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OFICIAL: Nottingham confirma Rodrigo Ribeiro e anuncia Giovanni Reyna

Vão ter impacto? São altos e evoluídos tecnicamente mas estão numa má fase e Nuno Espírito Santo está apertado na Premier League.

O Nottingham Forest anunciou as contratações de Rodrigo Ribeiro e Giovanni Reyna. O avançado português, de 18 anos, chega por empréstimo do Sporting com uma opção de compra superior a 11,5 milhões de euros, enquanto Reyna, médio ofensivo norte-americano, foi contratado através de uma cedência ao Borussia Dortmund.

15 Comentários

  • Ricardo F.
    Posted Fevereiro 1, 2024 at 9:42 am

    Ou esta opção de compra é literalmente para inglês ver (e não acionar), ou não se percebe a renovação do Rodrigo antes de ir. Ou eu não percebo nada disto, que é, provavelmente, a hipótese mais fiável.
    SL

    • Antonio Clismo
      Posted Fevereiro 1, 2024 at 11:24 am

      Quando os empresários se metem ao barulho e começam a controlar os jogadores como simples ativos financeiros, estas coisas acontecem. Aos 16 anos o Rodrigo Ribeiro ainda tinha sonhos, aos 18 parece que já viu muita coisa extra-futebol e já não tem a mínima vontade. Decerto não se importará de ser uma peça de xadrez de empresário X ou Y colocar onde quiser, quando quiser nos próximos 10 ou 15 anos.
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      Por isso é que é preciso muito cuidado em lançar jogadores nas equipas principais e no mundo onde circulam milhões e interesses enormes, sem que eles tenham o apoio necessário ou sequer desenvolvido o mínimo de personalidade ou sentido crítico.
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      Para os empresários isto é ótimo porque assim angariam ativos muito mais cedo e que controlam muito melhor durante a sua carreira em que nem sequer perguntam, apenas fazem as malas e vão onde eles os mandam ir jogar.
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      É como os traficantes de droga, quanto mais cedo conseguem agarrar as pessoas ao produto, mais controláveis e necessitados estas ficam ao longo da vida desses mesmos empresários.
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      Este miúdo estava ”a voar” nos sub17 com 15 anos, e decidiram puxá-lo logo para a equipa principal e para as capas dos jornais sem antes ter subido os degraus intermédios (sub19, sub23 e equipa B). Depois acabou por competir nestes escalões, mas apenas para manter a forma enquanto treinava na equipa principal.. não é a mesma coisa. A motivação vai-se porque a gestão de expectativas não é bem feita e nunca chega a ser ajustada. Os incentivos e os estímulos competitivos devem ser graduais, para que a parte mental não dê um nó com as expectativas desmesuradas, é que depois é impossível voltar atrás.
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      Quando um miúdo de 18 anos se vê com um contrato de 1 milhão ao ano sem nunca ter feito nada por isso, e se vê constantemente nas capas dos jornais, é impossível voltar a ter motivação para melhorar o que quer que seja. É como a pasta de dentes, assim que sai do tubo, é impossível voltar a entrar.
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      E é pena que estas coisas aconteçam. Resta ao Rodrigo Ribeiro aproveitar esta aventura inglesa, procurar ajuda, não se esquecer que é apenas um miúdo de 18 anos que por acaso tem um talento inato para a bola, e tentar aplicar-se todos os dias, para talvez, chegar a um nível interessante no futebol. Aproveitar o facto de vir a ser treinado pelo NES que até é um treinador muito humano nestas coisas, pode ser uma ajuda.

      • JJayy "Non Believer"
        Posted Fevereiro 1, 2024 at 12:31 pm

        Excelente comentário

      • Luke Skywalker
        Posted Fevereiro 1, 2024 at 12:54 pm

        Muitos parabéns pelo comentário. Apesar disso não acontecer com todos os jovens, ainda existem muitos que acabam por “cair nessas armadilhas”, infelizmente. Muito bom resumo da situação e um dos melhores comentários que já fez por aqui.

