Real 1-1 Barcelona (C.Ronaldo 82′ g.p.; Messi 53′ g.p.)
O Real Madrid e o Barcelona empataram a uma bola no Santiago Bernabéu, no primeiro de quatro jogos num curto espaço de tempo. Apesar de ser o menos importante de todos, o encontro foi disputado de forma intensa, com os craques de ambas as equipas a marcarem de grande penalidade.
A principal surpresa na equipa de Mourinho foi a inclusão de Pepe lado a lado com Xabi Alonso e Khedira no meio campo, algo que claramente foi uma aposta bem sucedida. Na primeira parte, o encontro teve duas metades distintas. O Barça dominou até aos 25 minutos, com boa circulação, ficando perto de marcar por intermédio de Messi, que tentou fazer um chapéu a Casillas. A partir desta fase, o Real subiu as linhas, pressionando bastante o portador da bola, provocando grandes dificuldades à saída de bola da equipa catalã. A maior oportunidade para os merengues acabaria por ser desperdiçada por Cristiano Ronaldo, que viu o seu cabeceamento ser interceptado por Adriano sobre a linha de golo. Ao intervalo, o resultado ajustava-se perfeitamente àquilo que se tinha assistido em campo, pois apesar do maior tempo de posse de bola dos blaugrana (cerca de 70%), raramente chegaram perto da baliza de Casillas.
O segundo tempo começou com o craque português a ficar a centímetros de marcar, na cobrança de um livre directo. Contudo, um erro completamente inadmissível de Albiol e consequente expulsão permitiu ao Barcelona adiantar-se no marcador, por intermédio de Messi, que bateu Casillas de penalti. Com menos um elemento em campo, Mourinho retirou Benzema e Di Maria e colocou Özil e Adebayor. A entrada dos dois jogadores acabaria por ser benéfica para o Real, que conseguiu equilibrar a partida. O alemão foi bastante importante no transporte de bola, e seria dele a jogada que terminou na falta sobre Marcelo, que resultou em novo penalti, desta vez cobrado por Ronaldo. Até final assistiu-se a um jogo de grande intensidade, com ocasiões de parte a parte, no entanto, o empate não seria desfeito. Em suma, acaba por ser um empate justo no menos importante dos duelos que se avizinham. Veremos o que nos trazem os próximos capítulos.
Destaques:
Real Madrid – A equipa madrilena realizou um excelente ensaio para a final da Copa do Rei, na próxima quarta-feira. O pressing imposto pelo trio de médios (excelente a inclusão de Pepe no meio campo) criou grandes dificuldades ao Barcelona na primeira fase de construção, o que permitiu que a bola fosse recuperada em zonas adiantadas diversas vezes. Depois da expulsão de Albiol, a equipa soube reorganizar-se e explorou bem as transições ofensivas, podendo até levar de vencida o encontro.
Barcelona – Não foi um jogo por aí além da equipa de Pep Guardiola. A circulação de bola não foi tão eficaz como habitualmente, nem tão pouco o espaço entre linhas foi devidamente aproveitado. A agravante de Pedro e Villa estarem completamente desinspirados, bem como a pouca objectividade de Messi ainda complicou mais a situação, num jogo em que os blaugrana criaram poucas situações de golo.
CR7/Messi – Estiveram longe daquilo que podem e sabem fazer. Ambos marcaram, de penalti na segunda parte, e até poderiam ter aberto o marcador no primeiro tempo. Por vezes exageraram nas iniciativas individuais, não dando a melhor sequência às jogadas.
Pepe/Khedira/X.Alonso – Bom jogo do trio de homens do meio campo do Real, essencialmente do português, o melhor em campo. A agressividade que trouxe à zona intermediária merengue foi muito positiva para a sua equipa, pois para além de importunar a posse de bola do Barça, permitiu recuperar várias vezes o esférico.
Piqué/R.Carvalho – Exibição segura de dois dos melhores centrais do mundo, com cortes de grande importância e a elegância que os caracteriza na saída para o ataque.
Pedro/Villa – Apetece perguntar se estiveram em campo. O primeiro raramente tocou na bola, e o segundo apenas apareceu no jogo para desperdiçar várias oportunidades de golo. A pouca participação no jogo dos dois avançados reflectiu-se depois na dinâmica habitual da equipa.
Özil/Adebayor – Trouxeram outra qualidade à frente de ataque merengue. O alemão é claramente um jogador de top, com pormenores deliciosos e uma classe indiscutível. Já o togolês, foi importante na fase final na luta com os centrais catalães.


