-se do exterior e, auxiliado por Hugo Viana, apostou forte num treinador para ser a cara de todo o futebol profissional. Rúben Amorim trouxe o rigor no trabalho, a assertividade nas escolhas, a esperança no discurso, a coragem nas apostas e a inteligência na abordagem à temporada que perfizeram o cocktail perfeito rumo ao sucesso. 10 milhões foi o preço a pagar, além de uma desconfiança externa generalizada, mas o risco valeu a pena. Além disso, o líder máximo dos Leões nunca escondeu que o caminho para a glória nunca poderia passar ao lado da formação. A sua chegada revolucionou Alcochete, tanto a nível dos recursos humanos como na crença dos jovens de que é possível ser-se feliz no Sporting e chegar à equipa principal, e os resultados estão à vista. O Sporting possui hoje um plantel composto por vários jovens da formação, que são ativos desportivos e financeiros de vulto, e isso resultou de um trabalho conjunto entre direção, que soube dar os estímulos certos a esta geração para os jogadores aceitarem renovar os seus contratos e permanecerem no clube, e um treinador que acredita indefetivelmente no seu talento e que lhes dá o respaldo necessário. Reuniu-se, por isso, o contexto certo para extrair o máximo de rendimento na relva, sem descurar o auxílio importantes de elementos mais experientes (Coates acima de todos) e uma aposta certeira no mercado, que se dividiu, maioritariamente, entre o mercado espanhol (Adán, Porro, Feddal e Antunes) e a nossa Liga (Pedro Gonçalves, Matheus Reis, Nuno Santos e Paulinho). Houve tempo ainda para fazer regressar João Mário à casa-mãe, um sinal de que é possível sair do clube para o estrangeiro e voltar mais tarde sem ter receio de estagnar a respetiva carreira.
No fundo, vivem-se momentos de efusividade e confiança em Alvalade por estes dias, mas, sabendo-se que tudo no futebol é efémero, a tarefa agora passa por manter o clube no trilho do sucesso e capaz de se intrometer na luta dos títulos em Portugal nos próximos anos, não fazendo deste campeonato um caso isolado. O plano estratégico parece estar traçado, a oposição estará contida e a tríplice Varandas-Viana-Amorim tem hoje o respeito da massa associativa. Resta saber o que ditará o mercado e com que cara irá o Sporting aparecer em 2021/22.
Visão do Leitor: Carlos Almeida


20 Comentários
Antonio Clismo
Não deixa de ser engraçado ver o Mustafá e os restantes líderes das claques a tentarem pedir tréguas ao Varandas para ver se cola..
À primeira oportunidade não tenho dúvidas que vão apunhalar e tentar colocar outro no lugar, que lhes garanta a continuação dos seus negócios obscuros encapotado de ”apoio ao clube”.
Não é fácil passar de uma direção em que o Mustafá tinha carta branca e a chave mestra do clube, estádio e academia, funcionava como músculo do presidente e estava sempre com ele em todos os momentos para uma direção em que até têm que pagar bilhete se quiserem assistir aos jogos do Sporting.. É preciso continuar a limpar essa malta toda. As claques chegaram a um ponto em que são apenas organizações criminosas legitimadas pelo apoio aos clubes de futebol.
E o trabalho do Varandas está longe de acabar, se ele quiser ficar na história do clube vai precisar bem mais do que ganhar títulos, precisa também de salvar as finanças do clube que se encontram bem periclitantes… Em 2018 o clube esteve a poucos dias de fechar portas, não são 3 anos que chegaram para meter as contas no sítio… A pandemia ainda afundou mais o clube.. É preciso continuar a apertar o cinto e a investir onde é realmente importante
Estigarribia
Frederico Varandas, Hugo Viana e , acima de tudo, Rúben Amorim são os três rostos deste campeonato do Sporting. Frederico Varandas mostrou que quando uma época é bem preparada e quando se dá estabilidade á equipa, os resultados são sempre melhores.
E falando em mercado de transferências, o mercado realizado no Verão e em Janeiro foi exímio e contrataram-se só e apenas os jogadores que interessavam ao Rúben. Aliás, esta época, pela primeira vez desde que me lembro, não há um único reforço que possa ser considerado um flop, ao contrário do que aconteceu na época passada com Bolasie, Jey M e Fernando, por exemplo.
Por enquanto, os abutres que andavam sempre á volta do clube para já estão escondidos, mas hoje, por exemplo, já vi uma declaração de Augusto Inácio a dizer que quer ver se esta direcção tem estaleca para a próxima época.
