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OFICIAL: Concorrência de peso para João Almeida na UAE

Quem irá acompanhar Pog no Tour? Ayuso deve ser o líder na Vuelta ou Giro por isso será poupado a esse trabalho. Veremos é se Yates (que é mais forte em uma semana) ou Almeida não terão de trabalhar para o esloveno na Volta a França.

Adam Yates assinou até 2025 pela UAE-Team Emirates. O ciclista britânico, de 30 anos, que já fez Top 5 no Tour ou Vuelta, além de ter conquistado a Volta a Alemanha, Volta a Alemanha, UAE Tour ou a Donostia San Sebastian Klasikoa, sendo que ainda tem vários pódios onde teve a concorrência dos melhores do Mundo, deixa a INEOS e junta-se assim à equipa de Pogacar ou João Almeida.

18 Comentários

  • Francisco Ramos
    Posted Setembro 20, 2022 at 11:59 am

    Nem João Almeida (ainda), nem Ayuso (ainda) nem Yates são candidatos a vitórias finais. Contudo, acho que existe espaço para todos.

    Penso que Yates é mais forte em provas de 1 semana e será uma óptima ajuda a qualquer um dos outros 3 (e aqui incluo Pogacar) em provas de 3 semanas para destruir um pelotão numa etapa de montanha. É também bom como papa etapas se tiver essa liberdade.

    E os outros seria Pogacar para Tour e entre João e Ayuso perceber entre Giro e Vuelta qual se adapta melhor às suas características.

    Contudo, mais do que líderes acho que faltam mais gregários de luxo de forma a que se possam dividir entre as diferentes corridas no apoio dos seus líderes. Por exemplo na Vuelta, Soler passou a vida em fugas e como nem Ayuso podia ajudar João, nem o inverso, viram-se muitas vezes cada um por si e com isso acabam por perder mais tempo do que seria expectável.

    • João Ribeiro
      Posted Setembro 20, 2022 at 12:18 pm

      A última semana do Soler foi brilhante em termos de trabalho para a equipa. Estar na fuga por vezes é precisamente para garantirem que serão uma ajuda mais à frente na etapa, que foi isso que o Soler fez brilhantemente nesta Vuelta. Até me surpreendeu.

      Mas concordo na parte de que faltam mais gregários e não líderes na UAE.

      • Francisco Ramos
        Posted Setembro 20, 2022 at 2:39 pm

        João,

        Foi e não foi. Para ser um grande trabalho teria que ser colocado na fuga mas resguardar-se um bocadinho mais para ainda ter força quando os líderes chegassem à sua roda. Mas o que aconteceu foi Soler tentar vencer ou já estar desgastado quando da chegada. A estratégia funciona mas tem que ser melhor pensada, a meu ver.

        Contudo, também me surpreendeu a forma como chegou à Vuelta, algo que já não lhe víamos há algum tempo.

        • Yazalde1906
          Posted Setembro 20, 2022 at 3:38 pm

          Isto!
          O Soler na etapa da Sierra Nevada quando se atirou a subir a parte mais complicada à morte deitou por terra as hipóteses de vir a ajudar o Ayuso/Almeida.

        • Sede de vencer
          Posted Setembro 20, 2022 at 4:04 pm

          A UAE já tem os seus gregários jeitosos: Majka, Yates, Bennett, Mcnulty (parece na sombra do Kuss…), Tim Wellens, Grosschsrtner e Polanc/Formolo (média montanha) e umas quantas incógnitas.nomeadamente o Almeida, Ayuso, Fisher Black (estou curioso com este menino), Covi.

          Não têm a profundidade da Jumbo ou Ineos, mas lembram-se das últimas prestações da Jumbo no Giro?

          O enfoque da UAE será o Tour e levarão uma super equipa, estou em crer.