      • Manel Ferreira
        Posted Fevereiro 1, 2024 at 2:46 pm

        Resta saber como é que, com tantos obstáculos, ainda há jogadores que conseguem ter sucesso. Já devíamos estar a jogar com robôs, se é assim tão incrivelmente dificil um jogador ter sucesso.
        O texto podia ser interessante não fosse a parvoíce do primeiro parágrafo, de quem fala como se fosse convidado para os jantares de família do jogador e soubesse perfeitamente o que vai na cabeça dele. Não sabes, claro, mas é reconfortante achar que o sucesso/insucesso só depende de questões extra-futebol. Assim, nunca estamos errados. São todos super-craques até prova em contrário.
        Mas estás longe de ser o único com esta atitude, vê-se muito disso, aqui e em todo o lado.
        Eu já disse e repito: vou apanhar uma carraspana épica no dia em que aparecer alguém aqui a dizer acerca de um jogador: “Bom, afinal este gajo não era tão bom como eu pensava que ia ser, pronto, paciência, enganei-me”. Mas acho que o meu fígado pode esperar sentado.

      • Mushy
        Posted Fevereiro 1, 2024 at 9:18 pm

        Na onda do “Nicolai Skoglund vai ser titular do Sporting nos próximos 2 anos e uma grande estrela”
        Depois disso mais de 50% dos interessados vai procurar quem é este sujeito e onde paira neste momento.
        Mas o Clismo conhecia tão bem o menino como outros 100 que atira para o ar que consegue saber que será craque e uma estrela.

      • Ricardo F.
        Posted Fevereiro 1, 2024 at 10:33 pm

        Tudo muito lírico, mas não entendo onde é que isso responde às questões que levantei…

        • Antonio Clismo
          Posted Fevereiro 1, 2024 at 11:45 pm

          Era para ser comentario normal, mas ficou como resposta ao teu comentário.. também não percebi o que aconteceu. Dai não estar relacionado

  • Antonio Clismo
    Posted Fevereiro 1, 2024 at 11:55 am

    Não estou a ver o rodrigo ribeiro a conseguir fazer muitos minutos na premier league, portanto irá evoluir maioritariamente na equipa de reservas e preparar-se para estar no topo da sua forma física e mental no próximo europeu sub19 em junho e aí sim, pode dar nas vistas e colecionar interessados

  • Gojira
    Posted Fevereiro 1, 2024 at 2:10 pm

    Pode ter havido “Clismices” aqui e acolá, ou algum exagero popular perante a tua narrativa geral, em particular, a portuguesa, mas mais do que este comentário, és das pessoas por aqui que verdadeiramente entende o jogo especialmente em termos de escalões inferiores.

    • Francisco Parrinha Guerreiro
      Posted Fevereiro 1, 2024 at 11:08 pm

      O Clismo nem sabe a diferença entre jogar futebol e jogar à bola, quanto mais entender o “jogo”. O Clismo vai ao ZeroZero ver os nomes dos jogadores jovens daqui e dali e depois atira aqui para um comentário. São todos craques… até fazerem 20 anos. Aos 20 passam a ser velhos e estão a ocupar o lugar dos craques de 16 anos cujos nomes o Clismo viu aparecer no refresh do ZeroZero.

