
O desequilíbrio de forças entre as duas conferências da NBA acentuou-se da maneira mais significativa possível: LeBron James é um Laker. A Conferência Oeste, que já detinha uma larga percentagem dos melhores jogadores – ao ponto de alterarem as regras do All-Star Game -, conta agora com o melhor basquetebolista do milénio e um dos melhores de sempre. Contudo, este primeiro ano da experiência angelina de King James não deve trazer as mesmas alegrias dos anteriores – contabiliza 8 presenças consecutivas em Finais. E James deverá ficar a olhar, mais uma vez, para os bicampeões à busca do 3peat, naquele que se pode tornar no último ano do núcleo duro dos Dubs. Mas vamos por partes.
Quem não considera os Golden State Warriors como supremos candidatos ao título mostra uma grande desatenção ao que tem sido e é a realidade atual da NBA. Têm Kevin Durant (top 3 de jogadores da liga), Stephen Curry (dos melhores pure shooters de sempre), Klay Thompson (aperfeiçoou o 3&D a um nível absurdo), Draymond Green (soberbo all-around player) e Steve Kerr (top 3 de treinadores). Tal como no ano passado, os grandes adversários dos Dubs são 1) eles mesmos – ou, por outra palavra, a complacência -, e 2) as lesões. O primeiro fator foi combatido de uma forma que tem tanto potencial de risco como de espetáculo: adicionando DeMarcus Cousins. O polémico pivô fez uma rutura do tendão de Aquiles na última temporada, quando se afirmava (de longe) como o melhor da sua posição, lado a lado num power duo temível com Anthony Davis pelos Pelicans. Após a lesão, DMC recusou a extensão do contrato com NOLA, testou a free agency e a única proposta (supostamente) veio da Bay Area. É importante realçar que não há data de regresso para Cousins – dificilmente será em 2018, e talvez só aconteça depois do All-Star Weekend -, mas quando voltar, e presumindo que recupera os movimentos q.b. depois de uma lesão tão complicada, será mais um jogador que pode contribuir com 20+ppg e ajudar no jogo de tabelas – desde a saída de Bogut que os Warriors sentem falta de uma presença “tradicional” no garrafão. Em teoria, os campeões ficarão com 5 jogadores capazes de contribuir 90-100 pontos em qualquer partida, e mesmo em noites em que um esteja “frio” ou de fora por lesão/poupança, qualquer dos outros (tirando Draymond Green) possui capacidade de explodir para 40+ pontos. Juntando a contribuição do banco – Iguodala, Livingston, Bell, Looney -, não será de admirar que esta equipa com DMC se aproxime de uma média de 120ppg… ou até ultrapasse. Até lá é fazerem aquilo que já sabem tão bem, isto naquele que pode ser o último ano dos Dubs com esta cara, dada a situação contratual não só de Kevin Durant mas também de Klay Thompson.
Quem pode parar a super-equipa? Tirando a possibilidade de o estilo frontal de Cousins “sair pela culatra” e destruir o balneário, é difícil encontrar um rival à altura. E isto mesmo foi dito na época passada, algo que os Houston Rockets quase atiraram por terra ao acabar em 1.º na fase regular e ficar a um Chris Paul saudável de discutir até ao fim um lugar nas Finais. No entanto, a probabilidade de o mesmo acontecer esta época é menor. Sim, os texanos ainda possuem o backcourt de respeito com CP3 e James Harden, o garrafão tem um Clint Capela em franco crescimento (atenção à temporada do suíço), Eric Gordon continua candidato a 6th man, e a adição de Carmelo Anthony fornece mais um scorer que, bem usado, também contribuirá para um excelente spacing na estratégia ofensiva de Mike D’Antoni. Mas Me7o não é propriamente conhecido pelo esforço defensivo – apesar de cumprir e bem quando se dedica a isso -, e as saídas de Trevor Ariza e Luc Mbah a Moute deixam os Rockets expostos nesse particular. Talvez (e é uma grande interrogação) o jovem Marquese Chriss se prove como substituto perfeito de Ryan Anderson, e tanto James Ennis III como PJ Tucker se adaptem naquele que deve ser um 5 muito rodado – só CP3, Harden e Capela terão “lugar cativo” -, mas não existe a mesma profundidade comparando com os Warriors, e a defesa levanta demasiadas dúvidas.