Posto isto, e com a euforia mais controlada, é tentar acabar este campeonato sem derrotas. E nós, Sportinguistas, lá estaremos a apoiar esta equipa nos bons e maus momentos.
Saudações Leoninas
Kafka
Está a fazer um grande trabalho e diria o mesmo, caso não tivesse sido campeão…. Muita atenção ao investimento que o Sporting está a fazer na formação, em olheiros topo, treinadores etc… É um investimento de longo prazo que só dentro 8/9/10 anos trará resultados consistentes na formação e achado de jogadores, mas o processo já foi iniciado, acredito que o Sporting irá evoluir bastante na formação nos próximos anos que lhe permitirá alimentar mais e melhor os séniores
Quanto aos seniores, já tudo foi sendo dito ao longo do ano, teve o condão de acreditar no Amorim quando quase mais ninguém acreditava, e acertou na mouche….
Vamos ver o que o futuro dirá, se bem que este título pode pelo menos ter afastado de vez os fanáticos pelo Bruno Carvalho que quase destruiu o Sporting, mas os fanáticos não conseguem perceber isso…. Vamos lá ver para o ano se a bola não entrar, se os fanáticos pelo Bruno estão de volta, ou se o Varandas vai ter paz para continuar o excelente trabalho
In a Silent Way
Kafka, obrigado pela nota. Vou acompanhar esse ponto que fazes relativamente à formação. Enquanto Sportinguista (nem sempre atualizado nessas matérias) fico naturalmente muito contente.
Carlos Almeida
Os fanáticos continuam aí. Não ouvi pessoalmente, mas já vi comentários a dizer que ouviram gajos no marquês a dizer “Eu só quero que o Varandas morra”.
Óbvio que é um diz que disse, mas a mim não me surpreenderia nada.
Hirok "The Truth"
Eu tenho 29 anos e diria mesmo que Varandas é o melhor presidente do Sporting que vi..
Os resultados aliados ao trabalho que está a ser feito na formação são brutais e isto depois do Sporting quase ter sido destruído pelo ex presidente, é mesmo incrível.. e era de um presidente que fosse honesto como o Varandas que o Benfica tbem precisava..
Estigarribia
Hirok,
Em relação á parte final do teu comentário, o médico da equipa do Benfica sempre se pode candidatar a presidente do teu clube ?
Saudações Leoninas
Skiripapa
Quando tive de votar estive muito indeciso entre Varandas e João Benedito. Sentia que o João Benedito era o único capaz de unir logo o clube devido à mistica que tem (especialmente sabendo o quão odiado o Varandas era por alguns adeptos Brunistas) mas acabei por optar por Varandas por achar que teria melhor capacidade de gestão e não apenas coração. Confesso que fiquei muito desiludido com alguns dos erros que o Varandas cometeu no primeiro ano e especialmente no 2o ano, mas mesmo assim ia conquistando os seus titulos iguais aos que BdC ganhou, mesmo tendo muito piores planteis. Felizmente Varandas aprendeu com os erros e este ano tudo correu bem! Foi um grande risco, mas para entrar novamente na discussão do campeonato seria sempre necessario arriscar (tal como BdC arriscou com o contrato de 6M do JJ). Varandas felizmente para além de arriscar soube continuar humilde e trabalhar em silêncio e os resultados estão à vista de todos. Que continue assim por muitos anos e que se continue a investir com cabeça na equipa principal do Sporting, isso vai ser o make or break de conseguirmos voltar a intrometer-nos com regularidade na discussão do titulo!
Força Sporting
Alfred
Ainda não tinha tido oportunidade de comentar aqui no blog desde que fomos campeões, mas estou num estado quase nirvãnico e tento lá ficar o máximo tempo. Que alegria indiscritível e parabéns a todos os Sportinguistas! Merecemos toda a felicidade do mundo depois de tanto tempo de seca. Relativamente ao post, é evidente que o Varandas tem um mérito enormíssimo por ter ido buscar o Rúben Amorim, numa altura que era “tudo ou nada”. Ou acertava a contratação de treinador, ou íamos ter, mais uma vez, eleições antecipadas. Correu tudo bem e até por excesso, uma vez que o objetivo real seria a Champions. Agora é continuar com os pés bem assentes, sem cometer loucuras no mercado e com a mesma mentalidade desta época. Jogo a jogo. Parece me que o Benfica parte como favorito e caso o Sérgio Conceição saia, o Sporting como 2º e Porto a seguir. Vamos ver e mais uma vez, parabéns a todos. SL
BrunoAlves16
“E se corre bem?” E correu e deu crédito maior a Varandas (e Viana). Teve um mandato de altos e baixos, a primeira época (por pouco não completa) não se pode dizer que tenha corrido mal, o futebol não entusiasmou mas a vitoria na Taça de Portugal e taça da liga (com sorte é certo) deu um excelente bálsamo na época pós ataque a Alcochete.