          • Francisco Ramos
            Posted Setembro 20, 2022 at 5:28 pm

            O problema não são os gregários de Pogacar e mesmo esses deixaram muito a desejar este Tour quando foram completamente destruídos pela tática da Jumbo. O problema é não haver gregários para os restantes e Pogacar só haver um que consegue destruir corridas ou etapas sozinho. Basta perceber que em 44 vitórias, Pogacar tem 14 (1/3), segundo a pro cycling stats.

            A Jumbo não tem nenhuma aposta real no Giro e na Vuelta tem tido por Roglic acaba por desistir do Tour. O Giro serve para ver se ciclistas como Foss ou Kuss se dão como líderes ou se necessitam de procurar novos talentos. Também ajuda a perceber se ciclistas como Kruijswijk voltam à forma de 18 ou 19!

      • Yazalde1906
        Posted Setembro 20, 2022 at 3:37 pm

        João, permite-me a seguinte opinião:
        O Soler esteve realmente bem a trabalhar em prol da equipa durante a última semana, e digo bem porque terá sido essa a táctica da equipa.
        Já que eu considero que raras vezes faz sentido meter um ciclista na fuga do dia para mais tarde ajudar o seu líder, isto porque muitas vezes o ciclista em fuga chegará à última subida do dia com muito mais desgaste em cima que aquele que teria caso tivesse ficado no grupo dos favoritos. Wout van Aert há um e não há muito mais gente com essa capacidade.
        Para que funcione têm de estar reunidas algumas condições, por exemplo ser uma fuga grande em que dê para se poupar bastante e uma grande dose de planeamento/sorte para que tudo funcione como esperado.

  • Bayern de Monchique
    Posted Setembro 20, 2022 at 12:13 pm

    Enorme contratação para a UAE!

    Na INEOS, o Adam não teve propriamente as 2 épocas que esperava dele com somente duas vitórias WT. É um ciclista com uma qualidade excecional mas não o vejo com um GC contender (em grandes voltas) dentro da UAE. Ou melhor.. acho que é um bom plano B.

    Na minha perspetiva, Adam será primeira escolha para provas de uma semana e clássicas (Ardenas e Itália principalmente). Acho que será um muito bom complemento aos atuais lideres mas não como líder destacado (para GT) tendo em conta os atuais contratos: João (2026), Ayuso (2027) e Pogacar (2028). A aposta da equipa parece clara a menos que alguém vacile. O João só terá que continuar o seu caminho e evoluir em alta montanha.

    De qualquer das formas Adam tem qualidade para limpar 2 ou 3 clássicas por época, etapas em grandes voltas e provas de uma semana e logo aí será positivo para a equipa.

    • Yazalde1906
      Posted Setembro 20, 2022 at 3:45 pm

      Concordo que terá capacidade para lutar por provas de 1 semana, mas no restante discordo em absoluto.
      O Adam tem qualidade para limpar 2 ou clássicas por época?
      É que até hoje tem no cv a clásica de San Sebastian já em 2015 e dois top10 na Liege-Bastogne-Liege, de resto bola! E dizeres que será líder nas Ardenas só acontecerá se a UAE tiver com os padrões muito baixos.

      • Bayern de Monchique
        Posted Setembro 20, 2022 at 6:33 pm

        Se se restringir a época de clássicas às maiores provas claro que o Adam não é o maior candidato nem foi isso que eu quis dizer ahah (Devia ter escrito essa frase de outra forma)

        Parte atrás de uma primeira linha de ciclistas – verdade – mas dentro do bloco da UAE apresenta um perfil que poucos têm. Tem feito resultados interessantes em Itália (Milano-Torino à cabeça), nas Ardenas bate-se bem e há poucos dias andou bem no Canadá, ou seja, ele tem qualidade para este tipo provas (rompe-pernas) e por esse motivo acho terá a confiança da equipa. Agora.. não acho que ele vá ganhar as clássicas mais importantes do ano mas acho que é capaz de ganhar 2 ou 3 – independentemente do nível da prova.

