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Luís Campos no ‘Scout Talks’: «Os treinadores das camadas jovens em Portugal limitam demasiado a criatividade dos jogadores»

Realizou-se hoje a I edição de ‘Scout Talks!’, um evento a cargo da ProScout. Um dos oradores foi Luís Campos, director desportivo do Lille, que destacou os problemas nas camadas jovens lusas. “Hoje em dia, os treinadores das camadas jovens em Portugal limitam demasiado a criatividade dos jogadores. Quando se faz exercícios para miúdos de 8, 9, 10 anos para jogarem ao primeiro toque ou só darem 2 toques… intervém-se demais”, referiu o antigo responsável pelo futebol do Mónaco. “Em África está o futuro. Jogadores têm talento natural e sabem resolver os problemas entre eles, lidando melhor com os mesmos. Além disso, o jogador africano melhorou devido às academias de formação. Melhoraram taticamente, hoje em dia entendem melhor o jogo”, acrescentou.

6 Comentários

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Junho 8, 2019 at 12:25 pm

    Acho que já estivemos pior no capítulo da formação, mas percebo o que ele diz.

  • João Lains
    Posted Junho 8, 2019 at 12:34 pm

    Isto é algo que não faço nem nunca virei fazer. Significa que golos como o que o Maradona fez, ou o Messi deixariam de acontecer… a única situação em que posso limitar toques é se tiver num exercício de MPB, para os apoios que estão de fora ou num espaço mais curto em que queira promover maior deslocamento sem bola dos jogadores.

  • abatuto
    Posted Junho 8, 2019 at 12:54 pm

    Ainda para mais quando mandam dar apenas 2 toques sem motivo aparente

  • Flavio Trindade
    Posted Junho 8, 2019 at 12:56 pm

    Há quem o faça, mas esta afirmação está bem longe da realidade actual.

    Há treinadores que priorizam a vertente mais física nos seus treinos e isso tem consequências nessa limitação da criatividade, mas esses treinadores são uma minoria.

    Em Portugal, os treinadores da formação trabalham cada vez mais a parte técnica e a parte da compreensão do jogo que era algo descurado há uns anos a esta parte.

    Portanto não assumo esta visão de Luis Campos como realista, bem longe disso.
    Aliás essa visão está bem mais próxima da forma como se trabalha no país onde Luis Campos está agora…

  • BabyCruyff
    Posted Junho 8, 2019 at 1:34 pm

    Na minha equipa limito os toques no rondo de forma a querer que a bola rode o mais rapidamente possível sem o adversário conseguir interceptar.

  • RomeuPaulo
    Posted Junho 9, 2019 at 9:23 am

    Concordo parcialmente com o Luís Campos, se houve uma altura em que se pedia um jogo desde cedo a 1 ou 2 toques, hoje o paradigma está a mudar.

    O problema é que o futebol de rua já quase não existe e há muitos miúdos que só jogam futebol nos treinos, os jogadores são assim por norma menos “malabaristas” que os jogadores de antigamente.

    Na minha equipa de sub10, trabalhamos muito a coordenação, a agilidade e a velocidade, tentamos que eles joguem sempre no mínimo a 2 toques para terem um maior contacto com a bola (embora eles queiram jogar de primeira porque é o que vêem na televisão) e procuramos criar processos para recuperar a bola o mais rápido possível.

    Com bola, e embora às vezes façam coisas que não são muito do meu agrado, é dar o máximo de liberdade, apenas lhes pedimos para terem foco na baliza e no golo.

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