Porém 19/20 tudo correu mal. Mau planeamento, despedimento de Keizer, contratação de Silas (um dos maiores absurdos na história do Sporting), contratações completamente erraticas, má gestão do dossier saída de Bruno Fernandes levou a uma época deprimente e aos fantasmas recentes da balcanização do clube.
Depois vem o tudo ou nada, confesso que nem fui critico dos dez milhões pelo Ruben (fui crítico, isso sim, da rábula do não pagamento). Uma cabeça pensante, que é transversal a todo o futebol do clube, com uma comunicação brilhante e, acima de tudo, um treinador extremamente competente. A tríade RA/FV/HV parece estar em perfeita sintonia, os jogadores imbuídos do espírito correcto, um projecto aparentemente delineado, a culminar na nossa maior glória em quase duas décadas.
Os desafios agora são novos: obviamente ninguém pode/deve exigir títulos, incessantemente, hegemonias patéticas, etc. O desafio passa por dar continuidade ao projecto, assertividade no mercado, contratar com critério e academia, e, progressivamente, estar sempre na disputa dos títulos internos e ir melhorando a pouco e pouco as performances na Europa (onde estamos muito atrás dos nossos rivais). Sempre de forma sustentável.
Nas modalidades o desafio é manter o nível sempre altíssimo e mais uma vez, sempre sem loucuras.
Quanto a Varandas, não votei nele em 2018, mas o balanço ao fim de quase três anos só pode ser altamente positivo, pelo que me “obriga” a dar-lhe um voto de confiança, caso pretenda candidatar-se a novo mandato. Acredito que, tal como eu, muitos outros sócios se sintam na mesma “obrigação” pelo que, parece-me pacífico, que caso se apresente a novas eleições, será re-eleito de forma mais ou menos tranquila.
Pedro FN
Primeiro, gostava de agradecer as emoções que o Presidente, o Hugo Viana e o Enorme Ruben nos deram durante estes meses, foram incríveis na forma como lutaram contra as adversidades e fizeram com que os Sportinguistas ouvissem de novo o ruido do Leão que teimava em não aparecer, mas mesmo assim ainda falta uma longa e calma caminhada para o vermos. O felino ainda está longe, está a curar-se para que se se tudo correr pelo melhor aparecer em grande e se manter no topo.
O Sporting não é só o momento, o Sporting é o motivo de muita felicidade para muita gente portanto os Sportinguistas devem apoiar x3 o clube tanto nos melhores como nos piores momentos, como ja disse estamos a ver se nos curamos de uma autentica guerra que passamos há alguns anos.
O medicamento Varandas já está a fazer efeito e um dos efeitos secundários é a aposta na formação, que é importantíssima neste clube e processo. Este processo irá acabar bem se nós apoiarmos bem também.
Eliminar ameaças que se sentem superiores ao Sporting é fundamental para encontrar a estabilidade que se precisa, não há clube nenhum no mundo que tenha estas duas coisas na sua estrutura. Veja-se o Ajax que, na minha opinião, é o clube que mais bem representa uma ligação de respeito e humildade entre a direção e os associados e mesmo assim vão a meias-finais da Champions com a formação no topo, e eu acho que é isto que se quer no mundo do futebol.
Agora, dar os parabéns a todos os Sportinguistas deste blogzão que acreditaram que aquele misto de juventude e experiencia nos dava esta alegria.
Saudações Sportinguistas
Pyros
Depois da tempestade, vem a bonança… assim se espera :)
O BdC chegou a um clube completamente falido e levantou-o. Mas trouxe com ele um excesso de ódio, agressividade e uma atitude “à lá PdC” mas mais reles, dando mão livre a claques de duvidosa utilidade para o clube (algumas “batem” nos árbitros, estas nos próprios jogadores…). E, no final, ia destruindo o clube.
Depois de uma breve passagem de má memória do Sousa Cintra (Demiral…como é possível, entre outros erros), entra Varandas. O BdC tinha muitos defeitos, mas sabia escolher treinadores. Varandas começa mal, mas com o BF em “God mode” a época safa-se.