        A titulo de curiosidade, em 2020, 2021 e 2022 ~ 35% das vitórias da UAE foram em provas WT. Há muitas outras provas, nas quais a UAE vai competir, em que o Adam Yates será um belo trunfo. Se umas vezes irá como líder, noutras irá como outsider e talvez até como gregário. Se a época dele for orientada a tais provas mantenho a minha convicção.

        • Yazalde1906
          Posted Setembro 21, 2022 at 8:42 am

          Já percebi o teu ponto de visto.
          Quando falaste em clássicas e ardenas pensei apenas nas grandes, entendi mal o alcance do teu comentário :)
          De facto ele pode ter capacidade para obter resultados interessantes em algumas dessas provas, veremos qual é o objectivo da equipa, podem querer tê-lo como gregário de luxo/backup para o tour.

  • João Ribeiro
    Posted Setembro 20, 2022 at 12:16 pm

    Não acho que deva ser visto como concorrência. A época de ciclismo é bem mais do que as 3 grandes voltas, e com o maior interesse das equipas pela vitória no ranking ainda mais esta máxima se aplica (tem-se assistido a uma grande disputa entre UAE, INEOS e Jumbo, assim como pela manutenção). Portanto, haverá espaço para todos liderarem e, cada vez mais, a aposta destas equipas será apostarem em 2 nomes para o Top-10 nas grandes voltas (pelo menos em Giro e Vuelta será dado quase adquirido).

    A UAE também mostrou na última semana da Vuelta que é possível haverem dois líderes e a equipa trabalhar para ambos. Vimos etapas em que jogaram belas cartadas estratégicas e onde trabalharam para os dois líderes. Não é preciso “futebolizar” o ciclismo, falar em concorrências dentro da estrutura nem mandar tudo ao ar só porque não estão todos à mercê do português.

    • RuiMagas
      Posted Setembro 20, 2022 at 12:26 pm

      O problema do povo que vem para o ciclismo a pensar que é futebol é que ciclismo é muito pela forma e momento. Esta Vuelta mostrou isso: João chegou em baixa forma comparado com Ayuso e isso no ciclismo a liderança é logo atribuída ao Ayuso porque o que a equipa quer é obter os seus objetivos e equipas completas se não tem opção A, jogam com a B ou C, nem que esses opções sejam para caçar etapas ou apostar só no seu sprinter. Mas na última semana o João estava em crescendo e o Ayuso tem 19 anos ter feito 3 semanas daquela maneira e acabar no pódio foi muito bom e a equipa correr e protegeu ambos e acabaram com um belo top3 e top5.

      O Adam Yates deve vir com o propósito de trabalhar para o Pogacar mas lá está o ciclismo é forma ou momento, nunca se sabe se o Pogacar tem uma queda, lesão, doença ou arrebentar o motor, e Yates é o plano B para o top10 caso o Pogacar falhe, se não falhar? Melhor porque vai ter um Yates a trabalhar para ele certamente. E quem diz Yates, diz Ayuso ou Almeida e ainda temos McNulty que na última semana de Tour deu um passo a frente e diz que é uma carta dentro do baralho das gerais.

      • João Ribeiro
        Posted Setembro 20, 2022 at 1:38 pm

        Costuma-se dizer que o futebol é o momento, mas se há desporto onde essa regra se aplica ao máximo é no ciclismo. Basta ver que, em grandes voltas, se corre uma etapa diferente todos os dias, onde a margem de recuperação é nula, e basta um pequeno desconforto para um ciclista que estava num grande momento passar a viver nas ruas da amargura (veja-se Pinot em 2019). Basta uma noite mal dormida, seja porque o colchão era mais desconfortável (parece ridículo mas é verdadeiramente uma enorme preocupação para as equipas, daí algumas delas levarem os próprios colchões para as provas e cada ciclista tem o seu) ou porque uma melga atrapalha o sono, para o ciclista não conseguir recuperar os músculos na sua totalidade e estar a perder 2-3 minutos na etapa seguinte quando numa anterior até ganhou tempo.