  • Pedro Barbosa
    Posted Fevereiro 1, 2024 at 4:33 pm

    Este comentário meu não está ligado somente a esta transferência em si, mas relativamente aos empréstimos com cláusulas de compra (não obrigatórias) em geral. Dei por mim a pensar neste assunto no último ano, até por assuntos profissionais, e nalguns casos os valores destas cláusulas parecem quase atirados ao acaso, ou muito desvalorizados pelo menos. Claro que eu não trabalho com estes contratos nem com gestão desportiva neste momento, por isso não sei tudo o que está por detrás, e qualquer leitor pode acrescentar a sua perspectiva.
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    Assumindo que o empréstimo e cláusula de compra são genuínos (o que nem sempre se pode assumir no futebol), isto é, que o clube que empresta e o clube que recebe o jogador entendem ser este o valor para uma transferência futura que ambos ficariam satisfeitos; então o valor acordado para activação da cláusula não faz muito sentido, nomeadamente da parte do clube que empresta, o Sporting. O clube comprador seria um clube da Premier League, os valores praticados para a contratação de, nomeadamente, titulares é muito superior ao deste empréstimo.
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    A questão parte de: o que representa uma cláusula de compra? Representa o abdicar de uma posição negocial pelo clube vendedor – o Sporting está a dizer que, independentemente do que acontecer até ao final do contrato de empréstimo, este é o valor máximo pelo está disposto a receber pela transferência do jogador. Não o valor mínimo, valor MÁXIMO. A intenção de um clube que empresta ao negociar uma cláusula de compra no empréstimo é de se precaver para uma situação em que o clube comprador tem intenção certa de exercer a cláusula – que seria, por exemplo, se o jogador se tornasse um titular. Na verdade, não queres ter nunca uma cláusula dessas, mas do outro lado pode ser uma exigência na negociação.
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    No caso do Nottingham Forest, o valor negociado é excelente. Se o Rodrigo Ribeiro se tornar um jogador importante, é quase uma ninharia para a realidade da Premier League (até no Championship jogadores são transacionados por 10M). O risco é mínimo – o jogador tem um salário abaixo da média da liga, penso eu; terá meses de treino e ambientação no clube sem que para tal haja aquisição do passe; o jogador poderá ter motivação extra porque não é certa a sua permanência. Para o Sporting, com quem tem o contrato, o jogador pode voltar desvalorizado, até lesionado, em troca de uma poupança no salário do período – um perfil de risco na minha óptica superior. Claro que pode voltar valorizado, mas o risco é que nesse caso pode não voltar em troca de um valor abaixo do seu valor actual. Se, no final, os 11.5M forem pouco para o valor demonstrado pelo jogador, quem fica a ganhar foi quem assumiu menos risco na transação. Daí a minha dificuldade em entender os incentivos para um acordo nestes moldes.
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    Finalizando, a minha perspectiva é que uma cláusula de compra não obrigatória num empréstimo devia estar sempre pensada no limite para o cenário “quanto é que o clube pagaria para ter esse jogador equiparável a um titular seu hoje em dia”. Para um clube na Grécia é uma coisa diferente que para um clube na Premier League, mesmo que não se pense que o jogador alguma vez será titular. Dou o exemplo do Diogo Leite, que saiu do Porto para o Union Berlin pela activação da sua cláusula no empréstimo. Faz sentido um jogador jovem ser vendido por 7.5M para ser UM TITULAR de uma equipa da Bundesliga? Era esse o valor que o Porto acordaria com o Union numa transferência normal? O empréstimo fez a sua parte, deu a chance ao jogador de demonstrar o seu valor, a cláusula devia ter salvaguardado o Porto desse cenário, mas não o fez na minha opinião.

    • Neville Longbottom
      Posted Fevereiro 2, 2024 at 8:53 am

      Sugiro ua pesquisa no Google por Black and Scholes, se o assunto das opcoes te interessam. E aí verás que os valores das opcoes nao sao atirados ao ar.

      • Pedro Barbosa
        Posted Fevereiro 2, 2024 at 11:38 am

        Olá Neville Longbottom,

        Estou algo familiarizado com o Black-Scholes model (academicamente) e fico interessado em saber como tu o aplicas num activo “strickly unique” sem liquidez de mercado (não existem outros Rodrigos Ribeiros a serem trocados), ou como calculas a volatilidade da performance desportivo-financeira de um jogador de futebol (e sei que existem modelos teóricos para determinação do valor de um jogador). As limitações do modelo são bastante sérias nestes aspectos (e noutros, o modelo é algo controverso apesar de útil). A discussão interessante é precisamente saber se os valores a que chegamos, ou que estão a ser aplicados em acordos hoje em dia, estão alinhados ou não com a realidade, que era o principal conteúdo do meu comentário.

        Perdoa-me, mas dizer, ‘lê sobre como se calcula uma call option e de alguma forma transfere isso para uma opção num empréstimo de um jogador de futebol. Vais ver que funciona exactamente igual’ não responde à minha/tua afirmação seguinte que “valores das opções (em empréstimos de jogadores) não são atirados ao ar”.

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