A seguinte é pior – começando nas contratações/empréstimos sem critério, vários treinadores (Silas? – Simpatizo com a pesssoa), e saída do BF por um recorde financeiro, que o clube bem precisava (nota: já antes tinha feito boas vendas, mas as contratações…). Faz um “movimento” de mercado arriscado, pagando um valor record por um treinador de curto curriculo, dizendo que “era o ideal para o projeto”. Note-se que tinha descrito o (mais barato) Kaizer de forma um pouco similar. A desastrosa época terminou em 4º lugar. A contestação cresce.
Nova época, nova vida.. e de que maneira. Contratações de qualidade/preço como possivelmente nunca se viu, jovens de formação a entrar muito bem e um alinhamento de facto entre o treinador, modelo de jogo e reforços.
Olhando para tudo, dou os parabéns ao Varandas. Não só pela bela época feita e aposta bem sucedida, mas por, quando as coisas começaram a sorrir-lhe, saber ganhar. E esperemos que este saber ganhar e uma maior transparência venham para o futebol em Portugal. Porque, cá no burgo, quem ganha é que tem razão, não necessariamente quem tem razão é que ganha.
Desconfio que com o Orelhas e o PdC tal seja difícil, tal como não seria possível com o BdC.
DQuinta
Agora é fácil falar dos méritos do Varandas claro mas eu, apesar das frustrações de não ganhar no imediato, em muitos momentos disse com os meus amigos e até escrevi aqui. Acreditava no início no projeto do Varandas, porque era uma projeto que demonstrava perceber que 90% do futebol é performance. O talento aparece e desenvolve-se mas tudo é potenciado pelo treino e pela tecnologia. A escolha do Keizer ia nesse sentido. Os treinadores subsequentes, até Amorim, penso que foram as opções possíveis (porque realmente mais ninguém quis vir para o Sporting) e agradeço-lhes por terem vindo quando mais ninguém quis.
O Amorim foi uma aposta convicta no contexto dessa ideia. Daí os 10 milhões.
Quanto aos adeptos… Não devemos confundir a franja de adeptos ruidosa com a maioria silenciosa. É que o ruído das claques não representa o universo Sportinguista. Chegaram, inclusivamente, a ser vaiadas em pleno estádio de Alvalade pelos restantes adeptos presentes. A chamada “guerra com as claques” foi uma rotura institucional necessária. Estava criado um monstro que era preciso enfrentar, e era mais fácil não o fazer. Mas a direcção levou a cabo essa tarefa e foi minada por todos os lados pelos “outros” adeptos ruídos… Os chamados notáveis!!! Saem do buraco quando o Sporting está em crise. Não confundir algumas pessoas que se manifestam ocasionalmente para gerir uma determinada agenda com o adepto que está em casa espalhado pelo mundo e que só quer o bem do Sporting e que desde cedo percebeu que esse bem
poderia (não era garantido), mas poderia vir com esta direção.
A ver o próximo capítulo da saga. “Futebol com adeptos”.
SL
PedroSCP
Óptimo texto! Queria só reforçar algo que não foi referido. É preciso também dar mérito à requalificação da academia e melhoria das instalações, sendo este trabalho mais invisível de Varandas! E obrigado também pelo forte investimento no digital e pela aposta no André Igreja! Tem ajudado bastante a estar mais “perto” da equipa neste tempo de pandemia e tem sido puro entretenimento de qualidade!
SL
Pipi Romagnoli
Já aqui disse muitas vezes que no início fui seu crítico porque achava que Benedito seria a melhor opção e a mais conciliadora, e também porque apesar do desastre que vinha de trás cometeu muitos erros na época passada.
Ora este ano comecei a época com a esperança de ver o que o mesmo conseguia fazer em conjunto com um treinador que me deixou logo animado com a aposta na prata da casa no final da última época e ambos não desiludiram, aliás ultrapassaram em larga escala as minhas expectativas, eu só pedia que o clube desse oportunidade aos da casa e alcançasse o terceiro lugar e no final acabamos campeões.
O título até podia não ter acontecido e podíamos ter ficado em segundo que as minhas palavras seriam iguais, nunca vi um plantel do Sporting tão unido como este é isso é trabalho do presidente, a academia volta a ter futuro e a fazer parte de um projecto sustentável que eu espero que não seja esquecido, a comunicação melhorou muitíssimo e tudo isto é muitas outras coisas são trabalho do Varandas, por isso tenho que lhe tirar o chapéu e agradecer pelo que fez este ano, mas acima de tudo por ter sido inteligente ao aprender com os erros que cometeu no passado.
