Se juntarmos a todo esse sucesso, o facto da base da equipa ser constituída por jogadores da formação catalã, estamos perante uma combinação quase perfeita. O que é certo é que este “fenómeno”, parece estar para durar, pois na Liga Adelante – equivalente à nossa Liga Orangina – o Barcelona B foi um dos destaques da prova. Sob a orientação do antigo internacional espanhol Luís Enrique, a equipa catalã é a melhor de sempre no que à filial “blaugrana” diz respeito. Acabou num estrondoso 3º lugar, tendo um dos melhores ataques da prova com 82 golos (apenas superado pelo Bétis de Sevilha) mas, mais que isso, ao seu desempenho junta-se um estilo de jogo em tudo idêntico ao de Messi, Xavi e companhia. Numa equipa jovem, onde despontaram os novos “craques” do futebol moderno, Jonathan Soriano, ponta-de-lança de 25 anos foi o artilheiro máximo da competição com 31 golos apontados. Para além deste, Nolito e Jonathan dos Santos foram outros dois destaques da equipa, enquanto jovens como Thiago Alcântara, Bartra, Fontàs, Marc Muniesa e Sergi Roberto foram alterando ao logo do ano entre a equipa principal e a B.
Mais do que recordes, golos ou espectáculo, a equipa B do Barcelona funciona como uma introdução filosófica de conceitos, ou seja, é a base de aprendizagem de um estilo de jogo e, mais do que isso, uma forma de viver o futebol. Luís Enrique, apontado como possível treinador da AS Roma, foi o “pai” deste conjunto de jovens que buscam crescer tanto pessoalmente como desportivamente, atingindo uma maturação do seu jogo. O futuro passa por sustentar o crescimento contínuo da formação “Blaugrana” e, caso seja possível, seguir as pisadas de Messi, Xavi, Iniesta, Puyol, Busquets, Valdés, Pedro e Pique.
Qual a importância das equipas B para as formações principais? Será esta uma das bases do sucesso do Barcelona? E por cá? A não existência de equipas B prejudica os jovens e as próprias equipas?
A.Mesquita