Colocar as fichas nos Los Angeles Lakers mais arriscado se torna. Mesmo com LeBron James, que tornaria a pior equipa de sempre num candidato automático aos playoffs, os novos LAL ainda estão longe do estatuto “Showtime 2.0”. Este plantel cheira a hustle & grit – Rajon Rondo, Lance Stephenson, Michael Beasley, JaVale McGee – e juventude sedenta – Lonzo Ball, Brandon Ingram, Josh Hart, Kyle Kuzma -, mas falta uma segunda referência clara, daquelas que tão bem complementaram LeBron no passado (Wade/Bosh, Irving/Love), algo cada vez mais necessário nesta liga e para um jogador com quase 34 anos. Os Lakers serão interessantes de seguir, misturando grandes exibições com noites para esquecer, terão recorde positivo apesar de não surpreender se for no limite (44-38), e é muito provável que caiam logo na 2.ª ronda dos playoffs, mas o verdadeiro espetáculo começará em 2019 com a chegada de mais uma ou duas estrelas.
As grandes surpresas, pela positiva e pela negativa, devem brotar da Divisão Noroeste. Os Utah Jazz, melhor equipa defensiva da liga graças ao génio de Quin Snyder, procurarão o 3.º lugar da conferência que na época transata fugiu no último jogo da fase regular, mantendo o núcleo duro intacto sob a liderança de Rudy Gobert e Donovan Mitchell, e a adição mais sonante até foi o rookie Grayson Allen. Já os Denver Nuggets, que em Abril perderam o passaporte dos playoffs na última noite para os Wolves, esperam que um Paul Millsap saudável e o elenco jovem – Nikola Jokic, Gary Harris, Jamal Murray (grande candidato a MIP) – resulte na primeira visita à postseason desde a saída de George Karl, algo que seria visto como bom sinal para um futuro que incluirá Michael Porter Jr. Quanto aos Oklahoma City Thunder, que aliviaram a folha salarial com a saída de Carmelo, juntaram Dennis Schroder (candidato a 6th man) e Nerlens Noel (focado é um excelente backup a Steven Adams), e têm Andre Roberson de volta de lesão para equilibrar a equipa defensivamente, mas o ponto fulcral continua na capacidade de Russell Westbrook e Paul George juntarem forças de forma dinâmica e positiva – algo que pode evaporar-se bem depressa se Brodie sacrificar o jogo coletivo pela 3.ª época seguida com médias triplo-duplo, exigindo-se menos conivência e mais “mão de ferro” por parte de Billy Donovan. Quem começa a época embrenhados em caos interno são os Minnesota Timberwolves, depois de Jimmy Butler ter forçado uma troca que não aconteceu e insultado quase toda a gente na organização, desde os colegas Wiggins e Towns pela “falta de fibra”, até à direcção por “os Wolves não ganharem sem ele”. E Butler tem razão: antes de se lesionar na última época, a franchise estava em 3.º na conferência e regressou à postseason colocando ponto final na maior seca ativa. Só que a forma de agir de Butler afetou irremediavelmente a química da equipa, e Tom Thibodeau terá uma tarefa difícil a começar o ano e até Jimmy Buckets encontrar nova casa… ou os Wolves implodirem sobre si mesmos. Também os Portland Trail Blazers não devem ter época fácil, apesar de estarem na corrida por um dos últimos lugares dos playoffs. Além da continuidade polémica de Terry Stotts, a saída de Ed Davis (3.º melhor marcador da equipa em 2017-18) não agradou a Damien Lillard e CJ McCollum, Zach Collins e Meyers Leonard terão de mostrar algo que até agora ainda não provaram ter (o frontcourt é muito limitado), e as adições de Seth Curry e Nik Stauskas no backcourt estão longe de virar os pratos da balança a favor da franchise do Oregon.