Obrigado senhor Varandas. Sl
Guedes
Antes de mais os parabéns ao Carlos Almeida pelo excelente texto.
Festejar este título de campeão nacional de futebol era algo utópico para mim e para a maioria dos Sportinguistas. Aliás, não era, de todo, descabido acusar um adepto leonino de optimismo desmedido se afirmasse que o Sporting seria campeão em 20/21. Devido a esse estatuto natural de underdog derivante de todos os acontecimentos recentes até à data, é com um êxtase inimaginável que festejo este título. Varandas não foi a minha escolha nas eleições. Via em Benedito um programa que me agradava mais. Contudo nunca me opus a Varandas de forma vil e repulsiva como os chamados “Brunistas” se opuseram. Dei o benefício da dúvida.
A contração de Rúben Amorim, admito, fez em mim soar os alarmes. Via nesse negócio a receita perfeita para a queda de Varandas. Não que duvidasse das capacidades de Amorim, apesar de não ter dado provas de nada. Mas tinha receio que os valores envolvidos no negócio levassem a mais uma mudança nos quadros leoninos e daí resultante, mais instabilidade no seio de Alvalade. Felizmente esses medos não se tornaram realidade. Varandas compreendeu na perfeição o que é necessário, a meu ver, num presidente de um clube como o Sporting Clube de Portugal. Deixou as demagogias desnecessárias de lado, concentrou-se no projecto e raramente deu a cara pois, na minha opinião, Frederico Varandas carece de capacidades de comunicação e percebeu isso cedo como sendo mais uma arma da oposição. Para mim é um verdadeiro herói (juntamente com Rúben Amorim por motivos óbvios). Agora é continuar a trabalhar de forma árdua e séria nos próximos tempos de modo a tentar solidificar a posição do Sporting no panomarama de sucesso do futebol português.
Saudações Leoninas.
Richrad
Sempre tive o apreço emocional pelo atual presidente do Sporting, Frederico Varandas, mais que não fosse pela paixão que desempenhava as suas funções e aquela imagem na retina que em pleno Jamor, prendeu-me no abraço super emotivo entre o então médico e o Mathieu.
Contudo, nas horas das eleições. A minha escolha pessoal tinha recaído no João Benedito, pelo projeto, pelas pessoas que rodeavam a sua candidatura. Claro, que a haver algum vencedor das últimas eleições seriam sempre entre o Benedito e o Varandas, não tendo claro, ficado sequer triste ou desiludido pela sua vitória eleitoral.
A titulo pessoal, revi-me e revejo-me na presidência de Varandas, desde o primeiro momento. Lembro-me das palavras do recém presidente da AG, Rogério Alves, que pediu paz – paciência para uma direção que iria dar imensas alegrias aos Sportinguistas mas que obrigatoriamente iria igualmente errar muito para atingir o sucesso.
– Não gostei do despedimento de Peseiro, mesmo que Keizer tenha conquistado 2 títulos;
– Não gostei e coloquei em causa a competência da gestão do futebol profissional à preparação da época desportiva 2019/ 2020, com a continuidade de Keizer, com um mercado pensado na venda de Bruno Fernandes e com reforços, perdão… vedetas à última da hora.
– Não gostei, e foi para mim um rude golpe ver a contratação de um atleta como Tiago Ilori, quando o caminho estratégico era a reformulação da Academia, trazer estes jogadores com historial de volta era um contrassenso.
Em termos da gestão do clube, a política de contenção do investimento notou-se principalmente no atletismo e no projeto olímpico o que é uma grande pena para um clube tão histórico nas modalidades.
À situação financeira da SAD, é notória e de fácil reconhecimento o impensável trabalho que a direção financeira do Sporting está a realizar, mais que não seja a valorização e crescimento da marca ” Sporting”, seja através das mais valias tidas nos variados negócios por atletas, seja pelos acordos conseguidos junto da banca.