        Ainda este ano, o Vingegaard passou de gregário do Roglic, para possível líder no Tour até ser mesmo o vencedor do Tour. O João Almeida estava em baixo de forma numa semana, andava-se a enganar nos caminhos do ITT, nunca ganharia uma grande volta porque não era top na montanha e porque nunca atacava e de repente faz uma última semana onde ataca a 80 kms da meta, onde reboca e parte o grupo dos favoritos já depois de ser alcançado e ainda fecha espaços a contra-ataques, faz 4º na Sierra de la Pandera e se calhar já nos pode dar uma grande volta futuramente. O próprio Hindley parecia um ET no Giro e agora teve dificuldades em fazer top 10 na Vuelta.

        São exemplos de como o ciclismo é de facto o momento, e que não se pode rotular de “este é melhor que aquele” só porque faz uma prova melhor, e as equipas, sabendo disto melhor que qualquer um de nós, atuam no mercado para se precaverem precisamente destes maus momentos, não é propriamente para descartar ou dar concorrência interna a algum Almeida ou Pogacar desta vida (apesar de também servir para evitar comodismos, mas até aí os ajuda a evoluir logo longe de ser concorrência).

        O papel do João, do Pogacar, do Ayuso, do Yates e/ou do Soler é servir os interesses da UAE e não o contrário, e isto custa a entender a esta nova classe de fãs.

  • RuiMagas
    Posted Setembro 20, 2022 at 12:19 pm

    Ainda no final da Vuelta comentei que as transferências da UAE não estavam a ser nada de especial e estava a ver um Almeida ou Ayuso a ir ao Tour no apoio ao Pogacar para ombrear com Vingegaard e aquela super equipa que a Jumbo levou este ano. Mas com esta contratação fico ainda mais dúvidas do que irá acontecer nas lideranças das GVs na UAE.

    O que eu acredito que irá ser é Almeida e Ayuso ambos líderes e a fazer Giro-Vuelta os dois , com Pogacar 100% no Tour com Yates no apoio e com hipóteses de ir a Vuelta com wild card dentro da equipa como Soler este ano, por exemplo, e caçar etapas.

    Mas pelo menos a UAE mudou a estratégia e com este mercado de transferências deu a entender que o objetivo é corridas de 1 semana e ganhar Grandes Voltas sem o Pogacar porque não contratou os 4 sprinters que eles gostam de contratar todos os anos e ainda deve sair Gaviria e Richeze para a Cofidis provavelmente.

  • MM
    Posted Setembro 20, 2022 at 2:07 pm

    É um nome forte, mas nao me parece que a ideia seja ofuscar o JA. O Yates deve vi para lutar por classifcas e provas de 1 semana e ajudar o Pogacar no tour.

    O JA deverá ser aposta para Giro e apoio/plano B ao Ayuso na Vuelta, e vice versa.

    Agora, se o JA nao confirmar no prxm ano que pode lutar por GC de 3 semanas, entao arrisca transformar-se em gregario de luxo de Pogacar ou Ayuso, e perder o lutar de co-lider para Ayuso, Yates, soler ou outro

  • MM
    Posted Setembro 20, 2022 at 2:15 pm

    Duvida: o ranking de equipas do World Tour é mt valorizado? As equipas lutam para ganhar?

    Nunca liguei a isso e desconheco se é motivo de celebração, se as equipas apostam em provas que nao as 3 principais voltas para ganhar mais pontos, etc (percebo na logica para equipas que nao querem descer de divisao, mas aqui questiono na optica das principais equipas)
    Obg

    • Francisco Ramos
      Posted Setembro 20, 2022 at 4:07 pm

      O ranking é bastante valorizado por duas razões:

      – Primeiro. Entre as melhores equipas (INEOS, UAE, Jumbo, Quickstep), todas querem ficar em primeiro pelo prestigio.
      – Segundo e mais importante. O ranking serve como liga por triénio. Se ficares nos últimos lugares és despromovido e com base na despromoção perdem o acesso a algumas das mais importantes corridas excepto por convite. Porque os lugares disponíveis assim são atribuídos.

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