As outras equipas que vão baralhar as complicadas contas dos playoffs surgem da Divisão Sudoeste: os New Orleans Pelicans contam com o candidato a MVP Anthony Davis, o poste que na última época carregou NOLA às costas após a lesão de DeMarcus Cousins, liderando tanto no ataque como na defesa. O “Unibrow” será a diferença entre um lugar nos 4 primeiros, uma entrada tremida nos lucky 8 ou uma troca a meio da época caso os resultados não correspondam às expetativas (entre as conversas com Kyrie Irving e assinar com o agente de LeBron James, a saída de AD é cada vez mais uma forte possibilidade). Mirotic, Randle e Jahlil Okafor complementam um jogo interior de respeito, enquanto Jrue Holiday surge como grande (e única?) referência no backcourt, esperando-se que Elfrid Payton preencha o vazio deixado por Rondo. Viajando para o Álamo, os San Antonio Spurs enfrentam o maior desafio na era Gregg Popovich, depois de dizerem adeus aos veteranos Tony Parker, Manu Ginobili e Danny Green e terem trocado Kawhi Leonard por DeMar DeRozan e Jakob Poeltl. Nova ida à postseason significará igualar o recorde absoluto de 22 presenças consecutivas dos Syracuse Nationals/Philadelphia 76ers, mas os Spurs tiveram uma pré-época para esquecer com a lesão de Dejounte Murray para o resto da época, enquanto Derrick White e o rookie Lonnie Walker IV falham cerca de 2 meses, deixando o backcourt muito limitado de opções. Ou seja, muito trabalho para DeRozan, LaMarcus Aldridge e os veteranos Rudy Gay e Pau Gasol, mas estes Spurs parecem demasiado limitados e desta vez nem o génio do banco pode bastar para manter a tradição.
A outra equipa texana, os Dallas Mavericks, terão uma excelente oportunidade de proporcionar a surpresa da conferência e entrar sorrateiramente nos playoffs, ao juntarem o pivô DeAndre Jordan e o entusiasmante rookie Luka Doncic (que ganhou tudo o que havia por ganhar na Europa) a Dennis Smith Jr,, Wesley Matthews, Harrison Barnes e o eterno Dirk Nowitzki. A recuperar de uma cirurgia ao tornozelo, o poste alemão falha o início daquela que pode ser a sua última época, e isso prejudica a profundidade dos Mavs no frontcourt, mas lá atrás a situação é diferente graças à experiência de JJ Barea e Devin Harris e à adição do rookie Jalen Brunson, 2x campeão universitário por Villanova. Uma série de vitórias pode galvanizar os Mavs a alcançar um objetivo improvável, mas uma série de derrotas também pode mudar o foco de Rick Carlisle para a simples evolução da equipa. Na mesma situação encontram-se os Los Angeles Clippers, que apresentam um plantel com potencial para o melhor e o pior – Patrick Beverley, Avery Bradley, Danilo Gallinari, Tobias Harris e Marcin Gortat será o 5 base, Lou Williams um 6th man de meter respeito, Mbah a Moute a força defensiva vinda do banco e Shai Gilgeous-Alexander o rookie que rapidamente tirará o lugar de backup PG a Milos Teodosic, mas tirando Sweet Lou falta alguém a Doc Rivers (novamente no fio da navalha) que faça 20+ppg com regularidade.
Chegamos à parte baixa da tabela, onde estarão mais uma vez os velhos conhecidos Phoenix Suns. Devin Booker este ano terá de se fixar como point guard. O frontcourt tem alguns nomes interessantes – TJ Warren, Trevor Ariza, Josh Jackson e o rookie Mikal Bridges -, mas as atenções este ano estão centradas no pivô Deandre Ayton, 1.ª escolha do Draft de 2018, e na adaptação do treinador Igor Kokoskov ao basquetebol norte-americano. Mesmo assim será pouco provável que esta época não passe por desenvolver o potencial que há. Também os Memphis Grizzlies, que até escolheram um rookie muito promissor em Jaren Jackson Jr., levantam demasiadas interrogações, e o relógio continua a contar para o fim da parceria Mike Conley-Marc Gasol. Junta-se o péssimo contrato de Chandler Parsons e esta indefinição da franchise do Tennessee magoa e muito o desenvolvimento sustentável de jovens como JJJ e JaMychal Green. Por fim, e como já é costume, os Sacramento Kings. Um dia será possível entender a estratégia de Vlade Divac e companhia na construção da equipa, mas hoje não é esse dia. Marvin Bagley III, um poste rookie que brilhou em Duke, foi a 2.ª escolha do Draft e já se perfila como o melhor jogador deste plantel, o que diz muito da sua qualidade. A mistura de talento é estranha – Fox, Ferrell e Mason a PG, Hield, Shumpert e McLemore a SG, Bogdan Bogdanovic e Justin Jackson a SF, Bagley, ZBo e Bjelica a PF, Willie Cauley-Stein, Kostas Koufos e Harry Giles a C – pois, no limite, qualquer um pode ser titular nestes Kings mas dificilmente o seriam em qualquer outra equipa (tirando talvez Hawks e Suns). Será mais uma temporada lá pelo fundo da tabela e fé no Zion Williamson/ Cameron Reddish para o Draft de 2019.