Claro que os pontos negativos são ao momento, bastante inferiores aos positivos e assim sendo ( felizmente) destaco aqueles que para mim, fazem a diferença nesta presidência:
– Recuperação da Academia do Sporting ( mesmo com este período da pandemia a interromper os processos de desenvolvimento e crescimento dos atletas, é notória a aposta nas infraestruturas, no staff, nos materiais e equipamentos de apoio que dão maior eficiência e tecnologia ao ninho do reino do Leão que viu o novo dia após o fatídico momento da sua invasão);
– Ter-lhos no sítio e romper o abuso de poder e imunidade que as claques ( diretivo e Juve Leo) tinham sobre o Clube e a verdade é que atualmente, esta época demonstra que qualquer clube vive e atinge o sucesso sem essa perigosa cooperação;
– Humildade e Lucidez para que a meio da época transata, realizar uma mudança de paradigma sustentável e com um projeto credível e exequível, com a remodelação da equipa de comunicação ( a terceira equipa no mandato de Varandas), “encostar” o Beto das suas funções no futebol ( Hugo Viana ganhou um protagonismo não tido até então) e dar o corpo às balas pelo ” all-in” na contratação de Amorim e aqui faço-lhe uma vénia a Varandas mas também sobretudo a Viana que com Amorim ao leme, transformou o papel de treinador e diretor em algo coeso, numa relação sustentável entre dois agentes desportivos ( todos nós sabemos que existem Presidentes, Diretores ou Treinadores de que ” eu é que sei”).
E tudo isto, numa estratégia a alcançar até 2023: equipa principal ter 2/3 dos atletas formados em Alcochete; atingir a fase de grupos da Liga dos Campeões; recriar a Academia Cristiano Ronaldo e integrar novos e necessários processos de inovação, tecnologia e humana a todo o universo sportinguista.
Hoje, é relativamente fácil falar sobre o Sporting Clube de Portugal e apontar os nomes dos obreiros que fizeram colocar novamente o Leão no topo do seu Reino. Quando se está bem, tudo corre bem… mas para correr bem é necessário procurar-se, trabalhar e lutar imenso.
O melhor contudo, acredito que ainda esteja para vir. Este feito ( à imagem do que acontece no futsal do Sporting – Titulo europeu de 2019 para o de 2021) não será uma exepção. Existe um presente risonho no clube mas está pela frente um futuro de sucesso garantido perante esta linha de trabalho.
Parabéns Sporting Clube de Portugal. Tinha saudades tuas.
Estigarribia
Richrad,
Em relação às eleições, eu também apoiei João Benedito até porque era e é um dos meus ídolos na História do Sporting, mas a partir do momento que ganhou Frederico Varandas passou a ser o meu Presidente.
E em relação ao Keizer, na altura critiquei a saída do holandês no sentido em que não havia nenhuma alternativa ao ex-Ajax. E depois, eu ouço muitos a dizerem que não é um bom comunicador. E até tendo a concordar, mas um presidente não é para andar a falar a tudo e mais alguma coisa. Para isso já havíamos tido Bruno de Carvalho e deu no que deu.
Saudações Leoninas
DICAS
O Varandas é claramente o homem certo para o clube para o longo termo.
Estmod a melhorar em absolutamente todos os aspectos do clube.
Tudo isto com os ignóbeis ( minoria) a fazer pressão ao trabalho da direção
O Varandas é sem dúvida a pessoa certa no lugar certo
Peter S
Acredito que o Varandas só venha a ter o reconhecimento que merece, se ganhar mais 1/2 campeonatos nos próximos 3/4 anos. Se, mesmo depois do bom trabalho que tem feito, o Sporting voltar a um “jejum”, os sportinguistas vão esquecer tudo e voltar às críticas.
Porquê? Primeiro, porque ainda há algum brunismo no clube, gente que preferia aquele estilo baseado no ódio e na propaganda (que disfarçava o pouco sucesso). Segundo, porque Varandas é fraquíssimo na comunicação e há muito quem ache que um presidente que não faz muito barulho é um presidente fraco. Por último, porque Varandas incomodou o que de mais ruidoso e caótico há nos clubes, as claques, e todos sabemos que essa gente não se poupará a esforços para o criticar e para correr com ele.
No entanto, Varandas merece elogios. Primeiro, porque foi quem recuperou o campeonato, depois de muitos o terem prometido, e fê-lo com muito mais inteligência do que milhões. Depois, porque tem tentado lançar, na formação, as bases para o futuro do Sporting, para além dos jovens que jogam agora na A (que não são, claro, mérito dele). Por último, porque tem melhorado o futebol sem esquecer as modalidades e sem rebentar as finanças do clube.
Não é, seguramente, o melhor presidente do mundo, mas também não será só um presidente de transição, alguém que não ficará para a história. Pode ter dado o golpe a BdC (dar o golpe a um golpista não é tão grave assim), pode andar a reboque da estrutura, mas conseguiu o que, nos últimos quase 40 anos só mais 2 tinham conseguido.