Um percurso – pela maneira como só chegou ao mais alto nível já com quase 30 anos e mesmo assim ainda somou 50 jogos pela seleção, acumulou várias épocas na Premier League e ainda liderou uma equipa que surpreendeu o Mundo ao vencer a Ligue 1 -, que devia servir de exemplo para todos, principalmente para os jovens talento, que desistem quando chegam aos 23-24 anos e ainda não lhe derem um lugar num ‘grande’ de mão beijada.
José Fonte, que completa 39 anos em Dezembro, renovou o contrato que o liga ao Lille até 2023. O central, internacional português, está a completar a 4.ª época ao serviço dos Dogues e apesar da idade foi o jogador de campo com mais minutos nas Big 5 esta época (titular em todos os jogos da Ligue 1 e Champions, sem nunca ter sido substituído). Recorde-se que Fonte antes de chegar ao Lille passou pelo Dalian Yifang, West Ham, Southampton, Crystal Palace, Estrela da Amadora, Paços de Ferreira, Benfica, Vit. Setúbal, Felgueiras e Sporting.
In this life, there is always one more… pic.twitter.com/qX9hHleqoy
— LOSC (@losclive) May 20, 2022


5 Comentários
TOPPOGIGGIO
Uma Fonte de perseverança. Chapêau!
Knox_oTal
Um grande exemplo, um grande jogador! Nem só de talento se faz um atleta de alta competição…
Sem se falar ou dar muito por ele, o Fonte conseguiu, com determinação e trabalho, uma bela carreira!!! De clubes e na selecção… realmente que sirva de exemplo para muitos miúdos!
Saudações desportivas
Joga_Bonito
Este negrito do VM é tão na mouche…
Custa ver jogadores que acham que o futebol se resume a ser estrelas de alto nível e se não tiverem nível para isso desinteressam-se do jogo. E muitos, se motivados poderiam dar muito a clubes pequenos e médios. Isto há uns anos atrás não era assim, mas hoje, muito por culpa do hype descomunal que é dado aos 14-15 anos e dos ridículos rótulos do “Novo Maradona”, “Novo Ronaldinho”, etc, muitos jovens se perceberem que a carreira nao será passada como figuras de proa nos colossos, desistem do jogo.
O futebol não se pode resumir a jogadores
Joga_Bonito
(ficou cortado)
O futebol não se pode resumir a jogadores de nível Bola de Ouro. Tem de ser mais do que isso.
Os rótulos que são dados na formação é uma das maiores causas para isto. Muitos jogadores são dados como flop e sentem-se alvo de chacota nas redes sociais apenas porque nao corresponderam a rótulos criados quando tinham 14-15 anos. Em muitos desses casos tem-se a nítida sensação que o rótulo criou expectativas nos jogadores que se voltaram contra eles quando cresceram e se percebeu que não dariam tudo o que se esperava. Em muitos casos teria feito toda a diferença esperar para ver o jogador aparecer na equipa principal, jogar uns jogos e aí sim se perceber se vão dar jogadores maus, medianos ou craques e colocar uma expectativa ajustada a esse valor.
Ao invés muita gente adora colocar rótulos absurdos como “Novo Maradona”, “Novo Ronaldinho” e nem se percebam que isso só mata o jogador. Até porque se aos 14 anos tens um contrato brutal e estás num grande clube e pensas que vais dar um dos melhores do mundo e aos 25 anos estás num clube pequeno, a ganhar pouco e sendo um jogador banal, é muito difícil gerir uma reviravolta destas. Casos como o Paim, José Gomes, Mastour mostram bem isso.
Pao com Presunto
Uma espécie de patinho feio da selecção, mas tem uma carreira feita a pulso e, pelos vistos, está como o Vinho do Porto.