Prognóstico:
- Golden State Warriors
- Houston Rockets
- Utah Jazz
- Los Angeles Lakers
- Denver Nuggets
- New Orleans Pelicans
- Oklahoma City Thunder
- San Antonio Spurs
- Minnesota Timberwolves
- Portland Trail Blazers
- Dallas Mavericks
- Los Angeles Clippers
- Phoenix Suns
- Memphis Grizzlies
- Sacramento Kings


17 Comentários
Tiago Silva
Penso que os Suns vão surpreender muita gente, mas não vai chegar lara os playoffs. Já os meus Wolves deverão fazer uma season muito má, porque aquela defesa é terrível. Penso que os Mavs também vão surpreender e poderão ambicionar um lugar nos playoffs.
1 – Warriors
2 – Rockets
3 – Jazz
4 – Nuggets
5 – Thunder
6 – Lakers
7 – Pelicans
8 – Mavericks
Lucky Green
Clubismos à parte, tudo o que não seja uma vitória de GSW na conferência e nas Finals será uma surpresa (mesmo eu acreditando que os meus Celtics poderão dar muita luta).
Assim sendo a minha previsão para a conferência Oeste é:
1. GSW
2. Rockets
3. Thunder
4. Jazz
5. Lakers
6. Pelicans
7. Nuggets
8. Dallas
9. Portland
10. Spurs
11. Timberwolves
12. Suns
13. Clippers
14. Memphis
15. Kings
Kurt1904
as 5 primeiras são o meu top.. a partir daí não consigo arriscar um prognóstico..Portland, Dallas, Nuggets, Pelicans, Spurs, Timberwolves podem fazer uma época muito interessante. Mesmo os suns, clippers têm boas equipas. Memphis acho que só lhes resta trocar as pérolas velhas e kings não contam para o totobola
Lucky Green
Sim, obviamente que entre a 6a e a 12a posição tanto pode ser a minha previsão como outra qualquer aleatória… sem dúvida que é dos anos onde creio que haverá mais surpresas… agurdando ansiosamente pelo inicio da época e logo com os meus Celtics, não podia pedir melhor!
josediogo
Não sei é os Spurs estarão tão abaixo da tabela. Dependerá de como Derozan “beberá” as ideias do Pop.
Quanto ao campeão, é como refere, senão for o mesmo é que será surpresa.
Uma palavra ainda para os Kings que continuam a “lutar” pelo draft ano após ano, mas a mediocridade continua a mesma.
Muito diferente esperam-se os Dallas. Nunca gostei muito da equipa do Texas, depois das finais com os meus Heat (apesar de termos ganho) em 2006 e mais tarde com Lebron “partiram-me o coração”. Porém, com Dennis Jr, Doncic e Jordan serão uma equipa super interessante de seguir.
Finalmente que comece o melhor espectáculo do mundo.
Lucky Green
Por mais qualidade que eu aponte ao grande coach Pop (para mim o melhor coach desde que acompanho NBA) é difícil fazer algo com tão pouca profundidade daí que não acredite que atingam os playoffs mas veremos o que esta tão aguardada época nos reserva!
Kostadinov
Mais uma vez muito semelhante em muitos aspectos em relação às minhas opiniões, que coloco agora aqui para o Oeste.
(Um aparte, o Robertson não teve outro problema qualquer no joelho? Li em qualquer lado que só voltaria na melhor das hipóteses em Dezembro, por isso disse o que disse na minha análise).
