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Os Neuer’s e Kralj’s da 30.ª jornada

Todos os adeptos de futebol reconhecem a posição de Guarda-Redes como a mais ingrata do desporto. Encontram-se familiarizados com a lenga-lenga do costume: se um avançado falhar vários golos cantados, mas marcar um, mesmo que não seja o golo da vitória, a bola no fundo das redes é rapidamente elogiada ao passo que os falhanços caem no esquecimento; se um guardião passar os noventa minutos da partida a defender “tudo e mais alguma coisa”, mas sofrer um único golo onde falha de alguma maneira, mesmo que com culpas partilhadas, leva com críticas avassaladoras em cima e o resto da equipa é ignorado.

Merecia mais…

Às vezes, por mais que um guarda-redes tente, parece que o destino é impossível de evitar e sofre-se um golo onde, após inúmeras defesas, a falta de sorte predomina e leva a melhor. Bruno Brígido (E. Amadora) realizou uma exibição praticamente perfeita contra o Boavista numa luta intensa pela manutenção, aguentando a vantagem mínima forasteira com intervenções notáveis aos 12’, 18’ – mais uma mancha eficiente para a lista extensa desta época por parte do guardião brasileiro – e, principalmente, aos 89’ onde levou um estádio inteiro à loucura, roubando um golo cantado. Pena que aos 90’+1 tenha a infelicidade de conseguir realizar mais uma defesa inacreditável a um cabeceamento à queima-roupa, mas que bate no poste e entra – seria facilmente a defesa da jornada. Quer a sua equipa desça de divisão ou não, merece um lugar na liga principal do futebol português.

O que estás a fazer, Vizela?

Todos nós sabemos que, quando a equipa não tem os resultados que deseja, o mais fácil é culpar o ‘homem das redes’. Ao longo desta época, defendi que Buntic não era, nem de perto, o culpado pela agora descida iminente do Vizela. No entanto, o treinador Rubén de la Barrera pensa o contrário e decidiu trocar o guardião titular por Francesco Ruberto já na jornada passada. Infelizmente para o próprio, não ajudou a evitar a derrota com um rival direto na luta pela manutenção (Chaves) e contribuiu seriamente para a reviravolta do Braga este fim-de-semana com um erro, no mínimo, caricato aos 52’, literalmente oferecendo o golo ao adversário numa exibição que, após este momento, se revelou sofrível com ações extremamente inseguras e nervosas. Se calhar, o problema era outro?

Defesas Neuer da Jornada:

– Andrew (Gil Vicente): leva a expressão “defesa com a ponta dos dedos” ao verdadeiro limite aos 47’.

– Bruno Brígido (E. Amadora): muitos poderão achar a intervenção aos 89’ não tão complicada assim, mas desenganem-se: não só demonstra reflexos soberbos como aguenta a posição até ao remate sair num momento do jogo onde a pressão era imensa.

– Cláudio Ramos (Porto): tendo em conta a visibilidade parcial do remate aos 45’+1, a sua reação merece menção.

Falhas Kralj da Jornada:

– Hugo Souza (Chaves): preparação e eventual abordagem demasiado lenta a um remate forte à figura com pouco ângulo leva a um golo por debaixo das pernas aos 70’.

– Francesco Ruberto (Vizela): tenta uma finta falhada aos 52’ e ainda revela ‘mãos de manteiga’ no mesmo segundo ao ‘passar’ a bola para o adversário marcar.

– Marcelo Carné (Estoril): mais um erro de pés desta jornada, desta vez aos 31’ e mais simples de analisar – arriscou passe arriscado após simulação falhada e… correu mal.

Visão do Leitor: AdeptoImparcial

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

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