Pacífico
Esta é sem dúvida das divisões que mais interesse desperta este ano. Os Warriors claro partem como grande favorito a milhas de todos os outros. Com Curry, Green, Thompson, KD e a chegada do Cousins (que pelos vistos até nem vai estar de fora tanto tempo quanto inicialmente previsto) estamos a falar de um 5 All Star, algo impensável há uns anos atrás, e mesmo o banco tem alguma profundidade. Tudo o que não seja alcançar o que apenas 3 equipas até hoje alcançaram (os Celtics dos anos 60, os Bulls do Jordan e os Lakers) terá de ser visto como uma enorme desilusão. Vai ser por esse objectivo e pela ânsia do Durant querer destronar o Lebron como melhor jogador do mundo que vão passar as grandes motivações dos GSW esta época.
Depois há a grande história deste verão, os Lakers e a chegada do Lebron. Com ele qualquer equipa por mais fraca que seja passa a ter aspirações a chegar pelo menos aos playoffs e os LA não são excepção. Além disso houve outras contratações interessantes como o Rondo, que juntamente com o Lebron será um grande mentor para o Lonzo Ball (quanto a mim um miúdo com potencial para ser um dos melhores passadores da liga), e o Stephenson que é sempre alguém interessante para acrescentar a partir do banco. O Ingram tem também mostrado que evoluiu bastante desde a época passada para esta e pode realmente ser o MIP como o VM prevê. De resto tenho gostado dos testes com Kuzma como poste, a posição mais debilitada da equipa, há ainda o Caldwell-Pope, e do que vi do Mykhailiuk até me pareceu um rookie com potencial. Há um claro futuro nesta equipa, um par de jogadores de qualidade e experientes, e um dos melhores jogadores de sempre. Mesmo com a qualidade absurda que há no Oeste, consigo vê-los a alcançar uma 6ª ou 7ª seed e consequente lugar nos playoffs.
O resto das equipas na divisão não suscitam nem de perto nem de longe o mesmo interesse. Os Kings são a equipa mais fraca em todo o Oeste e a minha única curiosidade está em ver o rookie Marvin Bagwell (gostei do que vi dele na pré-época). Os Phoenix não encantam mas ainda assim são bem melhores. O Booker vai ter de amadurecer mas tem grande potencial, a chegada do Ariza traz muita consistência defensiva, e claro o Deandre Ayton traz com ele muita expectativa e é uma das grandes apostas para rookie do ano, como é sempre o caso com as 1ªs escolhas nos drafts. Finalmente os Clippers têm o Harris e o Lou Williams, o 6º homem do ano passado (realmente parece talhado para explodir a partir do banco, toda a sua carreira é prova disso), mas poucos ou nenhum outros motivos de interesse, a não ser que o rookie Jerome Robinson surpreenda.
Sudoeste
Sem dúvida a divisão mais competitiva no Oeste. A começar claro pelos Rockets, que terminaram em primeiro na conferência o ano passado e só foram afastados da final nos playoffs porque claro está, levaram com os Warriors. Harden, o MVP de 17/18, está no seu auge, e o CP3 é o melhor complemento que ele poderia ter. Juntam-se a estes 2 um poste fabuloso como é o Capela, a solidez de jogo do PJ Tucker, um candidato a 6º Homem o ano como o Eric Gordon e o factor X com a chegada do Melo (é verdade que decaiu muito nos últimos tempos, não contribui defensivamente, ainda tem mania que é a estrela que foi no passado e não foi propriamente um êxito nos OKC, mas o talento ainda lá está e pode acrescentar cestos fundamentais nos playoffs), e temos aqui um dos melhores rosters de toda a liga. Num dia bom Harden, CP3 e Capela ganham a qualquer um, mas ainda não me parece o suficiente para levar de vencidos os Warriors em 7 jogos numa final do Oeste, se lá chegarem.
É verdade que os Pelicans perderam o Cousins mas partem mesmo assim com fortes e legítimas esperanças para esta época. O Davis é muito provavelmente um dos melhores 5 jogadores da actualidade, O Jrue Holiday um dos melhores defensores na liga (quem não se lembra como secou o Lillard nos playoffs do ano passado?), o Mirotic um power forward muito competente e o Randle uma excelente adição. Para mim o único problema desta equipa vai ser a falta de banco, mas sem lesões o acesso aos playoffs é o mínimo exigível.
Os Spurs podem pela primeira vez em muito tempo não chegar sequer aos playoffs, algo que à primeira vista parece um choque mas quando consideramos o roster vemos que não é assim. Com a retirada do Manu e as saídas do Parker, do Green e principalmente do Leonard deu-se o fim de uma era que já tinha começado a rolar com o abandono do Duncan, e esta equipa perdeu quase todas as referências. Mantêm-se os veteranos Aldridge e Gasol, e chegou o DeRozan que de facto tem grande qualidade, mas os adeptos dos Spurs estão de facto mal habituados em termos de talento no roster, e a lesão recente do Murray, o jogador mais promissor da equipa, só veio prejudicar a coisa. Resta confiar na sabedoria infinita do Coach Pop.
Os Mavericks são das equipas que tenho mais expectativa para ver este ano. O roster é mais talentoso do que à primeira vista pode parecer e tenho grande curiosidade para perceber como é que a dupla Dennis Smith (que evoluiu bastante desde o seu ano de rookie) e Doncic (muito provavelmente o rookie com mais talento e experiência deste ano, a sua qualidade de passe é fenomenal) pode funcionar. O Doncic principalmente mentorado pelo eterno Nowitski é mel. Junta-se a isto a qualidade do Barnes, aquilo que o Maxi Kleber pode oferecer à frente e atrás (boa pré-época) e a chegada do DeAndre Jordan e temos pelo menos um lineup com grande potencial. Curiosidade ainda para o facto de também ter chegado como rookie o Kostas, o irmão do Giannis.
Para fechar esta divisão temos os Grizzlies, que como não podia deixar de ser vão continuar a depender do Marc Gasol e a depender em demasia do que pode fazer o Conley, que como sabemos tem constantes problemas com lesões. Tirando talvez o Kyle Anderson e a curiosidade para ver o Jaren Jackson (4ª escolha no draft salvo erro) não me parece sinceramente haver nada de especial nesta equipa.
Noroeste
Aqui temos um par de equipas que podem realmente surpreender, com os Jazz à cabeça. Esta é talvez a equipa defensivamente mais consistente de toda a liga, o que tem muito a ver com a qualidade do Gobert claro está, talvez o melhor defensor na NBA actual. Além disso, o Donovan Mitchell não engana, um verdadeiro craque este miúdo, e só pode melhorar mesmo com o ano incrível que teve em 17-18. Também o Rubio, o Ingles e o Favors são jogadores de muita qualidade. Aqui o grande problema pode ser a falta de banco à altura, mas sem lesões até vejo os Jazz como candidatos a um seed top 3 no Oeste, mesmo com toda a qualidade que há na conferência. Depois temos os Thunder, que fizeram muito bem em terem-se visto livres do Melo (claramente a experiência não resultou). A dupla Wesbrook / Paul George consegue ser o terror de qualquer defesa, o Adams é um poste muito competente e a chegada do Schroder foi muito bem pensada. Mas a lesão do Robertson é um grande golpe do ponto de vista defensivo, e vai certamente prejudicar as aspirações da equipa de chegar aos playoffs com alguma margem.
Num segundo plano temos os Nuggets, equipa que passa um bocado fora do radar mas que quanto a mim pode surpreender este ano. Um grupo composto por Jokic (que craque), Harris e Murray tem sempre de ser levado a sério, ainda para mais quando se junta a experiência e talento de alguém como o Millsap. Ficaria chocado se não chegassem aos playoffs com algum conforto sinceramente. Depois temos ainda os Trail Blazers, que surpreenderam tudo e todos com a seed 3 no ano passado mas que levaram uma tareia dos Pelicans na 1ª ronda. A equipa é basicamente a mesma do ano passado e volta a contar com o tandem Lillard McCollum (e numa escala menor o Nurkic) para alcançar os seus objectivos. Finalmente temos os Timberwolves, que continuam com o caso bicudo e bizarro do Butler para resolver (agora parece que está mais calmo e deverá mesmo ficar para já, mas todo o episódio tem sido ridículo). Se de facto ficar e com a cabeça na franchise, os Wolves podem ser um caso sério no Oeste, já que o Butler é facilmente dos melhores da liga, assim como Towns, um poste fabuloso. Depois ainda há o Taj Gibson, o Teague, o Wiggins que tem de uma vez por todas mostrar o potencial que lhe foi reconhecido (começa a desperdiçar demasiadas oportunidades) e o Rose que ainda pode acrescentar como se viu na pré-época. Com o Butler na equipa, os Wolves têm aspirações legítimas a um lugar nos playoffs, mas para já parece tudo muito incerto.
Playoffs no Oeste: Warriors, Rockets, Jazz, Pelicans, Nuggets, Thunder, Lakers, Mavs
Mike The Kid
Acho que Dallas tem grande equipa e esta época pode ser muito boa para eles
TheWatcher
1. Warriors
2. Rockets
3. Thunder
4. Pelicans
5. Spurs
6. Lakers
7. Jazz
8. Nuggets
9. Mavericks
10. Timberwolves
Há umas semanas atrás tinha colocado Spurs em 3.º. DeRozan treinado pelo melhor de sempre vai melhorar e muito a sua maior lacuna: a decisão, e jogadores como Murray e Poeltl têm tudo para evoluir a passos largos, sendo que ainda há LaMarcus Aldridge, um dos melhores PF’s da NBA. Mas com as lesões dos dois bases Dejounte Murray e Derrick White, ainda por cima o primeiro que ia assumir-se como titular deverá falhar a época praticamente toda, coloca-os numa posição muito complicada.
Já os Lakers é claro que este é uma espécie de ano 0 para Kuzma, Ball, Hart e principalmente Ingram evoluírem, com a contratação de jogadores de banco com muitos anos de NBA (Stephenson, Beasley e McGee que até deve começar como titular) mas durante uma época, o que permite atacar um FA na próxima offseason (Durant ou Leonard), pelo que a época regular deverá ser um bocado irrelevante, pois nos playoffs LeBron deverá aparecer com tudo.
Não vejo os Jazz a fazer uma época melhor que a passada, que por si só foi muito boa.
Quanto aos Rockets, também não creio que consigam fazer mossa nos Warriors, até porque PJ Tucker é muito escasso para as andanças de uma equipa que quer ser campeã, para além de que Carmelo está na curva descendente da carreira.
Aos Pelicans falta um bom PG, porque têm em Holiday, Mirotic e Randle 3 jogadores de grande qualidade, e deverão ser grandes ajudas para o melhor big-man da liga, AD.
Os Nuggets conseguiram em Michael Porter Jr. um excelente rookie, se se conseguir manter saudável e com Jokic e Murray ao leme, podem atingir os playoffs, com o auxílio de Gary Harris que é um belíssimo base. Há também a aquisição de IT, que neste momento é uma incógnita o que pode acrescentar mas certamente não haverá pressão sobre ele pelo que poderá fazer o seu jogo naturalmente e recuperar a forma.
Por fim, os meus Thunder. A mim parece-me que estão melhores, já não há Carmelo o que é quase uma garantia de melhoria na defesa, e Sam Presti fez um belíssimo trabalho. Assinou com PG e Grant o que era essencial, e focou-se no banco de suplente, que foi claramente a maior lacuna da equipa, com as aquisições de Noel (o ano passado não havia poste suplente para Adams) que ofensivamente não acrescenta muito mas a nível defensivo pode ser uma mais-valia, Schroder (que não encantou na pré-época mas é um dos bons bases da liga na minha opinião) e ainda Luwawu-Cabarrot, que a nível defensivo é um bom jogador. O rookie Hamidou Diallo também surpreendeu nesta pré-época e provavelmente irá fazer parte da rotação. Mas o meu treinador não é Billy Donovan. Tem créditos quase ilimitados depois de ter atingido as finais da conferência em 2016 mas o ano passado grande parte do insucesso é culpa dele. Tentou moldar a equipa para o lançamento exterior, algo que é impossível com esta equipa. E este ano parece ir no mesmo caminho ao dar a titularidade a Patterson a PF, quando na minha opinião não passa de um jogador de banco e Jerami Grant é superior e com mais margem de progressão. A época começa sem Westbrook e Roberson, pelo que Schroder deverá ser o PG titular mas o SG titular, SG suplente e SF suplente são uma incógnita. Na teoria será entre Abrines e Luwawu-Cabarrot mas Diallo e mesmo Ferguson (que para mim não tem lugar na equipa mas o treinador aprecia bastante) também têm uma palavra a dizer. O início de época será atribulado mas quando a lineup estabilizar e os jogadores de rotação também tornar-se-ão uma equipa capaz de competir com qualquer um, a meu ver.
Gunnerz
Os Warriors arriscam-se a ter o melhor 5 de sempre caso Cousins volte em grande. Para mim será mais um “passeio”.
Os Rockets ficaram a perder e como diz o texto o Melo sabe defender, é preciso é querer e isso é que é um problema. Os Lakers nem com Lebron vão lá e penso que os Spurs a passarem será no limite. Os Mavericks até têm um 5 interessante, podem ambicionar os playoffs e Lillard nos Blazers pode sempre fazer a diferença. Acredito que os Nuggets possam ficar de fora do top-8.
No fim de contas os Warriors so precisam de 2 dos titulares saudaveis ate aos playoffs e depois 3 dos 5 para serem campeões portanto infelizmente acho que será mais uma época em que vou me esforçar menos para ver os jogos, até pelas horas a que são transmitidos.
Kurt1904
Precisam de 4 dos 5 e do iguodala. Como se viu com houston
Jacobo
Acredito mesmo que os Lakers sejam superiores aos Rockets em modo playoff. Os Rockets defensivamente deixam muito a desejar. Os lakers podem ter uma “meme team” mas nao deixa de ser muito boa, Rondo, Javale e Lance tem experiencia para dar e vender e sao jogadores que podem influenciar muito o jogo. E os jovens Zo, Kuz, Hart e sobretudo Ingram (acredito que este seja o ano da sua afirmaçao) estao prontos para assumir as suas responsabilidades. E depois temos Lebron que so por si pode carregar qualquer equipa ate as finais. Por isso se nao apanharem os Warriors na parte deles do quadro chegam as finais.
Outra equipa que gosto muito sao os Jazz. Bom treinador, uma das melhores defesas da liga e tem tudo para fazer o que fizeram no ano passado. Nao esquecer a adiçao do rookie Grayson Allen que é um Mitchell 2.0.
A desilusao para mim vai ser mesmo os Blaizers e OKC. Blaizzers porque nao tem frountcourt nenhum, e OKC porque Russ esta mais preocupado com as suas estatisticas do que ganhar.
Kurt1904
O Allen é um badalhoco de primeiro. Está bem longe de ofensivamente ser um Mitchel.
Quanto aos Lakers Ingram e ball vão assumir ao lado do James.
E discordo que o russ só jogue para as estatísticas
Jacobo
O Draymond Green tambem o é e nao deixa de ser dos melhores defesas da liga. Uma coisa nao implica outra.
Quanto a comparaçao com Mitchell ate o acho melhor, devido ao lançamento que é melhor, passe e visao sao superiores, defesa é melhor, so perde no ataque ao cesto. De resto e superior.
Ray Romanoff
O Allen se tiver as mesma atitudes que teve na universidade passa metade da época suspenso mas até tem potencial como shooter mas o seu estilo não tem nada a ver com o Mitchell.
Quanto ao artigo vou por mais esperanças nos Suns do que o VM a não ser que optem por jogar para uma boa pick no próximo draft, R.J. Barrett a cabeça.
Jacobo
Respondi acima ao Allen.
De facto os Suns podem obtar por tanking e adicionar o Zion ou o Barrett.
Os dois melhores na minha perspectiva do proximo draft.
hortalica
provavelmente será um passeio para GSW, até aos playoffs ainda muita coisa pode mudar, ultimamente parece que não há impossíveis, mas para uma das equipa conseguir competir com GSW é realmente muito difícil.
em relação aos Lakers acho que o Ball, mesmo tendo muito marketing, acho que terá um papel importante (com mais destaque em campo) e com alguém como Lebron James a encaminhá-lo e a puxar por ele, acho que será um caso sério já este ano. os Lakers vão entrar com confiança e talento que tem faltado nos últimos anos, se engatarem (e espero bem que sim) acho que poderiam tornar-se uma equipa interessante com os “moves” certos.